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16 sept 2013

[EEUU] Mensagem aos apoiadores do anarquista e hacktivista preso Jeremy Hammond

Eles nos reprimem, infiltram-se entre nós, criam armadilhas, assediam nossos familiares e amigos, e nos chamam de criminosos, terroristas, traidores, e quebram suas próprias leis para tentar nos parar, porque trabalhamos para expor a verdade.

A seguir, umha mensagem escrita polo anarquista e hacktivista preso Jeremy Hammond (1) e pronunciada durante um evento realizado em New York, no dia 19 de agosto, para arrecadar fundos para ele e Barrett Brown.

Saudos Rebeldes!

Eu espero que nesta tarde todos vos se encontrem no melhor estado de saúde e elevaçom de espírito. Obrigado polo apoio, para mim e para Barrett Brown [ativista e jornalista de investigaçom, preso em 12 de setembro de 2012 polo FBI, que pode ficar até 105 anos na prisom em virtude de suas reportagens sobre o coletivo hacker Anonymous e a empresa privada de espionagem e inteligência Stratfor].

Eu quero gritar para todos os meus irmãos e irmãs encerrados, aqui no Centro Penitenciário Metropolitano de New York, no Brooklyn MDC, nas Ilha Rikers, nos Túmulos, na Cadeia de Cook County em Chicago, e para todos aqueles em greves de fome nas prisons da Califórnia e de Guantánamo.

E para Bradley Manning, Barrett Brown, Julian Assange, os Cinco de Tinley Park, os Cinco da Otan, Jerry Koch, e meu querido irmão gêmeo, Jason Hammond.

Também quero agradecer as pessoas que fizeram este evento acontecer, que compareceram nas datas do meu julgamento, que escreveram cartas e enviaram livros, e que foram às manifestaçons barulhentas do lado de fora da prisom em que estou. Seus atos de solidariedade trazem-nos grande incentivo, inspiraçom e força durante estes tempos difícis.

Camaradas, estamos enfrentando umha estrutura de poder racista e capitalista que faz guerras, destrue o meio ambiente e espia cada passo que damos! Eles encerram milhons de pessoas em jaulas por "crimes" que os governos corruptos e as corporaçons multinacionais também cometem diariamente e em maior magnitude, e ainda assim nós somos os criminosos.

Eles nos encerram por possessom de armas e drogas enquanto as empresas de armamentos e as indústrias farmacêuticas som os maiores traficantes. Nos chamam de ladrons enquanto o 1% de Wall Street nos rouba compulsivamente, explora nosso trabalho, desaloja-nos de nossas casas, e recebem afiançamentos bilionários.

Eles condenam hackers e leakers enquanto a NSA [Agência Nacional de Segurança], CIA [Agência Central de Inteligência] e o FBI [Polícia Federal] espiam ilegalmente a todos e todas, e praticam cyber-espionagem através de vírus e hackeamento para sistemas estrangeiros governamentais.

Eles colocam sinais por todos os lados que dizem "se vostede ve algumha coisa, diga algumha coisa" como se seus extensivos sistemas de câmeras de segurança nom fossem o suficiente, e ainda querem que nos tornemos olhos e ouvidos adicionais para a polícia contra nossos próprios vizinhos.

Mas se vostede apontara atividades suspeitas do nosso próprio governo, se vostede publica informaçons que deveriam ser livres e públicas de qualquer forma, entom irám seguir a vostede até o fim do mundo para lhe aprisionar. Mesmo que vostede simplesmente noticie estas informaçons, irám desprestigiá-lo, intimidá-lo para achar suas fontes, ou apenas colocá-lo na prisom sob acusaçons de alarde como fizeram com Barrett Brown.

Eles nos reprimem, infiltram-se entre nós, criam armadilhas, assediam nossos familiares e amigos, e nos chamam de criminosos, terroristas, traidores, e quebram suas próprias leis para tentar nos parar, porque trabalhamos para expor a verdade.

Eles têm medo de que, se as pessoas souberem a verdade, haverá o dia em que responderom polos seus próprios crimes. Mas podemos confiar em qualquer "comissom de revisom independente" criada para investigar a NSA? Após todas as mentiras, ilegalidades flagrantes, vostede acha que qualquer um deles será acusado ou cumprirá pena? As reformas que eles propõem podem nos satisfazer algum dia?

A resposta é, obviamente, nom.

A justiça nom pode nunca ser encontrada nos tribunais das autoridades.

Sim, precisamos eliminar sentenças mínimas obrigatórias, mas o Procurador Geral Eric Holder nom dá a mínima para prisons superlotadas.

A administraçom Obama nom está interessada em tal debate sobre "o balanço entre privacidade e segurança" porque eles continuarám espiando a todos, independente de opiniom pública, até que nós possamos barrá-los.

O tempo para falar está acabado, é o tempo para a recusa coletiva, desobediência civil, e açom direta. Nós precisamos apoiar todos àqueles que arriscam sua liberdade e suas vidas para expor e confrontar a estrutura de poder, e continuar a luta até que paremos as guerras e as paredes das prisons desmoronem e todos juntos possamos ser novamente livres e iguais!

Do seu, pela Revoluçom,

Jeremy Hammond
................................

(1) Entenda um pouco o “Caso Jeremy Hammond”

Jeremy Hammond (Chicago 8/01/1985), é um moço anarquista e programador informático de 27 anos, que leva desde o 5 de março de 2012 detido e encarcerado, dispersado num cárcere de máxima seguridade de New York, sometido a fortes medidas de control e censura. Jeremy, junto a outr@s seis ciberactivistas de Irlanda, Reino Unido e Holanda, foi acusado sobre a base das declaraçons e a colabouraçom dum informante do FBI. Acúsaselhes de ter roubado datos da empresa privada de seguridade e inteligência "Strategic Forecasting Inc" (Stratfor), datos relaçonados com trabalhos realizados pola devandita empresa para agências estatais como a NSA, CIA ou FBI e filtralos a Wikileaks para a súa difusom pública. Estes datos demonstram a vigiância pública, a través de empresas privadas, de todo tipo de activistas e movementos sociais. Jeremy e os seus compas som acusad@s de conformar um grupo internacional de hackers denominado "LulzSec" que teria atacado webs de empresas e instituiçons públicas norteamericanas.

Jeremy foi preso em sua casa em Chicago, e está acusado de Ato de Fraude e Abuso de Computadores, a mesma legislaçom utilizada para processar o ativista de internet Aaron Swartz [ele suicidou-se em 11 de janeiro de 2013, em Nova York]. Esta lei ultrapassada, escrita antes mesmo da internet ter sido criada, dá poderes amplamente absurdos para corporaçons e advogados criminalizarem um conjunto de atividades online e perseguir sentenças extremas e desproporcionais. Por contraste, a defesa conjunta de Jeremy na Irlanda nom será processada no Reino Unido ninguém irá passar mais de 16 meses na prisom.

Jeremy Hammond foi desde os seus anos de instituto um militante moi activo, contra a guerra de Iraq, os grupos nazis e dereitistas, contra a repressom, etc. Em dezembro de 2006 fora condenado a 2 anos de cárcere por atacar a página web do grupo dereitista "Patriot Action" (beligerante contra os grupos e activistas anti-guerra), e cumpriu integramente a súa pena num cárcere federal em Greenville (Illinois).

O juízo de Jeremy iniciouse o passado 23 de julho em New York. Ante umha pena que podería acadar os 30 anos de prisom Jeremy declarouse autor dos feitos imputados com o que se enfrontará a umha pena máxima de 10 anos. Agora o companheiro está á espera de da sentenza do tribunal.

Jeremy teve sua fiança negada, foi arrancado de sua família, e mantido em confinamento solitário - tratamento normalmente reservado para os delitos mais graves. Ele nom fez nada para ganho pessoal, e tudo na esperança de fazer do mundo um lugar melhor. Ele está enfrentando sentença máxima de dez anos, mas a mínima é zero. Está preso desde março de 2012 esperando o julgamento e sob condenaçom. É a hora de ele voltar para casa.

Declaraçom de Jeremy tras as sessons iniciais do seu juízo:

"Agora que me declarei culpável é um alivio ser livre para dizer que colaborei com Anonymous para hackear Stratfor, entre outras moitas páginas web. Entre outras as de empresas que subministram ao ejercito e a polícia, empresas privadas de inteligência e seguridade e agencias das forças da lei. Fígem-no porque crio que a gente tem direito a conhecer o que os governos e corporaçons estám a fazer a porta pechada. Figem o que crio que é correcto"

Mais infos e atualizaçons sobre o caso Jeremy Hammond (em inglês): http://freejeremy.net/
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12 sept 2013

[EEUU] Primeira declaraçom de Jerry Koch de dentro da prisom

Gerard “Jerry” Koch, 24 anos, foi convocado perante um grande júri de New York, depois de que o FBI começara umha “investigaçom terrorista” contra anarquistas locais tras umha explosom nas proximidades de um centro de recrutamento militar em Times Square em 2008. A explosom danificara a porta principal do centro, mas ninguém ficara ferido.

