24/4/2014

Campanha de grupos libertários contra as eleiçons europeias

Desde a Assembleia de Colectivos Libertários Europeus (ACLE), formada recém por activistas do Estado espanhol, França, Grécia, Itália e Portugal, chega-nos este convite (via ANA) a participar na difusom deste comunicado que surge da reflexom colectiva em torno do circo eleitoral do próximo 25 de maio.

Se sentires identificados, pedimos que nos comunique através deste correio (acle@casmadrid.org) antes de 10 de maio próximo, para umha difusom geral nos dias anteriores às eleiçons. Em 12 de maio comunicaremos a lista definitiva de adesons.

Esta mensagem está sendo enviada a diferentes colectivos de sensibilidade libertária de Portugal, Grécia, França, Estado Espanhol e Itália.

Contra o rapto da Europa

A globalizaçom supom umha transformaçom radical das necessidades do capitalismo, que transfere o aparato productivo a países em que os benefícios som muito maiores em funçom do grau de exploraçom quase escravista que aplica. Por outro lado, a selvagem financeirizaçom da economia tem transformado a dívida e sua culpabilidade no verdadeiro motor da acumulaçom capitalista e no dispositivo de governo e opressom. Durante as últimas décadas, a classe trabalhadora europeia tem vivido imersa em um processo de perda da identidade de classe, dirigida até um espaço imaginário de “classe média”, o que lhe tem permitido acesso a níveis de consumo e serviços (saúde, educaçom...) impensáveis anos atrás, tudo isso a custa da exploraçom secular dos países do terceiro mundo e do sector mais precarizado da própria classe trabalhadora.

Neste contexto, a Europa caminha até o desmantelamento e privatizaçom dos sistemas de proteçom social, a queda brutal dos salários, o incremento incessante das massas de desempregados e excluídos, enquanto a desigualdade dispara de forma mais pronunciada nos países do leste e sul europeu.

Neste novo processo de recomposiçom e de acumulaçom do capital, o político ocupa um lugar totalmente subordinado ao econômico. O Estado, que sempre supôs um elemento fundamental na dominaçom, agora desempenha essa mesma funçom sob as ordens diretas das multinacionais.

Assistimos a umha crise estrutural do capitalismo que se traduz na introduçom de novos e mais poderosos sistemas de dominaçom e exploraçom, ao que se soma ignorar as crises do meio ambiente e energética, o que já pressupom graves riscos à humanidade.

Necessitamos umha mudança profunda

É necessário analisar a extinçom das formas clássicas do proletariado industrial, a proliferaçom de inumeráveis formas de subemprego e precariedade que corroem ainda mais os salários e contribuem para disciplinar aos que ainda os conservam.

Nom há que confiar em um sistema em que, governe quem governe, tudo continua igual e nom pode mudar a partir de dentro, porque o verdadeiro inimigo dos trabalhadores e excluídos som as próprias instituiçons do Estado capitalista, e o que representam:

• Legitimam a desigualdade e a exploraçom: nom se questiona em mãos de quem está a riqueza.

• Legitima um modelo de crescimento ilimitado, baseado no incremento constante da productividade, em um consumo desenfreado, que dissipa os recursos do planeta e que nom atende às necessidades básicas das pessoas, um modelo que eles chamam “crescimento”.

• Legitimam as hierarquias, esvaziando de conteúdo a participaçom política, ao limitá-la ao depósito periódico de umha papeleta na urna.

Nom só falha a “política”, falha o sistema

Ante o incremento do protesto e o mal estar, o sistema político-econômico necessita legitimar-se e para isso trata de enquadrar os conflitos dentro dos limites institucionais, mediante propostas despolitizadas e interclassistas, promovidas a partir da esquerda do capital que, ocultando em ocasions a existência da luta de classes, sempre aceitam a lógica do Estado, reforçando-o com a promessa de umha volta impossível ao “estado de bem estar”. Um estado que nunca deixou de ter um caráter capitalista e explorador.

Ante a esta situaçom...

Só cabem propostas radicais, que vam à raiz dos problemas. Buscamos um processo de apropriaçom colectiva das riquezas e da mudança do sistema productivo alternativo ao capitalismo e a exploraçom da natureza. Apostamos em umha economia autogestionada e sustentável que conduza ao bem estar social de todas as pessoas, garanta as necessidades básicas, defenda o apoio mútuo e a cooperaçom, e valorize os trabalhos orientados ao cuidado e manutençom da sociedade. Lutamos por umha sociedade equitativa e contra as desigualdades de gênero, de classe ou de raça, contra o patriarcado, o racismo e a discriminaçom por orientaçom sexual, utilizando mecanismos colectivos de resoluçom dos conflitos. Queremos umha sociedade aberta, que garanta o livre movimento de imigrantes e de sua participaçom em condiçons de igualdade. Esta é a única Europa que nos interessa.

O descontentamento deve ser um ponto de saída, nom pode supor a paralisaçom. Nada é possível sem esforço, nada essencial mudará sem acabar com o capitalismo, as oligarquias e sua acumulaçom de poder e dinheiro. O que somos capazes de construir será resultado de lutas, sacrifícios e da multiplicaçom de conflictos. O capitalismo nom é um sistema infinito, senom finito e superável.

