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2 jun 2014

Indulto a Tamara: nunca chove ao gusto de todos

Un comunicado anónimo publicado pola páxina web anarquista Contraifo, no que se acusa á compañeira Tamara de ter delatado alguén á policía (sen dicir como, cando... e nin sequera a quen¡¡¡¡), levantou a polémica por estes mundos ciberespaciales. Dado o grave das acusacións, o gratuíto e inxustificado das mesmas e, sobre todo, en vista do totalitarismo fanático e do mesianismo sectario e iluminado que destilan, véxome na obriga de solidarizarme publicamente coa compañeira calumniada.

Para aqueles que non saibades de quen estamos a falar, xa sexa por vivir no espazo sideral nos últimos anos ou porque descoñezades absolutamente os pormenores do anarquismo ibérico, direi que Tamara é unha compañeira anarquista que foi acusada do envío dun paquete bomba ao entón secretario de servizos penitenciarios de Cataluña, no marco dunha campaña de solidariedade co preso anarquista Amadeu Casellas. Foi detida, brevemente encarcerada e condenada a oito anos de cadea, pero finalmente recibiu un indulto parcial que a eximiu do cumprimento da condena.

Malia o dito no mencionado comunicado (que podedes atopar AQUÍ), no que se ataca con saña a compañeira por aceptar un indulto do estado, acusándoa sen proba ningunha de traizón e achacándolle o desprestixio do movemento antiautoritario, Tamara segue sendo a nosa compañeira. Eu sígome sentindo orgulloso de ter participado, dende aquí e como boamente souben, na campaña pola súa liberación e alégrome de que se atope en liberdade. Que faría eu na súa situación? ou que me gustaría a min que fixese ela? Iso xa é outra cuestión distinta na que non penso entrar. Pero é evidente que ela xa demostrou con feitos o seu compromiso coa causa anarquista (cousa que lles falta por facer a moitos dos seus detractores).

Como enfrontar as consecuencias da represión é unha decisión persoal, sempre que non pringue a ninguén máis, e soamente a un fanático descerebrado se lle pode ocorrer esixirlle aos demais que se colguen do pau da súa bandeira para que poidamos ir por aí enarborando aos nosos ídolos e venerando aos nosos mártires. Pode non gustarte a vía escollida por Tamara, podes incluso criticala, pero o que non é de recibo é tratar de destruila como persoa acusándoa de traición e excomungandoa do movemento antiautoriatario.

Nada como comprobar os demoledores efectos dun verdadeiro chivato traidor como para pecharlles as bocas aos falabaratos dispostos a converter en erexía a máis mínima desviación da hortodoxia revolucionaria. E se non que pregunten por estas terras.

Só réstame por desexarlle a Tamara unha feliz liberdade, e a quenes tanto a critican que poidan disfrutar eles da oportunidade de amosarnos ao resto como se comporta un auténtico anarquista cando marcha triunfalmente cara ó martirio.

C.R.
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8 abr 2014

“Miséria e limites da mentalidade ativista – Tópicos para um debate”

Compas de Porto enviam-nos este texto que serviu de introdução ao debate realizado na Casa Viva (Porto), no dia 5 de Abril de 2014, integrado no evento Sábados com Anarquia.

“Miséria e limites da mentalidade ativista – Tópicos para um debate”

No confronto entre o individuo e a realidade com que este se depara é inevitável o aparecimento da pergunta “o que fazer?” e o seu corolário “como o fazer?”. Perante esta interrogação, diferentes estratégias, derivadas de diferentes perceções sobre a luta “política”, são desenvolvidas e postas em prática.

Abordamos hoje a mentalidade e prática ativista, posicionando-nos criticamente em relação a um modo especifico de entender e intervir no confronto com o existente. Apresentamos aqui alguns tópicos para um debate que pretendemos que vá além desta pequena introdução.

De um ponto de vista meramente etimológico, podemos descrever o ativismo como a ideologia da atividade (diferente de ação), como um tipo de mentalidade que pressupõe um frenesim e um fetichismo pela atividade (quanto a nós a maior parte das vezes inócua) que descura uma análise aprofundada da realidade concreta em que se vive e que muitas das vezes se cinge a uma tentativa de remendo das injustiças criadas pela organização social existente ao invés de apostar pela sua destruição.

À falta de uma perceção concreta do terreno em que se move, o ativismo multiplica-se em ações que podem ir desde o abaixo-assinado da cidadania indignada ao boicote ao consumo desta ou daquela marca de refrigerantes, passando pela manifestação folclórica ao ritmo de tambores que na maior parte das vezes só servem para abafar as palavras de ordem e que a nosso ver retiram qualquer aspeto combativo que, eventualmente, possa ter a manifestação. Esta falta de análise da realidade em que se encontra, leva também à importação de modelos que (para alguns) tiveram sucesso noutros pontos do globo mas que a maior parte das vezes são completamente inadequadas ao sitio e ao momento onde são aplicados.

Outro do aspetos que nos gostaria desenvolver nesta discussão é o fetichismo da opinião pública. Não interessa, pois, que a opinião pública não exista per si, que seja uma coisa criada pelos meios de comunicação de massa, há que convencer esse “fantasma” chamado opinião pública de que a nossa luta é justa e para o bem comum. Como conclusão deste tipo de pensamento, e à semelhança da esquerda bem pensante, há que ganhar as massas para o nosso lado e para isso há que ser ordeiro e bom cidadão para aparecer bem na fotografia do jornal ou no ecrã da televisão. De facto, não raras vezes o discurso ativista está impregnado de palavras como “cidadania”, “justiça”, “democracia”, ou seja, a linguagem da mais básica social-democracia.

Como vemos, ao invés de expandir os limites do conflito, o ativismo mantém-no nos limites da linguagem impostos pelo sistema dominante, não importando que algumas das vezes utilize métodos que poderiam ser considerados radicais, como a ação direta, a sabotagem, a horizontalidade ou a auto-organização. Estes métodos que historicamente pertencem às franjas mais radicais do movimento político foram hoje tomados de assalto por um sem número de grupos dos mais variantes quadrantes dos quais o mais bizarro seriam os nazis autónomos. Então, vemos que não é pelos métodos empregues em determinada situação que se poderá definir a posição em que alguém ou algum grupo se encontra na luta pela destruição do atual estado das coisas ou até mesmo, que seja esse o seu objetivo.

Gostaríamos também de falar no papel dado às lutas específicas que cristalizam na chamada campanha por este ou aquele motivo. Perante um determinado problema, não raras vezes vemos um despegar de energias e recursos tendo em vista o alertar para esse mesmo problema e “fazer alguma coisa sobre o assunto”. Assiste-se aqui a um autentico proliferar de discursos e ações, a maior parte das vezes inócuas, e que mais uma vez resultam mais do “ter que fazer porque é certo” e para expurgar culpas auto-induzidas do que verdadeiramente aproveitar esses pequenos conflitos para uma critica mais ampla e mais radical aos motivos que provocam o existir desse problema. Perante isto, vemos os abaixo assinados, os distribuidores de panfletos e quando se supõe estar o caldo propício, a ação de rua e (raras vezes) a sabotagem simbólica. O fato de ser uma luta ou até uma associação específica leva a que se juntem pessoas cuja única afinidade entre elas seja a resolução desse problema específico, eventualmente coabitando no mesmo espaço pessoas com posturas politicamente opostas.

Por outro lado, pensámos que mesmo que uma campanha tenha sucesso, nunca se poderá considerar uma vitória pois o fato de se terem atingido os objetivos de determinada campanha não se trata de uma vitória mas sim de um reajustamento do sistema, ou seja, uma retirada estratégica.

Por último, e para não nos alongar-mos muito nesta introdução, queríamos só referir uma consequência (diríamos quase que inevitável) da mentalidade ativista que é a “profissionalização” ativista. Quantas vezes não olhamos à nossa volta e não vemos os profissionais do protesto, os que sabem como e quando se fazem as coisas. Para nós, semelhante postura é incompatível com uma luta pela abolição das hierarquias e dos papeis sociais. Já não bastava que o papel reservado ao ativismo fosse o de (no interior do sistema) ser o “agente credenciado” da mudança social, ainda por cima haver no seu seio aqueles que, devido aos anos “dedicados” ao “movimento”, sejam lideres informais no combate à injustiça de hoje e que provavelmente serão os administradores da justiça de amanhã.

Estes são apenas alguns aspetos que gostaríamos de ver discutidos sabendo que muitos mais haverá a falar sobre este tema em especifico, e que estamos seguros que durante a discussão que se seguirá surgirão. O nosso objetivo é que através deste debate se possam partilhar e clarificar pontos de vista e que através da discussão honesta e profunda, possam, por um lado, ser criadas novas afinidades entre companheiros para que o conflito social se expanda e, por outro, separemos as águas em que nos movemos.

Porto, 5 de Abril de 2014
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18 sept 2013

Escrache a Garzón na Argentina

Numerosos militantes do Capítulo Arxentino da organización Euskal Herriaren Lagunak (EHL) (Amig@s do Pobo Vasco) impediron que o ex xuíz español Baltasar Garzón falase nun acto convocado polo decano da Facultade de Filosofía e Letras da Universidade de Buenos Aires, Héctor Trinchero e que contou coa presenza do deputado nacional Remo Carlotto e do filósofo Ernesto Laclau. O tema da convocatoria era o de "Dereitos Humanos e procesos de emancipación" e íase celebrar nunha xornada en lembranza da masacre de "La Noche de los Lápices", ocorrida en setembro de 1976, cando 340 estudiantes de secundaria (de entre 16 e 18 anos) de todo o país foran arrincadxs das suas moradas para ser torturadxs ( a maioria continúan hoxe, 37 anos despois, desaparecidxs).

Dende pouco antes de comezar a actividade, programada no Auditorio da Facultade e á que concorreu numeroso público, os integrantes da organización solidaria co pobo vasco se repartiron entre os asistentes esperando o momento da entrada de Garzón. O ex xuíz advertido de que se preparaba un escrache contra el optou por non asistir.