Koch nunca foi acusado deste delito nem de qualquer outro, mas o FBI o ubicava num bar próximo após o ataque, e sinalara que umha pessoa no mesmo bar conhecia alguém relacionado com o ataque. Assim Koch foi intimado para comparecer ao júri em 2009 – quando tinha apenas 19 anos – e declarou publicamente que nom sabia nada sobre aquilo e que nom cooperaria.

Em 21 de maio passado, se apresentou perante o júri mais umha vez, e recusou-se a responder a qualquer pergunta e permaneceu em silêncio o tempo todo. Esse mesmo dia, umhas 100 pessoas, que estiveram de apoio com gritos e cantos, foram retidas, fichadas e liberadas. Ao se negar a colabourar foi ditada orde de prissom contra el e desde entom está encirrado no cárcere "Metropolitan Correctional Center"

“Está claro que o objectivo do Estado nom é apenas para pressionar Jerry para que lhes ofereça informaçons sobre a comunidade radical, senom encarcerar alguém que é parte integrante da nossa comunidade, alguém que nos faz mais fortes” denunciarom os seus apoiadores num comunicado.

A prisom de Koch é o caso mais recente do ataque repressivo que o Estado está exercendo contra os anarquistas e outros grupos radicais estadunidenses.

Agora, passados já 3 meses desde o seu encerro, recebemos de ANA Notícias o seu primeiro Comunicado desde dentro da prisom, que colamos:

Em primeiro lugar, quero agradecer a todxs que me apoiaram de diversas formas nos últimos três meses. Tem sido um inferno de percurso até o momento, repleto de transferências repentinas e atrasos inexplicáveis. Diante disso estou fazendo tudo certo, embora eu gostaria de ver mais o sol e realmente esquecer a cor verde. Sinto falta de meus amigxs e entes queridxs, e estou ansioso para o dia em que eu possa finalmente estar de novo com todxs vocês na terra dxs vivxs. Mas estou sendo forte. Nom sei o quanto mais o Estado planeja me manter separado de minha família e amigxs, mas nom vou ceder.

Em comparaçom com a vasta maioria nesta prisom, tenho sorte. Nom estou enfrentando a possibilidade muito real de passar o resto de minha vida neste lugar, como muitos homens de minha unidade estám. E sou realmente afortunado por ter um apoio tam grande do lado de fora. A solidariedade que todxs demostraram está-me ajudando e constantemente reafirma a minha determinaçom.

O Federal Grand Jury que me colocou aqui é apenas a faceta mais recente de um ataque àqueles que desejam ser livres da vigilância e intimidaçom estatal. Este ataque legal já colocou na mira e reivindicou a liberdade de muitxs anarquistas, mas vamos continuar lutando. Irei continuar lutando. Minhas políticas, princípios e éticas seguem em oposiçom direta a esta ferramenta legal que é usada para possibilitar ainda mais ao governo seus ataques a anarquistas, e nom lhe darei nenhuma legitimidade, e nem consentir de nenhuma forma.

Obrigado de novo a todxs por seus verdadeiramente lindos atos de apoio. Suas cartas estám-me ajudando especialmente a passar por isto, e estou ansioso para falar com muitxs de vocês em breve, deste lado das grades e além.

Por ultimo, por favor use os próximos minutos para escrever para alguém que esteja presx – acredite em mim, isso fará o dia delxs.

Com amor, com dignidade, em solidariedade, por anarquia,

Jerry Koch

Gerald Koch #68631-054

Metropolitan Correctional Center New York

150 Park Row

New York, New York 10007 - EUA

Para mais informaçons e atualizaçons sobre Jerry (em inglês): http://www.jerryresists.net/
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11 sept 2013

Materiais para entender unha revolta.- O islamismo combatente e a intervención americana en Siria

Colamos, despois de traducido, esta entrada do blogue de Yassin Swehat (blogueiro sirio-hispano residente en Compostela):

Non hai nada que estrañar na actitude do réxime sirio respecto ás posibilidades dunha intervención militar norteamericana, pois a historia, na súa opinión, se repite por enésima vez, aínda que con máis ruído. O réxime sirio sempre tratou as súas crises cos americanos de similar xeito; primeiro poñendo sobre a mesa unha oferta atractiva para os intereses ou temores dos americanos a cambio dos cales estes suavicen as súas presións, esta vez foi aceptar, con rapidez e urxencia, a áxil proposta rusa de poñer o arsenal químico sirio baixo supervisión internacional, un plan que sen dúbida gusta en Washington. A segunda é ameazar con facer saltar polos aires toda a rexión á vez que utilizar, de portas para dentro, o mesmo ton ameazador e fanfurriñeiro de sempre; que se Hezbollah ocupará todo o norte de Palestina se EUA ataca, que se o exército sirio pode afundir todo buque que se atreva a entrar no Mediterráneo oriental, que se Irán vai pechar o estreito de Ormuz antes de chuspir lume e aceiro contra as monarquías do Golfo. Todo un repertorio histérico que non para de repetirse nos medios afíns ao réxime, xa sexa oficiais ou "privados".

O réxime sirio teme un ataque americano que poida, polo menos, deixar moi minguada a súa capacidade de ataque aéreo e balístico, pero non é o único actor temeroso dunha intervención occidental no país. É doado encontrar moita retórica antioccidental na linguaxe dos grupos máis integristas que operan en Siria, tanto Jabhat Al-Nusra (unha milicia de carácter salafista- yihadista, con manifesta aliñación con Al-Qaeda) coma o Estado Islámico en Iraq e Siria (Da'esh, polas súas siglas en árabe. Unha escisión de Al-Nusra moi radicalizada e violenta, e que alberga a maior parte dos yihadistas estranxeiros. As súas relacións cos outros grupos combatentes vai dende a tensión ata o enfrontamento aberto, como é o caso das brigadas do Estado Maior do Exército Libre de Siria), e as súas mensaxes non paran de recordar o perigo dunha invasión occidental para cortar o paso cara ao seu gran e definitivo proxecto: O Estado islámico do califato. Estes dous grupos non recoñecen ningún tipo de división territorial dentro da Nación islámica (é dicir, non recoñecen a Siria como país), nin recoñecen o termo Revolución senón que consideran que a súa loita é Jihad contra o "tirano infiel", e tampouco recoñecen calquera simboloxía nacional (bandeiras, escudos, himnos).

Para a lóxica destes grupos, occidente, Israel, Irán, e os réximes árabes son o mesmo, e repárteselles inimizade por igual. Boa parte dos asasinatos e secuestros cometidos por estes grupos integristas levaban o pretexto de que a súa vítima era un axente da OTAN, ou de EUA, ou de Israel, ou de Francia, etc. Un tipo de acusacións e unha linguaxe moi do estilo do Eixe de Rexeitamento en xeral, e do réxime sirio en particular.

Este rexeitamento islamita á intervención estadounidense non se encontra só nos grupos máis extremistas. A Fronte Islámica de Siria, unha coalición político-militar que une a algunhas das fraccións islamitas salafistas máis potentes e estendidas (Ahrar Al-Sham, por exemplo), e que, normalmente, se lle considera máis pragmática e política que Al-Nusra ou Da'esh, sen formar parte do Exército Libre nin recoñecer á Coalición Nacional como representante político, emitiu un comunicado denunciando que o posible ataque americano non responde máis que a intereses particulares de Washington, e que pretende impoñer un plan para Siria que nada ten que ver co que Frente considera xusto. O comunicado remata chamando á unidade das fraccións opositoras como "única vía para a vitoria".

Á parte destas dúas posturas, un vídeo colgado en internet hai uns días certificou o rexeitamento dun conglomerado de grupos combatentes islámistas na periferia de Damasco á intervención americana. O anuncio, lido por un combatente rodeado por compañeiros no medio dunha escena de destrución, recordou o "comportamento criminal" de EUA e os seus aliados en Palestina, Iraq, Afganistán, Chechenia, etc.. e chamou aos grupos favorables á intervención americana a recapacitar, coa ameaza de consideralos "traidores a Deus, ao seu profeta, e ao sangue dos mártires".

Os grupos islamitas de tendencia salafista non se fían da acción occidental, xa que se consideran a si mesmos obxectivos de tal intervención tanto ou máis que o réxime de Bashar Al-Asad. O exemplo dos Drones de Iemen e Paquistán son unha boa razón, entre moitas, para o seu lóxico temor.

Estes grupos contan con redes independentes e sólidas de financiamento e armamento, nas cales un non pode deixar de ver pegadas de servizos secretos árabes, rexionais e occidentais. O propio réxime sirio é un gran xogador neste campo, cun historial que vai dende principios dos 80 en Líbano ata a última década iraquí. O Exército Libre, en cambio, depende máis das decisións políticas das potencias rexionais e internacionais para poder armarse, e unha prolongada dúbida occidental sobre armar ou non á "oposición" levou a que os grupos islamitas, con mellor armamento e preparación, gañasen terreo.

A Coalición Nacional opositora pronunciouse a favor da intervención americana, tamén o fixo o Estado Maior do Exército Libre que representa bastantes brigadas e batallóns da resistencia armada, e conta con recoñecemento rexional e internacional, pero non chega ao nivel de representar realmente a toda, nin á maior parte do movemento armado contra o réxime. Son dous órganos que se manteñen, económica e politicamente, grazas aos seus vínculos con réximes árabes e potencias rexionais, e que non manteñen, en xeral, boa relación coas fraccións islamitas salafistas.