Nós, activistas do Estado espanhol, França, Grécia, Itália e Portugal, fazemos um chamamento à colaboraçom com as populaçons dos países da periferia europeia, sem esquecer os sectores mais deprimidos dos países centrais, para trocar experiências autogestionárias, tecer redes de apoio mútuo e preparar estratégias de luta comum.

Ao mesmo tempo, chamamos ao boicote activo do circo eleitoral europeu, ao nom pagamento da dívida e à coordenaçom entre todos os movimentos alternativos de nossos países, para expandir a luta na rua.

Assembleia de Colectivos Libertários Europeus (ACLE)
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[Lisboa] Ocupando as ruas e desobedecendo: “Triunfo dos Excravos”, dia 24 de Abril, de Almada ao Carmo

Chegou-nos á nossa caixa de correios esta convocatória de mobilização das compas "piratas anarquistas" portuguesas pelo 25 de Abril "de Almada ao Carmo" facilitada pela Agência de Notícias Anarquistas-ANA, que se fai eco da mesma do publicado no blogue criado ao respeto:

“Na noite de 24 de Abril saltam rios de vários pontos da cidade. Vários rios de gente que quer estar na rua neste dia – em vez de estar sozinha em sua casa – e que, com panelas, instrumentos, faixas, vozes e vontades, desaguam no Largo do Carmo”.

Comunicado:

Não saímos à rua para comemorar um golpe militar. Saímos à rua porque partilhamos do sentimento de insubmissão dos que desobedeceram às ordens dos militares para ficarem em casa, ocupando a rua e transformando o que se pretendia como uma transição pacífica numa grande festa de “excessos” revolucionários.

Houve sem dúvida muitas coisas admiráveis no período que se seguiu ao 25 de Abril de 1974. Os escravos perderam o respeito pelos senhores e tomaram a vida nas suas mãos. Quem não tinha casa ocupou-a, quem não tinha terra tomou-a. As relações de autoridade ruíram como se ainda no dia anterior não estivessem de pedra e cal. Mas ainda mais admirável teria sido se essa vontade de cada um ser dono do seu destino tivesse perdurado, se não precisasse da proteção dos militares para continuar.

Não nos vamos mais uma vez lamentar sobre esta sociedade de conformados e conformistas, sobre o “triste fado” deste “bom povo”. Mas sabemos o quanto fomos adormecidos pelo regime democrático e como a institucionalização da mitologia de Abril, o ritual dos cravos a descerem a avenida, esvaziou de sentido o que houve de verdadeiramente bonito há 40 anos. Achamos fantástica a queda da ditadura, mas não podemos comemorar este regime democrático. Não é por serem democráticos os patrões, as polícias ou as prisões que deixam de ser isso mesmo: patrões, polícias ou prisões.

Vivemos atormentados pelo trabalho ou pela ausência dele, esmagados por impostos e por imposições, habitando cidades moldadas pelos desígnios do capital, submetidos a cada vez maior vigilância e controlo policial, sem nos podermos mover por não termos dinheiro ou sem podermos viver por não termos tempo, batalhando para ter casa e comida, sentindo-nos cada vez impotentes perante o olimpo dos deuses da economia e da política.

Saímos à rua libertos de mitos democráticos e sem dívidas nem gratidão para com o Movimento das Forças Armadas. Não lutamos contra este governo, mas contra todos os governos. Não queremos usar as ruas para chegar ao poder, queremos que as ruas não sejam mais domadas por nenhum poder.

Saímos à rua para nos encontrarmos com outros excravos e, juntos, virarmos o tabuleiro. O que temos a comemorar é o sentimento dos que se revoltam, hoje como há 40 anos. Sejamos dez ou sejamos um milhão. Este é o triunfo dos excravos.

Blog: http://triunfodosexcravos.noblogs.org/

Evento geral: Todos os rios vão dar ao Carmo

https://riosaocarmo.wordpress.com/
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[Avilés - Asturies] Panfleto do Grupo Anarquista Higino Carrocera: Semana Santa: ¡Coidado con a Igresia!

"El Parche" nome popular da praza de España de Avilés, foi en 17 de abril o palco principal da procesión do Venres Santo. Miles de avilesinos, que esperaban o Cristo crucificado, receberan para se entreter centenas de panfletos denunciando a hipocrisia da Igrexa e o negocio que esta instituición fai con a pobreza.

O Grupo Anarquista Higino Carrocera distribuiu, baixo a curiosidade da maioria, a indignación duns poucos e a indiferencia doutros tantos, 300 panfletos no que se dicia: “Cuidado con la Igrexa!”, que podedes descargar (en castelán) neste enlace do seu blogue. Nós traducímolo ao galego.

Non houvo incidentes, máis alá do feito de que algún paroquiano rasgara con vehemencia o panfleto ou que un "traballador" de Cáritas puxerase nervoso e repreenderanos por difundir as verdades que esconde súa "empresa" para o pobo. Certamente, o Venres Santo de Avilés será comentada polos que participaran da procesión, porque non pasamos desapercebidos.