Foi entón que dende distintos ángulos do Auditorio se despregaron numerosas bandeiras vascas e pancartas esixindo a liberdade dos presos e presas vascas, mentres un integrante de EHL, micrófono en man, sinalaba que "como antigo militante de Montoneros e ex prisioneiro político me parece realmente inxurioso para os dereitos humanos que un día como hoxe, que recordamos o masacre da noite dos lapis, en que foron asasinados numerosos estudantes durante a ditadura militar, invítese a esta Facultade a un represor do pobo vasco, un home repudiado por consentir as torturas de centos de militantes. Non o imos tolerar e como din nosos panfletos: Como aos nazis lle vai pasar, onde vaia irémolo a buscar", rematou entre aplausos.

Esa consigna, xunto con berros de "Garzón represor" foi repetida varias veces polos militantes de EHL, mentres se repartían panfletos denunciando quen era realmente o convidado que optou finalmente por non asistir ao encontro. (ver texto completo do panfleto en galego ao final da notícia, e en orixinal neste enlace).

Deseguida, mentres o decano Trinchero sinalaba que "temos visións diferentes pero todos podemos opinar, xa que aquí viñemos a falar de dereitos humanos", outro integrante de Amig@s do Pobo Vasco, sinalou ao público asistente e aos compoñentes da mesa que "os que viñemos aquí a denunciar quen é en realidade Garzón, somos todos militantes populares, moitos de nós pasamos pola tortura e parécenos de moi mal gusto que se siga a darselle cabida a un sinistro personaxe como Garzón, xa que polo seu xulgado, a Audiencia Nacional franquista, desfilaron centos de mozos que como nosos 30 mil irmáns desaparecidos, foron brutalmente torturados e o señor Garzón sempre o consentiu. Máis aínda, multiplicou as detencións e as penas contra os militantes vascos e cataláns que loitan pola súa independencia do reino fascista de España".

Outro mozo de EHL, nacido en España e fillo dun exiliado arxentino, logrou ser escoitado en silencio ao evocar as vellas solidariedades de moitos habitantes do pobo español e das súas organizacións populares, cando se recibiu e apoiou os exiliados arxentinos: "En nome desa memoria, resúltanos nefasto que neste país que é vangarda na loita polos dereitos humanos se lle de acubillo a un xuíz represor como Garzón, que fixo da persecución implacable aos militantes vascos case unha forma de vida. Pedímoslles que reflexionen e que non sigan protexendo a un personaxe tan repudiable".

Deste xeito, coas estrofas do popular "como aos nazis te vai pasar... " repetidas por parte dxs asistentes, deuse por finalizado o escrache, que causou numerosos comentarios favorables entre a comunidade estudantil da Facultade.

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Panfleto repartido:

Compañeiros/ás: Este personaxe que vostedes homenaxean non é o que parece. Ten dúas caras. Contámoslles:

a)Baltazar Garzón validou co seu accionar todo tipo de atropelos en contra de militantes vasc@s, cataláns, galegos e ata árabes que residían en España. Todos eles pasaron polo Tribunal de Excepción franquista que Garzón presidía (a Audiencia Nacional) e dende o que facilitou condenas de ata 30 anos de cárcere a patriotas independentistas. Pero o que é peor, habilitou a impunidade para torturar ao non aceptar xamais as denuncias formuladas polos detidos, algúns deles martirizad@s, violad@s, golpead@s polos esbirros policiais españois, de xeito similar ao que aquí acontecía na ESMA ou noutros campos de exterminio.

b) Garzón, coa súa doutrina de permitir alongar os tempos de incomunicación ata 5 días os detidos, facilitou que os represores se asañasen co prisioneiro ata obter "confesións" a forza de picana, bañeira ou colgar os seus corpos encadeados boca abaixo.

c) Coa escusa de que todo militante independentista era de ETA, enviou a prisión centenares de vasc@s e cataláns. 150 deles e elas denunciaron torturas e Garzón non investigou ningunha.

d) Garzón tamén ilegalizarou numerosas organizacións políticas e culturais, pero non contento con iso, emprendeuna coa liberdade de opinión e mandou a clausurar dous diarios, dúas revistas e unha radio, facendo deter varios dos seus xornalistas.

e) Ademais, o ex xuíz que se presenta como abandeirado da loita xudicial anti franquista, invalidou dende o seu cargo o sumario de 152.237 vítimas identificadas do franquismo, presentado por diversas organismos de dereitos humanos de España. (ver http://www.forumperlamemoria.org/?La-paradoja-de-Garzon)

f) Garzón é un grande amigo da oposición ao chavismo. El en persoa estivo en Venezuela cando Hugo Chávez non lle renovou a licenza á canle golpista RCTV e apoiou explicitamente os escuálidos. Nese tempo, o ex vicepresidente e actual alcalde de Caracas, Jorge Rodríguez, acusouno de ser "un pallaso que veu ao noso país a tratar de darnos leccións de democracia. Ese xuíz pro-imperialista veu para acá pagado e tarifado a dicir o que quere escoitar a oposición venezolana".

Recén, Garzón acaba de prologar o libro "Estado delincuente", escrito por dous amigos do fascista Capriles, Carlos Tablante e Marcos Tarre.

g) Tamén o ex xuíz asesorou o ex presidente colombiano Alvaro Uribe Vélez e hoxe faino co presidente Santos. Sobre a súa relación co primeiro, abonda ler o que declararon en febreiro deste ano numerosas comunidades indíxenas do Cauca: "Dóenos que fose Baltasar Garzón quen avalase nun primeiro momento o proceso de reenxeñería paramilitar, chamado desmobilización, pola seguridade democrática de Álvaro Uribe Vélez, afirmando que era un modelo de xustiza". (ver declaración completa en: http://www.derechos.org/nizkor/colombia/doc/bgarzon1.html=)

GARZÓN, COMO "CLARÍN": MINTE. Sobre o seu pasado sempre ligado ao poder (ata que lles deixou de ser útil), e sobre un presente de "defensor de dereitos humanos", cando leva nos seus oídos os berros de dor e terror das rapazas e rapaces que foron torturados pola policía á que o ex xuíz creu, amparou e defendeu.

Por iso dicimos: GARZON NON É TRIGO LIMPO e denunciámolo como o tivesen feito nosos 30 mil irmáns desaparecidos e asasinados.

EUSKAL HERRIAREN LAGUNAK (Capítulo Argentina) - Amig@s do Pobo Vasco

Amigos e Amigas do Pobo Vasco na Argentina

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8 sept 2013

15 e 16 de setembro: Pedro García Olivo presenta o seu último libro en Lugo e Compostela

«Cadáver a la Intemperie» é o título deste novo libro que, o Domingo 15 às 20:00' no Ateneo Libertário "A Engranaxe" e o Luns 16 às 20:30' na Biblioteca Anarquista "A Ghavilla", será presentado polo seu autor no que está a ser o seu segundo ciclo de presentacións (polo norte e noroeste da península) deste seu último libro (que intuímos que non será o derradeiro) editado por Logofobia.

Ademais, como apontan no blogue de "A Ghavilla" (onde podedes ler unha crítica do libro que fan as compas da librería e editorial libertaria Malatesta): Pedro virá acompañado por outra persoa desta editorial anticomercial e nos primeros 10 minutos da charla van ir adicados a falar da acampada contra as liñas electricas de Moi Alta Tensión (MAT) que se está realizando en Girona, dado que algun compañeiro de seu está por alá, tema que consideran moi interesante (nos tambén) e do que necesitan apoio por aquilo cren (e cremos) importante darlle difusión. (podedes atopar información sobre a loita anti MAT no seu blogue: www.torresmasaltashanciado.espivblogs.net ).
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3 sept 2013

[Balboa] Domingo 8 - Jornada contra a minaria a ceu aberto

Dentro do macrofestival "Vibra Balboa" (macro pola ingente quantidade de grupos e actividades, nom polo espaço a ocupar) na jornada do Domingo 8 está previsto que tenham lugar palestras e umha mesa redonda sobre este conflito que nos abrangue e preocupa, e nom só na Galiza. Assim nestas terras bercianas, na Casa das Gentes, teremos:

- As 11:30' Palestras sobre a minaria a ceu aberto com:

O negócio do ouro em Corcoesto ( por Contraminate de Laxe )
Efeitos da minaria de carbom em Laciana ( por SOS Laciana )

- As 17:00' Mesa redonda:

Estratégias comunes para fazer fronte ó espólio das grandes companhias mineiras ( com Rede Contraminación e SOS Laciana )

Mais e melhor informaçom sobre esta jornada nesta ligaçom da web do Festival

Além, desde o joves 5 até o mesmo domingo 8, haverá quantidade de actuaçons musicais (por só 10€ venda anticipada para os quatro dias!!) e obradoiros, espectáculos de circo, teatro, mágia, poesia, gimcana, festa hortera e outras actividades debalde.

Nom deixes de informar-te na sua web, de como chegar e de todas as actividades previstas

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28 ago 2013

Sobre o consentimento

Colo, depois de traducir de ContraInfo(es) este "mais que interesante" cuestionario de 85 preguntas que xs compas desta web alternativa recolleron da web estadoudinense SlugandLettuce asinado por Cindy e que comenza con esta acalración de principios que eu espero chegue a frutificar: "A continuación algunhas preguntas sobre o consentimento que un/unha amigx e eu formulamos para un taller no que participamos e que axudaron a xerar debates moi bos e importantes na nosa comunidade. Con sorte, tamén vos serán útiles a vós. Pedímosvos que leades e pensedes en serio sobre estas preguntas, unha a unha (dende logo, non fai falta que vos leades a lista enteira dunha sentada! De feito, invitámosvos a non o facer). Escribimos esta lista esperando crear reflexión, por iso, pedímosvos que non vos poñades á defensiva e que pensedes niso a fondo, dado que é o único xeito de que vos axude a vós e á vosa comunidade".

1. Como defines o consentimento?

2. Algunha vez falaches sobre o consentimento con o(s)/a(s) teu(s)/tua(s) compañeirx(s) ou amigxs?

3. Coñeces alguén ou estiveches con alguén que defina o consentimento de forma diferente a ti?

4. Algunha vez non tiveches claro se a persoa coa que estabas sexualmente quería facer o que estabades a facer? Falastes diso? Ignoráchelo esperando que cambiase? Seguiches o que estabas a facer porque che resultaba pracenteiro e non querías formularche o que sentía a outra persoa? Seguiches porque pensabas que era o teu deber? Que opinas sobre as decisións que tomaches?