Nunha das moitas capas de relacións, enfrontamentos, e aliñacións que se amontoan formando a cuestión siria, se puiden diferenciar un triángulo de fobia conformado por EUA e os seus aliados, o réxime sirio e os seus aliados, e o islamismo integrista. Cada vértice espera que os outros dous se debiliten loitando entre eles para xogar as súas cartas, todo isto co fondo dun levantamento popular contra unha tiranía empobrecedora e extremadamente violenta, e a forma de infinidade de focos de insurrección repartidos nun escenario post apocalíptico. Este pequeno plano serve para explicar as diferentes posturas neste momento máis que a simplicidade de que "EUA vai a facer unha guerra a favor de Al-Qaeda", unha simplificación que se converte en demagoxia cando ao que a afirma se lle atribúe unha suposta sabedoría magnífica de oriente próximo.
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4 sept 2013

Fillos do uranio x Nazanín Armanian

Recollo (e traduzo) este artigo desta escritora de origen iraniana afincada dende hai ben anos no estado español, e que fora publicado xa hai máis de dous anos no xornal Público , lá por xaneiro de 2009, pero que, por desgraza, segue a cobrar "arrepiante" actualidade dada a teima do premio nobel da paz Obama en bombardear Siria:

"De súpeto, o sol arrefriouse. As mulleres embarazadas parían fillos sen cabeza, e os berces, avergonzados, refuxiábanse nas tumbas. Logo, os camiños perdéronse na escuridade: O sol morrera".

É a arrepiante imaxe da desolación recitada pola poetisa Forugh Farrojzad, que describe a dor de miles de fillos, nais e pais en Iraq, Afganistán e as terras da antiga Iugoslavia; aquilo que vai máis alá do sufrimento "natural" causado pola barbarie dunha guerra calquera.

Deformados, sen ollos ou extremidades, así nacen os "nenos do uranio", ocultos tras as cinzas dos mísiles, froitos do experimento cunha nova arma de destrución masiva: o uranio empobrecido.

Este material foi utilizado por primeira vez -que se saiba- na Guerra do Golfo (1991), durante a cal avións de EUA lanzaron sobre os civís iraquís explosivos cunha radioactividade equivalente a sete bombas de Hiroshima. Descubriuse entón un cadro de enfermidades descoñecido, alcumado Síndrome do Golfo, nos veteranos angloestadounidenses e os seus fillos, que viñan ao mundo con severas malformacións. Os mesmos síntomas detectados máis tarde en Iugoslavia e Afganistán tras bombardeos da OTAN.

O uranio empobrecido utilízase para revestir os tanques e os proxectís, pola súa densidade e capacidade de perforar ata rochas. Desfaise ao impactar contra o obxectivo, contamina aire, auga e terra e permanece incrustado nos xenes de todo ser vivo durante xeracións. Así, ninguén esquecerá a lección. Trátase dun refugallo radiactivo derivado da produción do combustible dos reactores atómicos, cedido gratis polas empresas nucleares á industria militar para así aforrar os custos do almacenamento. Os cemiterios nucleares serán os países invadidos.

Lonxe de ser un dano colateral, os pobos son o principal obxectivo do uso desta arma. Ao convertelos en incapacitados, garántese un dominio prolongado sobre eles e as súas terras. Deste modo, usan unha arma nuclear disfrazada de convencional ante unha Xustiza internacional que centra a súa mirada en minúsculos ditadores, desviando a atención pública do terrorismo de Estado dos señores das grandes guerras xenocidas.

pdt.- Nos comentarios da noticia orixinal había quen puxo en dúvida os dados aportados por Nazanín ao respecto da capacidade radioactiva dos explosivos ianquies, ao que ela mesmo respostou nun outro comentario (que copio e colo depois de traducido):

"O profesor Katsuma Yagasaki, científico da universidade de Ryukyus, Okinawa, Xapón, calculou que durante a guerra do Golfo en Iraq, onde se utilizaron oficialmente 800 toneladas de uranio, se expandiron 36.000 veces mais radiación que a liberada pola bombas de Hiroshima". Este dato, logo confirmado por outros estudos feitos en Afganistán, comproban o que simplemente é arrepiante, incrible.

Podedes ampliar a lectura nas seguintes páxinas:
www.ciaramc.org/ARCHIVOS/Boletines/178.pdf
www.uraniumweaponsconference.de/pdf/informacion_es.pdf
rt.com/news/uk-iraq-depleted-uranium/
www.uraniumweaponsconference.de/pdf/schedule_es.pdf
e outras máis. Hai bastante información circulando.

Invítovos ver tamén as fotos dos afectados (tanto os iraquies e os afgáns coma os nenos nacidos dos militares británicos e estadounidenses que participaron nos bombardeos), ocultadas da opinón pública:
http://thewe.cc/weplanet/news/depleted_uranium_iraq_afghanistan_balkans.html

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2 sept 2013

Por razons de estupidez, Damasco usou o gás sarin para facilitar a invasom do país

Colamos do blogue "PuxaPalavra" este "retranqueiro" e acertado artículo assinado por Raimundo Narciso sobre a preparaçom da guerra contra Siria:

É certo que já em Maio passado, a ex-Procuradora do Tribunal Penal Internacional e membro da comissom de inquérito da ONU sobre as violaçons dos Direitos Humanos na Síria, Carla del Ponte dissera, numha entrevista à Rádio Suíça italiana que: "De acordo com as provas que recolhemos, os rebeldes utilizaram armas químicas, fazendo uso do gás sarin"
Parece que o mundo livre e o seu comandante, os EUA, já decidiram invadir a Síria. Diz o vice-presidente Kerry e diz David Cameron que só falta saber a hora e como.

Estava anunciado há muito que, se o regime sírio usasse armas químicas contra os rebeldes, os EUA nom tinham outro remédio senom intervir militarmente, derrubar, o actual governo, em defesa dos da liberdade e da democracia.

O governo de Damasco, sabendo isto, e estando desde há meses na mó de cima na luta contra os insurgentes sírios, decidiu por razons de estupidez, atacar um bairro dos arredores da capital com gás sarin e assassinar indiscriminadamente 1300 civis, incluído muitas crianças que a imprensa, TVs e Internetes de todo o mundo mostraram revoltando contra Damasco a humanidade (que lê ou vê estas notícias) que em uníssono nom só apoia como exige aos EUA e à UE o derrube de Bashar Al-Assad que sem o parecer é afinal um Sadan Hussein.

Veio mesmo a calhar porque a decisom de intervir já estava em preparaçom mas era necessário ter o apoio da massa ignara que dá os votos de vez em quando.

Talvez, talvez, talvez, que daqui por uns anos, quando a administraçom norte-americana, vencidos os prazos, abrir à consulta a sua documentaçom secreta, lá venha a informaçom que hoje nos escapa: os serviços secretos israelitas, a pedido da CIA, forneceram a umha célula da Al Qaeda X doses de gás sarin para ajudar os nossos amigos, democratas e amantes da liberdade, a verem-se livres do horrível ditador Bashar Al-Assad eliminando uns 1300 desgraçados, nos arredores de Damasco. Infelizmente havia muitas crianças mas paciência. Ou tanto melhor, dado que umha muito bem conseguida campanha de informaçom atribuiu a responsabilidade do crime ao presidente da Síria.

Talvez. Talvez. Nom é que o campo oposto nom fosse capaz de um crime daquele jaez mas os ideais do imperialismo apenas se medem em dólares ou euros, petróleo ou outras riquezas naturais. É claro que já nom vivemos tempos tam propícios aos mandantes e poderosos como aqueles em que aniquilaram milhons de seres humanos para lhes roubarem tudo, como sucedeu, por exemplo, na conquista das Américas, ao ponto de povos e civilizaçons inteiras terem sido destruidos na totalidade. Depois a ”nobreza do dinheiro” teve de se ir conformando com as conquistas da plebe, consequência de grandes e vitoriosas lutas do “terceiro estado” e tem de lidar com essa chatice das eleiçons e dos votos. Mas conseguiram, controlando a educaçom, a comunicaçom social, corrompendo, mentindo, falsificando, por vezes de forma tam monstruosa que ninguém de boa consciência pode sequer admitir que se trate de falsidades.

Na realidade nom sei quem cometeu o crime monstruoso nos arredores de Damasco. É certo que já em Maio passado, a ex-Procuradora do Tribunal Penal Internacional e membro da comissom de inquérito da ONU sobre as violaçons dos Direitos Humanos na Síria, Carla del Ponte dissera, numha entrevista à Rádio Suíça italiana que: "De acordo com as provas que recolhemos, os rebeldes utilizaram armas químicas, fazendo uso do gás sarin" [Ver cá]. Mas se ele só aproveitaria a quem quer a intervençom militar, admitindo que Damasco nom é um manicómio, tudo parece apontar para umha operaçom montada para justificar a intervençom armada na Síria. Mas seriam as potências ocidentais, cristãs, democratas, paladinas da defesa dos direitos humanos, capazes de umha monstruosidade destas, numha atitude de os fins justificam todos os meios?

O que se passou com o Iraque, as provas forjadas, ou apenas enunciadas das armas nucleares que o Iraque tinha, provas tam evidentes que até Durão Barroso as viu nas mans de W. Bush deixa qualquer pessoa no seu juízo de pé atrás com as políticas dos imperialistas.