Seguiremos así: removendo as cores dos hipócritas do clero, aqueles que enganam os traballadores, prometendolles a felicidade na outra vida, mais que na Terra pregan a submisión aos poderosos. Nen Deus, nen Mestre. Nen Estado, nen Igrexa.

Grupo Anarquista Higinio Carrocera

PANFLETO: Semana Santa: Coidado coa Igrexa!

Catolicismo: hipócrita, fai negocio da caridade, desafiúza os seus inquilinos pobres, favorece os capitalistas...

INFÓRMATE ANTES DE IR A MISA E VER AS SÚAS PROCESIÓNS:

Nos últimos tempos a intensificación de situacións de miseria causadas pola crise financeira disparou o nacemento dos bancos de alimentos, controlados na súa maioría polo Opus Dei. Trátase dun enxeñoso método para obter beneficios a custa dos pobres e, de paso, transmitir a ideoloxía do poder e evitar que os desherdados da terra analicen as causas desa miseria e se organicen e loiten contra o sistema económico e político.

A "caridade" cristiá actúa como anestésico da contestación social e faino en dúas vertentes. Por unha parte atenúa as probabilidades dunha revolta cando unha parte da poboación non encontra satisfeitas as súas necesidades máis primarias, e por outra desenvolve unha campaña de recuperación do prestixio dos grandes empresarios, ao ser colaboradores principais das institucións de caridade, combatendo deste modo o desenvolvemento e a extensión da conciencia de clase. Isto afecta de xeito directo á organización da resposta ás agresións diarias que os xestores da Igrexa, o Estado e o Capital nos dedican.

A igrexa fala de solidariedade e ao mesmo tempo intenta botar a xente que ocupou casas baleiras da súa propiedade, como aconteceu cunha congregación de monxas de Valladolid, ou o caso de máis de mil pisos que a Comunidade de Madrid lles doou para aloxar a xente "desafiuzada" e cos que están a facer un bonito negocio. Alúganos a un prezo ao redor de 200 euros e non o fan se a persoa que o solicita non ten ingresos. Algúns destes pisos para "caridade" foron desaloxados pola policía nacional. Hai que ter en conta que "hipocrisía" é case un sinónimo de relixión.

A beneficencia cristiá serve tamén para lavarlle a cara aos capitalistas: Amancio Ortega (Inditex), Juan Roig (Mercadona), Abel Matutes (Grupo Matutes, multinacional Festa Hotel Group), Rafael Arias Salgado (Carrefour España), lavan a súa imaxe primeiro cunha colaboración entusiasta coas organizacións caritativas, e recuperan o seu diñeiro despois a través dunha desgravación fiscal do 35% (o goberno quere que sexa o 100%). Ademais disto, no caso dos produtos de alimentación das cadeas de supermercados, están a aforrar os custos de eliminación dos produtos caducados ou a punto de facelo. Se ademais sumamos o aumento de vendas que producen campañas como a "operación quilo", o negocio non pode ser máis redondo, directamente proporcional á súa desvergonza.

ESTA SEMANA SANTA, NON VAIAS ÁS PROCESIÓNS. BOICOTEA AS FESTAS DA IGREXA E DENUNCIA A SÚA HIPOCRISÍA. NON TE DEIXES ENGANAR.

Máis sobre o tema.- Artigo en "Tierra y Libertad": Creacionismo, diseño inteligente y patrañas religiosas
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[Vigo] Venres 25 as 20:00' Asemblea Aberta sobre a Política Social Municipal. A xestión das Axudas de Emerxencia

Damos pulo a esta convocatoria que nos enviaron dende a Oficina Dereitos Sociais de Coia (ODS-Coia), quen, xunto ao Grupo de Axitación Social (GAS-Vigo) e a parroquia do Cristo da Victoria convocan á cidadanía a participar na ASEMBLEA ABERTA de información e denuncia da POLÍTICA SOCIAL MUNICIPAL. A xestión das Axudas de Emerxencia Municipais. Celebrarase o VENRES 25 de abril, a partires das 20h00 no salón de actos da parroquia do Cristo da Victoria (rúa Baiona 9, Coia).

Máis de 2.000 unidades de convivencia agardan pola tramitación de Axudas de Emerxencia Municipais (AEM) do Concello de Vigo. Son máis de 2.000 solicitudes dunha axuda social para “satisfacer necesidades básicas en relación coa alimentación, o aloxamento ou calquera outra situación que poida supoñer un factor de marxinalidade ou risco de exclusión social”, que debido ao “colapso” no concello de Vigo -ata agora estaban a a ser concedidas en pouco máis dunha semana- están a acumular atrasos insoportables para a veciñanza máis empobrecida da cidade.