5. Cres que é responsabilidade da outra persoa dicir algo se non lles gusta o que estades a facer?

6. Como debería expresar alguén que o que está a acontecer non lle gusta?

7. Buscas só sinais verbais ou hai outros sinais?

8. Cres que se pode malinterpretar o silencio como consentimento?

9. Algunha vez preguntácheslle a alguén que sinais deberías buscar se lles incomoda verbalizar o cando algo non lles parece ben?

10. Só preguntas este tipo de cousas se estás nunha relación seria ou tamén che sentes cómodx para falalas en situacións informais?

11. Cres que falar rompe a maxia?

12. Cres que o consentimento pode ser erótico?

13. Pensas nas historias de abusos de outrxs?

14. Pensas en como progresan as cousas ou asumes que o consentimento orixinal significa que todo vai ben?

15. Se consegues o consentimento unha vez, asumes que todo vai ben despois?

16. Se alguén consente unha cousa, asumes que todo o demais está ben ou preguntas antes de levar de xeito diferente as cousas a niveis máis intensos?

17. Séntesche ofendidx por aquelxs que queren ou necesitan falar de ter sufrido abusos? Por que?

18. Normalmente séntesche atraídx por persoas que encaixan nos criterios de beleza de onde vives?

19. Buscas a amizade de xente porque queres estar con ela e abandonas a amizade se non lles interesas sexualmente?

20. Buscas relacións sexuais con xente mesmo despois de dicirte que só quere ser a/o tua/teu amigx?

21. Asumes que se alguén é cariñosx é porque probablemente lle intereses sexualmente?

22. Pensas no afecto, a sexualidade e as fronteiras? Falas coa xente destas cousas? Se é así, falas delas só cando queres ter relacións sexuais con alguén ou o fas porque crees que importante e, sinceramente, queres saber?

23. Deixas claras as túas intencións?

24. Algunha vez intentaches convencer alguén de facer algo sobre o que se mostrase indecisx?

25. Cres que a indecisión pode ser unha forma de coquetear?

26. Es consciente de que, en ocasións, non o é?

27. Algunha vez pensaches que alguén se che insinuaba aínda que realmente ese non fose a mensaxe que querían enviar?

28. Cres que se alguén é promiscux se lle pode cosificar ou falar del/dela dun xeito na que normalmente non farías?

29. Se alguén é promiscux, cres que é menos importante que dea o seu consentimento?

30. Cres que se alguén se viste de determinado xeito se lle pode cosificar?

31. Se alguén se viste de determinado xeito, cres que significa que quere a túa atención sexual ou aprobación?

32. Entendes que hai moitas razóns que non teñen que ver nada contigo para que unha persoa queira vestir ou actuar dun xeito que ti poidas considerar sexy?

33. Cres que é a túa responsabilidade ou papel vencer a indecisión de alguén premendox ou quitándolle importancia?

34. Algunha vez intentaches preguntarlle a alguén o que sente?

35. Cres que o sexo é un xogo?

36. Algunha vez intentaches poñerte en situacións que che desen unha escusa para tocar a alguén que cres que te diría que non se o preguntases? P. ex. Bailar, emborracharte moito preto del/dela, quedar dormidx ao seu lado...

37. Fas que a xente sinta que é "aburrida" ou que está "reprimida" se non quere realizar determinadas prácticas sexuais?

38. Cres que tes maneiras de actuar que poden facer pensar alguén así aínda que non sexa a túa intención?

39. Algunha vez intentaches negociar? P. ex. "Se me deixas facer H, eu fareite B"

40. Algunha vez usaches os celos como forma de control?

41. Algunha vez fixeches que o(s)/a(s) teu(s)/tua(s) compañeirx(s) deixasen de verse con determinadxs amigxs ou limitaches as súas interaccións sociais en xeral por celos ou inseguridade?

42. Usas os celos para que o/a teu/tua compañeirx teña sexo contigo?

43. Opinas que estar nunha relación con alguén significa que teñen a obriga de practicar sexo contigo?

44. E se queren absterse de ter sexo unha semana ou un mes ou un ano?

45. Te queixas ou ameazas se non tes a cantidade ou o tipo de sexo que queres?

46. Cres que está ben iniciar o sexo con alguén mentres dorme?

47. E se esa persoa é o/a teu/tua compañeirx?

48. Cres que é importante comentarllo primeiro cando estea espertx?

49. Fixácheste en como interactuar coa xente ou como a tratas, para ben ou para mal, e de onde vén/onde o aprendiches?

50. Compórtaste de forma diferente cando bebiches?

51. Cales son os aspectos positivos de beber para ti? E os negativos?

52. Algunha vez mantiveches unha relación sexual con alguén estando algun/nha dxs dous/duas borrachxs? Algunha vez sentíchesche incómodx ou avergonzadx ao día seguinte? A persoa coa que estiveches comportábase de forma estraña despois?

53. Buscas o consentimento do mesmo xeito estando borrachx que estando sobrix?

54. Cres que é importante falar ao día seguinte coa persoa coa que mantiveches a relación sexual se houbo alcohol de por medio?

55. Cres que a xente debería tomar as cousas máis por riba?

56. Cres que estas preguntas son represivas e a xente que observa de forma crítica as súas historias sexuais e o seu comportamento actual é conservadora e debería estar máis "liberada"?

57. Cres que a liberación pode ser diferente para cada persoa?

58. Como reaccionas se alguén se sente incómodx co que fas ou se non quere facer algo? Poste á defensiva? Sénteste culpable? A outra persoa ten que rematar coidándote ou calmándote ou podes retroceder e escuitalx e apoialx e responsabilizarte das túas accións?

59. Contas a túa parte da historia e intentas cambiar a forma na que viviron a situación?

60. Fas cousas para mostralo ao/à teu/tua compañeirx que x escoitas e que che interesan as súas ideas sobre o consentimento ou as súas ideas sobre o que fixeches?

61. Algunha vez falaches de sexo e consentimento sen estar na cama?

62. Violaches ou abusaches sexualmente de alguén algunha vez? Podes pensar no teu comportamento? Realizaches cambios? Que tipo de cambios?

63. Séntesche cómodx co teu corpo ou a túa sexualidade?

64. O teu propio malestar ou historia de abusos fíxote actuar de forma abusiva? Se é así, puideches falar algunha vez con alguén sobre iso? Cres que falar diso pode axudar?

65. Evitas falar de consentimento ou abusos porque non estás listx ou porque non queres falar do teu propio abuso sexual?

66. Algunha vez sentícheste obrigadx a practicar sexo?

67. Algunha vez sentícheste obrigadx a iniciar o sexo?

68. Se meses, días ou anos máis tarde alguén che dixese que se sentiu incómodx co que fixestes, interrogaríalx?

69. Comezas conversacións sobre sexo seguro e métodos anticonceptivos?

70. Cres que vale dicir algo tan vago como: "Fíxenme as probas hai pouco"?

71. Te tomas en serio as preocupacións dos teus compañeirxs sobre sexo seguro e métodos anticonceptivos?

72. Cres que se unha persoa quere ter sexo seguro e á outra non lle importa tanto é responsabilidade da que se preocupa facilitar os produtos para o sexo seguro?

73. Cres que se unha persoa ten un corpo co que pode quedar embarazada é cousa dela facilitar os métodos anticonceptivos?

74. Quéixaste ou négaste a ter sexo seguro ou o tipo de método anticonceptivo que o/a teu/tua compañeirx prefire usar porque reduce o teu pracer?

75. Intentas manipular o/a teu/tua compañeirx sobre estes asuntos?

76. Séntesche atraídx cara a persoas con certa representación de xénero?

77. Tes cosificado algunha vez a representación do xénero de alguén?

78. Asumes que toda persoa que entra dentro de determinadas percepcións de representación de xénero vai interactuar contigo do mesmo xeito?

79. Decátaste de que reproduces comportamentos de xénero binarios mesmo con relacións e amizades queer? Como faría iso sentir xs demais?

80. Consideras que a sexualidade e a representación de xénero forman parte dunha persoa ou consideras que son unicamente aspectos sexuais da xente?

81. Se alguén se traviste, o tomas como un convite a facer comentarios sexuais?

82. Fetichizas á xente polas súas representacións de xénero?

83. Cres que só os homes cometen abusos?

84. Cres que nunha relación entre persoas do mesmo xénero, só comete abusos quen sexa máis "másculinx"?

85. Cres que hai traballo por facer para rematar coa violencia sexual nas nosas comunidades?

Colado e traducido por eDu
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23 ago 2013

"A urxencia do ataque", por Nicola Gai

Colamos de ContraInfo esta interesante reflexión (unha vez traducida)publicada inicialmente na Revista Terra Selvaggia/Páginas anticivilizadoras no nº 27 de xulio de 2013 e que como di o autor: "Espero que as miñas reflexións sirvan para iniciar un debate entre compañeirxs cara a aclarar e quitarse de enriba todo o que nos limita na acción anarquista".

O feito de que vivimos nun mundo de merda onde o Estado e o Capital nos impoñen, basicamente sen problemas, todo tipo de monstruosidades está máis que claro. Tamén é certo que só unha pequena minoría da poboación intenta opoñerse, de forma máis ou menos consciente, á supresión de todos os espazos de autonomía e liberdade que fan que pague a pena vivir a vida. Como parte desta pequena minoría, nós xs anarquistas, conscientes da necesidade de destruír o que nos oprime: por que non somos máis determinadxs e incisivxs?.

Un dos freos máis grandes e serios á nosa acción é, seguramente, o medo a poñer, realmente, as nosas vidas en xogo. Moi a miúdo, este é un aspecto central da loita revolucionaria que non se aborda o suficiente, porque nos obriga a sacar contas connosco mesmxs e coas nosas debilidades. Exaltamos ás chamadas "pequenas accións", doadamente reproducibles, que seguramente non asustan á "xente" e, aínda que sexamos conscientes da urxencia e a necesidade do ataque destrutivo ao sistema autoritario-tecnolóxico, somos remisxs a involucrarnos ata o fondo, a considerarnos en guerra e actuar en consecuencia.

Seguramente, é máis doado encontrarse xunto a centos/miles de persoas para defender un territorio ameazado por algunha ecomonstruosidad que esperar sós ao seu deseñador por fóra de casa. Non falo de valor, todxs e cada un/unha de nós ten medo e pon en práctica as súas estratexias para controlalo e xestionalo; mesmo xs que participan nunha chamada "loita social" están a arriscar o cárcere ou resultar feridxs (hai centos de exemplos neste sentido), non considero que sexa esta a distinción, senón algo máis complicado, ou sexa, a decisión de emprender prácticas de loita que non consideran ningunha posibilidade de mediación co Poder, que expresan o completo rexeitamento ao existente.

