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24 nov 2013

[Grécia] Neonazistas do partido Aurora Dourada ameaçam a um companheiro em Atenas

Reproducimos o comunicado do compañeiro Giorgos Kalaitzidis, traducido ao portugues pola Axéncia de Notícias Anarquistas-ANA

Comunicado:
Na madrugada de sábado para domingo, 17 de novembro, quando regressava a casa, vi na entrada as seguintes palavras pichadas: “Kalaitzidis: Grammos–Vitsi” com a cruz celta e as iniciais X.A. [Chrissi Avgi, em grego], que significa o partido neonazista Aurora Dourada [Grammos e Vitsi são duas montanhas ao norte da Grécia onde o Exército democrático da Grécia (DSE) sofreu grandes baixas nas batalhas de 1949, quando a lª Guerra Civil grega já tinha terminado, em termos militares].

É óbvio que os integrantes do partido Aurora Dourada que escreveram as palavras ameaçadoras, não encontraram sozinhos a direção da minha casa mas sim através de alguém da polícia que a forneceu. Tenho de fazer um parêntesis aqui, para acrescentar que horas depois, isto é na manhã de 17 [data do 40º aniversário da rebelião da Politécnica], homens dos corpos de segurança da polícia detiveram-me – no contexto das detenções preventivas prévias à manifestação – tendo-me conduzido à sede da Polícia de Atenas, onde fiquei detido durante 7 horas. Recordemos que, em novembro de 2012, o Centro Social VOX, okupa localizada no bairro de Exarchia na qual participo, realizou um evento para organizar a criação de politofilakés [milícias] antifascistas nos bairros. No dia dessa assembleia aberta, o parlamentar do Aurora Dourada Lagos [que agora se encontra em prisão preventiva] apresentou uma pergunta no Parlamento sobre o evento, acusando as autoridades de “permitir que passe”.

Após o último incidente, o da pichação acima mencionada, na parede da minha casa, fica claro que os fascistas apontam na minha direção. Declaro, pois, passe-se o que se passar, que as autoridades policiais que facilitaram a minha morada aos neonazistas são diretamente responsáveis.

Giorgos Kalaitzidis
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21 nov 2013

[Grécia] Nova organização de guerrilha urbana assume assassinato de neonazistas

Recibimos de agência de notícias anarquistas-ana e reproducimos:
Uma nova organização de guerrilha urbana assumiu na madrugada deste domingo (17) a autoria dos assassinatos de dois membros do partido neonazista grego Aurora Dourada ocorridos há duas semanas na Grécia.

O grupo que reivindicou a ação se autodenomina "Povos Militantes - Forças Revolucionárias". O grupo nunca havia assumido a autoria de nenhum ataque antes desse.

No comunicado, enviado ao site de notícias Zougla.gr, o grupo explica que o assassinato dos militantes do partido neonazista Aurora Dourada ocorreu "em represália pelo assassinato de Pavlos Fyssas", um musico antifascista de hip hop que foi morto no final de setembro por um membro do partido fascista.

O comunicado do grupo começa com uma frase do anarquista espanhol Buenaventura Durruti e compara a ditadura franquista com as atuais atividades do partido neonazista Aurora Dourada.

No comunicado, o partido neonazista é acusado de ter assassinado e atingido imigrantes e outros simpatizantes de esquerda durante os dois últimos anos.

agência de notícias anarquistas-ana

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16 nov 2013

[Grécia] Rethimno: Confrontos entre antifascistas e neonazistas da gangue Aurora Dourada


Continúan os enfrontamentos entre neonazis e antifascistas en Grécia. Aquí reproducimos un comunicado firmado por Antifascistas de Rethimno e traducido ao portugués pola axéncia de notícias anarquistas-ana:

Aqueles que louvam os nazistas não têm lugar na ilha de Creta. Não é a primeira vez que pichações fascistas aparecem na cidade de Rethimno, mas decidimos que esta será a última. Na noite de sexta-feira para sábado, 9 de novembro, foram realizadas pichações em várias paredes de nossa cidade e na faculdade.

Imediatamente, mobilizamos antifascistas decididos a manter a cidade livre de propaganda fascista e apagamos as pichações. Nessa mesma noite, os nazistas voltaram a pichar, desta vez no muro do Centro de Educação Secundário da rua Moatsou e, ainda, atacando até a manhã várias pessoas que estavam voltando para casa depois de uma noite fora.

No sábado à noite, já de madrugada, um grupo de seis antifascistas estava caminhando para onde os fascistas haviam retornado, para borrar as pichações que eles tinham refeito, mas caíram em uma emboscada dos nazistas, que apareceram armados com capacetes e paus, atacando o grupo de antifascistas. Mas, para azar dos fascistas, os papéis mudaram e acabaram perseguidos pelos antifascistas, forçados a se esconder em um café localizado ao lado da universidade, onde trabalha um conhecido neonazista (assim se autoproclama).

Uma hora mais tarde, cerca de 40 pessoas, armadas apenas com o seu ódio contra o fascismo e o nazismo, foram ao lugar do confronto, apagando as pichações dos trastes da gangue neonazista Aurora Dourada, e saíram sem problemas.

Nós dizemos em todos os momentos, e vamos dizer novamente: nesta cidade não deixaremos que qualquer formação fascista aterrorize ou louve os nazistas (como havia em uma das pichações escritas). As pichações neonazistas vão desaparecer e serão neutralizadas.

Aqueles que fizeram a emboscada são os mesmos fascistas que atuam no campus e estão diretamente envolvidos nos ataques incendiários praticados contra espaços antagônicos e espancamentos na área da universidade. Na era das gangues de combate, dos assassinatos e emboscadas, projetamos a solidariedade e determinação contra o fascismo e o canibalismo social que eles nos querem impor.

Antifascistas de Rethimno

Domingo, 10 de novembro de 201
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19 sept 2013

[Grecia] (Video) Protestos tras o assassinato de "Killah P"

Colamos os correios recebedos da Agência de Notícias Anarquistas-ANA sobre as mobilizaçons e os duros confrontos entre manifestantes antifascistas por umha banda e polícias e neonazistas pela outra:



Este vídeo mostra um grupo de neonazistas à paisana, com a proteçom da polícia, atirando pedras contra antifascistas durante uma manifestaçom em Atenas na noite desta quarta-feira (18 de setembro). Os neonazistas do partido Aurora Dourada gozam de apoios e muitos estám infiltrados no exército e nas corporaçons da polícia grega, onde membros do partido integram operaçons motorizadas contra manifestaçons e outras formas de mobilizaçom pessoal, contra centros sociais, okupaçons e também contra comunidades de imigrantes.

A seguir, infos atualizadas de ontem à tarde-noite via Occupied London sobre os protestos na área de Keratsini (distrito de Piraeus), bairro onde Pavlos Fyssas "Killah P" foi assassinado, e também sobre os protestos em Atenas e Tessalônica. Dizer que, além, nesses momentos diversas manifestaçons estavam acontecendo por toda a Grécia:

19h40: Um grande bloco de antifascistas e anarquistas, formado por 3000-4000 pessoas, segue para a sede do partido Aurora Dourada em Nikaia. As sedes do Aurora Dourada de Pawn foram destruídas. A multitude grita "o sangue corre em busca de vingança”.

19h45: O bloco antifascista e anarquista está enfrentando os policiais da tropa de choque neste momento. As pessoas se mantém firme.

19h58: Se estendem os confrontos contra a polícia em Keratsini. Gás lacrimogêneo e barricadas na rua Grigoriou Lambraki e na avenida Panagi Tsaldari.

20h20: Pequenos grupos de "pessoas", protegidas por esquadrons da polícia de choque estám lançando pedras contra os manifestantes na avenida Panagi Tsaldari, em Atenas.

20h36: Confrontos em vários pontos de Keratsini. O ar está cheio de produtos químicos arremessados pela polícia, muitas latas de lixo foram queimadas para dissolver esses produtos químicos. Milhares de pessoas estám nos arredores depois de terem sido dispersadas ​​pela polícia antidistúrbios. Nas ruas adjacentes a polícia realiza detençons de manifestantes "suspeitos".

20h46: Confrontos perto da delegacia de polícia de Keratsini, coquetéis molotov “enfrentam” os gases lacrimogêneos por 30 minutos.

20h53: Na esquina das avenidas Grigoriou Lambraki e Tsaldari, ao menos 10 manifestantes foram imobilizados pela polícia no chám e estám sendo detidos. A polícia continua atacando e dispersando grupos de manifestantes por todos os lados. Próximo dali manifestantes tiram pedras contra os antidistúrbios.

20h59
: Continuam os confrontos na avenida Grigoriou Lambraki.

21h06: Um grupo de manifestantes ficou preso dentro de um bloco de apartamentos na esquina das avenidas Tsaldari com Lambraki. A polícia pediu permisso para realizar uma incursom no interior do edifício, enquanto que aqueles que se encontram refugiados lá dentro chamaram advogados solidários para que possam evitar a entrada dos policiais. Na mesma esquina, há poucos minutos, manifestantes foram atacados e presos.

21h22: Até o momento a polícia prendeu mais de 30 pessoas. Pelo menos quatro manifestantes ficaram feridos.

21h30: A polícia utiliza 2 canhons de água em Keratsini.

21h47: 30 pessoas detidas em Tessalônica.

22h04: A polícia continua detendo pessoas em Atenas, o número aumentou para 70 pessoas presas.
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18 sept 2013

[Grécia] Rapper antifascista é assassinado por neonazistas do Aurora Dourada

Notícia recebida na nossa caixa de correios enviada por agência de notícias anarquistas-ANA:



Pavlos Fyssas, um anticapitalista e antifascista de 34 anos e artista de hip hop conhecido como "Killah P" foi assassinado na madrugada desta quarta-feira (18 de setembro) por um grupo de neonazistas do partido Aurora Dourada, em Keratsini, bairro de Piraeus, Atenas.

O pai de Pavlos disse que "os amigos de Pavlos fizeram um comentário contra o Aurora Dourada em um café onde eles estavam assistindo a um jogo de futebol. Em seguida, alguém de umha mesa próxima ouviu-os e fez um telefonema. Entom neonazistas do Aurora Dourada chegaram ao local quase ao mesmo tempo que um grupo de policiais motorizados (DIAS). Pavlos tentou sair do local com seus amigos, mas foi emboscado por um outro grupo de neonazistas e rodeado por eles. Na sequência, um outro membro do Aurora Dourada que dirigia um carro parou, desceu e o esfaqueou até a morte, enquanto os agentes policiais da DIAS nom interviram. Umha moça ainda pediu-lhes para ajudá-lo mas nom fizeram nada. Só mais tarde que prenderam o suspeito".

De acordo com declaraçons de umha testemunha: "Por volta da meia-noite um grupo de 15-20 fascistas, vestidos com camisas e pantalons negros e botas militares, apareceu na rua P. Tsaldari. Durante esse tempo, “Killah P” caminhava com sua namorada e mais umha parelha quando eles foram descobertos pelos fascistas ao grito de "O que você está fazendo aqui? Você sabe que nom há lugar para você neste bairro". Os fascistas perseguiram as duas parelhas pela rua P. Tsaldari até a avenida Gr. Lampraki, onde apareceram cerca de 10 fascistas que cercaram os rapazes. Nesse momento passou um carro e parou na frente do grupo, o motorista saiu do carro e apunhalou com umha faca “Killah P” no coraçom e no abdômen. A ambulância levou 35 minutos para chegar ao local e “Killah P” foi declarado morto no Hospital Geral de Nikaia".

