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7 sept 2014

Mostra de Edições Subversivas [Lisboa 26, 27 e 28 de Setembro]


Compas de Portugal fam um convite a esta primeira Mostra de Ediçoms Subversivas, na que @s piratas de Abordaxe teremos a oportunidade de participar e partlihar com el@s:

Na realidade em que vivemos, poucos são os espaços não virtuais de confluência criados para o debate e exposição de ideias críticas dos vários processos de dominação e exploração em que nos vemos enredados. A criação desses espaços é de vital importância na construção de um discurso que ataque esses mesmos processos, gerando uma cumplicidade prática entre os diversos indivíduos que constituem a base dessa crítica. É nesse sentido que criamos este espaço de debate e de mostra de edições subversivas, para que continuemos a fazer da palavra uma arma que ataque tudo aquilo que repudiamos nesta sociedade e para a construção de alternativas que nos libertem das relações de dominação nela prevalecentes. Durante três dias haverá espaço para a apresentação de livros, revistas, jornais, fanzines, materiais audiovisuais, ponto de partida para o debate de ideias e práticas que contribuam para a subversão dessa mesma realidade em que vivemos.

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27 jun 2014

[Porto] Carta Aberta da Casa Viva ao presidente da Câmara Municipal

Vimos, em Abordaxe(ver 1 e 2), a fazer seguimento dos sucessos que deram lugar a esta demanda da Casa Viva, quando em 2 de maio os Sapadores do Porto racharam um vidro da fachada deste centro social sob a escusa da retirada dumha faixa. Agora colamos á íntegra a Carta Registada com aviso de Recepçom enviada ao Presidente da Câmara Municipal (o que vem a ser nestes lares o alcaide do concelho) com o assunto: Reparaçom de vidro quebrado e que colhemos do IndyPortugal:

Exmo Sr. Rui Moreira, presidente da CMP

Vimos por este meio, pedir que proceda sem demoras à reparaçom do vidro quebrado pelos Sapadores do Porto, no dia 2 de Maio pelas 14:30, no primeiro andar do edifício situado na Praça do Marquês, nº 167. Dado que, num acto que só pode ser considerado de má fé, partiram o vidro e abandonaram o local sem deixar qualquer tipo de notificaçom, tivemos que
recorrer à informaçom que prestaram à agência Lusa para sabermos que essa destruiçom surgiu na sequência do cumprimento de umha ordem censória de retirada ilegal de umha faixa com conteúdo político, emanada da Câmara Municipal do Porto.

Informamos que, se o vidro partido nom for rapidamente reposto, recorreremos a todos os meios disponíveis e ao nosso alcance para que o contexto da ilegalidade em que este vandalismo ocorreu seja sobejamente conhecido e que a reparaçom seja efectuada.

Sem outro assunto premente de momento.

Colectivo Casa Viva.
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19 jun 2014

Muito Alta Tensão ameaça Galiza e Norte de Portugal

Recolhemos da web das nossas compas portuguesas do Jornal MAPA:

O projecto para a construção de uma linha eléctrica de Muito Alta Tensão (MAT) desde Fontefria, na Galiza, até Vila do Conde, tem motivado desde o inicio do ano diversos protestos entre as populações de ambos os lados da fronteira. O traçado previsto atravessa 121 freguesias dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto, incluindo a maioria dos municípios do Alto Minho: Monção, Melgaço, Valença, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima. Esta linha de MAT será uma das mais potentes em território portugês (400 KVs), deixando as populações residentes nas zonas circunscritas alarmadas com os impactos nocivos para a saúde, fauna e flora, assim como para o património natural.


Na aldeia de Gemieira, Ponte de Lima, estão previstas pelo menos cinco torres de 75 metros de altura e uma área de implantação de 200 metros quadrados, além de margens de segurança de 45 metros para cada lado. Os habitantes de Gemieira e Refóios realizaram já várias acções de protesto e sessões de esclarecimento contra a “linha da morte” em relação ao projecto da REN (Rede Eléctrica Nacional), perante a ausência e o silêncio da Câmara Municipal de Ponte de Lima. Na Gemieira, o traçado previsto coloca a linha na proximidade de 20 habitações, de um aglomerado de 14 moinhos, de áreas de produção agrícola e de uma ecovia. Há vários meses que os populares “se dizem dispostos a tudo” para travar a passagem da linha pela aldeia. Foi várias vezes apontado o boicote às eleições europeias como forma de protesto, tendo o mesmo vindo a concretizar-se no passado dia 25 de Maio, quando mais de uma centena de populares de Gemieira impediram a entrada de membros da mesa, na sede da Junta de Freguesia, onde estava instalada a urna de voto.

Em Monção, os habitantes das diferentes freguesias só foram informados sobre as intenções da REN e o traçado da linha no final do mês de Dezembro de 2013, através de extensa documentação enviada pela Agência Portuguesa do Ambiente, apesar da elaboração do projecto ter começado no início de 2011. O prazo para a consulta pública do EIA (Estudo de Impacto Ambiental 1) estava inicialmente previsto terminar a 13 de Fevereiro de 2014, data-limite para que a população se pronunciasse sobre o projecto. Este estudo, encomendado à empresa Ws Atkins, apresenta os impactos negativos na fauna e flora de forma amenizada, dando a entender que podem ser minimizados e reversíveis, mesmo se a construção desta linha eléctrica ameaça várias espécies protegidas, como é o caso do lobo, ou a possível extinção de aves migratórias em todo o Alto Minho, além da desfiguração de extensa paisagem natural. Não foi efectuado qualquer estudo sobre os impactos na saúde das populações.