Participamos en asembleas nas que nos facemos ilusións de contribuír a tomar algunha decisión aínda que, polo xeral, nos axustamos ao que suxiren xs compañeirxs dotadxs de máis carisma; inevitablemente, o compromiso é sempre cara a abaixo, despois de todo, temos que crecer todxs xuntxs (sempre) e non asustar a ninguén. Facémonos ilusións con contribuír a un proxecto colectivo, aínda que moi a miúdo non sexa o noso; o feito de que esteamos "entre a xente" créanos a ilusión de estar a traballar concretamente pola insurrección, a próxima aventura.

Podemos compartir as nosas responsabilidades cos demais e confiar en non quedar sós se as cousas se poñen feas. Non nos decatamos de canto da nosa liberdade individual perdemos, é máis, sentímonos segurxs polos límites impostos pola asemblea, podemos esconder a nosa indecisión detrás do risco de que a nosa impaciencia sexa prexudicial para o proxecto común.

Pero só cando decidimos poñer totalmente en xogo a nosa vida e, individualmente ou cos nosos afíns, golpeamos o Poder onde máis lle poida doer, só entón, teriamos o control real e poderiamos afirmar con alegría e serenidade que estamos a facer a nosa revolución. Poñer en práctica unha perspectiva de ataque directo libéranos dos grifóns das loitas defensivas, permítenos infinitas perspectivas de acción e liberdade.

Non estou a facer a simple exaltación estética do acto individual, son consciente de que a insurrección é un feito colectivo, que estalará cando xs oprimidxs se levanten en armas, pero o tema é o método co que contribuír a provocala, a nosa vida é demasiado breve e o traballo de demolición, demasiado grande e necesario como para que se poida esperar ata que todxs estean preparadxs. É máis, estou convencido de que só soprando o lume e co exemplo da acción, nos poderemos achegar a tal momento.

Outro freo que vexo á posibilidade de ataque dxs anarquistas é a forma na que moitxs compañeirxs se achegan ao social, ás chamadas "loitas sociais". Ao meu entender, a miúdo pártese dunha consideración equivocada, subestímase a xente, isto lévanos a ver o social como algo que traballar, ao que hai que achegarse con cautela para non o asustar e, pouco a pouco, levalo a posicións máis avanzadas ata que, unha vez preparado, nos encontremos xuntxs nas barricadas da insurrección.

Eu estou convencido de que xs anarquistas forman parte do social e de que deben relacionarse como iguais cos "outrxs", combatendo todas estas actitudes "paternalistas" que, inevitablemente, desembocan na política. Xs anarquistas deben golpear e atacar con todas as súas forzas, outrxs con tensións similares tomarán exemplo da nosa acción, encontrarán novxs cómplices e, cando finalmente tamén xs demais explotadxs decidan levantarse, estalará a insurrección.

Debemos ser nós xs que ditemos os prazos e os momentos de loita, canto máis incisivxs e capaces de golpear nos puntos exactos sexamos, maiores serán as posibilidades que teremos de que se propaguen as prácticas de ataque directo. Isto non quere dicir que non hai que participar nas loitas que xorden de forma espontánea, senón que témolo que facer cos nosos métodos: a sabotaxe e a acción directa.

Se en certa localidade as persoas saen á rúa para opoñerse a certa nocividade, non é necesario que tratemos de coñecelas unha por unha, que preparemos comida con elxs e, pasiño a pasiño, tratar de conseguir que suban algúns centímetros a barricada que construíron. Isto non achegará a prospectiva insurreccional, é máis, debilitará as nosas forzas, debemos golpear a empresa que a constrúe, aos que a deseñan, aos que a financian.

Debemos deixar claro que calquera pode tomar as rendas da súa vida e destruír aquilo que o destrúe. Debemos enfrontarnos á policía, non só cando intenta desaloxar a concentración correspondente, senón provocala e atacala, facer ver que é posible, que se pode/débese golpear primeiro aos que nos oprimen. Algún/nha podería argumentar que o meu xeito de ver as cousas e entender o accionar pode incubar os xermes do autoritarismo ou do vangardismo.

Ao contrario, creo que contén, en si mesmo, o antídoto a estes dous males que aflixen á acción revolucionaria. Non se disfrazan os propios desexos, dise claramente o que se é e o que se quere e, sobre todo, nunha relación de igualdade cos demais, se demostra que armando as propias paixóns, calquera pode opoñerse concretamente a este estado de cousas. A política, na miña opinión, ocúltase xusto en limitarse para seguir o ritmo aos demais, en deixar de lado certos discursos para non "asustar" ás persoas que non se senten preparadas para entendelos.

Debe quedar claro que xs anarquistas buscan cómplices cos que sublevarse e non unha opinión pública moderadamente favorable a vagos discursos sobre a liberdade e a autoxestión. Outra das críticas que a miúdo se lles fai a quen practican o ataque contra o Estado e o Capital, de forma máis ou menos intelixente, máis ou menos acertada, é a de meterse nunha espiral de acción/represión cos aparatos do Poder sen dar pasos adiante no camiño da insurrección.

Certamente, é difícil negar que canto máis representemos un perigo para o Poder, máis se emperrará este en reprimirnos, pero isto, por desgracia, é natural e tal concatenación de causa-efecto soamente se deterá cando a multiplicación e a propagación dos ataques provoque a ruptura insurreccional.

Pensar que a revolución será só o resultado da toma de conciencia dxs explotadxs, despois de décadas de "adestramento" no ximnasio das loitas intermedias, guiados por unha minoría de iluminadxs que xs levan da man, indo a penas un paso por diante delxs, e aprazando continuamente o momento do conflito armado, é pura ilusión.

Esta práctica é dúas veces perdedora porque, renunciando á acción directa, renunciamos a vivir plenamente a nosa vida, a facer aquí e agora a nosa revolución. En segundo lugar, é perdedora porque deixa entender que o Estado dará tempo as oprimidxs a que se decaten de organizarse da súa condición, de coñecerse, e logo, talvez, de sublevarse, antes de esmagalxs.

Un pequeno exemplo diso sería a República libre da Maddalena [da loita Non Tav de Val Susa]: varrida antes de que ninguén puidese crer que representaba un perigo real para a autoridade estatal. Ademais, o Estado, talvez, máis poderoso que a forza militar, dispón dunha arma eficaz: a recuperación. Un exemplo, cando o problema da vivenda é urxente, as loitas e okupaciones multiplícanse e se os desaloxos non resolven o problema, o Poder pode xogar a carta da legalización. Que farán xs explotadxs cos que loitamos cóbado con cóbado unha vez que teñan un teito sobre a cabeza?

Quizais pidan máis, continúen rebelándose, pero contentaranse máis doadamente e nós estaremos obrigadxs a tirarnos de cabeza á próxima loita esperando que esta vez nos vaia mellor... Só cando a nosa acción non prevé a posibilidade de mediacións, cando a nosa loita vai directa a destruír o que nos oprime, o Estado non nos poderá enganar coa recuperación: ou ten a forza para esmagarnos ou deberá sucumbir.

Se temos a capacidade de tratar de difundir a práctica do ataque e da acción directa, se sabemos botar gasolina ao lume das tensións sociais, avivándoas e intentando evitar a recomposición, talvez, consigamos realmente incendiar o terreo.

Antes de concluír, querería determe noutro aspecto que, ás veces, parece ser un freo para a nosa acción: a análise dos efectos e as transformacións do dominio.

Con demasiada frecuencia, parece que esta non sirva para darnos maior capacidade de incidir na realidade, senón para alimentar medos e sensación de impotencia fronte á magnitude do desafío e a monstruosidade das nocividades que afrontar. Canto máis analizamos os aspectos totalitarios e prexudiciais da tecnoloxía, máis denunciamos os proxectos autoritarios do Estado e menos afiamos as nosas armas.

Aterrorizamos xs que lles gustaría actuar con investigacións máis ou menos profundas sobre os últimos descubrimentos do control. Non estou a soster que non sirvan as análises e os afondamentos, senón que non deben converterse en fins en si mesmos, exercicios de capacidade intelectual separados da acción directa. Para que serve publicar listas interminables de empresas responsables da destrución da natureza se ninguén as ataca? Xa por si sós, a inmensidade e a impotencia dos aparatos estatais e económicos, a miúdo, fannos dubidar da posibilidade de golpealos con eficacia.

Desastres ambientais como a marea de petróleo no Golfo de México ou Fukushima parecen dicir que non se pode facer nada para deter a guerra da sociedade industrial contra o ser humano e a natureza. A pesar de todo, non somos indefensxs, mínimxs instrumentos de análise, a acción directa e a decisión duns/dunhas poucxs poden demostrar que non todxs nos resignamos a aceptar pasivamente e, ao mesmo tempo, indicar aos demais explotadxs que aínda é posible opoñerse. Por exemplo, a acción dxs compañeirxs do núcleo Olga da FAI/FRI dinos que é posible solidarizarse cos afectadxs pola catástrofe nuclear, tamén dende o outro lado do mundo, e golpear concretamente a industria do átomo.

Espero que as miñas reflexións sirvan para iniciar un debate entre compañeirxs cara a aclarar e quitarse de enriba todo o que nos limita na acción anarquista. Coraxe e forza para xs compañeirxs que practican a acción anónima, coraxe e forza para aquelxs que dan nome á súa propia rabia, coraxe e forza para aquelxs que, coas súas accións, dan vida á FAI/FRI: Hai todo un mundo por demoler.

Nicola Gai
Casa Circondariale di Ferrara
Via Arginone 327
44122 Ferrara
Italia
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15 jul 2013

[Trento, Italia]: Viva a Revolta en Turquía.

Colamos, despois de traducida, esta carta-analise de compas anarquistas de Trento, recollida de ContraInfo

A historia é longa, tanto como as humillacións que a clase dxs pobres sofre dende tempos inmemorables, tanto en Turquía coma en calquera parte.