O nome do assassino é Georgios Roupakias (Γεώργιος Ρουπακιάς) e é descrito como um conhecido membro de extrema-direita de Pireus, do partido Aurora Dourada.

A notícia da morte de “Killah P” juntou duas centenas de antifascistas junto ao local do crime durante a madrugada e já decorrem em vários pontos da Grécia mobilizaçons antifascistas para protestar contra mais esta açom neonazista. Está marcada para as 18 horas desta quarta-feira umha concentraçom em memória de Pavlos Fyssas no local onde foi assassinado.

Mais infos e atualizaçons:

https://athens.indymedia.org/


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25 ago 2013

Entrevista a membros de Conspiración de Células do Lume (Grecia)

Recollemos e traducimos de Contrainfo (AQUÍ) esta esclarecedora entrevista a membros presxs da guerrilla urbana anarquista grega "Conspiración de Células do Lume" realizada polo mencionado portal contrainformativo. É un interesante documento que nos permite achegarnos un pouco ao pensamento anarco-individualista e nihilista bastante popular por esas latitudes. En franca hostilidade non só contra o estado e o Poder senón tamén con calquera outra tendencia do movemento libertario, xs antisociedistas reclámanse a sí mesmxs como "anarquistas de praxe" ou "anarquistas ofensivxs", aínda que compre aclarar que outras tendencias anarquistas gregas consideradas máis "sociais" tamén contribuíron ás guerrillas urbanas, como é o caso de "Loita Revolucionaria" (texto dos seus membrxs AQUÍ). Aquí deixámosvos as reflexións das CCL:

Pequena entrevista da rede tradutora de contrainformación Contra Información cxs membros da Conspiración de Células do Lume


Dez compas actualmente encarceladxs en Grecia
Abril de 2013



Cales son, para vós, as formas máis sinxelas de expresión da solidariedade anarquista cxs prisioneirxs da guerra social?

Como xa dixemos, a prisión non é o monumento á derrota para un/a anarquista senón unha parada no camiño, onde cada compa coñece mellor, tanto ao seu inimigo coma a si mesmo.

A solidariedade anarquista rompe o muro da soidade e o illamento e dános forza interior fronte aos nosos carcereiros. Cando a solidariedade é auténtica, entón non se pode nin medir nin xerarquizar as súas formas.

Lonxe dos especialistas da solidariedade que a converten nunha farsa xocosa do humanismo e victimización mutilando todas as nosas características combativas, a solidariedade anarquista non se axusta nin a normas nin a receitas infalibles. O esencial da solidariedade é a continuación e agudización da ofensiva anarquista con todos os medios -dende un sacrílego e agresivo póster ata unha acción con bombas ou disparos contra os órganos do existente.

A solidariedade transmite a mensaxe sólida de que todo segue e, como xa dixeron outrxs compas antes que nós: "a solidariedade entre anarquistas non é só palabras... ".

Por qué contribuídes con todas as vosas forzas dende dentro de prisión á difusión das ideas e publicacións anarquistas?

Dado que a condición de cativerio nos impuxo moitas restricións e nos privou igualmente de moitas posibilidades para actuar ofensivamente como gustaríanos a nós, demos prioridade á difusión do discurso anarquista ofensivo, que segundo a súa forma e contido pode facerse tan cortante como un coitelo afiado.

Dado que tras os nosos arrestos caeron as máscaras, temos a oportunidade de proxectar e falar sobre o ataque directo e con todos os medios contra o existente, ao asumir a responsabilidade da nosa participación no grupo anarquista de acción directa Conspiración de Células do Lume.

Así, abrimos un diálogo vivo con todxs aquelxs compas que actúa ofensivamente contra a dominación. Consideramos que, deste xeito e a pesar das limitacións ás que nos enfrontamos como presxs en mans do Poder, contribuímos a moldear unha fronte ofensiva da internacional negra de lxs anarquistas de praxe.

A nosa contribución a algo así lévanos un "paso" máis preto da liberdade, dado que nos escapamos imaxinariamente, e a nosa mente e corazón acompañan cada ataque de acción directa contra a civilización do Poder. Así, sentímonos máis vivxs, máis vigorosxs e máis fortes, posto que o noso ánimo se reforza ao pensar que as cadeas do cativerio non poden reprimir o impulso da nosa alma insurrecta.

Esta é a razón pola que contribuímos con todas as nosas forzas á difusión das ideas e publicacións anarquistas.

Cal é a vosa postura en relación coa práctica da okupación?

As okupas sempre constituíron un medio para a insurrección anarquista. Lxs compas, ao okupar un edificio na metrópole, basicamente, liberan un dos seus puntos e abolen a uniformidade militar da planificación urbanística. Unha okupa pode ser un punto hostil contra a dominación da mercadoría, da publicidade, do espectáculo. Constitúe unha zona de guerra contra os fascistas, os madeiros, os cidadáns legalistas. Basicamente, é un punto físico onde se liberan ideas, sentimentos, creatividade e solidariedade. O tempo aquí determínano nosos desexos, non o reloxo das coaccións e as ordes.

Non obstante, unha okupa non é o centro da loita. De feito, a anarquía non ten centros senón só círculos en constante movemento...

Para nós, a okupación é un medio da anarquía, non o obxectivo. Desafortunadamente, algunhas okupas en Grecia autoproclámanse illotes de liberdade e marxinan o resto de formas de acción directa. Así, crean ao seu arredor un aparente oasis de liberdade no deserto metropolitano. Deste xeito, a continuación da existencia dunha okupa convértese nun fin en si mesmo para alguns anarquistas. O resultado é que alguns okupas, ante o posible perigo da represión as suas okupacions, caen en deliberadas reducións do discurso e negociacións reformistas co Estado e os concellos, única e exclusivamente, para salvar o seu edificio.

Hai pouco, no caso do desaloxo de Vila Amalias en Grecia, o partido de esquerdas, Syriza, sacou un comunicado de compaixón e apoio á okupa e ningun/a dxs okupas reaccionou a este feito. Ao contrario, houbo gran tolerancia e aceptación cara aos círculos reformistas que presentan as okupas como centros culturais alternativos. Para nós, unha okupa anarquista é un laboratorio vivo de subversión, rebelión e guerra contra o existente. É un punto de encontró entre compas que se comunica, intercambian pensamentos, organízanse e planifican novos ataques contra o Estado e a súa sociedade.

Unha okupa, pois, non son catro muros no interior dun edificio, nin as súas portas e ventás. Son as persoas que participan nela, os seus desexos, as súas inquietudes, os seus proxectos. Nada disto desaparece co peche ou a demolición dun edificio.

Que opinades sobre se caben ou non "alianzas" con compoñentes de esquerda, no antifascismo?


Para nós, a loita antifascista será anarquista ou non será nada. As diferenzas e os puntos de diverxencia que existen entre os compoñentes anarquistas e esquerdistas son fundamentais en todos os aspectos teóricos e prácticos, por iso, non pódense crear puntos de encontro, senón só puntos de ruptura e desacordos.

A esencia do ataque anarquista está lonxe do derrotismo, a victimización, as denuncias, características que prevalecían en formacións de esquerda. Calquera alianza con este tipo de formacións en nome dunha fronte antifascista o único que pode conseguir é a deliberada redución do discurso e a praxe anarquista.

Para nós, a loita antifascista significa que pasamos xs primeiros ao ataque contra os fascistas, utilizando todos os medios no seu contra, dende puños americanos e coitelos, ata bombas e balas.

A que ten que esperar alguén para pasar á "autodefensa" (ou, dito doutra xeito, á contraviolencia) e ao contraataque?


Cremos que cada persoa conforma por si mismx un universo enteiro. Dende esta óptica, todo é subxectivo. A nosa propia vida é a nosa narración persoal, a través dos nosos ollos. Por iso, non cremos nas condicións obxectivas que asimilan e aceptan a única e exclusiva verdade obxectiva e revolucionaria. Non existe unha realidade senón innumerables. Non aceptamos a produción masiva de conciencias revolucionarias, de experiencias subversivas nin de xestos liberadores. Queimamos os calendarios e sabotamos o tempo obxectivo. Cada un/ha de nós ten o seu "reloxo" interno individual que pode facelo explotar contra o existente.

Non fan falta nin a espera nin o momento máxico do espertar masivo, nin tampouco a demora para que nos sincronicemos coa lentitude dunha multitude que parece adorar as súas cadeas. Pasamos xs primeirxs ao ataque dende o momento en que sentimos a insatisfacción abrumar a nosa existencia. Desertamos da posición de vítima que constantemente defende e lanzámonos ao asalto polo sinfín da anarquía...

Canta importancia ten para vós a proxectualidade da abolición do traballo?

A tiranía do traballo e a súa ética perseguen as nosas vidas. A superación do traballo a través da súa negación é un primeiro paso esencial cara á conquista de nosa autonomía individual. Negámonos a ser unha estatística pasiva máis dentro do proceso produtivo. O traballo asalariado aliénanos da creatividade, a imaxinación e transfórmanos en engrenaxes sen vontade propia da máquina social que devora corpos, sangue, sonos e desexos. Odiamos as ordes dos supervisores e os minuteiros dos reloxos que determinan os xefes. O traballo é o tempo morto da nosa vida que nos mantén presxs baixo as cadeas da rutina. Non obstante, aínda máis insidiosa que a coerción do traballo mesmo é a moral do traballo. O traballo asalariado deixou de ser escravitude e converteuse en dereito, así que as masas de servos voluntarios se entusiasman coas súas propias cadeas.

Ao mesmo tempo, a corrente sociedista burocrática da anarquía atrápase a si mesma en lóxicas obreristas e a santificación do proletariado. Así, esta corrente móstrase covarde e incapaz de defender e promover a práctica anarquista dos atracos a man armada e as expropiacións. A anarquía oficial-civilizada prefire proxectar maneiras de autoxestión da miseria e a opresión a través de unións autónomas de obreiros, en vez de proxectar de modo claro a práctica do atraco e a negación total do traballo.

Para nós, os atracos a man armada dos templos económicos do Poder conforman unha parte integral da nova guerrilla anarquista urbana. Trátase da combinación da liberación individual de a opresión do traballo e da proxección colectiva pola abolición da escravitude asalariada. Non obstante, neste punto tamén hai que estar continuamente espertxs. O atraco a un banco en si mesmo non é máis que un lindo momento de adrenalina. Se o/a atracador/a só nega o traballo, pero ao mesmo tempo mantén dentro de si a cultura dominante, adorando a pasta e atraídx pola manía consumista, entón, a súa acción pode ser ilegalista pero non rexeita a moral social. O atraco, para nós, non é unha acción de enriquecemento doado, senón unha opción consciente para reapropiarse do tempo roubado e liberalo atacando os ídolos falsos do existente. Por iso, as escusas deben ir ao lado, ao igual que os moralismos obreristas e as vacilacións, para iniciar nos círculos anarquistas un verdadeiro debate sobre a insurrección anarquista armada e a abolición do traballo para sempre.