Afinal o truque se é que esta chacina é de facto umha armadilha, é velho. Em 1939 Hitler vestiu umha fardas polacas a militares alemáns despejou-os do outro lado da fronteira, na Polónia, eles dispararam uns tiros para o lado de cá, contra a pátria sagrada dos nazis e Hitler cheio de razom e apoiado por muitos alemáns, justamente indignados com o traiçoeiro ataque dos polacos, invadiu a Polónia e foi por aí fora acabando a suicidar-se 6 anos e 50 milhons de mortos depois, no Reichstag. Já antes Hitler tinha mandado incendiar o Reischtag (o Parlamento) para acusar do crime os comunistas alemáns e assim, com a moral do seu lado, ilegalizar o PC alemám e de caminho os socialistas.

Os EUA também necessitaram de umha justificaçom moral, um ataque do Vietnam do Norte, para iniciar a sua invasom e a primeira guerra em que foram derrotados, mas depois de milhons de mortos e um país destruído. Foi em 1964 uns tiros disparados contra navios de guerra norte-americanos junto à costa norte-vietnamita, que logo ali ficou provado ser de canhons do Vietnam do Norte “obrigaram” os Estados Unidos a invadir aquele país.

As guerras de rapina por vezes, no curto prazo, dam prejuízo financeiro. Mas é ao país! Os custos som pagos pelo contribuinte e os grandes, os gigantescos, os inimagináveis lucros som de quem investiu… na guerra.

Nom sei se a realidade da Síria é esta que aqui apresento. Mas nom me espantaria. Nom é nada que nom possa ser feito por quem apoiou a criaçom do exército taliban no Afeganistám, protetor e apoiante da Al Qaeda (parceria EUA/Arábia Saudita/Paquistám). Era para combater o regime meio comunista lá instalado, que deu liberdade a metade do país – as mulheres, que passaram a poder ir à escola, a poder andar na rua sem a trela de um homem, etc, mas era umha regime que só conseguiu o poder com o apoio da Uniom Soviética. Para o derrubar valia tudo. O pior foi a que a hidra virou-se contra o seu criador.

Petróleo, negócio de armas (que convém tirar aos russos possuidores do mercado da Síria), geoestratégia. Direitos humanos, petróleo, liberdade, negócio de armas, democracia, petróleo, petróleo, petróleo.
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20 ago 2013

[EEUU] Ordenan a alimentación forzosa de presos en folga de fame en California

No chamado "País das Liberdades" suceden cousas que en cualquer outra parte do mundo serían tomadas polos medios comerciais como aberrantes e síntoma da falla total de hixiene democrática. pero nos EEUU o tema carcerario ven xa rachando con toda moralidade dende hai ven de anos (Guántanamo é só un caso, as prisións privadas como negocio un outro, e ...).

Agora vimos de saber desta noticia polas axencias comerciais. Cabe dizer que en nengunha caso hai unha crítica à situación e limitanse a falar da medida e mesmo a recoller as declaracións dos partidarios da mesma como se fose un acto de boa fe e de ética médica e apenas dan voz ao avogado de varios folguistas, quen considera que a alimentación forzosa "viola o Direito Internacional e a ética médica xeralmente aceitada" e que "só debería empregarse como derradeiro recurso"(??).

Así tanto Europa Press (EP) como AP dan conta na noticia de que as autoridades din temer polo benestar de case 70 reos que se negaron a comer dende que comenzara a folga en 8 de xullo e doutros 67 que se sumaron a posteriori, en protesta contra as condicións da reclusión en aillamento, en muitos casos durante anos. (ver información do inicio da folga neste mesmo blogue).

Se ben as normas son deixar que os prisioneiros morran de fame se teñen asinado un documento, de cumprimento obrigatorio, que peden que non se lles reanime en caso de unha crise de saude, agora, un xuiz federal de San Francisco, ven de dar, este luns, luz verde a poder alimentar à forza aos reclusos en folga de fame, incluidos aqueles que expresaran o seu desexo de que non se leve a cabo dito proceder.

Pois se isto non bastara, enerve saber que a decisión do xuiz foi tomada despois da petición das autoridades penitenciarias do estado de California quen, no seu recurso, argumentaron que existe "o risco de que os reclusos poida que foran coaccionados a participar na folga de fame" e que asinaran as suas declaracións rexeitando a alimentación artificial contra a sua vontade. (!!!)

Pero para colmo, o Departamento de Correccións e Rehabilitación de California (CDCR) negase a considerar as súas demandas xustas. Ao contrario, as autoridades carcerarias responden con represalias contra os folguistas de fame, máis illamento, aire xeado e confiscacións da comida que compran na cafetaría para gardar nas súas celas - e ata neganlles medicinas.

O que lles fai este sistema criminal a decenas de miles de presos por todo o país -o que esta folga de fame loita para eliminar- é A TORTURA. E ata agora, os esforzos do CDCR para illar e esmagar a folga de fame resultaron na morte dun dos folguistas.

Billy Michael Sell, de 32 anos de idade e coñecido polos seus amigos como "Güero", morreu o 22 de xullo mentres participaba na folga na Unidade de Vivenda de Seguridade (SHU) da Prisión Estatal Corcoran. O CDCR afirma que non estaba de folga e que se suicidou. Pero os outros presos din que Sell estaba de folga de fame e pedira asistencia médica durante varios días antes de morrer. Din que Sell era "unha persoa boa, forte", que "de ningunha forma era propio del" [suicidarse].

As autoridades correccionais - que afirman que estiveron a monitoreando con coidado a saúde dos folguistas, nin sequera lles informaron aos presos mediadores ao respecto, os que só souberon da morte de Sell despois de cinco días, o 27 de xullo.

A pura verdade: Asasinaron a Billy Sell o CDCR e todo este sistema criminal coa súa encarceración en masa e o illamento que constitúe a tortura.

Noticia redactada por eDu con a información das axencias comentadas e da web do partido Comunista Revolucionario dos EEUU (ver acá)
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27 jul 2013

[EUA] Anunciando a Turnê Anarquista de Abolição Penal

Nom soemos dar pulo a convocatórias tam alonjadas de nós, mas dado o seu carácter noticiário do que se está a fazer em solidariedade com as presas fazemos esta excepçom com esta que recebemos na nossa caixa de correios:

O Teatro Insurgente (produtores de peças anarquistas e sobre abolicionismo penal como em "Belly and Ulysses'Crewmen") está anunciando uma turnê de sua nova peça: Todos os Policiais são Bastardos, em conjunto com um novo documentário sobre a Rebelião de Lucasville: A Sombra de Lucasville.

Membros do Teatro Insurgente tem trabalhado com a organização "RedBird Prison Abolition" desde sua criação, focados particularmente em apoiar os esforços da Rebelião dos Prisioneiros de Lucasville e Sean Swain. Essa nova turnê irá arrecadar verba e suporte a todos estes projetos.

ACAB é uma peça de 90 minutos que examina as profundezas da psicologia policial, a história da aplicação da lei nos Estados Unidos, novas tendências de policiamento e formas de resistência contra a polícia e contra as prisões.

A Sombra de Lucasville é um documentário de 60 minutos realizado por D. Jones acerca da rebelião carcerária de 1993 na Instalação Correcional do Sul de Ohio em Lucasville. Prisioneiros que estão no corredor da morte como resultado de acusações falsas, na base da rebelião, irão contatar o evento para responder a questões sobre suas experiências.

Organizações locais e advogados prisionais serão encorajados a participarem dos eventos e construir uma organização na direção de uma rede mais forte de anarquistas contra as prisões e contra a polícia. Esta turnê é em grande parte inspirada dos telefonemas frequentes recebidos dos então encarcerados anarquistas Lorenzo Komboa Ervin e Memphis Autonomia Negra para anarquistas brancos para atualizar nossa análise e alterar nosso apoio: de uma pequena lista de prisioneiros políticos para uma atenção ampliada ao encarceramento em massa.

A primeira turnê irá de Columbus, Ohio, para Machias Maine entre os dias 7 e 25 de agosto, mas oTeatro Insurgente está pronto para levar estes projetos em qualquer lugar, por todos os lados, nos próximos 6-9 meses. Se você gostaria de agendar uma peça em sua cidade, entre em contato com Ben no e-mail insurgent.ben@gmail.com.

Do Teatro Insurgente

http://insurgenttheatre.org/

Tradução Malobeo

agência de notícias anarquistas-ana

Árvore curvada
tentando catar folhinhas
caídas no chão

Lena Jesus Ponte
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9 jul 2013

[EEUU] Éxito no primeiro día de Protesta Contra o Confinamento Solitario en California. Os propios carcereiros recoñecen que 30000 persoas presas rexeitaran as comidas.

Segundo recollemos de Tokata que se fai eco da notícia puiblicada en Los Ángeles Times, 30.000 persoas rexeitaran as comidas no inicio do que pode ser a protesta carceraria máis grande na historia dese estado.

Xs presxs en dous tercios das 33 prisións dese estado, e en catro prisións privadas de estado, rexeitaron tanto o almorzo como o xantar onte luns 8 de xullo, data de inicio da protesta, segundo declarou a portavoz de correccións Terry Thornton. Ademáis, 2.300 presxs deixaron de ir para traballar ou de asistir às suas aulas nas prisións.