Logo, o imprevisto. En Istanbul, na praza Taksim, algún centenar de persoas oponse á destrución dun parque cos seus seiscentos plátanos. Un pouco de espazo e de verde no medio dos escaparates, os bancos, as mercadorías e xs turistas. A violencia da policía durante o desaloxo do parque é brutal. Pero a represión, esta vez, fai que se desborde a rabia. A revolta explota en todo o país, contra o primeiro ministro Erdogan, contra o terrorismo de Estado, contra as condicións de vida cada vez máis miserables. Miles de persoas volven á praza, día tras día, unha e outra vez, a pesar dxs feridxs, xs arrestadxs, xs mortxs. Máscaras antigás no rostro e pedras nas mans, xs rebeldes teñen todas as idades e todas as razóns do mundo. Para recordar que Istanbul está á volta da esquina, a dous pasos de nós, alguns e algunhas rebeldes da praza Taksim escriben axs Non TAV de Val de Susa e cantan o Bella Ciao.

Os políticos e xornalistas locais finxen indignarse pola brutalidade da policía turca, polas mangueiras e os lacrimóxenos usados contra a multitude. Certos métodos, evidentemente, van ben en Valsusa e non en Turquía.

Para Erdogan, lxs rebeldes son todxs "terroristas". Un apelativo que aquí serve para criminalizar as minorías rebeldes e revolucionarias, alí aplícase a unha ampla parte da poboación.

Primeiro foi o Norte de África o que se sublevou: sábese, é o "terceiro Mundo". Despois, Grecia: aí, dise, é distinto. Despois Islandia, Inglaterra, mesmo a socialdemocrática Suecia. E Brasil, onde a miseria e os homicidios de Estado non se poden seguir ocultando detrás do Espectáculo dos mundiais de fútbol.

Mentres que no mundo, o "feito anómalo" comeza a ser a resignación e non a revolta, en Turquía mozxs e ancians continúan baténdose. Con rabia, coraxe e alegría.

Mentres, nos e vos preguntamos que tería que pasar aínda en Italia para que salte o tapón do aguante, para que o lamento entre na rúa aberta da rebelión, queremos responder aos irmáns e irmás de Turquía.

Porque, por se non o entendedes, nos falan tamén a nós.

Anarquistas
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12 jul 2013

Diferentes reaccións ao anuncio da Xunta de paralizar a mina de Corcoesto

Colamos do Diario Dixital da Costa da Morte "Que pasa na Costa" onde fan un seguimento das diferentes e mesmo, nalgún caso, contradictorias reaccións, así dan pulo à resposta de Colectivos anti-mina no que concordan en considerar "un paripé" o anuncio e anuncian que "seguirán en pé" e o do Colectivo si à mina que considera o anuncio como benvido porque por fin a Xunta fai algo e o como paradoxo o posicionamento do BNG lanzando campás de que a paralización é un trunfo do pobo (como gostan os partidistas de arrima-la ascua á súa sardiña !!), cando todo indica que a Xunta segue aspirando a facer de Galiza unha Mina e de Corcoesto un xogo de tira e afroxa con a multinacional canadiana para que esta garante a sua parte de beneficio económico e a ruína e as enfermidades para as moradoras da Costa da Morte e mesmo de boa parte da poboación galega, dado que segundo estudios especializados nunha mina como a que se pretende en Corcoesto corren o risco de enfermar por arsénico unhas 100.000 persoas, e está demostrado científicamente que unha porcentaxe desa xentiña vai enfermar si ou si. Estamos falando pois de un delito contra a saúde pública.

Conmoción trouxo o anuncio da Xunta de paralizar temporalmente o proxecto mineiro de Corcoesto. E o comprobamos tamén recollendo as diferentes reaccións que nos chegan de 6 entidades diferentes: ADEGA, a Plataforma en Defensa de Corcoesto, a Plataforma Contraminacción a Asociación Veciñal Corcoesto Si, Mina Si; e o grupo do BNG; e mais unha aclaración da Xunta de Galicia.

As tres primeiras, entidades contrarias ao proxecto, consideran a parálise un “paripe” da Xunta e esixen a “anulación da DIA e a paralización definitiva do proxecto”. Pola súa banda, Corcoesto Si valora positivamente o comunicado celebrando que por fin a Xunta se manifestase. E mentres, a Xunta volve explicar o por que da parálise, incidindo en que “multiplican por 60 as esixencias de fondos propios da empresa”, volvendo cos argumentos económicos e deixando de novo de lado os medioambientais e sociais. E o grupo do BNG que valora a nova como “un triunfo da rúa”

Imos repasando as notas de cada entidade:

Explicacións da Xunta

O conselleiro de Economía e Industria, Francisco Conde, salientou hoxe que para garantir a viabilidade financeira da explotación mineira de Corcoesto a Xunta “está multiplicando por 60 as esixencias de fondos propios presentados pola empresa para levar a cabo o proxecto”, que deberán alcanzar o 25% do investimento previsto.

Recoñeceu Conde que “analizando polo miúdo todo o proxecto, identificamos claramente que tal e como está presentado agora mesmo non cumpre as garantías mínimas tanto desde o punto de vista da viabilidade financeira como desde o punto de vista da viabilidade técnica”.

Só ao final do comunicado a Xunta sinala que “a decisión de non autorizar o proxecto responde á posición do Goberno galego de garantir a máxima seguridade e as máximas condicións ambientais” nas actividades extractivas, apostando por “unha minería responsable e garantista”. Ao tempo que reitera que “o Goberno galego non mudou a súa posición con respecto á minería”.

ADEGA, Contraminacción e a Plataforma en Defensa de Corcoesto esixen a anulación da DIA

Tres dos colectivos máis activos na loita social contra este proxecto pola súa agresividade co medio ambiente coinciden en que esta é só a primeira batalla.

ADEGA, por exemplo, considera a parálise un “paripé da Xunta en Corcoesto” e critica que “pida garantías económicas e técnicas mais dos impactos nin chío“, sinalando que “en realidade, só lle pedíu a Edgewater que puxera máis cartos e apresentara máis papeis”. Exixen a anulación definitiva da polémica Declaración de Impacto Ambiental DIA. Denuncia ademais que “o Plan Sectorial de Actividades Extractivas “PSAEG” segue en marcha, con máis “Corcoestos” dentro”.

A Plataforma pola defensa de Corcoesto e Bergantiños tamén esixe a nulidade dao DIA, pois considera que “o proxecto de Edgewater incumpre os requisitos ambientais e técnicos”, como indica a Xunta na súa nota. O que si valoran é que “esta declaración institucional vén dar a razón ás nosas denuncias de falta de rigor dos informes presentados dentro do proxecto” e esperan que “a nota non quede en papel mollado” anunciando que “Plataforma seguirá na súa loita contra este proxecto destrutivo en tanto non se produza a súa paralización definitiva e oficial”.

A que tamén responde é a plataforma ContraMINAccion, que igualmente “esixe a nulidade da Declaración de Impacto Ambiental” solicutando “a retirada do proxecto mineiro” de Corcoesto.


“Corcoesto Si” amósase satisfeita coa nota da Xunta

Sorprende a reacción da Asociación vecinal Corcoesto Si, Mina Si, que apunta:

- “Celebramos que a Xunta de Galicia por fin se manifestase respecto diso e poña en claro cales serán as esixencias técnicas e económicas que Mineira de Corcoesto deberá cumprir para que o proxecto poida ser aprobado definitivamente”.
- “Esta asociación sempre defendeu, e defende, que a mina deberá ser aberta coas máximas garantías e cumprindo o marco regulatorio óptimo”.
- “Baixo o noso punto de vista a Xunta de Galicia, co silencio que mantivo ata o momento, alentou e fomentado dúbidas técnicas e legais achega do proxecto, permitindo que se estendese unha crispación social e unha incerteza innecesaria por carecer de sustento científico”.
- “O comunicado emitido onte pola Xunta acaba por fin coa situación na que nos atopabamos ata agora, xa que, habendo definido as condicións que se esixirán para a aprobación do proxecto, poderase avanzar e a empresa estará en condicións de presentar cantos requerimientos fóronlle solicitados”.
- “Corcoesto Si, Mina Si espera que os trámites avancen agora con maior premura e pódese contar cunha aprobación definitiva canto antes, mentres esta asociación seguirá traballando para que así sexa.”

O BNG: “Un triunfo da rúa”

Pola súa parte, o portavoz nacional do BNG, Xavier Vence, considera que “o cambio de posición da Xunta sobre o proxecto da mina de Corcoesto, que agora decide frear, é un claro triunfo das movilizacións populares na rúa”.

Vence subliña que “o Goberno de Feijoó vese obrigado a recuar porque a sociedade galega, as organizacións políticas, ecoloxistas, viciñais e outras moitas entidades, sairon masivamente á rúa para paralizar un proxecto que supuña unha auténtica desfeita medioambiental, social e incluso sanitaria para o concello de Cabana e a comarca de Bergantiños. Foi un éxito da rúa, sen lugar a dúbidas”.
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5 jul 2013

[Cangas] 5 e 6 de xullo .- Xornadas sobre Educación Libre

Damos conta desta convocatoria para hoxe mesmo e mañán sábado en Cangas do Morrazo no local de "O Bosque de Beni" no Camiño Vello de S Roque nº 31

Hoxe venres 5:

- 19:00' Proxección do docu: "Escola libre Paideia"

- Depois do docu: Charla-Debate con: Rosa Graña da Fundación Ecoaia e do Espazo de aprendizaxe libre "Pumariños" e Luz Outeiral do Espazo de aprendizaxe libre "O Bosque de Beni"

Sábado 6:

- 19:00'Proxección do docu: "Do berce às reixas"

- Depois do docu: Coloquio sobre a casa de acollida "Ruka Inche" en Puerto Mont con Oskar

- Para finalizar Ceador Vegano
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4 jul 2013

A Recuperación Nihilista

Recibimos, dun leitor asiduo deste blogue, un correio notificándonos a publicación (xá hai 3 meses) deste texto-crítica anónimo publicado en Indymedia Barcelona e que xa xerou algunhas polémicas, Así, na sua consideración (e na nosa), interesalle dar difusión ao considerar positiva a súa leitura ao ser un aporte bastante interesante para un debate constructivo. De tal xeito, traducimos ao galego e publicamos à ìntegra:

Ao criticar ao nihilismo[1], non queremos desprezar esta corrente filosófica e revolucionaria nin á xente que se identifica con ela. Máis ben, queremos sinalar un rol que desempeña a miúdo. Isto non é unha característica intrínseca do nihilismo, pero é unha característica histórica que se repite con frecuencia. Primeiro, queremos afirmar que estamos inspirados polos golpes potentes realizados polos compañeiros nihilistas, dende Conspiración Células do Lume e outros grupos contemporáneos, ata históricos grupos como Narodnaya Volna. Considerámonos parte da mesma loita e facemos esta crítica dende a solidariedade.