A banca, FENOSA, Aqualia, GAS Natural... non entenden o COLAPSO que provoca a insuficiencia ou falla de recursos que para moitas persoas imposibilita ter unha vida digna. Mentres, escoitamos cada pouco novidosas iniciativas municipais que aliviarán os nosos sufrimentos en forma de: cheques sociais, tarxetas solidarias, mudanzas no sistema informático, contratación de persoal para axilizaren as tramitacións... Medidas para a galería que en nada melloran situación daquelas persoas que carecen de recursos económicos na cidade.

Entendemos que os responsables municipais están na obriga de explicar á cidadanía este grave problema, polo que convidamos publicamente a Abel Caballero (Alcalde de Vigo) e a Isaura Abelairas (Concelleira de Política do Benestar) a asistir á asemblea e ofrecer a información e as solucións necesarias neste asunto.

De rexeitar o convite da veciñanza, nesta asemblea informativa buscaremos o modo de seguir artellando respostas colectivas e dende abaixo que garantan o respecto dos dereitos sociais de todas. Como primeira medida no caso de non termos respostas acudiriamos ao concello de Vigo o luns 28 ás 11h30 por aquilo de: Se Mahoma non vai á montaña...

+INFO: http://odscoia.arkipelagos.net/content/2504-asemblea-aberta-sobre-pol%C3%ADtica-social-municipal-xesti%C3%B3n-das-axudas-de-emerxencia-munici
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[Grécia] Ioannina: Absolvidos dois antifascistas acusados por insultos e ameaças a um candidato do partido neonazista

Em 17 de abril foram absolvidos os dois antifascistas processados por ameaça e insulto a Christos Tsolis, candidato nas eleiçons municipais pelo partido neonazista Aurora Dourada na cidade de Ioannina. Os acusados foram presos na segunda-feira, 14 de abril, à noite, e permaneceram detidos até terça-feira, 15 de abril. Antes, durante e depois do julgamento, umha forte presença de antifascistas e solidários anulou qualquer tentativa fascista de provocar ou aterrorizar os réus e os antifascistas. E algum neonazista levou a sua tanda de croques (ver foto) que nom chegou a mais pela intervençom policial. Colamos a crónica do sucesso que nos facilitou a ANA, ao traduci-la de Indymedia Atenas (onde tendes acesso a mais fotos)

No dia do julgamento, fora do tribunal, se reuniram cerca de 60 pessoas, que gritaram lemas antifascistas. Quando localizaram quatro neonazistas, os trataram como devido. Entom veio um esquadrom das chamadas tropas antidistúbios e todos os policiais motorizados da cidade. A Polícia tentou expulsar os antifascistas do lugar onde estavam reunidos, mas eles permaneceram na área de pedestres gritando palavras de ordem, enquanto pouco a pouco chegavam mais antifascistas.

Depois de algum tempo, uns 15 fascistas passaram ao lado da cafeteria em que se encontravam os acusados, seu advogado e as testemunhas de defesa, e trataram de ameaçar e intimidá-los, mas sem sucesso. Na continuaçom, os fascistas foram em procissom para o tribunal. Ao passarem perto dos antifascistas, receberam umha saraivada de copos de café e de cusparadas, e tudo isso porque a Polícia interviu para protegê-los. Em seguida, os neonazistas se esconderam atrás dos policiais(ver foto).

Um pouco mais tarde, os policiais formaram um cordom em torno dos neonazistas e deixaram que os manifestantes reunidos entrassem no tribunal. Foi quando um dos candidatos do partido neonazista Aurora Dourada arrastou a umha das pessoas processadas ao interior do tribunal, e fijo o saudo nazista cara os manifestantes, provocando a raiva deles.

O julgamento durou aproximadamente duas horas. Alguns dos antifascistas entraram na sala onde ocorreu o julgamento, outros permaneceram do lado de fora da entrada do edifício do tribunal, gritando palavras de ordem. Os réus foram absolvidos. Após o final do julgamento, a Polícia acompanhou a fuga dos fascistas pela porta traseira do tribunal.

Em seguida, foi realizada umha marcha antifascista pelo centro da cidade. Durante o protesto, soube-se que a Polícia tinha trazido os fascistas para um local perto da praça principal da cidade. Entom a marcha foi para a praça para manter o centro limpo da escória fascista. Na verdade, os poucos neonazistas que haviam sido mobilizados desapareceram.

A organizada presença antifascista antes, durante e depois do julgamento anulou os planos dos nazistas de sair de seus buracos para provocar e aterrorizar o povo antifascista de Ioannina.
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[Brasil] São Paulo: Relato sobre a fundaçom do Laboratório de Educaçom Anarquista (LEA)

Damos conta desta iniciativa de compas anarquistas do Brasil, na busca dumha educaçom para as crianças, consequente com os ideias anarquistas: Umha experiência realizada em 6 de abril (domingo) no Centro de Cultura Social (CCS) de São Paulo, organizada pela Biblioteca Terra Livre com o intuito de estudar, produzir e experimentar prácticas pedagógicas para crianças. Experiência da que resultou a criaçom do Laboratório de Educaçom Anarquista (LEA), como um produto directo da experiência acumulada durante os 3 anos de existência do Grupo de Estudos Anarquismo e Educaçom.