O departamento de correccións non recoñecerá a folga de fambre ata que xs presidiarixs leven perdidas nove comidas consecutivas. Ata Thornton recoñeceu que as persoas que se sumaron a este inicio da protesta son muitas máis que as que se viran na mesma California hai dous anos, durante unha serie de folgas de fame que chamaran a atención internacional.

A protesta, anunciada durante meses, está organizada por un pequeno grupo de presidiarios da Prisión de Estado de Bahía de Pelícano perto da fronteira de Oregon. sua lista de demandas, reiteradas onte luns, centrase en políticas estatais que permiten que presidiarios sexan sostidos en aillamento indefinidamente, nalgúns casos durante décadas, por vínculos con bandas dentro da prisión.

A protesta implica os mesmos problemas e muitos dos mesmos presos que levaran unha serie de protestas nos cárceres de California haie dous anos. Na altura das folgas de fame de 2011, máis de 11.600 presos nalgún momento rexeitaron as comidas.

Más información en Tokata:

- El 8 De Julio Se Reanuda Una Vez Más La Lucha Contra El Confinamiento Solitario En Las Cárceles De EE.UU.
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26 jun 2013

Entrevista a Loita Común | Federación Comunista Libertaria de EUA

Colamos, depois de traducido, a entrevista que lle fixeron compas do colectivo Acción Libertaria de Colombia e que recollimos da sua web:

Co ánimo de establecer e fortalecer as relacións con organizacións libertarias internacionais, realizamos a seguinte entrevista ao compañeiro Antonio, militante da organización política Loita Común, unha federación anarquista con varios anos de experiencia nos Estados Unidos.

ACCIÓN LIBERTARIA: Que é Loita Común?
LOITA COMÚN: É unha organización anarquista revolucionaria que tivo o seu inicio no ano 2000, en resposta ás ondas de protestas masivas en contra da globalización neoliberal, co nome de Federación Comunista Libertaria do Nordés (NEFAC). Naquel entón uníronse varios colectivos comunistas libertarios co propósito de crear unha organización anarquista revolucionaria que se enfocase en participar e axitar nas loitas sociais do nordés de América do Norte, incluíndo os Estados Unidos e Canadá. Por razóns estratéxicas separámonos en distintas organizacións. Agora existe a Unión Comunista Libertaria en Quebec, Canadá e a Federación Comunista Libertaria- Loita Común nos EUA. Actualmente hai catro grupos federados nos tres estados de Massachusetts, Nova York e Rhode Island. Ademais hai varias militantes particulares en Connecticut, Maine, Maryland, Nova Jersey, Pennsylvania, Vermont e Virxinia.

AO: Como entende o anarquismo Loita Común?
LC: Entendemos o anarquismo como unha crítica do dominio dun grupo ou persoa sobre as demais. Iso inclúe o dominio económico do capitalismo, pero tamén o dominio do Estado, o patriarcado, o imperialismo e a supremacía branca.

AO: Sabemos que as súas apostas están dirixidas ao estudo e desenvolvemento teórico, á propaganda do anarquismo e á inserción nas loitas populares como desenvolveron este traballo?

LC: Nós dedicamos moita enerxía e énfase á inserción social. Somos activas principalmente en movementos de traballadoras, loitas pola vivenda digna, movementos de estudantes e traballadoras de institucións educativas e loitas anti- penitenciarias e anti-criminalización. O noso obxectivo é participar nestes movementos para que sexan máis exitosos, pero tamén para apoiar e promover os elementos máis libertarios, máis revolucionarios deles. Cremos que a conciencia revolucionaria se desenvolve máis profundamente no contexto de loita e enfrontamento coas estruturas do dominio. Á vez entendemos que é importante ter espazos para reflexionar sobre as nosas experiencias nas loitas sociais. Entón organizamos grupos de estudo e foros públicos para dialogar máis coas nosas aliadas. Temos tamén un boletín chamado Liberdade. Neste publicamos artigos xornalísticos, declaracións e análise sobre os movementos sociais.

AO: Que outros grupos anarquistas hai en EU? Como se relaciona Loita Común con eles?
LC: Existen moitos grupos pequenos de anarquistas e revolucionariaos anti-autoritarixs nos Estados Unidos. Nós estamos a participar nun proceso de reagrupamento con varias organizacións. O noso propósito é formar unha organización de costa a costa baseada en principios libertarios e nunha estratexia unida de inserción social. As demais organizacións participantes son a Alianza Solidariedade Obreira (WSA), Miami Autonomía e Solidariedade, Colectivo Rosa Silvestre, Organización Anarquista Catro Estrelas, Rochester Vermello e Negro e Amañecer. Cada grupo ten a súa propia historia e xeografía, pero cremos na necesidade de ampliar a escala de coordinación do noso traballo.

AO: E a nivel internacional, que relacións teñen?
LC: A nivel internacional, somos parte da rede de Anarkismo.net. Tamén dialogamos máis activamente con organizacións e militantes anarquistas en América Latina, o Caribe e o mundo árabe. Estamos interesadasos en compartir, aprender e coordinar máis coas nosas compañeiras a través das fronteiras.

AO: Como se desenvolve a loita sindical no nordés de estados unidos? Que relación ten Loita Común cos sindicatos?
LC: A loita sindical na nosa rexión consiste principalmente nos sindicatos de traballadoras da industria de servizo e das traballadoras inmigrantes. Mentres as burocracias destes sindicatos son lacaios do partido Demócrata, houbo un aumento na sindicalización das traballadoras de baixos ingresos e máis militancia táctica nas campañas. Isto poderíase ver como resultado da crise económica e tamén da onda de
resistencia causada polo movemento "Occupy". Algunhas militantes de Loita Común facemos parte de sindicatos, tanto dos da corrente principal como sindicatos radicais, por exemplo, o sindicato dos Traballadores Industriais do Mundo (IWW). Entendemos o noso papel como militantes de base e catalizadorxs de estratexias combativas que enfrontan tanto á patronal coma á burocracia sindical.

AO: Cal é a situación actual do movemento social en EU? Teñen aceptación e influencía as ideas libertarias?
LC: É difícil falar dun movemento social unitario ou monolítico nos EUA. A maioría das organizacións que se poderían considerar como parte dun movemento social son pequenas, débiles e competitivas. Hai dúas grandes limitacións para o desenvolvemento de movementos populares neste país. Unha é o predominio das organizacións no, por que aínda que frecuentemente inician campañas organizativas da clase traballadora, son restrinxidas pola competitividade e as estruturas xerárquicas requiridas pola lei. Outra limitación é que moitas activistas radicais prefiren criticar dende as marxes en vez de entregarse a unha loita prolongada, na cal que teñen que traballar e dialogar con xente que non necesariamente comparte os seus ideais revolucionarios. Unha novidade que cambiou moito a narrativa e as posibilidades foi o movemento "Occupy". Aínda que foi limitado por moitos factores, tamén abriu un espazo para novas formas de loita, polas críticas ao sis1- Marcha do 1 de maio 2012 en Providence, Rhode Islandtema capitalista e pola participación popular en algo que se podería chamar un movemento. Moitas revolucionarias consideran que o momento de "Occupy" xa pasou, pero saímos con moitas leccións, relacións e máis conciencia popular.

AO: Cal é a súa lectura da reelección de Obama? Conta co apoio da clase traballadora?
LC: A reelección de Obama é indicativa dalgunhas correntes sociais importantes. Primeiro, envolvida en toda a batalla electoral está a emerxencia de novas forzas sociais na sociedade estadounidense. Para moita xente as eleccións de 2012 representaron a confrontación entre a sociedade branco-supremacista e a "nova maioría, " a xente de cor. Obama e as demócratas teñen máis apoio da clase traballadora que as súas opoñentes republicanas porque a retórica é máis atractiva, á xente traballadora. Non obstante, a realidade é que a súa administración é fundamentalmente a favor do capitalismo neoliberal e o imperialismo ianqui.

AO: A que desafíos se enfrontan na actualidade?
LC: O movemento anarquista en EUA foi moi desorganizado, ineficaz e insular, entón un desafío é tratar de establecer estratexias de inserción social máis desenvolvidas con respecto a movementos sociais. Somos poucas persoas (ao redor de 50), por iso non somos suficientes militantes para poder introducir as ideas libertarias en movimentos amplos.

AO: Queren engadir algo máis?
LC: Un saúdo ás compañeiras de Bogotá, Colombia e América Latina. Temos que coordinar máis e mellor entre os nosos humildes esforzos porque estamos a loitar en contra dos mesmos sistemas de opresión aínda que vivimos en distintos lados das fronteiras.
Arriba os e as que loitan!
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3 jun 2013

Carta dos Presos en Folga de Fame en Guantánamo ao Médico da prisión que os alimenta à forza

Recollemos e traducimos do Boletín Tokata

Estimado doutor:

Non desexo morrer, pero estou preparado para correr o risco con que poida chegar a facelo, porque estou a protestar polo feito de que fun encerrado durante máis dunha década, sen xuízo, sometido a tratos inhumanos e degradantes e se me negou o acceso á xustiza. Non teño ningún outro xeito de comunicar a miña mensaxe. Vostede sabe que as autoridades me quitaron todo.