Existen desacordos entre as vosas propias individualidades? É dicir, entre xs membros da Conspiración de Células do Lume? Se é así, como volas arranxades para tomar decisións conxuntas?

A Conspiración de Células do Lume é un grupo de anarcoindividualistas e nihilistas que se encontran sobre desexos, eleccións e accións colectivos. Cada un/ha de nós, individualmente pero tamén todxs juntxs a nivel colectivo, promovemos os valores e as características da nova guerrilla urbana anarquista. Cremos que, a miúdo, as accións falan mellor que as palabras. Ademais, somos persoas que vimos de distintos camiños, distintas experiencias, distintos círculos sociais, pero que nos une o lume da praxe e a constante insurrección existencial da anarquía. A nova guerrilla urbana anarquista é unha elección que non dá marcha atrás. Imos adiante queimando as pontes que nos unen á orde e a tranquilidade do mundo da normalidade.

Claro, mesmo entre nós, nos nosos encontros, nos nosos debates, hai as veces desacordos que explotan, creando novos debates, novos acordos e desacordos. Pero só así vén a evolución, a través das contraposicións e a ruptura. A unanimidade dos acordos en masa conduce á uniformidade que, aparte de ser aburrida, tamén é fascista, dado que afoga as características únicas e especiais da nosa individualidade. A nosa decisión de actuar contra o existente deixa espazo para que os nosos desacordos se expresen creativamente cara á perspectiva da agudización do ataque anarquista e non do xurdimento de personalidades carismáticas que flotan nas augas estancadas da labia asemblearia e a indeterminación. Cos nosos desacordos non queremos convencernos xs uns/has a xs outrxs, senón que desexamos tanto escoitar como falar. Para nós, iso é a comunicación anarquista, é unha forma de expresión sen garantías nin certezas.

Todas as nosas relacións se poñen a proba diariamente para comprobar que paguen a pena e se seguen sendo unha opción que non se sacrifica no altar da rutina. Ademais, a Conspiración de Células do Lume non ten nin un comité central nin unha liña oficial invisible. É o encontro dos nosos desexos, lonxe dos "hai que" dunha unidade forzada. Por iso, cando ás veces un desacordo é máis forte que a perspectiva dun acordo, entón esta se libera creativamente a través dunha iniciativa autónoma. O concepto da iniciativa non só non é prexudicial para a Conspiración senón, ao contrario, renova as nosas relacións cara a unha plenitude total e creativa e a liberdade. É un paso máis cara ao sol da anarquía...

Cal é, para vós, o "punto cardinal" da corrente antisociedista e da batalla mesma contra o existente?

O pensamento anarquista subversivo a miúdo está mutilado pola tiranía de a moralidade social e os dogmas obvios. Fronte a nós, encontramos constantemente o bipolarismo do ben e o mal. No rol do mal aparece o Estado despótico e, no rol do ben e da vítima perpetua, a sociedade oprimida.

Pero, para nós, o Poder non é meramente unha banda reducida de directores, líderes e altos mandos, senón unha relación social difusa.

O Poder existe tanto no canón das armas da policía coma nas ordes do pai dentro dunha familia patriarcal. A autoridade non diferencia entre pequenos e grandes tiranos. Está presente en cada aspecto da vida social, dende o feroz Poder das leis ata o máis simple xesto dentro dunha relación persoal. Por iso, consideramos que a sociedade é o alxube diáfano do Poder.

Non obstante, o mantemento do Poder non se debe só á represión, senón tamén á súa aceptación de moitos.

Por iso, como anarquistas antisociais, queremos destruír a sociedade e a súa moralidade dominante. Cando dicimos "guerra contra a sociedade" non significa a morte masiva senón a morte dos roles sociais. Non obstante, a sociedade de masas é filla do Poder.

A cohesión social constrúese sobre a cultura autoritaria masiva que enxalza os ídolos do espectáculo, fala a lingua da publicidade, incita á segregación racial e crea a multitude solitaria sen rostro. Tal e como se hai escrito sobre as sociedades das metrópoles: "nunca vin as casas dos humanos estar tan preto e, aínda así, os humanos estar tan lonxe os uns dos outros e tan sós".

A anarquía antisocial golpea a pirámide autoritaria da sociedade e promove os círculos anarquistas das comunidades. A comunidade humana, en contraposición á sociedade, promove a comunicación, a creatividade, a imaxinación... A sociedade devora a singularidade do individuo dentro da multitude sen rostro, mentres que a comunidade destaca o compañeirismo colectivo a base do libre encontro das individualidades. É a expresión da vida segundo os desexos e a abolición das regras.


Recollido de "Contrainfo" e subido por C.R.
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27 jul 2013

[Grécia] Comunicado de presxs das CCL sobre Marjan Kola, asesinado polos servizos antiterroristas o 21 de xullo

Colamos este comunicado publicado en Indymedia Atenas e que traducimos de ContraInfo:

Marjan Kola foi asasinado polos servizos antiterroristas o 21 de xullo de 2013 preto das fronteiras gregas coas albanesas. Marjan Kola, de orixe albanesa, era un dos 11 presos que escaparon do cárcere de Trikala, o 22 de marzo de 2013. Durante os meses que seguiron á espectacular fuga, que deixou humillado ao Estado e os seus carcereiros, a policía grega emprendeu unha verdadeira cazaría humana contra os fuxitivos matando 2 e recapturando outros 4. Recordemos tamén que, tras a fuga do cárcere de Trikala, o Poder enviou a varias prisións gregas unidades de antidisturbios e os servizos antiterroristas para mallar, torturar e arrasar as celas de presos anarquistas e outros reos que non agachan a cabeza.

MIRUPAFSHIM*

E, ao final, como gañar a liberdade? O único que é certo é que se encontra fóra das gaiolas da democracia, fóra dos almacéns de almas humanas, fóra do país da "corrección", a submisión, a apatía e os psicofármacos.

Cada día é unha realidade repetitiva. Cada mañá, mediodía, noite, óese o son das chaves. O reconto. Deben asegurarse de que segues alí, encerradx entre catro paredes. E soamente un paseo polo patio, mirando o azul do ceo, faiche botar de menos o de fóra... e, mañá, outra vez dende o principio... Nunha cotianidade, onde o tempo parece terse conxelado...

Neste ambiente, se tes sorte, coñecerás tamén humanos aos que o formigón non lles encarcerou a mente. Pensan continuamente en como demolerán os muros, en como escapar... alí, pois, nos alxubes de Trikala, coñecemos a Marjan.

Non queremos escribir o eloxio a ninguén. Por certo, sabemos que Marjan nin era anarquista, nin noso compa. Pero tamén sabemos que tiña unha alma libre e que os seus ollos miraban o horizonte buscando, sen cesar, a oportunidade de fuxirse do espazo-tempo morto do cárcere.

Diso queriamos falar. Das poucas palabras que tiñamos intercambeado con el. De como quería e esixiu a súa liberdade incondicional. Da forma en que, ferozmente, fixo o seu sono realidade. Da liberdade pola que sangrou e, finalmente, deu a vida. Dun camiño que poucxs elixen seguir ata o final. De todo o que apreciamos nel cando o coñecemos.

Un adeus a ti, amigo. Un adeus a todxs aquelxs que "se foron" intentando fuxir das gaiolas da democracia.

Algúns membros presos de CCL que se encontraron con Marjan nas prisións de Trikala

P.D.: En canto ás emboscadas mortais e os covardes cazadores de cabezas modernos, as palabras sobran. A nosa alegría é que choredes sobre os féretros dos vosos colegas.

*Mirupafshim significa "ata a vista" en albanés.
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[Grécia] Fascistas picham muros de okupa em Atenas

Comunicado:

Na terça-feira, 23 de julho, alguns fascistas passaram em frente ao prédio da okupa Prapopulu, no bairro de Jalandri, em Atenas, e pela segunda vez picharam a parede exterior do imóvel, pegaram uma faixa que estava pendurada nas grades e fugiram. Como são uns brucutus covardes, acreditam que tais ações nos assustam.

A okupa foi incendiada no passado, sofreu detenções preventivas de seus membros e ameaças, no entanto está firme neste lugar e continuará firme. Qualquer ação como esta nos une e nos fortalece cada vez mais. A relação que existe entre nós, os laços que temos com o bairro há 7 anos e nossa ação política e social não pode ser eliminada com a intimidação e arrogância.

Apelamos a todos os antifascistas do bairro, e não só para estar em alerta. O terrorismo não passará; a luta contra os fascistas, a fascistização e o totalitarismo moderno crescerá e vai se intensificar por todos os meios, onde e quando sirva a cada um deles.

Não mais passividade e neutralidade. O Estado já soltou os seus asseclas para reprimir todos aqueles que resistem, a qualquer voz diferente. Não temos medo, somos teimosos para continuar nossa luta.

Resistência, Solidariedade, Auto-organização

Okupa Prapopulu

Notícia relacionada:

http://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2013/07/15/grecia-com-a-protecao-da-policia-fascistas-atacam-o-espaco-social-livre-synergeio/

agência de notícias anarquistas-ana
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11 jul 2013

[Grecia] Kostas Sakkas en Liberdade Provisional baixo fianza de 30 mil euros, tras 38 días en folga de fame

O Tribunal de Apelación de Atenas decidiu hoxe poñer en liberdade provisional a Kostas Sakás, anarquista grego detido baixo a acusación de terrorismo que levaba 38 días en folga de fame en protesta por permanecer en prisión durante máis de dous anos e medio sen ser xulgado.

Sakás, de 24 anos, foi detido en decembro de 2010 durante unha operación contra o grupo armado Conspiración das Células de Lume, pero o acusado, que permanece en prisión dende entón, sempre negou formar parte da devandita organización.

O mesmo tribunal que hoxe decidiu a súa excarceración decidira a inicios de xuño prolongar o seu encerro durante seis meses máis, a pesar de que iso contravén a lexislación grega, que prevé un máximo de 30 meses de prisión preventiva.

Cando se superou ese máximo legal, Sakás declarouse en folga de fame, que prolongou durante 38 días, o que lle supuxo a perda de 16 quilos, o 20% do seu peso.

O mércores, o doutor Thanassi Karabellis, un dos membros do equipo médico que segue a evolución de Sakás, avisou de que o mozo se encontra "no estado final" e de que a súa vida corre serio perigo.

Actualmente encóntrase ingresado no hospital de Nikea, custodiado pola policía, e o seu estado é crítico.

Varios partidos políticos -incluído o socialdemócrata Pasok, que forma parte da coalición gobernante-, ademais de organizacións internacionais como Human Rights Watch e Amnistía Internacional, pediran a liberación de Sakás, considerando ilegal a prolongada detención sen xuízo do anarquista.

Ademais, a folga de fame do mozo detido levou a diversas manifestacións de solidariedade, unhas das cales foi onte violentamente reprimida pola Policía con uso de gases lacrimóxenos.