A actividade teve início às 15h e contou com um óptimo público, quase 100 pessoas estiveram presentes no evento. Dentre estas, algumhas percorreram mais de 100 km para estarem presentes. Vieram pessoas de Campinas (SP), São Carlos (SP)... e até de fora do Brasil (nom especificamente para o evento, mas marcaram presença).

O evento foi aberto com a apresentaçom do histórico dos 3 anos do Grupo de Estudos Anarquismo e Educaçom realizado na Biblioteca Terra Livre. O resgate deste histórico apresentou umha rica história de prácticas pedagógicas já realizadas no Brasil e em outras partes do mundo em diferentes contextos históricos. Das experiências históricas foram resgatadas brevemente às experiências das Escolas Modernas, em Barcelona e São Paulo, e experiências actuais como a da Escola Paideia, em Mérida (Espanha), umha das experiências mais bem sucedidas de escolas anarquistas contemporâneas.

Além do resgate das leituras do grupo de estudos, foram apresentadas outras actividades realizadas com propósitos de pensar e practicar a pedagogia libertária. Umha delas foi a do cineclube realizado em 2012, com a temática “Prácticas libertárias de educaçom contemporânea”, que contou com a exibiçom dos filmes "Paideia, escuela libre. 15 años de educación antiautoritaria", "A Rebeliom dos Pinguins", "Escola da Ponte" e "A Educaçom Proibida".

Por fim, antes da leitura do texto de fundaçom do LEA, foi relatada a experiência do Espaço para crianças Adelino de Pinho - realizado durante a 4ª Feira Anarquista de São Paulo. Foram abordadas as dificuldades em encontrar materiais libertários para trabalhar com as crianças, a capacidade de imaginaçom e criaçom coletiva (de crianças e adultos) que foram realizadas naquele momento e os inumeráveis momentos de autogestom das prácticas, desde os materiais que foram levados e compartilhados até a limpeza do espaço, realizada em conjunto por crianças e adultos.

Após esse histórico foi realizada a leitura do texto de fundaçom do LEA. Por fim, se iniciou um rico debate. Pessoas ligadas ou nom a educaçom formal trouxeram suas experiências, angústias e anseios sobre a possibilidade de criaçom de umha educaçom efetivamente libertária. Muito se conversou sobre as dificuldades e as prácticas já realizadas e ainda por realizar.

De imediato ficou o convite do LEA para umha próxima actividade, um pique-nique, no Parque da Juventude no dia primeiro de Junho, por ocasiom da Festa de 5 anos da Biblioteca Terra Livre e a expectativa de que novos momentos como este voltem a acontecer.

Adriano Skoda

Biblioteca Terra Livre

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23/4/2014

[Chile] Incendio en Valparaíso Máis expansión de piñeiros e eucaliptos?

Colamos esta interesante reflexión asinada por A.S. na web MapuExpress ao respeito deste incendio do que se fixeran eco os medios sen máis explicacións. Como din no remate do escrito "ha que sacar leccións":

O acontecido en Valparaíso é un claro exemplo do que vén acontecendo en diversos puntos do centro sur de Chile, con respecto ao enorme risco que xeran os monocultivos de plantacións industriais de piñeiros e eucalipto, como tamén de acacias en zonas máis centrais. O porto está rodeado destas especies e son causa directa do incendio do que foron vítimas miles de habitantes que perderon todo.

"Un dos principais factores de risco do sector corresponde á gran cantidade de plantacións forestais e quebradas lindantes, debido a que os incendios de orixe forestal avanzan polas valgadas, que funcionan como verdadeiras chemineas, ata chegar a zonas urbanas... ", agrégase: "Cada ano vemos como, principalmente nas rexións centrais de Chile, centos de incendios forestais consumen miles de hectáreas de plantacións e bosques, e en ocasións a vida e fogares de persoas. Esta vez o foco do incendio que arrasou brutalmente os outeiros de Valparaíso, encóntrase rodeado polas plantacións forestais pertencentes á empresa Forestal Valparaíso S.A... ", publica desta forma o diario electrónico El Desconcierto en atención ao incendio en Valparaíso.

O estado chileno xunto a empresas chilenas ligadas ao negocio da madeira, son responsables dos mega incendios que viñeron acontecendo neste tempo en Chile. Unha, porque introduciron nos diversos territorios especies exóticas como o piñeiro e o eucalipto que secan as terras, succionan as napas subterráneas e xeran verdadeiros desertos onde sumado ás temperaturas e a resequidade das súas estruturas, principalmente dos piñeiros, fanas un perigo constante para focos de incendio.