De todos as correntes radicais anticapitalistas, o nihilismo pode ser a única que foi denominada e ata certo punto creada polo espectáculo en si mismo.[2] O termo "nihilismo" orixínase nun libro polo escritor ruso Turgenev (un escritor interesante, pero ao final un progresista e non un radical), quen usou isto para describir aos novos revolucionarios anarquistas e socialistas que ían aparecendo entón en Rusia. Eles eran xente que cria en nada- "nihil".

A adopción deste nome como unha identidade ideolóxica sería coma se, dentro de 100 anos, radicais de todo o mundo se chamasen a se mesmos koukouloforistas ou encarapuchistas. Noutras palabras, nas súas orixes, nihilismo é un termo aplicado pola prensa para ridiculizar ou xerar temor en torno a unha corrente política.

Unha característica do nihilismo orixinal foi o seu absoluto rexeitamento do cristianismo e de calquera crenza ou superstición non racional, e, como tal, unha forte adhesión ao racionalismo. Neste caso, lonxe de ser radical, a súa posición quedou caduca. Neste momento, o cristianismo xa estaba a ser substituído como relixión do estado pola ciencia mesma, polo racionalismo fetichizado dos nihilistas.

Para dicilo doutro xeito, o seu desexo de parecer moi radicais superou a súa capacidade de chegar, a través do pensamento crítico, a unha análise verdadeiramente radical que permitira identificar as raíces do sistema que odiaban.

Hoxe en día, un decátase do mesmo patrón. Os nihilistas odian (e con plena xustificación) á esquerda e todo o que se pareza -aínda que sexa un pouco- á esquerda ou aos seus prácticas.[3] Pero non se dan conta de que xa hai décadas, a esquerda está a desaparecer. Na actualidade, é o espectáculo o que ten unha importancia moito maior no desempeño da recuperación da loita. Ironicamente, pero fiel ás súas orixes, o nihilismo actual é a máis espectacular das loitas anticapitalistas.

O seu maior impacto é no espazo virtual: en Internet e nos medios.

Despois dunha onda de ataques en Barcelona reivindicados en Internet polo grupo "Anarquistas Nihilistas", moitos compañeiros anarquistas preguntáronse se esta impresionante serie de accións realmente aconteceu ou se foi unha montaxe. Non porque cremos que hai compañeiros nihilistas en Barcelona que son valentes e están preparados para atacar - sabemos que os hai -, senón que porque moitos dos ataques reivindicados aconteceron nos nosos propios barrios e non tivemos notícias máis que por un artigo en Indymedia. Un debe asumir que nunha cidade alienada, é normal que un non se decate dos acontecementos que suceden dunha rúa a outra, polo que podería ser unha coincidencia que a maior repercusión destas accións sucedese no Internet. Pero sabemos que os ataques que se cometeron dentro das loitas sociais tiveron unha maior repercusión: falouse deles nas rúas e serviron como referente -negativo ou positivo, non nos importa- para outras persoas fóra dos nosos círculos.

Posteriormente, o mesmo grupo comezou a publicar vídeos cos seus comunicados, o que demostra que as accións foron reais. Pero isto non aumentou a súa repercusión directa nas loitas, só demostrou máis claramente a súa espectacularidade.

Estamos de acordo cos nihilistas en que non hai que esperar ata que haxa movementos sociais para atacar o sistema, pero non estamos de acordo en que temos que rexeitar estes movementos e as persoas que as compoñen. Para nós, é importante coñecer estes outros e saber se son políticos de base ou persoas reais, e como tal, posibles cómplices.

Recordamos cando tiñamos 15 ou 12 anos, a felicidade, a sensación de emoción perigosa, que sentimos ao decatarnos de fortes ataques contra o sistema. Tamén por esta razón levamos a cabo ataques nos momentos máis visibles: para crear sinais para outras persoas, perdidas e inquedas como nós.

Está claro que os nihilistas non atacan simplemente por motivos persoais, por puro pracer ou por necesidade de atacar - unha motivación que apoiariamos totalmente - porque comunican os seus ataques a Indymedia coa intención de estendelos. Polo tanto, hai un elemento estratéxico nas súas accións. Pero estratexicamente, non se pode xustificar que unha loita verdadeiramente radical adoptase e mantivese as formas máis espectaculares e seguise permanecendo, sobre todo, no espazo virtual.

Cando as persoas que xa estaban a levar a cabo ataques incendiarios contra o sistema empezaron a utilizar as siglas da Federación Anarquista Informal (FAI), intencionalmente elixiron unha forma que lles daría unha forza virtual e aseguraron que a prensa tomaría nota da súa existencia. Cando as persoas que iniciaron a Conspiración de Células do Lume deixaron a práctica ben establecida dentro do espazo anarquista non-esquerdista (ou insurreccional) en Grecia, e en lugar de ter unha existencia temporal e de asinar cada comunicado cun novo nome (ou non escribir ningún comunicado), constituíronse nun grupo permanente cunha existencia simbólica e un protagonismo, asegurando o seu éxito nos medios de comunicación.

Só temos que mirar as loitas dos anos '60 e '70 para confirmar que a prensa - e como tal o Estado - non desexa enfrontarse a unha loita descentralizada e caótica sen un inimigo ben definido. Por isto financian os académicos: para definir sempre o seu inimigo. En todo caso, cando apareceu un grupo armado esquerdista que se consideraba a punta de lanza e quería dirixir toda unha loita heteroxénea, a prensa reaccionou de inmediato, convertendo o grupo nun símbolo da loita, fixándoos cun protagonismo central e unha presenza mediática forte. Dito doutro xeito, produciuse unha forte confluencia entre as estratexias da prensa e as destes grupos. Grupos como a FAI ou a CCL, ao tempo que actúan como os máis radicais, están realmente a volver a unha forma de loita que pertence á esquerda revolucionaria, e confían nos medios de comunicación para que lles dean unha forte repercusión. [4]

Algúns deles tamén comparten outra característica coa esquerda: como os marxistas, buscan o suxeito revolucionario que é o único capaz de rebelarse, e o único digno de respecto. Para Anarquistas Nihilistas de Barcelona, trátase de "os mozos criminais" aos que impoñen as súas ideas [5]. No caso dun grupo moi heteroxéneo, como "mozos criminais", imaxínanse unha conspiración ampla e revolucionaria consciente, a pesar de que estes nihilistas sen dúbida coñecen moi poucos mozos que coinciden coa descrición. E a pesar de que afirman que "Queremos unirnos con todos os elementos da loita", deixan moi claro que rexeitan a forma de loita, con suprema arrogancia, de todas as persoas que non son nihilistas ou afíns a eles.

Outro aspecto curioso destes grupos: a miúdo, os seus comunicados, impregnados co ton dos máis revolucionarios, están dirixidos ao inimigo. Están escritos a un ti que inclúe o Estado, os ricos e os reformistas. O público preferido de moitos nihilistas, na práctica, é aquel que debe ser destruído. Pero a negación non é posible onde hai diálogo de calquera tipo. A pesar diso, ás veces os nihilistas celebran a súa transparencia ou lexibilidade ao Estado. Por exemplo, "esta afinidade e complicidade [...] encóntrase e recoñécese a través do desexo común dos ataques aquí e agora, a través de sinais de fume entendibles ás veces só por nós mesmos e os nosos inimigos". [6]

Hai que dicir que, a pesar de que este xeito tan coherente de vivir a guerra social é admirable e inspirador, é unha concepción da guerra moi similar á concepción que ten o mesmo Estado: un conflito entre dous antagonistas que se resolve a través de accións armadas pola destrución da infraestrutura, o persoal e a capacidade de organización dun deles. A diferenza fundamental co Estado é que a motivación nihilista é o desexo de liberdade e non o desexo de poder. A motivación nihilista baséase na valentía e o ideal, e como tal, non ten límites, mentres que a motivación autoritaria está limitada polas posibilidades calculadas de gañar. Os nihilistas irán á guerra mesmo cando saben que non poden gañar, e iso é admirable. A diferenza coas guerrillas maoístas é que o esquema nihilista non inclúe a eventual incorporación das masas á organización político-militar da guerrilla. Ese é outro punto a favor do nihilismo. Pero a pesar destes dous elementos minimamente libertarios, a concepción nihilista da guerra social leva á militarización do conflito (o desenvolvemento do conflito de acordo cunha lóxica estadista) e como tal, o aumento do poder do Estado para "ler", entender, rodear e reprimir o inimigo. Para aclarar a crítica, a diferenza do maoísmo ou de calquera outra corrente revolucionaria pero autoritaria, non cremos que o nihilismo é capaz nin está disposto a reproducir un Estado, pero leva a loita a un terreo estatal.

Non se pode propoñer a creación dun novo mundo sen a destrución do actual. E non podemos planificar a forma do novo mundo xa que de momento non podemos imaxinar as condicións futuras. Ademais, planeando a forma do mundo - ou a planificación da forma de calquera colectividade maior que o noso círculo de coñecidos - estamos a facer un exercicio autoritario. Pero o Estado non só existe nas súas estruturas materiais, senón tamén nas relacións sociais que se reproducen, e unha relación non pode ser destruída sen a simultánea creación dunha nova relación. Pódese derrubar un edificio sen construír outro, pero non se pode rematar cunha relación de alienación sen crear outro tipo de relación. Sempre hai unha relación entre os corpos e seres no mesmo espazo. Sen falar da creación de novas relacións sociais, non podemos falar honestamente sobre a destrución do Estado. Para dicilo doutro xeito, chegamos a unha bifurcación entre a proposta de atacar o Estado e a proposta de destruír o Estado. A proposta que fala máis de destrución, a proposta nihilista, pode ser incapaz de realizar isto, xa que se dedica unicamente ao ataque. Sería unha visión moi triste da "revolta permanente": atacar os símbolos do Estado sen ser capaz de tocar a base do seu poder.