Os axentes xustificaran a súa intervención ante unha protesta pacífica en que algúns manifestantes estaban a pintar graffiti.

As condicións da liberdade provisional impostas hoxe polo tribunal a Sakas son a prohibición de saír da rexión capitalina de Ática, unha fianza de 30.000 euros, a obriga de presentarse cada luns en comisaría e a prohibición de todo contacto con outros acusados de pertencer á CCL.
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10 jul 2013

[Grécia] Reivindicaçom do ataque incendário ao Ministério da Cultura em Solidariedade com Kostas Sakkas em greve de fome

Recolhemos de ContraInfo (acá).

“Nom consigo sentir mais o cheiro dos medicamentos, nem o fedor da enfermaria, – cravos irám florescer mais umha vez – bendito seja o tempo – entom e se for para a prisom? – Nom se submeter! Isso é tudo. Para lá nom há outras recomendaçons.” Nâzım Hikmet

Na terça-feira, 2 de Julho, atacámos o Ministério da Cultura pelo lado da rua Zaimi (Exarchia). Após ter saltado a porta da entrada, alguns/as companheiros/as deitaram fogo a todos os carros propriedade do ministério que se encontravam no parking e a seguir continuaram a marcha junto com o resto do grupo.

Umha mostra de solidariedade e de apoio à luta que está levando a cabo o anarquista Kostas Sakkas, que pondo o seu corpo como frente de combate, completou já um mês de greve, exigindo a sua imediata libertaçom.

Kostas Sakkas permanece já há 30 meses na prisom, sem ter sido condenado em caso algum. A luta que está a realizar contra o seu extermínio político e físico é parte de umha resistência mais ampla contra a re-estruturaçom capitalista e o estado de emergência que impom o domínio doméstico e internacional na Grécia e em todo o mundo. As respostas ao ataque do novo totalitarismo estám-se a dar de diversas maneiras e em todos os lados: dos ataques de Atenas a Skouries (Calcídica) e daí às cidades em chamas na Turquia, Brasil, Egito e Chile.

SE O COMPANHEIRO NOM FOR LIBERTADO IMEDIATAMENTE, OS ATAQUES AUMENTARÁM DE FORMA IMPORTANTE.

TUDO CONTINUA.


PD1: Sobre as detençons de que tivemos informaçom pela imprensa e que ocorreram após a operaçom policial na zona de Exarchia depois do nosso ataque, aclaramos que todos/as nós escapamos e seguimos de acordo com o nosso plano, pelo que os/as detidos/as nom têm nenhuma relaçom connosco e com a açom.
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8 jul 2013

[Grécia] Actualizaçom sobre o estado de saúde do anarquista em greve de fome Kostas Sakkas

Seguindo a informaçom que as compas de ContraInfo recolherom de Indymedia Atenas, copiamos e colamos:

A 4 de Julho, depois de 31 dias em greve de fome, a médica que tem examinado o companheiro Kostas Sakkas durante todo este tempo, mencionou que ele perdeu 13kg (15% do seu peso inicial) e que se encontra numha condiçom bastante crítica. A sua médica assistente no hospital de Nikaia salientou especificamente que “é uma certeza matemática que a continuaçom de umha completa abstençom de ingestom de comida irá levar a uma morte certa.”

Para além disso, a assembleia de Atenas de solidariedade para com o anarquista em greve de fome Kostas Sakkas emitiu o seguinte esclarecimento:

“Tem havido umha grande desinformaçom nos últimos dias em relaçom ao estado de saúde do companheiro Kostas Sakkas, assim como comunicaçons em diversos sites que nada têm que ver com a realidade. Qualquer desenvolvimento em relaçom ao estado de saúde do companheiro será comunicado através de relatórios médicos oficiais. Para além disso, em todas as assembleias que se têm feito em relaçom ao companheiro em greve de fome, nós fornecemos actualizaçons em relaçom à sua condiçom assim que elas surjam.”

Entretanto, as sessons no tribunal da prisom de Koridallos têm sido adiadas consecutivamente porque Kostas Sakkas, como um dos arguidos, encontra-se claramente incapacitado para comparecer nas sessons.

O companheiro está a aguardar resposta ao seu segundo requerimento para a sua libertaçom imediata e continua a lutar. Espera-se que o colectivo de juízes de segunda instância emita finalmente a sua decisom durante esta semana.

Umha concentraçom em solidariedade foi convocada para hoje 2ª feira, 8 de Julho, à meia-noite fora do tribunal de apelaçom em Atenas.

Além várias acçons em solidariedade tenhem sido reivindicadas em Alemánia, Portugal e Grécia (acá e acolá)
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3 jul 2013

[Grecia] Proxecto Fenix - Segundo Acto: Colocación e detonación dun artefacto explosivo no veículo do coñecido carcereiro Argyris Gelbouras

Colamos depois de traducido de Contra Info


A Federación Anarquista Informal (FAI)- Conspiración Internacional pola Vinganza asume a responsabilidade pola colocación e detonación dun artefacto explosivo no vehículo do coñecido carcereiro Argyris Gelbouras, ao servizo das prisións de Nafplio. Este ataque forma parte do "Proxecto Fénix", que comezou co ataque explosivo da Conspiración de Células do Lume ao vehículo da directora das prisións de Koridallos (ver acá en Abordaxe).

A elección de atacar a este carcereiro non foi por casualidade. Argyris Gelbouras (coñecido tamén co alcumo de Rex) é, desde fai anos, un can fiel do Poder. É un dos responsables das malleiras a decenas de presos nos cárceres e, ao mesmo tempo, mantén óptimas relacións de amizade coa policía secreta de Nafplio. Con frecuencia, usa presos-lacaios co fin de intimidar ou golpear a outros presos que reivindican os seus "dereitos" básicos ou que, meramente, non pertencen ao seu círculo de influencia dentro do cárcere. Argyris Gelbouras é un matón cobarde de uniforme. Si algúns carcereiros insisten en manter este tipo de comportamento e descargar os seus complexos sobre os presos, ímoslles a visitar con peores intencións. Nada quedará sen resposta. Os inimigos da liberdade teñen nome e enderezo.

De xeito paralelo, con este golpe, queriamos romper o veo de silencio que cobre as torturas e as miserables condicións de vida dos presos nos cárceres de Nafplio (entre outras). As prisións de Nafplio son unha tumba de formigón onde están "enterrados" preto de 600 reos (mentres as "especificacións" do edificio son para 300). Nas celas, que teñen capacidade para 2-3 persoas, viven 6-7 onde a metade dorme no chan. Fai uns meses, o 4 de marzo de 2013, deixaron morrer a un mozo preso debido á asasina indiferenza que mostraron algúns carcereiros. O preso sufría de tuberculose e levaba queixándose varios días de que tiña dores e que non se sentía ben. A resposta dos servizos penitenciarios e do médico da prisión foi das que resoan en ton de burla en todos os cárceres gregos: "Toma unha pilula de Depon [paracetamol], si hai, e ten paciencia". Nos cárceres, o paracetamol cúrao todo ata a tuberculose. Ese mesmo día, o preso morreu de paro cardíaco, cando o trasladaban no último momento ao hospital. O martes, 5 de marzo, os presos dos módulos A e C se rebelaron ante a morte do mozo e negáronse a entrar nas celas. A resposta dos responsables do Ministerio de Xustiza foi igual de simple que unha pilula de paracetamol, só que agora tiña outro nome, o dos antidisturbios “ΜΑΤ”. Así pois, dous escuadróns dos cans noxentos do MAT invadiron o cárcere e os presos volveron ás súas celas. A orde e a seguridade triunfaron nas prisións de Nafplio. A continuación e durante case mes e medio, os carcereiros deste bordel de formigón e reixas pegaban malleiras repetitivamente aos presos en vinganza polo motín e para recordar a quen ouse desafialos, aínda que sexa un intre, quen é o xefe. A sociedade pode continuar tranquila o seu soño eterno. A final de contas, toda o seu fealdade atópase ben encerrada dentro das prisións da democracia, alí onde a vinganza chámase xustiza e o castigo, rectificación.

Nos cárceres, a maioría dxs presxs transfórmase en animais de experimentación, segundo os desexos sádicos de cada alto mando ou carcereiro. Non se trata só da sobrepobación, a comida de merda, a falta de médicos, senón tamén dos castigos diarios que impoñen os servizos axs presxs e que viran como unha macheta sobre as súas cabezas. Porque dentro do cárcere, o/a presx non ten só que cumprir a pena imposta polos espantallos da xustiza senón que, moitas veces, o tempo en prisión duplícase debido ás sancións disciplinarias impostas por estes pequenos tiranos autoproclamados de uniforme ou gravata que se chaman gardas, xerentes, directores e fiscais da prisión.

Castigos disciplinarios, illamento, malleiras, cacheos humillantes, traslados-secuestros repentinos, todo iso forma parte da rutina do cautiverio dxs presxs. Pero o Poder dos pequenos tiranos non acaba aí, senón que envelena ata os máis breves instantes dxs cautivxs, En cada cárcere, segundo o sadismo de cada alto mando ou director, as prohibicións son o pan de cada día. Cada prohibición vai seguida sempre da mesma resposta: "Imposible por razóns de seguridade". Ventiladores para o verán, estufas para o inverno, cocinillas eléctricas e utensilios de cociña, pesas para a ximnasia, colchóns para durmir? "Imposible por razóns de seguridade".

As negativas e a irracionalidade continúan ata nas compras dxs presxs no economato. Nalgúns cárceres permítese facer pedidos de certos alimentos que noutros están prohibidos. Está claro, non son poucas as veces que a irracionalidade únese ao atractivo dos intereses económicos. No mundo das prisións, coñécense ben os acordos económicos e as comisións por baixo da mesa entre proveedores e directores ou altos mandos. Tamén se coñecen nos palacios do Ministerio de Xustiza do sensible pallaso de esquerdas A. Roupakiotis [político de Esquerda Democrática]. Con todo, non pasou moito tempo desde que o seu subordinado e secretario xeral do Ministerio, Kanellopoulos meteuse no peto moitos millóns de euros de V. Milionis e o resto da camarilla da empresa ENERGA, que se comeron 560 millóns de euros da sociedade dos escravos voluntarios e subornaron a fiscais e círculos xudiciais para que os excarceraran, ao mesmo tempo que se apila a miles de pobres diaños en prisión. Claro que ninguén di nada e todxs volven agachar a cabeza. Pero ningunha ovella salvouse balando. Por iso, nos eliximos o camiño do lobo solitario. Non nos facemos ilusións con cambios pacíficos nin con solucións xustas por parte do Poder. Aínda que a democracia constrúa un cárcere "de ouro", cos mesmos dereitos para todxs xs presxs, con auga quente, colchóns limpos e patios máis grandes, seguiría sendo un lugar de cativerio. Así pois, non buscamos mellores solucións, senón todos os xeitos posibles para demolir as prisións, con dinamita, con TNT, con armas, con bulldozer...