Non é casualidade que case a totalidade dos sinistros xorden no medio de plantacións forestais de piñeiros e eucalipto. Monocultivos dunha mesma especie, plantados a unha razón de 1600 árbores aproximadas por hectárea, extraen enormes cantidades de auga, secando e erosionando o chan como consecuencia da destrución e desprazamento total ou parcial do bioma orixinal de pradaría, bosques e/ou montes destinados á extracción forestal, o que co tempo se traduciu na diminución das napas freáticas, -produto das diferenzas na masa de follaxe sobre a terra, o sistema radicular, a taxa de crecemento, o consumo de nutrientes, as relacións e intercambios coa atmosfera e a alteración dos ciclos de nutrientes, de enerxía, de carbono e de auga - deixando ao seu paso un rastro de problemas sociais, como a deterioración de chans agrícolas contiguos, a emigración rural, conflitos por terras e augas (polo xeral antigamente utilizadas polo pobo Mapuche no centro sur de Chile), empregos de mala calidade, e ambientais, como a erosión e contaminación de chans, perda de biodiversidade, fragmentación de ecosistemas e deterioración da paisaxe, entre outros.

El Desconcierto agrega tamén: "Ademais especies como o piñeiro conteñen e segregan trementina, unha substancia inflamable que coa exposición á calor pode propagar ou iniciar incendios. Súmase a esta situación, os nulos resgardos, tales como devasas con dimensións acordes á realidade nacional, onde preto de 2,9 millóns de hectáreas de plantacións forestais se encontran entre a rexión de Valparaíso e a Araucanía, onde un 68% corresponde a monocultivos da especie piñeiro (Pinus radiata) e 23% a eucalipto (Eucalyptus spp.). En Canadá, país forestal por tradición, as devasas miden 1.6 quilómetros de ancho, mentres que en Chile estes se confunden coas vías de saca (camiños utilizados para sacar os madeiros tallados en camións)…"

No presente existe unha ofensiva de sectores da industria forestal e algúns sectores políticos por aumentar as plantacións que superan as 3 millóns de hectáreas e pretenden duplicalo contra todo sentido común. Cabe recordar que na tempada estival do 2012 se desataron diversos incendios sobre miles de hectáreas entre as rexións do Bio Bio e a Araucanía, actos criminais cuxos responsables son as empresas e o estado chileno, que tivo como consecuencia fatal a morte de sete brigadistas da empresa Forestal Mininco na zona de Carahue, preto de 250 casas destruídas en diversas zonas, un home morto por negarse a unha evacuación, entre varias outras consecuencias, isto, mentres os empresarios e o goberno correspondente intentaban culpar ao pobo mapuche.

Valparaíso rodeado de inflamables plantacións forestais

Valparaíso está rodeado destas plantacións que colindan cos seus outeiros e poboacións, o risco segue, de feito, Mary T. Kalin Arroyo, Premio nacional de Ciencias 2010 e directora do Instituto de Ecoloxía e Biodiversidade (IEB) Universidade de Chile publicaba recentemente no diario La Tercera "Un aspecto pouco mencionado (con respecto ao incendio no porto) é a composición da vexetación natural dos outeiros de Valparaíso, que é a típica matogueira chilena, se ben inflamable, non tanto como especies exóticas (eucaliptos, piñeiro e acacia) que foron sementadas na zona. O Eucalyptus globulus é considerado unha das plantas máis pirófílas do mundo. As follas conteñen compostos volátiles que localmente producen incendios explosivos. Unha vez acendida, a codia despréndese, producindo focos adicionais. Os piñeiros teñen un alto contido de resina nas follas. A Acacia delata, que é común en Chile central, está incluída na lista de plantas máis inflamables de Tasmania, de onde é nativa... "

Noutro punto sostén: "Similares traxedias vivíronse en California (Estados Unidos), onde tamén se encontra moito eucalipto, piñeiro e acacia. Por exemplo, un incendio na veciñanza de Oakland en 1991 destruíu máis de 3.000 casas, con 25 vidas perdidas. Hoxe está en marcha un programa para remover eucaliptos, piñeiros e acacias de 1.000 hectáreas, coa idea de substituír as devanditas especies por especies nativas. O custo do programa é de US$ 5,6 millóns, importe que evidentemente é mínimo comparado cos US$ 1,5 billóns (1,5 mil millóns) de dano físico causado polo incendio, sen falar do incalculable impacto emocional... ha que sacar leccións"

a.s/ mapuexpress
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[Compostela] Venres 25 ás 20:00' no CSOA Escárnio e Maldizer.- O Hip-Hop como ferramenta de cámbio social

Unha vez máis este colectivo dará mostras do seu bo facer nunha actuación debalde, no novo Centro Social Okupado e Autoxestionado de Compostela, con a presencia de varios membros do mesmo.

Ademais queremos aproveitar este post para dar conta da saída da súa primeira mixtape, titulada “The One” e producida por Skillful e Dj Tips, 10 cortes mixturados nunha sesión para, como di a mensaxen, o “desfrute dxs malandrxs máis sibaritas”.

Deixamos acá o enlace para a súa descarga gratuíta no blogue do colectivo, onde podedes tambén descargar debalde outros traballos previos do colectivo ou dos seus membros a nivel individual ou conxunto.
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[Cedeira] Manifesto pola praia da Madalena

A veciñanza desta vila mariñeira na ría do mesmo nome ven de denunciar a SEPRONA a actuación de Demarcación de Costas en Galiza, que deu comezo este luns pasado “os traballos na praia” da Madalena, sen someter os devanditos traballos ao preceptivo estudo de impacto ambiental. Mais a actuación da viziñanza non fica só en denuncias e están a levar a cabo unha serie de mobilizacións cidadás agrupadas na plataforma cívica SomosCedeira.