Debido a que é unha práctica de ataque e non de destrución (xa que a destrución de cousas non físicas senón sociais tamén requiriría un aspecto creativo, aspecto que non propoñen os nihilistas [7]), isto leva doadamente a bordo o concepto de violencia. O discurso sobre a violencia de moitos nihilistas (e non de todos) é un diálogo de contrarios co discurso pacifista dos cidadáns. É un diálogo entre o anxo e o demo, pero non obstante un diálogo. En lugar de rexeitar a dicotomía do espectáculo respecto á violencia, toman o polo oposto do pacifismo dentro do mesmo paradigma creado por el. O truco máis vello da democracia é o control dos termos do debate para que as dúas opcións que se mostran, a boa e a mala, reproduzan a lóxica do poder e do Estado. Non é posible chegar a unha visión radical dentro do paradigma estadista. A pesar disto, o nihilismo, dende as súas orixes estivo no polo do demo, a opción do mal definida e sinalada polo espectáculo mesmo. O conflito transcendental do nihilismo é o seguinte: elixir a postura do malo que leva a cabo todas as funcións que dan sentido á oposición pacifista e cidadá, ou elixir o proxecto da negación radical dos fundamentos do sistema e, como tal, a negación da xerarquía patriarcal das tácticas, a categorización e a fetichización da violencia e as formas alienadas e espectacularizadas de comunicación.

A recuperación nihilista é unha recuperación dos momentos simbólicos das loitas heteroxéneas dentro dun discurso da violencia, que é a mesma tarefa que a prensa realiza no que respecta a estas loitas, a pesar de que a prensa o fai para xerar medo e o nihilismo faino para xerar unha ilusión simplificada e virtualizar da súa propia forza, dentro dunha narrativa heroica de combate entre a Autoridade e o Rebelde.

Esta narrativa e a espectacularización anteriormente mencionada son alimentadas tamén pola selección de obxectivos de ataque: a miúdo son personaxes ou símbolos do protagonismo do Estado (como os políticos ou as fachadas dos ministerios) en lugar das engrenaxes do Estado. Este enfoque da loita é outra cousa que os grupos nihilistas como CCL ou Narodnaya Volna de hai un século compartían con grupos de esquerda como Brigate Rosse e a RAF. Encántanos a idea de que os bastardos que nos gobernan sintan medo ou mellor aínda, os bicos amargos da bala ou o coitelo, pero cremos que non é nin intelixente nin libertario dirixir unha gran parte dos nosos ataques contra as máscaras do poder, e dun xeito tan profesionalizar que é case imposible para este tipo de ataques ser xeneralizado.

Tendo en conta que moitos deles optaron por unha xerarquía patriarcal de tácticas, por unha visión de si mesmos como os protagonistas dun combate heroico contra o Estado, e que están condicionados por un rexeitamento total da esquerda (con isto queremos dicir, que non diferencian entre a esquerda como unha forza institucional e os movementos ou persoas que a esquerda pretende institucionalizar), é practicamente inevitable que se enfronten a outros anti-autoritarios que non son da mesma liña cunha soberbia esaxerada e que os confundan cos inimigos.

Aos emisarios e mártires da loita armada, a pesar de que poden representar liñas moi distintas e ata contraditorias, como Lambros Foundas de Grecia ou Marcelo Villarroel de Chile, os nihilistas os aglomeran e aceptan como compañeiros, como os únicos que loitan, e falan do resto coma se fosemos pacifistas e reformistas.

Sabemos que este non é o caso. Sabemos dos moitos lumes que prendemos, e de moitas outras cousas igualmente importantes que fixemos. Cando eles responden ás nosas críticas coma se fosemos vendidos, sabemos que só teñen medo ao debate. É posible que algúns deles teñen todo o seu sangue no corazón e ningunha no cerebro. Pero estamos cansos de que eles sempre estean a romper a solidariedade. Teñen que aprender a criticar a outras liñas de loita sen adoptar a arrogancia e o elitismo que pertence a unha vangarda.

Somos anarquistas que criticamos a parte da nosa tradición que vén da esquerda, pero tamén estamos agradecidos por todos os erros desta tradición, xa que son oportunidades para aprender. Cremos na negación total de todas as bases do sistema actual. Con isto queremos tamén entender a negación do seu espectacularización, a súa alienación e illamento, a conquista e a aniquilación da imaxinación, a dicotomía entre a violencia e a non violencia, e o seu concepto de militarización que tamén influíu nas nosas propias loitas.

Rematamos cun saúdo solidario ás compañeiras e compañeiros de Anarquistas Nihilistas, Lobos Negros e todas as persoas que realizan ataques nas rúas de Barcelona. Esperamos que sigan vosas accións e críticas, pero tamén que se melloren as vías de comunicación e solidariedade que nos unen.

Acerca de certas páxinas anarquistas

Anteriormente publicamos un artigo anexo a este ("Comunicado por accións anarquistas en Barcelona e resposta aos compañeiros nihilistas" http://barcelona.indymedia.org/newswire/display/463376/index.php)[8]. Advertimos que páxinas como Liberación Total e War on Society se negaron a publicalo. Era un comunicado sobre accións directas acompañado por un texto crítico a certos conceptos de loita no ámbito anarquista. Ambas as dúas páxinas publican case exclusivamente textos deste tipo. Preguntámonos, en que momento debatestes e decidistes que accións de coidado, de transmisión da memoria colectiva da nosa loita, de creación de relacións comunais e de apoio mutuo, non constitúen accións importantes? En que texto ou conversación argumentastes o porqué só importan os ataques? E en que momento analizastedes e concluistedes que isto non constitúe unha xerarquía patriarcal de tácticas, ou que o patriarcado non constitúe un sistema de poder imprescindible na evolución do Estado e do capitalismo? A caso podedes articular unha visión propia da raíz do Estado e do capitalismo que non pase polo patriarcado? A verdade é que dubidamos que existe tal proceso de debate, de pensamento crítico ou de análise histórica. E a pregunta que ninguén pode responder: se a vosa falta de pensamento crítico provoca máis fracasos estratéxicos, os que van estar aí, apoiando e recuperando o fío da loita, como tantas outras veces xa esquecidas?

Pero o que realmente nos dá noxo é que outras veces publicastes os nosos textos, non obstante esta vez parece que preferides que gardemos silencio. Loitamos nas rúas cóbado a cóbado, non obstante cando criticamos a visión de loita que algúns tedes, metédenos no mesmo saco con reformistas, esquerdistas, cidadáns e pacifistas. E o que máis noxo dá é que se morremos nesta loita, posibilidade tanto para nós que para vós, nos converteredes nos novos símbolos da vosa visión parcial da loita.

Por favor, un pouco máis de autocrítica, compañeiros!

Notas ao pé

[1] Por nihilismo, entendemos unha corrente de loita que non está ben definida, pero pode ser recoñecida a través de certa afinidade nas seguintes cuestións 1) Un rexeitamento ao capitalismo, ao Estado, á esquerda, á sociedade (entendida como o conxunto de forzas que organizan a vida diaria), e a calquera forma de dominación ou pacificación dos conflitos. 2) Unha práctica que se centra exclusivamente nos ataques físicos e fortes contra a paz social, os edificios ou os axentes do sistema, e en segundo lugar, na organización da propaganda e a comunicación acerca destes ataques co propósito de fomentar a súa reprodución noutros lugares (un encontra unha visión clara da segunda prioridade no comunicado dos presos de CCL en Grecia, "Carta da CCL en solidariedade cos compañeiros reprimidos en Italia", publicado o 5 de abril do 2012). 3) A crenza na negación total do sistema, de tal maneira que a formulación de propostas ou visións respecto á auto-organización ou á creación dun mundo ou comunidade libertarios tamén son rexeitadas. 4) Un pesimismo con respecto á revolución que podería renunciar á posibilidade de "gañar", e mesmo o concepto de revolución, pero que en calquera caso funda a motivación para loitar non nas posibilidades de realizar unha revolución, senón máis ben na necesidade persoal de atacar e non vivir como un escravo.

[2] Os "indignados" tamén poderían estar cualificados, agás que para chegar a ser radicais e anticapitalistas, os participantes deste primeiro movemento tiveron que superar a súa propia identidade de ser cidadáns indignados.

[3] Nos seus comunicados de abril e maio, 2012, Anarquistas Nihilistas critican contundentemente á esquerda. O comunicado de 1 novembro, 2012 de "Coordinadora Nihilista II" de Barcelona reivindica a sabotaxe duns 130 caixeiros automáticos durante os tres meses anteriores, xunto con "Lobos Negros". O texto non nomea a esquerda senón fala dunha "actitude de activista" e dos sindicatos. Os autores gardan a súa maior crítica para a CGT, sindicato anarco-reformista. A crítica céntrase nun acontecemento na manifestación do día anterior, cando a seguridade da mani parte a cara dun mozo que tiraba ovos. A crítica á pacificación realizada pola CGT é precisa: esta tendencia súa de pacificar, demostrado de sobra, é un perigo que moitos anarquistas esquecen, tranquilizados pola súa bandeira vermellanegra. Coordinadora Nihilista sinala a hipocrisía da multitude en aceptar este feito, cando se tivese sido a policia partindo a cara do mozo, todos tería berrado sobre a democracia. É un bo argumento, pero a súa indignación co uso da violencia por parte da CGT é problemática porque un sindicato pode pacificar unha multitude con medios moito menos visibles.

[4] Por exemplo, nótase certa preocupación e decepción, no terceiro comunicado da CCL-FAI de México, que o procurador, ao igual que os medios de comunicación, "tamén se une ao silencio e á minimización ocultando a nosa loita".

[5] ou noutro parágrafo, "os protagonistas son eses mozos salvaxes, problemáticos, desarraigados, eses mozos de minorías étnicas e clases sociais baixas, que nun berro nihilista-revolucionario empezamos a abrir os ollos. " Podería ser que algúns - aínda que non todos - dos autores deste comunicado pertencen á demografía mencionada, pero, por un lado, só unha pequena parte do resto da xuventude criminal está familiarizada co nihilismo revolucionario ou de acordo con ela, e por outro lado, a demografía é unha tarefa do Estado, do marxismo, ou dos políticos de identidade. A cita extráese do comunicado de "Anarquistas Nihilistas de Barcelona", do 25 de abril do 2012. No seu comunicado do 9 de maio do 2012, deixan claro que falan de "eses rapaces" como persoas alleas por quen loitar e sinalan que Loitamos por todos eles por que son os únicos que-aínda que inconscientemente ou non-se rebelan contra a sociedade capitalista, que sofren as agresións fascistas e policiais. " Pódese constatar que non é certo que "o rapaz que ten que manter a súa familia o só, que pasa os seus días na rúa buscando comida ou na ferralla" non é o único que se rebela contra a sociedade capitalista, pero é el que os Anarquistas Nihilistas decidiron destacar como o suxeito revolucionario e ademais unha vítima por quen hai que loitar. Xa que eles loitan en nome do único rebelde verdadeiro, todos os demais non somos rebeldes de verdade se discrepamos cos compañeiros nihilistas sobre como loitar.