Ao mesmo tempo, a maioría dxs presxs debe demolir o cárcere que teñen na cabeza. A moral do cárcere, a mentalidade da hiena en cautividade que devora ao máis debil, os pseudonacionalismos de todo tipo, a humillante adicción ás drogas, o Poder dos líderes e a servidume dos submisos. Só así se derrubarán os muros e dobraranse as reixas.

Desde o outro lado dos muros, nos, xs "libres asediadxs", eliximos para nos mesmxs a opción das armas e a dinamita contra os carcereiros das nosas vidas, os patróns e os seus directores, os curas e os seus fieis, os pacos e os seus mencerdouradistas, os xornalistas e os seus espectadores, os políticos e os seus votantes.

A nova guerrilla urbana anarquista non é un medio de loita, é nosa propia existencia. Todo o demais que non promove a insurrección anarquista constante é cobardía ideoloxizada.

A Federación Anarquista Informal, en colaboración coa Conspiración de Células do Lume, apunta á creación dunha rede difusa de núcleos de acción directa en Grecia que ataque onde menos llo espere o inimigo. Pequenos núcleos autónomos, flexibles e armados observan, recollen información, ás veces cooperan e outras non e elixen o momento xusto para o ataque sorpresa. Só hai vida dentro do ataque. Somos anarquistas de praxe, caóticos, nihilistas, egoístas, ateos, somos xs que levan as bandeiras negras do anarconihilismo. Pola difusión da Federación Anarquista Informal e da Fronte Revolucionaria Internacional.

Agora e sempre
Insurrección, Ataque, Vinganza
SOLIDARIEDADE e FORZA para xs clandestinxs nunca arrepentidxs e xs guerrilleirxs da Conspiración de Células do Lume.

Federación Anarquista Informal (FAI)
Conspiración Internacional pola Vinganza

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[Grécia] Passeata em solidariedade ao anarquista Kostas Sakkas reúne milhares de pessoas em Atenas

Tal como contaramos em Abordaxe (ver acá e acolá) o anarquista grego Kostas Sakkas decidira dar comenzo a unha folga de fame ao ter superado o límite de tempo de prisón preventiva (18 meses) e seguir encarcerado tras levar mais de dous anos e medio á espera de xuízo. Desde entom realizaram-se várias acçons na sua solidariedade tanto na Grécia como em outros lugares do planeta, a última da que temos notícia foi na noite do sábado 22 de junho com a queima dum caixeiro no bairro ateniense de Neapoli reivindicado como umha pequena acçom de solidariedade com Kostas (ver acá reivindicaçom em Contra Info), e a Manifa do sábado seguinte 29 de junho, da que vos copiamos o redactado pela agência de notícias anarquistas-ANA e publicado em Brasil Indymedia:

Milhares de pessoas lotaram as ruas centrais de Atenas na manhã deste sábado, dia 29, em um ato de solidariedade e pela libertação do preso anarquista Kostas Sakkas. Estima-se que mais de 6 mil manifestantes participaram da passeata que percorreu várias ruas da capital grega. Não houve registro de grandes incidentes (1).

Sakkas é um anarquista que está preso há 30 meses sem julgamento (quando o máximo legal é de 18 meses). As autoridades gregas o acusam de pertencer à organização Conspiração das Células de Fogo (CCF), mas ele nega seu envolvimento neste grupo de guerrilha urbana desde o momento da sua prisão, em dezembro de 2010.

Greve de fome

Atualmente, desde o dia 4 de junho, Sakkas encontra-se em greve de fome exigindo sua libertação imediata. Ele já perdeu 10 quilos desde o início do jejum, e de acordo com boletins médicos está em estado crítico, com profunda fraqueza, tontura, dor de cabeça, dor abdominal e outros males.

Também em 29 de junho, manifestantes saíram às ruas de outras cidades gregas em solidariedade com Kostas Sakkas, promovendo uma série de protestos.


Ver máis fotos da passeata em Indymedia Atenas (aqui, acá e acolá)

No meio da noite,
um súbito despertar.
Pernilongos a postos


Renata Paccola

(1) A destacar, tal como contam em Contra Info (ver acolá) segundo fontes de Atenas Indymedia o feito de que em pleno centro de Atenas, 3 neonazis tiveram a má sorte de atopar-se com a raiba antifascista da multitude de manifestantes que se reuniam na praça de Monastiraki, no marco da marcha programada em solidariedade com Kostas Sakkas. No seguinte video pode-se ver o ataque contra um destes bastardos, que intentou refugiar-se dentro dum kebab e ele (pura ironia) foi salvo pelos imigrantes empregados da loja até que a ambulância levou.



Além de dar-lhe de hóstias, xs antifascistas também lhe quitarom a documentaçom e 200 euros que levava. O dinheiro expropriado será utilizado como apoio financieiro para xs compas presxs. O nome do neonazi é Konstantinos Papakalodoukas, militar profissional e membro do partido neonazi Mencer Dourado. Por outra parte, os dados personais dos outros dous nazis que forom apaleados na avenida Athinas, no mesmo bairro, estám também à disposiçom de grupos antifascistas.
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1 jul 2013

Montañas de usar e tirar: a febre da minaría a ceo aberto

Recollemos e traducimos este interesante artigo sobre a mninería a ceo aberto publicado no xornal anarquista "Todo por Hacer"
:
gustaríanos destacar un exemplo un pouco máis afastado: a loita contra a mina de ouro de Skouries en Grecia, cuxa actividade está planeada para empezar en 2015

Mentres o ritmo imparable de produción e consumo do capitalismo segue o seu curso - mesmo nestes tempos que chaman de "crise" -, a busca incesante de recursos que alimenten á máquina vai cada vez máis lonxe, desenvolvendo novas técnicas de extracción que tempo atrás nin sequera se consideraban como opción (non polo sofisticadas, senón polo custosas e monstruosas). Así, depósitos de gas, petróleo ou minerais que se abandonaran porque a súa extracción xa non resultaba rendible, son reabridos agora á desesperada empregando técnicas cada vez máis destrutivas do medio e perigosas para a saúde humana. Tempo atrás falabamos nesta publicación dunha delas, a extracción de gas "non convencional" mediante a fractura hidráulica. Agora queremos dedicar unhas liñas á minaría a ceo aberto, que destruíu xa enormes territorios no Estado español e no resto do mundo, e cuxa expansión constitúe unha seria ameaza en cada vez máis lugares.

Esta técnica consiste na escavación de grandes ocos na montaña, xeralmente mediante perforacións e megadetonacións para romper a rocha, de forma que queda exposto á superficie o depósito que contén o mineral comercial desexado (carbón ou metais como o cobre, o ouro e os metais tecnolóxicos como o litio, tántalo, etc). As toneladas de material estéril escavado amoréanse en entulleiras, e o material aproveitable pasa por diferentes procesos (frecuentemente contaminantes) para extraer o mineral.

Galiza é unha mina

No mes de xaneiro a Xunta de Galiza someteu a información pública os expedientes de diversos proxectos mineiros nos concellos de Xinzo de Limia, Forcarei, Corcoesto, Castrelo de Miño, Ramirás e Cartelle (soamente algunhas das moitas solicitudes recibidas nos últimos anos), revelando as súas intencións cun lema tan cristalino como o de "Galiza é unha mina".

O máis coñecido dos proxectos previstos é o de Corcoesto, por ser o de maior magnitude e o máis catastrófico para o territorio. Este proxecto afecta aos concellos de Carvallo, Cabana de Bergantiños, Ponteceso, Coristanco e principalmente ás parroquias de Cereo e Valenzá. A Xunta concedeu un permiso á multinacional canadense Edgewater para reabrir unha antiga mina de ouro que fora pechada por unha empresa inglesa en 1910 pola súa baixa rendibilidade.

Edgewater pretende ampliar a área de extracción a 700ha, nas cales a empresa estima que obterá unhas 34 toneladas de ouro (non máis que a carga dun camión) no total dos oito ou dez anos de actividade previstos. Pero o verdadeiro obxectivo da mineira vai moito máis alá deste relativamente baixo beneficio. Como a propia empresa declara no proxecto de Corcoesto, o seu "obxectivo prioritario [é] a obtención dos dereitos mineiros dispoñibles, tanto arredor do Proxecto Corcoesto, coma noutras zonas ao longo do cinto aurífero Malpica-Tuy, nas que se coñecen numerosos indicios de ouro (...) que polo seu reducido tamaño só poderían ser economicamente explotados no caso de poder beneficiarse dunha planta de tratamento xa en funcionamento e próxima", como sería a de Corcoesto. De conseguilo, a cantidade a extraer ampliaríase case catro veces, e con ela os efectos desvastadores sobre o territorio ao longo de todo o cinto, duns 140 km de lonxitude. De feito, a empresa xa solicitou outras once concesións na zona. A estratexia de facelo por fases pretende evitar alarmar a poboación e provocar o seu rexeitamento, e sobre todo ocultar o tremendo impacto ambiental acumulado de toda a explotación, solicitando Declaracións de Impacto Ambiental parciais cuxa aprobación sería máis doada.

A Xunta, pola súa banda, coa creación de emprego como escusa para todo, estalle a dar todo tipo de facilidades á multinacional para o Proxecto Corcoesto, permitíndolle levar a cabo as súas investigacións previas nun terreo sen licenza para iso (que foi finalmente clausurada tras unha denuncia veciñal), aprobando a Declaración de Impacto Ambiental, e achandando o terreo mediante a propaganda mediática. De aprobarse tamén a solicitude -admitida xa a trámite- de ser considerado proxecto industrial estratéxico, a empresa teríao aínda máis doado para esquivar normativas urbanísticas e ambientais.

O prezo do ouro

Os efectos da minaría a ceo aberto van moito máis alá dos obvios que supón a trangallada de poñerse a abrir cráteres inmensos nunha montaña. Á parte da destrución directa de grandes superficies de hábitat de numerosas especies, esta brutal alteración da morfoloxía do terreo afecta tamén aos acuíferos e cursos de auga, e carrexa uns fortes procesos erosivos sobre o material amoreado en entulleiras (que, considerando que a razón habitual de extracción de ouro é de entre 1 e 5 gramos por cada tonelada de material, podemos facernos a idea do inmenso volume que ocupará), os cales impiden que se recupere a cobertura vexetal e poden colmatar os cursos de auga próximos.

Pero aínda máis preocupante é a contaminación xerada por esta actividade. Ademais do po residual que se dispersará polo aire ata un diámetro de 30 km depositándose sobre cultivos, poboacións e calquera cousa que haxa arredor, as voaduras e escavacións expoñen á superficie materiais tóxicos e perigosos como o arsénico contido na arsenopirita, que en Corcoesto se acha en grandes cantidades. Segundo un informe do Instituto de Investigacións Mariñas do CSIC e a Universidade de Vigo, a contaminación por arsénico causada pola antiga mina continúa hoxe en día, encontrándose altas concentracións no río Anllóns que baña a bisbarra e no esteiro que forma na súa desembocadura. Se unha pequena mina de galerías liberou tales cantidades, non fai falta ser científico para saber o efecto que pode ter unha explotación de 700 ha a ceo aberto.