A veciñanza trata de evitar que, unha vez máis (xa van 3 deitados de area dende o ano 2001, e lonxe de resolverse o problema o mar segue a levar a area cada inverno), se actue sobre o sistema dunar da praia con a colocación de rollizos de madeira de 2,5 metros ubicados no interior das própias dunas para que funcionen como vigas elásticas, ademais de se rebaixar a cota do talude e enchirase con novos aportes de area procedentes da propia ría, o que terá impacto sobre ela, e todo con un coste inutil de perto de 250.000 euros. Tambén no seu blogue denuncian o feito de que o alcalde desta vila mariñeira declarara a un pseudo-xornal que "non entende que pasa con a praia" e danlle as respostas oportunas a estas declaracións que dende SomosCedeira califican de explicación "enfocada para ser de comprensión doada incluso para un “dummy” calquera".

Neste video podedes ver a concentración na praia no xoves pasado, día 17


Manifesto pola praia da Madalena

ESTAMOS MOLLADOS E ENLAMADOS COMA PITOS. Estamos aquí, presentando a proposta cidadán para a Praia da Madalena, porque as respostas políticas do século pasado non sirven para o tempo presente e porque aos ideais ecolóxicos hai que sumarlle novos valores alicerzados no siso e na eficiencia no uso dos recursos; na responsabilidade coas persoas e a sociedade, cos animais e coas vindeiras xeracións; no equilibrio coa natureza ; na independencia das institucións públicas respeito dos poderes económicos; na xestión descentralizada, transparente, honesta e eficiente dos recursos públicos ao servizo da cidadanía; na democracia participativa e deliberativa ….para abrir vieiros cara un outro xeito convivir en benestar compartido coas persoas e co medio ambiente.

OLLAMOS A PRAIA DA MADALENA E NON NOS GUSTA. A crise da praia da Madalena non é unha crise aillada. Fai parte da crise xeral: a económica, porque non se ofrecen solucións para convertirnos nun pobo en un país con ocupación sustentabel (o que convida a seguir tirando do medio ambiente como se este fose inesgotabel, só pensando a curto prazo); social, porque os recortes orzamentarios e as privatizacións ameazan o benestar de amplas camadas de poboación; ecolóxica, porque cada día é máis evidente, o sistema é insustentábel ( tal e como vén de amosar o último informe da ONU); mas tamén é unha crise moral, porque pouca é a credibilidade das institucións que nos gobernan. En suma, sobran motivos para a indignación. Porén, a indignación inmobiliza se non vai acompañada de reflexión, organización e mobilización.

APAÑAMOS ALGUNHA BOA MOLLEIRA E NON NOS QUIXEMOS CAMBIAR. Pola contra, tivemos ainda máis ganas de seguir a mollarnos. Porque neste mar de Cedeira mergullaban as nosas avoas até chegarlles a auga ao pescozo para poder descargar a tarrafa na praia, a decote, paxe a paxe, brazo a brazo, enchendo de vida, dignidade e riqueza as vellas fábricas desaparecidas. Si, as historias hai que contalas tal como foron e non como conveñan.

ESTAMOS MOLLADOS E QUEREMOS SEGUIR MOLLADOS PARA LLE DEVOLVER A ESTA PRAIA O SEU COLO E O SEU ABRAZO XENEROSO, A SÚA MEMORIA. Na praia da Madalena, ao igual que en moitas outras praias de Galiza e do Mundo, son patentes os efectos que a presión urbanística teñen sobre os ecosistemas mariños. O momento actual de mudanza climática, no que o incremento do nivel do mar se está a acelerar cada vez máis, e no que xa non queda dúbida de que a mudanza climática é provocada pola acción humana tras miles de anos de emisións de CO2, obríganos a cambiar a nosa política urbanística.

SALVEMOS A PRAIA DA MADALENA: Se queremos que as nosas vilas e cidades costeiras sigan existindo é preciso que aceptemos esta nova situación e mudemos o xeito de relacionarnos co mar cara unha xeito máis sustentable. O problema que se mostra nesta praia está causado por unha alteración provocada en toda a Ría, e non só neste areal. Tratar de solucionar o problema da praia sen darlle una solución integral a toda a Ría, aboca ao fracaso calquera actuación.

Esiximos que non se realicen máis recheos na praia, xa que son unhas actuacións manifestamente INÚTEIS, CUSTOSAS, PERXUDICIAIS, E ILEGAIS.

INÚTEIS: Xa que van 3 deitados de area dende o ano 2001, e lonxe de resolverse o problema o mar segue a levar a area cada inverno. Por riba, tras estas erradas actuacións creouse un noiro que antes non existía.

PREXUDICIAIS: Tanto para os recursos mariños comerciais como para o ecosistema da ría. O deitado de area provoca unha alta mortalidade, en todo caso, un impacto negativo incuestionábel.