A diferenza do comunicado do maio ("A cidade das bombas volverá arder"), o de abril ("Nova onda de ataques incendiarios e sabotaxes... ") é realmente bonito. "para nós, os nosos compañeiros son a rapazada que en lugar de ocupar as súas escolas e lanzar proclamas reformistas, deciden destruír estas rebentando as (x)aulas e queimando os libros manipuladores, " Por fin que llo diga!

Pero seguen na súa contradición manipuladora, por un lado reclamando solidariedade ampla ["Queremos xuntarnos con todos os elementos de loita" e "As accións son dedicadas a todos os que na folga do 29 de marzo recibiron pelotazos, foron detidos, encarcerado, xulgado e golpeado".] e por outro lado non recoñecendo as loitas distíntas ás súas. Por exemplo, moitas persoas golpeadas ou detidas na folga que mencionan son progres ou esquerdistas. Entón, son compañeiros ou non? Só merecen a solidariedade ao converterse en mártires?

[6] O texto de introdución á edición en español do libro sobre o CCL, Reventando o existente, reflexións do combate minoritario, 2011, p.6.

[7] "Anarquistas Nihilistas" de Barcelona non se consideran incapacitados pola súa falta de sonos, senón máis "perigosos".

[8] En Abordaxe foi publicado nesta entrada
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27 jun 2013

[Lugo] Sábado 29 as 20:00 no Ateneo Libertario "A Engranaxe"- Charla debate sobre industria farmacéutica, médicos, hospitales...alternativas

Recibimos e defundimos esta actividade das compas do Ateneo Libertario A Engranaxe de Lugo, ubicado na r/ Rio Sil 52.
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5 jun 2013

[Lugo] Venres 7 às 18:00' Charla "Fracking Non" e depois Ceador Vegano no Ateneo Libertario "A Engranaxe"

Ao igual que noutras entradas deste blogue onde dabamos conta desta charla informativa durante esta semana na Galiza, tambén estará en Lugo un compa da Asamblea contra o Fracking de Burgos para falar sobre a Fractura Hidráulica, e os proxectos na Cornisa Cantábrica:

A fractura hidráulica ou "Fracking" consiste en usar toneladas de auga con area e productos químicos, a alta presión, dirixida cara abaixo da terra e a través de pozos perforados horizontalmente a máis de 2000 m de profundidade. A mistura presurizada fai que a capa da pizarra se fracture. Estas fisuras mantéñense abertas con area para que o gas de pizarra poida fluir hacia o pozo. As consecuencias da fractura hidráulica son nefastas para o medio ambiente e para as habitantes do territorio.

Podedes leer as máis sinificativas na entrada deste blogue onde damos conta desta mesma charla hoxe mércores 5 en Ourense (ver acá). Ademais sinalar que en Compostela contaremos con o compa dentro das Xornadas Antidesenvolvistas este xoves 6 (ver acolá)

Mais información no seu blogue e no dos seus compas de Cantabria
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3 jun 2013

[Ponteareas] Xoves 5 as 21h,. PonteDocu Xuño 2013: Proxección de "OSCUROS PORTALES"

Recollimos esta convocatoria das compas do Ateneo "Lume Negro" de Ponteareas:

Este xoves 5 de xuño, ás 21.00 horas, no Enigma café-bar teremos unha nova proxección do Pontedocu.

Desta vez veremos “OSCUROS PORTALES" de Falconetti Peña, o mesmo autor do documental "El Forat de la Vergonya".

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[Ourense] Terça Feira, martes, 4 junho.- Tertúlia Política no CSO A Kasa Negra: A enésima massacre do estado: As drogas como armas contra-revolucionárias

Recolhemos do seu blogue:

Estades convidad@s tod@s.

Engadem este texto que resume o tema (ver ou descarregar acá)
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29 may 2013

Redundando no erro: La Voz (tv) em 29 de abril fala de "Novembro Negro" como grupo anarquista galego

Vimos de saber que em 29 de abril no programa debate e informativo da tv de la Voz:  "Vía V" com o cabeçalho "¿Estallido social contra la crisis?" (assim em castelám) dam conta a partir do minuto 43 da informaçom facilitada pela polícia nacional espanhola alertando dum incremento de anarquistas na Galiza, abondando na teima de culpabilizar-nos de introduzir-nos em movimentos sociais (ve-se que até agora estavamos todas agochadas nas nossas casas aguardando a que começara o 15M para infiltrar-nos e umha vez fora dos nossos agochos o mesmo figemos com as movidas da educaçom ou sanidade, porque todas sabemos que a nós nom nos afectam os recortes e que só estamos nesses movimentos para aproveitar-nos deles e chuchar-lhes o sangue) e, como nom, repitem a metedura de zoca do informe policial ao falar do novo grupo "NOVEMBRO NEGRO" criado em Compostela no ano passado (ai!! essa mania dos mass merdas de nom contrastar a informaçom que lhes remite a "sempre fidedigna polícia") e como papagaios repitem que como tal movemo-nos por toda Galiza impartindo palestras em Santiago, A Corunha, Vigo, Ourense, Marim e A Guarda, é dizer, contrastar nom contrastarom pero ve-se que vissitarom na nossa página a notícia das Jornadas Itinerantes realizadas em Novembro de 2012 (aqui) pois som as mesminhas vilas e cidades onde houvera palestras dessas Jornadas (inciso para que lhes fique dumha vez claro para os senhores e senhoras polícias, juízes, fiscais, jornalistas e debatistas professantes: as jornadas chamarom-se Novembro Negro porque forom em Novembro, ao igual que no ano 2010 chamaram-se "Abril Libertário" porque foram em Abril) . A novidade nesta ocasiom, e por isso é notícia neste blogue (senom seria repetir-se de mais pois já recém foi tratado isto acá e acolá) é que falam de que "predicam o anarquismo sem violência" (???, disto sim que nom sei de onde tirarom essa infomaçom), claro que, de seguido, apelam a que isso "Nom é o que di a polícia" e voltando ao informe policial (a biblia par os jornalistas dos mass medias) aclaram que na estratégia destes "novos grupos anarquistas" inclue-se a colocaçom de "artefactos explosivos, coqueteles molotov, cartas e paquetes bombas" e que além de na Galiza, estes "novos grupos" actuam por La Rioja, Catalunya, Madrid e Andalucia e, nom podia falhar, retomam o manido "Triángulo Anarquista" com Grécia e Itália, para rematar com umha frase para a história do jornalismo: "Así que todos muy pendientes de los anarquistas aquí en España pero tambien en Grecia y también en Italia" com o que se retoma a mesa de diálogo e começa o inédito: Tras umha primeira intervençom ao respeito dum tema antérior de debate (onde o ponhente e ex-vicepresidente da Junta com Fraga, Xosé Luís Barreiro Rivas, entroutras lindeças demonstra que desconhece a actualidade da situaçom grega ao falar de que a mobilizaçom está parada) que da pê a moderadora a retomar o fio da "investigaçom policial" em torno aos anarquistas ao que o mesmo tertuliano (professor de Políticas na USC) aclara no início que nom temos nada a ver os anarquistas de antes (Durruti, sindicatos da república) com os de agora, que som "algaraderos que aprovechan el momento para hacer algaradas" (toma riqueza da linguagem!!) e já muito mais rissíveis som as suas verbas ao respeito da nossa intençom de "meter a la gente que es de otra naturaleza, la de las preferentes y los deshaucios , etc. convertirlos mediante el proceso de infiltración en anarquistas,...", ve-se que temos o poder de converter!! (seremos magas??). Isto da pê a outro tertuliano (também professor da USC e candidato falhido dos grupos nacionalistas a reitor Lourenzo Fernández Prieto, Tito) a aclarar que na história (e assim deixa patente que é professor de história contemporánea) houvera anarquistas coma os de hoje e fai lembranças de que a Canovas, a McKinley, a Lincoln, a Canalejas, a Dato os matarom anarquistas individualistas (??) e tras uns segundo de retomar ao tema antérior e ser curtada pola moderadora que insiste em falar de nós, o Tito presume de ter entrado na nossa página (suponho que se refire a esta) e di que "nom os conhecia de nada, nunca ouvira falar deles, digo o que vim como historiador que conhece o anarquismo levemente e o que vim som: umha gente nova que busca referências em Durruti, nos libertários, nom falam nunca de acçom individual, falam de acçom colectiva" (???) e tras um inciso no que aclara que el nom tem simpatia algumha polos anarquistas e tampouco antipatia, (ubica-se assim "neutral") e julga-nos como "gente bastante culta que invita a professores da universidade a reunions, que se pregunta por problemas polos que nos preocupamos todos e que tenhem perfeito direito a faze-lo" e a partir de ai "salvam-nos o cu" tanto o Tito como a moderadora ao afirmar que hai que ter muito coidado com isso da conspiraçom, que a sua página está moi bem feita (obrigadas!!), que nom se ocultam, e mesmo a moderadora di que gostaria de que foramos ao programa e o da case por feito dizendo que "vamos a convidarlos porque me parece interante saber..." (se bem, passado já um mês, nunca chegou-nos convite algum) para de seguido retomar o Tito com o anarquismo individualista e alerta que a violência em tempos de crise canaliza-se de diferentes jeitos e profetiza que também, para nossa desgraça, voltará essa idea de que o individuo pode soluçonar problemas e fala da possibilidade de que jurda outro Mateo Morral que pense que com a sua acçom individual acaba com os problemas, para rematar aclarando que por ser anarquista nom se passa nada, pero que fique claro que o anarquismo é também umha forma de política e que o anarquismo espanhol terminou tendo ministros (tudo um professor da USC recurrindo ao manido engano e confussom de igualar partidismo e participaçom eleitoral com política) e remata a moderadora com a reiterada proposta de convidar-nos para saber de que imos as anarquistas de Novembro Negro (mas nom imos estar aguardando). Asdo eDu (um nom tam novo anarquista de 52 tacos) Leer más...