Por outra parte, estes materiais liberados, ao entrar en contacto co aire e a auga sofren procesos de oxidación que alteran os minerais e xeran acidez, baixando o pH do chan e da auga (proceso coñecido como drenaxe ácida). E por se fose pouco, o tratamento ao que é sometido o mineral para extraer o ouro baséase na utilización de toneladas de cianuro de sodio, outro perigoso tóxico, que correrá o risco de liberarse ao medio.

Supostamente os elementos contaminantes procedentes do lavado do material e do proceso de cianuración serán contidos durante anos en balsas impermeabilizadas. Balsas como as que rebentaron en Aznalcóllar e en Ajka (Hungría) ocasionando catástrofes naturais irreparables. A realidade é que, como en calquera outra industria, a empresa sabe moi ben que a menores custos, maiores beneficios, e todo o que se poida aforrar en materiais, mantemento das balsas, controis de contaminación, etc., é máis que seguro que o aforrará.

Se ben é certo que tras os desastres acontecidos historicamente a lexislación en canto aos residuos mineiros estableceu límites e medidas de seguridade (sobre todo co Real Decreto 975/2009, creado tras Aznalcóllar), estas nunca serán suficientes nin poderán evitar totalmente a filtración de contaminantes ao terreo, a erosión, acidificación e demais consecuencias da actividade. Igualmente, a restauración do terreo á que obriga a lexislación non é máis que outro argumento para xustificar a devastación, e en moitos casos é esquivada polas empresas, que prefiren deixar a zona arrasada e perder o aval mineiro a pagar o que custa unha restauración, ou que evitan esta declarando a mina en "suspensión de labores" temporal en vez de clausurala. No caso de Corcoesto, Edgewater comprometeuse a acondicionar durante dous anos a zona con bosques, prados, unha plantación de árbores froiteiras e un lago artificial. Un escenario idílico se non fose porque o máis probable é que a esnaquizada morfoloxía do terreo non permita que as plantacións prosperen (menos aínda se tras eses dous anos se abandona a zona á súa sorte) e porque esquecen o detalle da contaminación do chan, a auga e, en consecuencia, de toda a cadea alimenticia.

Unha ameaza en expansión

A situación en Galicia non é un caso illado. A escusa tan recorrida nestes tempos da creación de emprego, xunto co tremendo alza do prezo do ouro (de 700 a 1700 dólares nos últimos quince anos) fixeron aumentar os proxectos deste tipo que hai uns anos non eran viables economicamente ou se rexeitaba. O exemplo quizais máis coñecido no Estado español é o val de Laciana, en León, no cal proliferaron nas dúas últimas décadas numerosas minas de carbón a ceo aberto, moitas delas sen licenza e actualmente condenadas pola UE e polo Tribunal Superior de Castela e León a clausurar a súa actividade (tras destruír xa o val e manter a explotación impunemente durante anos). Pero máis alá de Corcoesto e Laciana existen moitos outros proxectos similares, como a mina de ouro aprobada nos municipios asturianos de Belmonte, Salave, Valo de Casariego, Castropol e El Franco, ou a que afectará á paraxe de Valurcia en Palencia.

Se este panorama non está a pasar de todo inadvertido é polo importante labor de difusión que están a realizar numerosos colectivos e plataformas de rexeitamento á minaría a ceo aberto que xurdiron nos últimos anos, tanto dende os territorios afectados como dende fóra deles (como é o caso de SOS Laciana, xurdido dende Madrid). As mobilizacións parecen estar a empezar tamén a tomar forza polo menos na Galiza, onde a campaña contra o proxecto de Corcoesto reuniu o pasado 2 de xuño a máis de 12.000 persoas en Santiago de Compostela, nunha manifestación convocada pola plataforma ContraMINAcción.

Non obstante, gustaríanos destacar un exemplo un pouco máis afastado: a loita contra a mina de ouro de Skouries en Grecia, cuxa actividade está planeada para empezar en 2015. Nos últimos meses a resistencia contra este proxecto e a represión a esta alcanzaron niveis aos que non estamos acostumados/ás por aquí. Ante as sabotaxes e ataques incendiarios á maquinaria da mina e demais accións contra esta, a represión policial foi en aumento, realizando brutais asaltos con gases lacrimóxenos e redadas a varios domicilios na poboación de Ierissos, foco da resistencia. Esta represión, lonxe de lograr a desmobilización que pretendía, espertou a solidariedade cos/ás detidos/ás e unha maior determinación de defender a zona, levantando barricadas para impedir o paso de maquinaria e antidisturbios, e asaltando a abandonada comisaría de policía da localidade e queimando na rúa todo o seu contido.

Reflexionar sobre as distintas loitas pola defensa do territorio e analizar os seus límites e potencialidades daría para moitas máis páxinas e non é a pretensión deste artigo, pero parecíanos importante polo menos introducir un exemplo como este dunha comunidade en loita activa, continua e firme pola defensa do seu propio territorio.
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26 jun 2013

[Grecia]Actualización da situación do preso anarquista Kostas Sakkas, en folga de fame dende o 4 de xuño

Tal como contaramos neste blogue de Abordaxe, o anarquista grego Kostas Sakkas decidira dar comenzo a unha folga de fame ao ter superado o límite de tempo de prisón preventiva (18 meses) e seguir encarcerado tras levar mais de dous anos e medio á espera de xuízo, basicamente, por simple posesión de armas, se ben a "inxustiza grega" segue empeñada en calificar a Kostas como membro das OR CCL e culpabilizalo das accións desta organización, se ben, tanto ele como as propias CCL negan a sua pertenencia a dita organización (ver acá o seu comunicado do comezo da folga). Agora colamos esta noticia que traducimos de ContraInfo sobre a sua situación atual:

O 25 de xuño, o tribunal de apelacións rexeitou a petición de Kostas Sakkas. Entanto os xuíces ratificaban a prolongación da prisión preventiva de Sakkas outros 6 meses, un dos médicos que o tratan no hospital xeral de Nikaia informaba que o folguista de fame anarquista perdera 10Kg.

Convocase unha manifestación para o sábado 29 de xuño en Atenas para exixir a sua liberación inmediata. O cartaz colado como foto desta noticia éo da convocatoria da manifa e reza así: “2 anos e medio en prisión sen xuizo. O compa pon o seu corpo na liña de resistencia ante o totalitarismo moderno do Estado e do Capital. A sua luita é a luitha de todo o movimento, a luita de todxs xs oprimidxs.”

Dende o momento en que Kostas tomou a sua decisión, permaneceu na sua cela en folga e depois foi trasladado ao hospital das prisións de Koridalosao ata o 17 de xuño pola mañán, en que tivo que ser evacuado e ingresado no hospital xeral de Nikaia, en Pireos, sendo a situación do compa crítica. (ver notícia en ContraInfo).

Ademais, neste tempo houvo varias accións na sua solidariedade tanto dende dentro dos muros como fora, dende compas presos que se sumaron à folga (ver noticia anterior) ou que colgaron unha faixa solidaria no mesmo cárcere de Larissa (ver acá) a faixas nas cidades ou ataques con materiais varios a oficinas bancarias (aquí e acá), a sedes de partidos  e propiedades de responsables políticos, policias ou xornalistas adeptos ao réxime (ver acá, aquí e acolá).
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17 jun 2013

Cartas dende a prisión dos catro anarquistas detidos en 30 de abril pasado

En 7 de maio publicamos acá en Abordaxe a noticia da detención de 5 anarquistas o 30 de abril no concello de Nea Filadelfia (Atenas). Sabiamos que dois deles, Fivos Charisis-Poulos e Argyris Dalios eran prófugos da xustiza grega dende o 15 de febreiro cando, no marco das investigacións relacionadas con o duplo atraco en Velvedo en 1 de febreiro (ler aquí noticias relacionadas) que rematara con a detención de 4 compañeiros anarquistas (Giannis Mihalidis, Dimitris Politis, Andreas-Dimitris Bourzoukos e Nikos Romanos), se emitiran ordes de busca e captura na sua contra. Agora, tanto Fivos e Argyris como dous máis dos compañeiros arrestados (Giannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis) están no cárcere acusados de varios atracos a bancos, mentras que o quinto, Dimitris Hadzivasiliadis, foi libertado con cargos minores (resistencia ao arresto,etc.) depois de porse en folga de fame e sede en resposta as condicións da sua detención (tal como contamos na noticia da detención).

Colamos agora acá os enlaces às Cartas dende a Prisión que escreberon os catro detidos e convidamos a sua leitura (en castelán) por se queredes saber máis deste caso:

Carta de Fivos Charisis e Argyris Dalios (en VivalaAnarquía)

Carta de Grigoris Sarafoudis (en Publicación Refractario)

Carta de Giannis Naxakis (en AlasBarricadas)
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12 jun 2013

[Atenas, Grecia]: Ataque explosivo ao vehículo da directora das prisións de Koridallos, no distrito de Dafni (7/6/13) e Declaración dxs membros presxs da CCL sobre o bombazo

Colamos despois de traducidas estas duas noticias recollidas de ContraInfo (aquí e acá):
PROXECTO FÉNIX
Liberdade para xs anarquistas de praxe encarceradxs en Italia

I. "O regreso da Conspiración de Células do Lume dende as cinzas"

Só naqueles momentos onde a nosa tensión pola liberdade se reúne coa práctica é onde logramos verdadeiramente vivir a anarquía, aquí e agora. Lamentablemente o sono que levamos no corazón é demasiado grande como para evitar o risco de encontrarse co monstruoso muro da autoridade, erixida en defensa do Estado e o capital. Cando realmente poñemos en xogo a nosa vida, inevitablemente, acabamos de enfrontarnos coa dureza que hai na loita: A morte e o cárcere.
Nicola Gai, compañeiro italiano acusado no caso da Célula Olga-FAI (maio de 2013)

A Conspiración de Células do Lume - FAI/FRI, en colaboración con xs compas das Bandas de Consciencia, honrando a nosa vella e inmemorial amizade, voamos o automóbil privado da directora das prisións de Koridallos, Maria Stefi, como mostra de solidariedade auténtica con xs nosxs dez irmanxs encarceradxs, Giorgos PÁX., Olga, Gerasimos, Christos, Michalis, Giorgos, Haris, Theofilos, Panagiotis, Damiano, que asumiron a responsabilidade na participación na Conspiración.

Despois de case dous anos de silencio no territorio grego, a CCL regresa. Nunha fronte común coas Bandas de Consciencia, os núcleos da FAI ("Fronte Antifascista", "Célula Ilesa de Vinganza", "Célula Lobo Solitario", etc.) e a Seita de Revolucionarixs, apoiamos e fortalecemos a conspiración internacional da Federación Anarquista Informal (FAI)/Frente Revolucionario Internacional (FRI).

A bomba que colocamos no vehículo da directora das prisións de Koridallos son as primeiras gotas antes da tormenta. Ademais, como se escribiu no último comunicado da CCL contra o Ministro de Xustiza grego.