Por esta razón, respectuosamente solicito que se permita a profesionais médicos independentes entrar a Guantánamo a tratarme, e que se lles dea total acceso á miña historia médica, co fin de determinar o mellor tratamento para min.

Vostede afirma estar a actuar de acordo cos seus deberes como médico para salvar a miña vida. Isto vai en contra do meu desexo expreso. Como vostede debe saber, son competente para tomar as miñas propias decisións sobre o tratamento médico. Cando trato de rexeitar os tratamentos que me ofrece, vostede mos mete á forza, ás veces con violencia. Por estas razóns, vostede está a violar a ética da súa profesión, como a Asociación Médica dos Estados Unidos(1) e a Asociación Médica Mundial(2) o deixaron en claro.

A miña decisión de ir á folga de fame e soportala case ata a inanición durante máis de 100 días non foi tomada por riba. Fágoo porque, literalmente, é o único método que teño para facer que o mundo exterior poña atención. A súa resposta á miña decisión coidadosamente considerada non pode conducir loxicamente á conclusión de que o seu único obxectivo é salvar a miña vida; as súas accións durante os últimos meses non son compatibles con este tipo de inferencia.

Para aqueles de nós que somos alimentados á forza contra a nosa vontade, o proceso de pasarnos á forza, repetidamente, un tubo polo nariz e ata a garganta para manternos nun estado de semi inanición é extremadamente doloroso e as condicións nas que se fai son abusivas. Se de verdade vostede tivese os meus intereses de saúde no corazón, vostede tería podido falarme como a un ser humano sobre as miñas opcións, en lugar de tratárseme dun xeito coma se me estivesen a castigar por algo.

Vostede debe saber que a súa reacción profesional esaxerada á miña participación na folga de fame foi condenada non menos que por unha autoridade como as Nacións Unidas; o Relator Especial sobre a Saúde afirmou inequivocamente que "o persoal de saúde non poden exercer presión indebida de ningunha clase sobre as persoas que optaron polo recurso extremo dunha folga de fame, nin é aceptable o uso de ameazas de alimentación forzada ou outros tipos de coacción física ou psicolóxica contra as persoas que decidiron voluntariamente facer unha folga de hambre" (3).

En todo sentido, non podo confiar no seu consello, xa que vostede é responsable ante os seus oficiais militares superiores que requiren que vostede me trate por medios inaceptables para min, e vostede pon o seu deber para con eles por enriba do seu deber para comigo como médico. A súa lealdade dividida fai que sexa imposible confiar en vostede.

Por estas razóns, a nosa actual relación médico-paciente non pode contribuír a solucionar as ameazas á miña saúde que está a xerar esta folga de fame. Vostede pode ser capaz de manterme con vida durante moito tempo nun estado de debilitamento permanente. Pero con tantos de nós en folga de fame, vostede está a intentar un tratamento experimental a unha escala sen precedentes. E vostede non pode estar seguro de que non se cometerá un erro humano que levará á morte dun ou máis de nós.

Os seus superiores, ata e incluíndo ao presidente Obama, o seu Comandante en Xefe, recoñecen que a miña morte ou a doutro folguista de fame aquí terían consecuencias adversas graves. A vostede ordenóuselle garantir, con absoluta certeza, a miña supervivencia, pero iso está máis alá da súa capacidade de facelo (ou talvez a de calquera médico).

Teño certa simpatía pola súa posición imposible. Se vostede continúa no exército ou regresa ao exercicio civil da medicina, terá que vivir durante o resto da súa vida co que fixo e deixou de facer aquí en Guantánamo. Dando un paso adiante vostede pode facer a diferenza. Pode optar por deixar de contribuír activamente ás condicións abusivas que estou a soportar actualmente.

Só pídolle que eleve aos seus superiores a miña petición urxente de que se me permita ser examinado e asesorado por médicos independentes elixidos, en reserva, polos meus avogados, e que se lles subministre a eses médicos os meus informes médicos completos antes da súa visita.

Isto é o menos que pode facer para manter o mínimo do seu xuramento de "non" facer dano.

Atentamente,

E asinan esta carta os detidos en folga de fame (ver relatorio na páxina de Tokata)
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24 may 2013

Catro realidades inhumanas sobre a folga de fame en Guantánamo

Tomado e traducido de Rebelión que recolle de Alternet este artigo do escritor Steven Hsieh:

O venres 17 de maio cumpríronse 100 días dende o comezo da folga de fame na Baía de Guantánamo que volveu capturar a atención internacional respecto á prisión no estranxeiro que o presidente Obama prometera pechar hai cinco anos cando era candidato.

Os funcionarios militares din que o xoves 16 dos 166 detidos 102 estaban a participar na folga. Os avogados din que a cantidade é máis próxima a 130.

Dende que a folga de fame comezou, grupos internacionais que inclúen o Parlamento Europeo, a Comisión Interamericana de Dereitos Humanos, o Alto Comisionado das Nacións Unidas para os Dereitos Humanos e varias nacións con detidos en Guantánamo, aumentaron a presión sobre o goberno de Obama para que libere os detidos ou peche por completo a prisión.

Como a folga continúa pasado o seu centésimo día, presentamos catro dos feitos máis inquietantes sobre a situación en Guantánamo.

1. A tortura da alimentación forzosa

Trinta dos 166 prisioneiros recluídos en Guantánamo son sometidos á alimentación forzosa, unha práctica que a Oficina de Dereitos Humanos da ONU considera tortura e violación do dereito internacional. Durante esta semana, a ACLU [Unión Estadounidense de Liberdades Civís], así como varias organizacións de dereitos humanos, enviaron unha carta ao Secretario de Defensa Chuck Hagel urxíndolle a que se deixe de alimentar á forza os presos de Guantánamo.

Mentres os militares din que sería "inhumano" deixar que os prisioneiros se maten por inanición, varios grupos de dereitos humanos e médicos non están de acordo.

"Baixo esas circunstancias, seguir adiante e alimentar á forza unha persoa non só é unha violación ética senón que pode chegar ao nivel de tortura ou maltrato", dixo Peter Maurer, xefe do Comité Internacional da Cruz Vermella.

O procedemento de alimentación forzosa consiste na introdución dun tubo polo nariz do prisioneiro, pasando polas foxas nasais, a garganta ata chegar ao estómago. O proceso inflixe severas dores e malestar. Segundo unha análise de documentos militares realizada por Al Jazeera [1], obrigan os prisioneiros "a levar máscaras sobre as súas bocas mentres están sentados encadeados a unha cadeira ata dúas horas" mentres bombean un suplemento nutritivo ao seu estómago. "Ao final do procedemento levantan ao preso da cadeira e lévanlle a unha 'cela seca', sen auga corrente", explica Al Jazeera. "Entón un garda observa o detido durante 45-60 minutos 'por se dese sinais de vomitar ou intentase inducir o vómito'. Se o prisioneiro vomita devólvenlle á cadeira de alimentación".

2. Supostos intentos de "quebrar" os presos en folga de fame

Apareceron varios informes de que os gardas de Guantánamo están a maltratar presos en folga de fame nun esforzo por "quebralos". Os avogados do prisioneiro iemení Musaab ao-Madhwani din que os gardas premen os folguistas negándolles a auga potable, obrigándoos a beber auga da chave non potable e mantendo as súas celas a temperaturas "extremadamente frías", informa AFP [2]. Nunha queixa, os avogados dixeron: "Cando Musaab e os seus compañeiros presos solicitaron auga potable, os gardas dixéronlles que bebesen das billas... a falta de auga potable xa causou a algúns prisioneiros problemas renais, urinarios e estomacais. "

Outro avogado dixo a RT [3] que os gardas sacan os detidos en folga de fame dos espazos comúns e os obrigan a vivir en celas illadas para quebrar o seu espírito.

3. Máis da metade dos presos de Guantánamo foron aprobados para a súa liberación. Un noventa por cento nin sequera foron acusados de crimes.

Oitenta e seis de 166 prisioneiros en Guantánamo xa foron aprobados para a súa liberación, pero as barreiras legais e burocráticas mantéñenos en detención indefinida. Ante todo, o Congreso impuxo restricións ás transferencias de detidos, esixindo probas de que os posibles transferidos non formularían xamais unha ameaza á seguridade nacional de EUA no futuro. Nunha conferencia de prensa do pasado mes, o presidente Obama reiterou este feito, dicindo que "necesitará algo de axuda do Congreso". Non obstante, como sinalaron varios comentaristas, o Congreso tamén outorgou a Obama o poder de utilizar dispensas para transferir detidos, un poder que non exerceu nin unha soa vez.

As cousas son complicadas polos 56 nacionais iemenís detidos en Guantánamo. Como explicou Alex Kane de AlterNet [4] Iemen é "un forte aliado de EUA que tamén ten un problema con Al Qaida na Península Arábica, un grupo que planeou ataques contra EUA Despois da suspensión dunha conspiración terrorista en 2009 que supostamente se orixinou en Iemen, o goberno de Obama decidiu suspender a repatriación de detidos a Iemen".