CUSTOSAS: Porque estamos a falar de centos de miles de euros que se botaron periodicamente ao mar con único fin de que a praia semelle rexenerada pero sen actuar sobre as causas, só sobre os síntomas.

ILEGAIS: Porque a Ría de Cedeira é un espazo natural protexido, segundo o Decreto 28/2009 e encaixan perfectamente coas recomendacións da categoría VI da clasificación da Unión Internacional para a Conservación de la Natureza (UICN) así como co artigo 7 do Código de conduta para unha pesca responsable da FAO. E polo tanto calquera actuación que se leve a cabo na reserva mariña de interese pesqueiro de Cedeira deberá ser sometida ao procedemento ambiental correspondente.

Así mesmo, alentamos ás autoridades competentes (Demarcación de Costas, Concello de Cedeira, Portos de Galicia, etc) a mudar a súa política urbanística. Deben parar de construír estruturas mariñas porque son parte do problema que se evidencia nesta praia, e comezar a desmantelar as que sexan inútiles. Así mesmo, a elaboración destes proxectos debe facerse con transparencia e coa participación da cidadanía.

Esiximos, así mesmo a realización dun estudo do medio natural detallado cando menos conforme á Lei 21/2013 de avaliación ambiental, e que considere o maior número de aspectos posibles: Clima, Xeomorfología, Chans, Auga, Vexetación, Fauna, Recursos Culturais, Paisaxe, etc. Este estudo debería estar realizado por unha entidade independente que manifeste solvencia e seriedade na realización deste tipo de estudos. ESTAMOS MOLLADOS E QUEREMOS SEGUIR MOLLADOS !

MOLLÉMONOS POLA PRAIA !

SALVEMOS A PRAIA DA MADALENA !


Pd.- Agradecemos moito a morea de apoios polas redes sociais, pero máis agradeceríamos que para a vindeira ocasión estivésedes presentes con nós. Cómpre pasar do aplauso virtual ao activismo persoal, para por fin ter o que queremos e polo que loitamos. E cando será a vindeira ocasión? Pois a partir deste luns 21 en calquer intre, pois Costas ten previsto iniciar actuacións na praia XA, como anunciaron na prensa e coa connivencia do Concello, a sabendas de estar saltando varios procedementos legais imprescindíbeis. Que se ateñan ás consecuencias. Nós estaremos aleutos e atentos en canto metan un pé na praia… e vós? E cousa de todos!

Muita máis informacióm na súa web SomosCedeira
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A Xunta non ten outra que confirmar a toxicidade das augas do Monte Neme

Colamos de QuePasaNaCosta:

A Plataforma Salvemos Cabana ven de declarar que os informes que lles vén de enviar a Xunta a raíz dunha pregunta realizada pola entidade, recoñecen a “medición de alarmantes niveis de aluminio e baixos niveis de pH, indicando a presenza de augas ácidas tóxicas derivadas da actividade mineira preexistente das que polo momento se descoñece o seu grao de incidencia sobre as captacións de auga para o consumo humano -especialmente nas zonas potencialmente afectadas do Concello de Carballo-". Lembramos que dende o concello de Carballo se dera a alerta dos posibles vertidos à Dirección Xeral de Enerxía e Minas da Xunta, e dende aquí fixeran ouvidos surdos a tais demandas, ata que se producira o previsíbel e anunciado desastre. De tal actuación (máis ben ausencia de acción) aínda non hai, ne se esperan, asunción de responsabilidades.

A Xunta recoñece así que as balsas seguen contaminadas e que os puntos de vertedura do accidente seguen sendo un problema. A rotura da balsa da antiga mina no alto do Monte Neme aló por mediados de febreiro provocaba riadas de máis de 24.000 m3 de augas contaminadas ata as praias de Aviño, en Malpica, e de Razo, en Carballo, deixando un regueiro de augas ácedas baixando polos montes de ambos concellos.

Salvemos Cabana denunciaba ao Seprona a situación e pedía á Consellería de Sanidade os resultados destas analíticas que dan conta da problemática ambiental destas prácticas mineiras, con case 100 anos de actividade na comarca de Bergantiños.

Ademais, a entidade presentou “alegacións ao proxecto de abandono e clausura do grupo mineiro ‘Monte Neme’, ao considerar que se trata dunha restauración claramente incompleta e que centra a maior parte dos recursos no maior oco da explotación situado na concesión ‘Rima’, deixando á marxe a outras zonas procedentes da antiga explotación metalífera, ás que se considera como “restauradas” pero que presentan un máis que evidente estado de degradación”.

Propoñen dende a entidade a “implantación unha pradaría que poida ser aproveitada como pasto ou para recoller forraxe”, ao tempo que denuncian que todas as decisión se están a tomar despois da catástrofe a pesar de teren sido avisados do perigo con tempo.

E non quedan aí os problemas xa que a asociación denunciou tamén ao Seprona unha vertedura incontrolada de augas ácidas nunha balsa situada ao leste da concesión mineira ‘Reconquista’, que está a derivar monte abaixo en dirección á localidade de Nétoma, en Razo.
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