Certamente, a necesidade dunha estratexia é agora máis clara que nunca antes. Un raio nunca viaxa en liñas rectas repetitivas. Relampaguea inadvertido. Ata un aparente "silencio" non significa a retirada senón a calma antes da tormenta...
(Sector clandestino, Federación Informal Anarquista/Conspiración de Células do Lume [Febreiro 2011])

Agora, pois, chegou a hora de volver facer ruído. Ruído contra a militarización das prisións e as continuas redadas da desgraciada escoura da EKAM (Unidade especial antiterrorista). Ruído pola inquisición dos consellos penitenciarios, onde fiscais e directores envelenan a xs presxs con esperanzas baleiras, ao mesmo tempo que os rexeitamentos da solicitudes de días de saída ou liberdade condicional se acumulaban unha sobre outra. Ruído por todxs esxs insignificantes que pensan que vestindo o uniforme de carcereiro xa teñen Poder para dar ordes. Ruído polo silencio aterrador da maioría de xs presxs que fai moito cambiaron a liberdade e a dignidade por unha dose de cabalo, por días de salario, por un traslado máis "favorable", ou por un celular novo... Ruído polo prolongado silencio e a inercia dun "espazo" ao que lle gusta chamarse anarquista, pero que é, en realidade, tan pequeno-burgués e decadente como a civilización da sociedade que supostamente combate.

II. Crónica dunha guerra anunciada

Durante os últimos meses, un novo réxime prevalece nas prisións gregas. O ministerio de Xustiza, os directores e fiscais das prisións promoven o modelo de militarización do "sistema correccional". Ata a data houbo ducias de redadas por parte das forzas da EKAM, armadas ata os dentes, nas celas dxs presxs, como parte da restructuración das prisións. Non son poucas as veces que estes covardes con pasamontañas e todo o equipamento policial mostran as súas "galadas" golpeando persoas alxemadas. No bordel correccional de Grevena, os porcos usaron ata aparatos taser (armas de electroshock) contra presxs alxemadxs ás costas. Nas prisións de Koridallos, a redada nocturna cuns corenta ou cincuenta policías da EKAM levouse a cabo grazas por "inestimable cortesía" da directora Maria Stefi e a fiscal Troupi, sen faltar as provocacións e as agresións, a unha distancia segura.

Sabemos que alí, dentro das súas prisións, nunca cae a noite. Alí dentro, os recordos rabuñan e a un/unha esquécese como é o ceo sen barrotes nin arames de pugas. Se a morte tivese cor, deberíase usar para pintar as súas prisións. Porque é ese o reino da morte lenta que sentes cada día. Cae das paredes nos corredores, resoa cada vez que se pecha unha porta, chora silenciosamente nas celas de castigo...

Non hai razón para continuar a "crítica" ao seu sistema "correccional". Dixémolo no pasado, cando colocamos unha bomba de vinte quilos na parede exterior da prisión de Koridallos hai tres anos. Claro que xs nosxs irmas da CCL definitivamente o din mellor que nos, mediante os seus escritos, participando no diálogo internacional da FAI-FRI.

Non obstante, non esperamos nada mellor do imperio do Poder que se sazona coa "nobreza" da democracia. Todos os seus oficiais realizan perfectamente as súas tarefas. Os xuíces sentados nos seus tronos imperiais distribúen penas que chegan a retar á media científica da vida humana: "Dupla cadea perpetua"… "Douscentos anos de prisión"... "Oitenta anos de prisión"... Á fin e ao cabo, para elxs, os nomes dxs acusadxs non son máis que molestas manchas de tinta nos seus gordos autos xudiciais, que hai que borrar.

Máis abaixo, encóntranse os directores de prisión. Os pequenos deuses das institucións penitenciarias que dan as súas ordes detrás das súas oficinas distantes coa confianza do "señor da casa". Pero tamén, este "negocio" é deles.

Ao seu lado encóntranse os fiscais das prisións, a "man de deus". A súa firma abre as portas "do ceo" ou "do inferno". "Liberdade condicional... rexeitada". "Cinco días de permiso... rexeitado". "Rexeitado"… "rexeitado"… "rexeitado"… é a única palabra que saben dicir.

Pero todos estes son inimigos. O único que se lle pide ao teu inimigo é a guerra total. Todo o peso do machado da crítica e o peso da náusea das preguntas sen resposta cae sobre xs habitantes do país dos cárceres. Cae sobre xs propixs presxs que, na súa maioría, acepta pasivamente a súa encarceración nos alxubes da democracia. Lonxe da subcultura da figura imaxinaria revolucionaria dxs presxs "luuitadorxs", como unha enaltecida proxección do que se vive aquí, a realidade das prisións soa espantosamente fea: pasividade... delación... atomización... adulación aos carcereiros... drogas... racismo... descaro covarde... auto-lamentarse... falsidade...

Aínda así, esta patética multitude transfórmase nun instante e vólvese "combativa" cando se trata dun pico de cabalo, de débedas e préstamos, da dominación de cada clan. Aí é cando a inventiva dxs presxs triunfa. Unha peza de metal convértese nun mortífero coitelo nas mans máis hábiles e unha calceta con peso nunha arma para a guerra civil dxs presxs, que aprenderon moito mellor como comer a carne xs unxs dxs outrxs alí dentro que aquí fóra.

Coa mesma enxeñosidade impresionante, esconden nos lugares menos comúns a heroína e outras drogas que queiran meter. Como sexa, este enxeño falta á hora de vingarse dos que xs encerraron e xs privaron da súa liberdade. Cantxs ex e novxs presxs intentaron vingarse, dedicáronse a unha vinganza práctica dos seus carcereiros? Cantxs encontraron as direccións dalgún alto mando ou prepararon unha emboscada contra algún fiscal que tirase á papeleira as súas solicitudes de permiso ou de liberdade condicional?

Por iso, chamamos ás minorías de presxs que aínda ten dignidade a planear decenas de actos de vinganza.

III. A conspiración internacional da FAI/FRI

Nos, pola nosa banda, coa bomba contra a directora do cárcere de Koridallos, coordinamos os nosos ataques a través da rede internacional da FAI/FRI. O comezo foi cando nosxs irmanxs en Chile, da Célula Antiautoritaria Insurreccional "Panagiotis Argirou", que apuntaron o 12 de maio contra a Asociación Nacional de Funcionarios Penitenciarios.

A FAI/FRI é unha conspiración internacional de anarquistas de praxe que prende lume ás posicións de defensa dxs anarquistas sociais e reformistas. Libérase do mofo que se asentou na anarquía dos anfiteatros e enche o aire con olor a pólvora, a anarquía negra, a noite, a explosións, disparos, sabotaxes. Non obstante, é por iso que nos últimos comunicados da Europol se mostra á fronte Revolucionario Internacional da FAI e a Conspiración como o principal perigo anarquista.

A difusión e a organización informal da nova anarquía en núcleos autónomos de acción directa é o que realmente atemoriza ás policías de todo o mundo. Por iso, o Estado e os inimigos da anarquía non esquecen doadamente xs combatentes anarquistas que están presxs baixo a autoridade das súas prisións.

IV. Sobre xs irmanxs que faltan...

En Alemaña, o compa Thomas Meyer-Falk -encarcerado por participación en atraco co obxectivo de apoiar proxectos subversivos- cumpriu xa a súa sentenza, pero segue encarcerado. No seu caso, aplicouse unha vella lei da Alemaña nazi, segundo a cal o/a prisioneirx, despois de mesmo cumprir toda a pena aplicada, pode continuar indefinidamente en prisión, se se lle considera "perigoso para a sociedad"… Thomas Meyer-Falk coa súa actitude inflexible e o seu rexeitamento a axeonllarse ante o Poder, se lle segue considerando perigoso para a máquina social (1).

Ao mesmo tempo, encóntrase preso en España o noso irmán Gabriel Pombo Da Silva -trasladado dende Alemaña hai un par de meses- e, en Suíza, o noso irmán Marco Camenish. Os nosos dous irmáns levan confinados moitos anos nas galeras da democracia debido á súa acción anárquica e subversiva. Gabriel -con moitas loitas contra os FIES (2)- está acusado de enfrontamento con policías na cidade alemá de Aachen e Marco está acusado de ecotaxes (3), fuga de prisión e enfrontamento armado con gardas fronteirizos. Aínda que se lles debería outorgar a liberdade condicional, a máquina estatal internacional intenta mantelos en cativerio, vinculándoos á operación Ousadía, inspirada polo Estado italiano. Un caso policial contra a rede da FAI/FRI, no que, xunto a Marco e Gabriel, se acusa xs presxs italianxs e Compas nosxs, Giuseppe ("Pepe"), Stefano, Elisa, Sergio, Alessandro, ademais do cal entre xs "investigadxs" están tamén algunxs dxs nosxs irmanxs da CCL, que se encontran nas prisións gregas.

Agora o aparato estatal grego e a súa xustiza están a probar similares alquimias en Grecia. O noso irmán e membro da CCL, Gerasimos Tsakalos, está dxs primeirxs na lista negra de fiscais e xuíces. Actualmente, leva 31 meses en prisión preventiva -o límite é de 18- e engadíronlle outros 6 meses á espera de xuízo, describíndoo como "particularmente perigoso". Non obstante, os charlatans da xustiza proban tamén novos experimentos. Abriron outro caso, o dobre atraco de Velvendos (Kozani), acusando a Gerasimos de instigador, engadíndolle outra orde de prisión preventiva á espera de xuízo. É dicir, acúsano de instigador do atraco a un banco que aconteceu cando el xa estaba no cárcere.

Tampouco esquecemos que o ano pasado, cando estaban a chegar á súa fin os 18 meses de prisión preventiva, o farrapeiro chamado Mokkas (fiscal especial de investigacións preliminares) lle volveu impoñer esta medida de forma consecutiva mentres o compa estaba no hospital realizando unha folga de fame.

Todo isto reforza a certeza que temos, agora máis que nunca: A liberación dxs nosxs compas terá lugar a través da violencia, con armas, con terrorismo anarquista e a agudización da nova guerrilla urbana anarquista... e, entón, pobre de quen obstaculice o camiño da liberación dos nosxs compas.

V. Todo continúa...

A loita non remata só porque algúns insignificantes se cansan e agora mostran s suas anarcomedallas na pasarela do lama de Exarchia, nin se detén porque algunxs se caguen do medo e acomódanse nos seus acochos, ou nas súas pseudoasembleas. Para nos, non existe un terreo medio. Aquel/a que declara as súas intencións anarquistas encóntrase ante un dilema decisivo, ou actuar ou abandonar para sempre a anarquía. Anarquía dende a retagarda das cafetarías e os chismes non existe... Ou actúas ou calas...

Pechando a reivindicación da nosa reaparición xunto coas Bandas de Conciencia, queremos dedicar o noso ataque con toda a nosa Forza a nosxs irmanxs presxs nas celas do estado italiano e, paralelamente, enviamos o noso sinal conspirativa a Alfredo Cospito e Nicola Gai, acusados dos disparos a Adinolfi (4), acto reivindicado polo núcleo Olga - FAI/FRI.