4. Ningunha alternativa agás un ataúde

Infórmase de que a folga de fame comezou como unha reacción polo maltrato dos gardas da prisión aos exemplares del Corán dos detidos. Pero como sinalaron diversos comentaristas, organizacións e os propios detidos, iso foi só un momento clave. A folga é o resultado das grandes frustracións dos prisioneiros por telos afastados das súas familias en condicións inhumanas, algúns dende hai máis de 11 anos.

"Os funcionarios din que dous detidos intentaron suicidarse dende o comezo da folga".

"Os presos non están a pasar fame para converterse en mártires... o fan porque están desesperados", dixo Wells Dixon, un avogado que representa cinco detidos de Guantánamo. "Están desesperados por liberarse de Guantánamo. Non ven ningunha alternativa á parte de saír nun ataúde. É o resultado final".

Samir Naji ao Hasan Moqbel, mediante un chamado telefónico ao seu avogado, explicou que a folga de fame está impulsada por unha mentalidade de último recurso nun artigo de opinión para o New York Times [5] do pasado mes:

"Agora a situación é desesperada. Todos os detidos están a sufrir profundamente... hei vomitado sangue.

E non hai fin á vista do noso encarceramento. A decisión que tomamos é negarnos a inxerir alimentos e arriscar a morte cada día.

Só espero que debido á dor que estamos a sufrir, os ollos do mundo volvan dirixirse cara a Guantánamo antes de que sexa demasiado tarde".


Notas:

[1] Análise de documentos militares realizada por Al Jazeera

[2] Maltrato a presos, informa AFP

[3] Maltrato a presos, informa RT

[4] A particularidade de Iemen

[5] Artigo de opinión no New York Times
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29 abr 2013

Alimentación forzada aos presos en folga de fame de Guantánamo

A pesar do silencio informativo sobre este protesto colectivo en forma de folga de fame en Guantánamo, saen novas informacións con conta gotas sobre o que vén sucedendo. Así do medio informador.com.mx sacamos a información de que a folga de fame nas celas do cárcere de Guantánamo seguía gañando terreo con 97 reos de 166 sen comer, aínda que cada vez máis detidos son alimentados á forza. Colamos depopis de traducido:

O número de encarcerados en folga de fame segue aumentado día a día dende o seis de febreiro, cando comezou esta protesta. As primeiras cifras facilitadas polas autoridades militares o 11 de marzo sobre esta iniciativa facían referencia a nove folguistas.

Entre os que xaxuaban este venres, 19 -un récord- eran alimentados a través de sondas nasogástricas, dos cales cinco foran hospitalizados, aínda que non estaban en "perigo de morte", precisou o voceiro no seu comunicado diario.

"Os detidos teñen dereito a protestar. Non obstante, a nosa misión é darlles un ambiente san, humano e seguro e non deixaremos que os nosos prisioneiros morran de fame", agregou o voceiro militar, cando unha polémica sacode a prisión: débese alimentar pola forza aos reos en folga de fame?

Para o Comité Internacional da Cruz Vermella (CICV), que acaba de enviar un equipo a Guantánamo, "é un tema de desacordo con EEUU".

O CICV e outras organizacións defensoras dos dereitos humanos prohiben a alimentación forzada, que consideran "contraria aos criterios éticos profesionais e médicos vixentes" a nivel internacional.

Nun recente informe, a organización Constitution Project considera que esta práctica é "unha forma de abuso á que hai que poñer fin".

"Se alguén mentalmente san expresa a súa decisión de non ser alimentado nin hidratado, o persoal médico ten a obriga ética de acceder ao seu desexo", declarou o doutor Vincent Lacopino, experto da organización Médicos polos Dereitos Humanos.

"Nese contexto, alimentar unha persoa pola forza non só é un violación ética, senón que pode ser tamén comparado á tortura ou a malos tratos", dixo ao rotativo Miami Herald.

Os avogados dos presos sosteñen que dende o comezo da protesta uns 130 seguen a folga de fame pola súa detención ilimitada dende hai once anos, sen formulación de cargos nin xuízo.
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22 abr 2013

Mais de metade dos prisioneiros de Guantánamo em greve de fome

Podem ser 84 ou 77: som muitos e mais do que se pensava os prisioneiros de Guantánamo em greve de fome. Alguns iniciaram o protesto contra a detençom indefinida e as condiçons do centro a 6 de Fevereiro.

Segundo conta ao jornal The Miami Herald o tenente-coronel Samuel House, 77 dos 166 prisioneiros que permanecem na prisom norte-americana estám em greve de fome. Destes, 17 estám a ser alimentados à força através de tubos inseridos nos seus narizes, o que alguns dos advogados consideram tortura, se bem, de acordo com responsáveis militares dos Estados Unidos citados pelo diário britânico Guardian som já 84 os grevistas, mais de metade dos prisioneiros.

Um dos que se recusa a comer é Shaker Aamer, há onze anos na prisom da baía de Cuba e há seis à espera de ser libertado, depois de ter sido declarado que nom constituía uma ameaça: “Agora, tenho nódoas negras em todo o meu corpo. Penso que faço marcas mais facilmente, há 60 dias em greve de fome, com as minhas defesas físicas a quebrarem”, escreve Aamer num texto publicado no Independent, onde também relata que: “A greve de fome de Guantánamo é, no fim de contas, um protesto contra a Grande Mentira de George Orwell”,ou: “A Grande Mentira aqui é a ideia de que manter 166 prisioneiros em Cuba de algumha forma torna a América mais protegida do extremismo. Numha espécie de filme épico de Hollywood, a América é o bom polícia do mundo, que pom as algemas nos maus. Estes 166 malvados poderiam, aparentemente, derrubar uma naçom poderosa caso nom estivessem trancados 24 horas.”

Um movimento sem precedentes

Guantánamo foi o centro de detençom escolhido para os suspeitos de terrorismo depois dos atentados do 11 de Setembro, a soluçom da Administraçom de George W. Bush para “os piores dos piores”, na expressom de Donald Rumsfeld, entom secretário da Defesa. Mas como recorda Aamer, dos quase 800 homens que por ali passaram desde Janeiro de 2002 “613 prisioneiros foram enviados para casa e os EUA consideraram nom perigosos 86 dos que ainda estám neste lugar esquecido”; “ao todo, isso som 699 pessoas, mais de 90% do total”.

Esta nom é a primeira greve de fome de Guantánamo, mas está a ser levada mais longe por parte dos prisioneiros. No início do mês, alguns já tinham perdido 20 quilos. David Remes, advogado de 15 presos, 13 deles em greve de fome, dizia há duas semanas que este movimento de protesto “nom tem precedentes, tanto pela amplitude como pela duraçom e determinaçom”.

Os prisioneiros deixaram de comer quando se soube que alguns guardas tinham voltado a desrespeitar o Corám. A 6 de Fevereiro, durante uma busca, os guardas confiscaram objectos dos presos e em algumas celas o Corám foi examinado de uma forma que os presos consideraram ofensiva. O protesto evoluiu e, para alguns, parece ter-se tornado num caminho sem retorno. Agora, escreve Aamer, “a greve de fome é por eles me terem dito há seis anos que eu podia ser libertado e voltar para a minha mulher e os meus quatro filhos, mas aqui estou eu, ainda em Guantánamo”;“é sobre o homem no meu bloco de celas que está numha cadeira de rodas, ou estaria se eles nom a tivessem tirado em protesto pela greve de fome”.

“Posso ter de morrer"
, escreve Aamer. "Espero que nom, quero voltar a ver a minha mulher e a minha família”.
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13 abr 2013

Respecto ao Asasinato de Kimani Gray en East Flatbush, Brooklyn

Publicamos polo seu interés, esta noticía-crónica dos sucesos de East Flatbush en Brooklyn, Nova York, onde compas italianxs de Radiocane entrevistaron a Kirilov de Brooklyn, con unha analise pormenorizada da vida nos ghettos que nos achega a essa realidade silenciada nos mass medias, mesmo nos propios EEUU, detallando con precisón a realidade da represión contra a poboación negra. Traducimos de ContraInfo publicada en 29 de marzo, e colamos à ìntegra:


O que segue é unha adaptación da retransmisión especial de Radiocane sobre os sucesos de East Flatbush:

Cada 36 horas é asasinada unha persoa negra pola policía dos Estados Unidos. Dende principios de 2013, van xa máis de 20 homicidios ás mans da policía cara á poboación negra. O sábado 9 de Marzo, o brazo armado do Estado americano golpeou de novo, en Brooklyn: con once disparos de pistola asasinaron a Kimani Gray, un rapaz negro de 16 anos. Durante algúns días, no barrio onde vivía, East Flatbush, explotou a revolta. Falamos con Kirilov, un compañeiro de Brooklyn.

Brooklyn é a parte máis habitada da cidade de Nova York, está unida a Manhattan (o centro da cidade) por dúas pontes e diferentes liñas de metro. Está composto por distintos barrios considerados residenciais onde vive xente que traballa predominantemente en Manhattan e, ademais ,está composto tamén por distintos barrios de carácter proletario ou sub-proletarios, chamados guettos.

Nos últimos 15-20 anos houbo un proceso masivo de xentrificación (1) de Brooklyn e das zonas máis próximas ao centro.

East Flatbush está social, material e xeograficamente distante destas partes de Brooklyn da nova xentrificación. Non houbo inxentes investimentos de capital, hai poucas multinacionais, poucos bancos e dificilmente podes encontrar un supermercado. Fundamentalmente podes encontrar pequenos negocios, droguarías, barbarías e cousas do estilo. A poboación é predominantemente afrocaribeña, proveniente de Trinidade e Tobago, Jamaica. A fin de contas, trátase dunha zona bastante deprimida e mesmo a vida pública é distinta á outras partes de Brooklyn dado que non existen eses niveis de contención social que é unha das premisas para desenvolver os proxectos de xentrificación.

O sábado, 9 de marzo, un rapaz negro de 16 anos, Kimani Gray, foi asasinado pola policía con 11 tiros, dos cales 3 foron polas costas, desgraciadamente trátase dun acontecemento bastante frecuente na cidade de Nova York e, en xeral, dos Estados Unidos, onde habitualmente a policía asasina rapaces e rapazas desas idades. O luns seguinte, houbo unha manifestación no barrio que, a pesar do que esperaban os distintos partidos mesmo de esquerda de Nova York, rematou nunha especie de disturbios onde moita rapazada nova da mesma idade de Kimani, máis ou menos de entre 16 e 20-23 anos empezaron a atacar a policía con botellas e pedras. Tamén ao día seguinte, o martes, houbo unha convocatoria para unha manifestación que tivo moita participación dalgúns grupos de esquerda na que non pasou nada, non foi máis que unha manifestación rutineira, unha especie de colección de individuxs. Tamén o día despois, estas figuras de esquerdas presentáronse coa súa habitual e aburrida actitude de manifestación de rutina e tamén, por algunha razón, había gran presenza destxs rapaces e rapazas da mesma idade e perfil social que Kimani Gray, e estaban alí. Estaban alí a esperar e, con aire de aburrimento, miraban estas figuras da esquerda e a certo punto explotou novamente unha situación de disturbios.

Non temos que pensar nuns disturbios como normalmente nolos imaxinamos, sobre todo, pola nova idade das persoas que se rebelaron, moitas delas tiñan 14, 15, 16 anos. Era unha especie de xogo coa policía, elxs atacaban á policía con pedras e botellas, logo perseguíalles a policía, escapaban e volvían con, aínda máis, pedras e botellas. En certo momento, mesmo, entraron nunha lavandaría, miraron un pouco arredor e despois saíron, pois se trata dunha zona na que é difícil realizar expropiacións.

Ao día seguinte, o xoves, houbo unha manifestación máis, esta vez con moita participación de figuras de partidos institucionais e da esquerda que se lamentaron notablemente polas desordes dos días anteriores, atribuíndoos frecuentemente a axitadorxs externxs.

Ante todo sucede que, en Nova York, onde se dá habitualmente que alguén sexa asasinadx nun control policial, non é tan frecuente que haxa dous días de revolta. Nova York é unha cidade moi apática e tamén moi controlada dende o punto de vista social con moitos medios e sistemas de videovixilancia, sistemas policiais, pero tamén por outros dispositivos sociais. Outra cousa que habería que subliñar é que houbo unha manifestación cada día despois do asasinato de Kimani Gray e mesmo isto é un dato bastante significativo e non normal para a cidade de NY. En NY é difícil ter unha situación de solidariedade e de apoio así, continuo durante días respecto a un suceso do estilo.

Dende o punto de vista do tratamento mediático, podemos dicir que tamén neste caso asistimos a dous tipos de estratexia por parte das televisións e os xornais: por un lado, temos a típica representación espectacular, unha representación que tende a baleirar os eventos e os episodios de todo elemento que, dalgún xeito, os poida implicar; e polo outro, houbo un forte proceso de criminalización de Kimani Gray, tratamento bastante típico por parte dos media, os mass media empezaron a discutir sobre se Kimani tiña unha pistola consigo no momento da súa morte ou mesmo empezaron a falar do seu pasado criminal, ou da súa relación con supostas bandas do barrio ou de Nova York, en xeral. Obviamente, dende un punto de vista radical ou revolucionario, case que o pasado criminal de Kimani Gray non nos interesa, o que nos interesa é o feito de que un rapaz de 16 anos foi asasinado pola policía na rúa.

Dende o punto de vista da solidariedade, hai unha rede chamada Fire Next Time que comezou a escribir textos interesándose pola cuestión, que produciu panfletos que se repartiron polo barrio e que se esforzaron moito nos sucesos destes días en East Flatbush. Tamén fixeron unha páxina web para recoller fondos para apoiar as 45 pessoas detidas que houbo estes días. Aquí hai que dicir que o xoves, durante a última manifestación, houbo unha gran presenza, non só das figuras da esquerda das que falamos antes, senón tamén de compoñentes revolucionarixs da cidade.

Habería que subliñar tamén algo que é un problema en Europa e que aquí se trata do mesmo problema e é que existe unha dificultade en crear conexións de relación entre os movementos revolucionarios e xs habitantes de barrios de persoas excluídas e á marxe da sociedade e, a pesar dos esforzos realizados polxs compas do movemento revolucionario para crear estes vínculos, é ben difícil dicir canto se está a conseguir nesta dirección.

Para entender a situación nos Estados Unidos de América, hai que ter en conta que existe un equilibrio constante de forzas entre o Estado e a poboación negra e, sobre todo, a moza. Isto ten que ver un pouco coas raíces fundacionais deste país que se basean abundantemente na violencia sistemática contra a poboación negra. Mesmo, hai teorías que sosteñen que, por exemplo, a escravitude, máis que un medio para obter beneficios da explotación do traballo dxs escravxs, foi un exercicio de violencia sobre a poboación negra necesario para dar base ao Estado americano. O 43% da poboación negra americana estivo polo menos unha vez, por unha ou outra razón, no cárcere con acusacións habitualmente pretenciosas. En EUA existe unha numerosa poboación carceraria, verdadeiramente enorme, na súa maior parte composta por xente negra. Así que habería que dicir que, de forma sistemática, EUA funciona sobre a base dunha masiva dose de violencia cara á poboación negra.

Especificamente, na cidade de Nova York, temos un enorme despregamento de forzas da orde con 44000 axentes cuxa táctica principal, a partir dos anos '90, foi a do "Stop and Frisk", do "alto e rexistro" no mesmo lugar, e esta táctica coincide e comeza a emerxer no momento en que a xentrificación avanza nalgúns barrios. O feito de que te poidan parar en calquera momento con calquera pretexto da policía e que te cacheen é unha forma de violación da dignidade persoal. E verdadeiramente deste xeito moita xente é arrestada polas cousas máis pequenas, máis mínimas, con simples pretextos.

NY é un sitio moi controlado e claustrofóbico. Hai constantemente policía que te mira, que te vixía. Constantemente ves xente que á que detén e arresta a policía. E, obviamente, esta estratexia de "Stop and Frisk" está dirixida de xeito privilexiado á poboación negra.

Polo xeito en que eu entendo a crise, a ver, habería que dicir que normalmente pensamos na crise como algo que ten importantes implicacións de carácter social, pero esta non é o mellor xeito para comprender a cuestión da crise. Certo que existen tensións que tenden a emerxer, a explotar de diferentes maneiras. Tensións que aumentaron a partir de 2008. En fin, para facerme entender, explicareino do seguinte xeito: a miña avoa contábame que durante a crise do '29, durante o afundimento da bolsa de Nova York, nos barrios financeiros había xente que se lanzaba polas ventás. A xente negra non se comportaría xamais dun xeito así de estúpida polo simple feito de que sempre foron pobres e sempre tiveron problemas de carácter económico. En certo modo, encóntranse nunha invariable situación de pobreza. O feito de que dende o 2008 estean a aumentar as tensións e as explosións espontáneas de rabia débese só ao feito de que esta condición, en certo xeito, invariable de pobreza da poboación negra simplemente comeza a empeorar coa crise económica. E as tensións exaspéranse. Por exemplo, se che recortan as subvencións sociais, para moita xente negra iso significa privalos do seu único medio de sustento, así que se encontran nunha situación de case imposibilidade de supervivencia. Por exemplo, se consideramos que un terzo da poboación americana negra está no cárcere, os recortes que se realizan nos servizos carcerarios por canto se poida entender cunha expresión tal, tenden simplemente a empeorar unha condición, a condición invariable da miseria do cárcere. E así, vimos, por exemplo nos últimos dous anos, significativos momentos de loita nos cárceres e vimos tamén unha revolta aberta e plena en San Francisco e creo que todas sexan modalidades para responder a unha crise que se está a manifestar de diversas maneiras.

Outra cousa que habería que subliñar é o tratamento que hai a nivel mediático da crise económico-financeira. Aquí nos media preséntase a cuestión como un problema, sobre todo, europeo, así que nos media americanos non encontramos nada que teña que ver co empeoramento das condicións da poboación negra americana. É unha percepción que se ten máis a nivel underground e que sen máis explotará de distintas formas. A de East Flatbush foi só unha primeira mostra.

Para máis información en inglés: Fire next estafe

(1)A xentrificación é un concepto urbanístico referido a un proceso de transformación física, económica, social e cultural dun barrio ou área dunha certa extensión, antigamente degradado ou de clase baixa que acaba sendo de clase media-alta.
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