As palabras de coherencia dxs irmanxs en guerra son as únicas que teñen verdadeiro peso. O chamado "anarquismo social" xira entorno á ferramenta da "asemblea", convertida en escenario de autoritarismo, terreo de cultivo de xefes e xefeciños cuxo único obxectivo é a autorreferencialidade. Xs politiquerxs anarquistas fan de todo para dominar, nas súas orixes, o novo que avanza. O novo que avanza é a concreción da organización informal.
Alfredo Cospito

Coraxe e forza axs compañeirxs que anonimamente golpean ao Estado e o Capital, coraxe e forza axs que dan un nome á súa propia rabia, coraxe e forza axs compañeirxs que dan a vida á FAI/FRI. Imos dar alma e corpo á internacional negra, hai todo un mundo que destruír... Viva a anarquía.
Nicolai Gai

Irmanxs, o encontro está confirmado...
Volveremos -antes do que se espera...

Conspiración de Células do Lume - FAI/FRI.
Bandas da Consciencia - FAI/FRI.
Núcleo Sole - Baleno.


(Sole e Baleno -María Soidade Rosas e Eduardo Massari- eran dous compas anarquistas acusadxs nos anos '90 de sabotaxes e accións anarquistas contundentes. Baleno, "suicidouse" na súa cela. Pouco tempo despois, Sole "suicidouse" durante o rexemen especial de arresto "domiciliario" que lle impuxeran. O seu recordo vive en nos, nas nosas balas, na nosa dinamita...)

(1) En Bulgaria, o noso compa Jock Palfreeman segue cativo no cárcere, despois dunha pelexa con 15 fascistas que estaban a torturar a un caló. Un fascista caeu morto no enfrontamento e outro foi ferido seriamente. Nos, pola nosa banda, enviamos un sinal de solidariedade a Jock e unha promesa de que non está só.

(2) Réxime de detención especial

(3) Acción sabotadora ecolóxica

(4) Alto executivo dunha empresa nuclear

Atenas: Declaración dxs membros presxs da CCL sobre o bombazo contra a directora das prisións de Koridallos
Este texto lérono xs membros presxs da CCL o 10 de xuño de 2013 nos xulgados, ao inicio do proceso:

Queremos devolver dende aquí dentro, polo noso lado, o sinal guerrilleira axs irmanxs da colaboración entre a Conspiración de Células do Lume e as Bandas de Consciencia e saudar a fronte común de todxs xs anarquistas de praxe que apoian a rede internacional da FAI-FRI. COMPAS, con este ataque, volvémonos encontrar. Cancelastéis o noso estado de cativerio. Brindástenos instantes de auténtica liberdade. Encontrámonos outra vez, todxs xuntxs, arredor da mesma mesa. Debatemos, escollemos o obxectivo, deseñamos a operación, atacamos, asumimos a responsabilidade...

Todxs xuntxs, cómplices na rexeneración da NOSA Conspiración, todxs xuntxs na promesa que demos de que este só é o principio. A Conspiración de Células do Lume segue libre nos nosos corazóns, nos nosos sorrisos, nas balas das nosas armas ata o final, para sempre...

Viva a Conspiración de Células do Lume / Bandas de Consciencia / Célula Sole - Baleno

Viva a Internacional Negra dxs anarquistas de praxe

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7 jun 2013

[Grecia]: Comunicado do anarquista Kostas Sakkas sobre o seu inicio de Folga de Fame este martes 4 de xuño

Collemos e traducimos de ContraInfo:

O 4/12/2010 detéñenme xunto ao compañeiro Alexandros Mitrousias no barrio de Nea Smirni (Atenas) saíndo dun trasteiro alugado en cuxo interior había armas.

Admitín, dende o primeiro momento, a miña relación con este lugar, así como coas armas que había. Dende o primeiro momento, declarei que son anarquista e que a miña presenza no devandito lugar está relacionada coa miña identidade política e as eleccións que esta supón.

O 7/12/2010 lévanme ante o xuíz de instrución e encarcéranme acusado de participación en organización terrorista descoñecida e por posesión agravada de armas.

O 12/4/2011 e levando xa máis de catro meses encarcerado na prisión de Navplios, cítanme de novo os xuíces de instrución, Baltas e Mokkas, e sen que houbese ningunha proba nova, sen que houbese ningún desenvolvemento na investigación, encarcéranme por participación na O.R. CCL. Isto sucede, por suposto, sabendo os señores xuíces de instrución que non se podería soster nunha sala de xustiza a acusación de participación nunha organización en cuxo accionar non hai ningunha acción, en posesión dos seus membros non hai bombas, comunicados, armas utilizadas, unha organización que non ten nin nome.

Aclarei no pasado, como a propia O.R. CCL pola súa banda, que non pertenzo á tal organización. Non o fixen por evitar a odisea vingativa e represiva que reserva a xustiza burguesa a quen se encontra acusadx de participación nesta, senón porque simplemente é así. Tiña que aclaralo polo rexistro real da historia. Tanto por min mesmo coma pola O.R. CCL.

A acusación inicial de pertenza a organización terrorista descoñecida que se nos atribuía tanto a min e aos meus dous compañeiros (Mitrousias, Karagianidis), como ao resto de persoas detidas na mesma operación, á parte de que non tiñan absolutamente ningunha relación, foi a culminación dos fins políticos aos que servía a brigada antiterrorista naquel momento, en beneficio do entón ministro de orde pública Xristos Papoutsis que desexaba, como todos os seus homólogos, a desarticulación dunha organización terrorista a calquera prezo durante o seu mandato. É sabido que o ministro supervisou de forma directa a operación e valorou el mesmo os feitos que lle transmitía a brigada antiterrorista e, finalmente, deu a orde para que se realizasen as detencións. Calquera que lese os medios de comunicación aqueles días se acordará dos escenarios e as consideracións dos diferentes papagaios xornalistas sobre a que organización pertenciamos, cales eran os nosos obxectivos, etc. o que por suposto alimentaba a brigada antiterrorista ata que, claro, saíron os resultados dos exames balísticos para calalos... Máis tarde, o señor Papoutsis, nun intento de desculparse por este fracaso, nunha entrevista a unha coñecida revista declarou que "os servizos antiterroristas me tomaban o pelo"(¡!).

O 6/4/2012, sen ser xulgado aínda e, achegándose o límite dos 18 meses de prisión preventiva (cantidade límite de encerro sobre a base da lei), impónseme prisión preventiva de novo pola acusación de participación en 160 accións incendiarias e explosivas, cuxa responsabilidade foi asumida pola organización CCL. É característico como no sumario do devandito proceso, non só non existe ningunha proba contra min, nin sequera se molestaron en fabricalas esta vez, senón que non hai ningunha referencia ao meu nome, a excepción do apartado onde se presentan as acusacións. É un sumario que, sen esaxerar e baixo a lóxica que caracteriza os xuíces Baltas e Mokkas, poderíase atribuír a calquera. É tamén un signo característico e evidenciador da finalidade desta persecución o feito de que os señores xuíces de instrución tiñan nas súas mans xusto este sumario dende o primeiro momento da miña detención, feito que os obrigaba, sempre sobre a base da lei, a que se me entregase xunto co primeiro sumario. É dicir que, en poucas palabras, estes señores me aumentaron a prisión preventiva acusándome de pertenza a esta a organización dúas veces seguidas.(!!)

Hoxe, levando á espera de xuízo dous anos e medio, basicamente, por simple posesión de armas (posesión agravada de armas, aclarativamente, significa que as armas que posúe alguén, son destinadas ou á súa comercialización ou subministración a unha organización terrorista, algo que nin é nin acepto), os señores institucionalmente defensores da xustiza e da lei que me encerran porque a violei deciden pasar por alto mesmo a súa Constitución, a cal define que despois da primeira encarceración preventiva, o tempo máximo límite para as seguintes é de 12 meses, posto que non lles abonda para servir ao seu liderado político e para manterme seis meses máis secuestrado.

En esencia, o réxime de prisión preventiva exterminador que impón unha situación de cativerio prolongado constitúe unha contrapartida para as podres acusacións preparadas cutremente, que fagan o que fagan, son incapaces de evitar que se "desinchen" nas salas de xustiza a parte do réxime especial que as caracteriza (en todos os aspectos). Quen pasase por elas, mesmo se foi pouco, sábeo moi ben.

Está moi clara a súa táctica e delata a súa intención vingativa. Si, é verdade, o Estado víngase das suas adversarias políticas. Víngase de elas, pero nunca as recoñece como tal. Nunca o fixo doutro xeito. Infiltrados e traidores antes, terroristas e inimigos da sociedade agora.

É un feito que o sistema político vive o seu período máis crítico e inestable tras a ditadura, debido ás consecuencias internas da crise capitalista mundial. É tamén un feito que a represión e, en xeral, a actitude despótica do Estado, é a "última carta" que teñen na man, decidido a asegurar a escravizada paz social e evitar que a resistencia xeneralizada se exprese en formas insurreccionais máis significativas e organizadas.

O propio Ministro de Economía declarou que é a primeira vez que se chama un goberno a aplicar medidas tan extremas en período de paz. As leis que sempre expresaron a vontade dos poderosos, hoxe, non lles abondan aos representantes políticos do sistema ante o que están chamados a executar servíndoo.

Tendo a perspectiva e a posición de que o camiño á liberdade individual-colectiva está cheo de loita e resistencia, decidín que o martes 4/6, comezarei unha folga de fame data na que, segundo o réxime xurídico en vigor, expira o tempo máximo da miña prisión preventiva. Aclaro que, para min, a elección de comezar a folga de fame, non constitúe un movemento desesperado, senón a elección de continuar a loita. Unha loita que eu e os meus compañeiros levamos a cabo dende o primeiro momento do noso cativerio, resistindo a un enfrontamento vingativo sen precedentes por parte dos mecanismos xudiciais, os cales decidiran que, no noso caso, farían un descanso no seu labor de cobramentos, con intención de defender á sociedade dos seus supostos inimigos e ás leis daqueles que as violan. Son os mesmos mecanismos e as mesmas persoas que se encontran tras eles os que constitúen os autores materiais de que sexa legal mobilizar os folguistas, dos miles de desafiuzados e dos sen teito, da abolición das demandas laborais, dos despedimentos, da abolición das prestacións sociais, dxs miles que viven baixo o albor da pobreza, dos centos de persoas que se suicidan cada ano poñendo fin á súa vida porque non son capaces de enfrontarse a ela dignamente, da legalidade das persoas amontoadas en campos de concentración caracterizadas como clandestinas. Son os autores materiais da legalidade das torturas e as malleiras nas comisarías de policía, das pistolas que se disparan soas, do silenciamiento dos medios de información disidentes...

Son os autores materiais da creación dunha sociedade cemiterio en nome da lei.
Son os autores materiais da creación dunha sociedade cemiterio, se fai falta, mesmo, fóra da lei...
Cubertos de hipocrisía e miseria, desprezables tanto para os partidarios da xustiza burguesa, coma para os seus críticos e inimigos ideolóxicos.

"Morre lentamente [...] quen non arrisca o certo polo incerto para ir detrás dun sono, quen non se permite polo menos unha vez na vida, fuxir dos consellos sensatos. [...] Evitemos a morte en suaves cotas, recordando sempre que estar vivo esixe un esforzo moito maior que o simple feito de respirar". -Pablo Neruda

Kostas Sakkas
Módulo A, cárcere de Koridallos
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