Também em Barcelos o traçado previsto atravessará 63 freguesias do Concelho (segundo a divisão administrativa anterior), tendo motivado já contestação popular e mesmo institucional quando, em Fevereiro passado, a Câmara Municipal aprovou uma moção de “rejeição absoluta” do traçado proposto, declarando que “usará todos os meios à sua disposição” para o “travar”.

Minho e Galiza estão unidos nesta luta e fizeram já algumas manifestações conjuntas. A última aconteceu no passado dia 27 de Abril na ponte internacional de Melgaço, onde foi cortado o trânsito automóvel, após o culminar das duas manifestações que partiram de Melgaço e Arbo, exigindo o enterramento da linha, denunciando os efeitos negativos na saúde, no ambiente e nas economias locais. De ambos os lados da fronteira, as autoridades responsáveis pelo projecto são acusadas de terem decidido tudo “sem virem ao local”, “a partir de Lisboa e de Madrid”.

São inúmeros os exemplos em Portugal de prejuízos para a população, ambiente e património nas zonas atravessadas pelas linhas de Alta Tensão. O enterramento das linhas é uma solução que a REN não considera porque fica mais cara. Assim consegue minimizar custos sacrificando a saúde das pessoas e o ambiente. Não fosse a impunidade da REN, garantida pelo aparato politico-legal do estado, resultando no escasso poder de decisão dos indivíduos e comunidades, e as linhas de Alta Tensão seriam incomportáveis social e economicamente, bem como o modelo de produção e distribuição de energia inerente. Noutro cenário, compensaria o investimento em alternativas de produção, distribuição e consumo, cuja prioridade fosse o bem-estar dos indivíduos e a preservação dos ecossistemas. Este seria, contudo, um passo subsequente à crítica dos vários factores de desperdício, actualmente justificados em grande parte com a falácia do “crescimento económico”.

Mais informação na sua web:

- Prejuizos para a população, ambiente e património
- As linhas de Alta Tensão e os riscos para a saúde


Nota:
(1)Eixo RNT entre “Vila do Conde”, “Vila Fria B” e a Rede Eléctrica de Espanha, a 400Kv

Artículo de Júlio Silvestre
Fotos (linhas de MAT em Alfena): Ursula Zangger
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28 feb 2014

[Porto 8/3/2014] "DAS PALAVRAS AOS ACTOS" Jornada de solidariedade c@s pres@s anarquistas

@s piratas de Abordaxe estaremos en Porto o vindeiro sábado 8 de Marzo para presentar a nosa revista. O acto está enmarcado nunha xornada anarquista en apoio a pres@s na que ademáis haberá concertos de rap, comida vegana, bebida a precios populares e distribuidoras de material antiautoritario. Todo isto con entrada libre na Casa Viva (praza do Marqués, nº167) A programación é a seguinte:

Ás 16:00h - Presentación da revista anarquista galega "Abordaxe"

A partir das 18:00h - Concertos de Hip Hop antiautoritario

-FURNIER (Compostela)

-XOTO (Setúbal)

-CALLA LA ORDEN (Aranda de Duero)

-PURA MESTURA (Compostela)

-BOSS (Amadora)

Entrada libre

Haberá comida, bebida e bancas con publicacións
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21 dic 2013

[Portugal] Saiu o jornal MAPA Nº 4. Um ano de informação crítica

E com este novo número o jornal MAPA faz um ano! Como refere o seu editorial este projeto “tenta concretizar o objetivo que há um ano se propunha: a possibilidade de comunicação que surge do balancear entre o que denunciamos e o que potenciamos.”

Algumas chamadas de atenção nesta edição de Dez’13/Jan’14: os planos para a extração de gás de xisto por meio da fratura hidráulica em Portugal que pretendem agora assolar aqui a Sul o distrito de Setúbal e a Costa Vicentina; o que está por detrás do percurso da Energias de Portugal (EDP), ou “como na questão energética anterior, [qual é] o preço cobrado que nos é apresentado em nome do nosso “bem-estar”. E por fim a memória de um indomável: António Ferreira de Jesus, em que algo mais se revela sobre as prisões alentejanas como Pinheiro da Cruz. E muito mais matérias a ler…



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6 sept 2013

Maldita Sexa, un novo blogue.

Damos conta deste novo blogue, Maldita Sexa, que comenzou a sua andaina en xuño deste ano e do que soubemos por un correo que nos agradecía de antemán a sua difusión. Contén convocatórias anarquistas e musicais, ademais doutros temas, como este interesante artigo sobre os lumes en Portugal titulado Detrás do lume, a "man invisible" asinado por Jorge Valadas e que nos achega a unha realidade dos incendios portugueses que se asemella à problemática galega e que colamos a continuación:

Verán, tras verán, o permanente ciclo de xigantescos incendios presenta unha fotografía en tamaño natural do estado de crise económica e social na que se atopa mergullada a sociedade portuguesa. A destrución das vellas formas de agricultura, a acelerada urbanización, o abandono do interior do país, o monocultivo do turismo, todo iso forma parte da destrución da sociedade.

Á velocidade que vai todo isto, Portugal exportará en breve lume e importará auga potable, tal como xa importa zumes de froita de California, ao mesmo tempo que arrinca os laranxeiros do Algarve para construír “horrorosas” aldeas turísticas. Agora que a gran maioría da poboación habita nos centros urbanos do litoral, a actividade agrícola atópase moribunda e a conservación dos bosques e da flora está tan abandonada que “para un área igual de bosque hai sete veces máis incendios en Portugal que en España e vinte veces máis que en Italia”.

Pampilhosa dá Serra,no distrito de Coimbra, foi un dos municipios que no ano 2005 sufriu máis incendios, queimándose as dúas terceiras partes da súa superficie. A evolución demográfica deste distrito ilustra perfectamente o que dicimos. Dos trinta mil habitantes censados en 1930, queda hoxe apenas cinco mil persoas, das cales a metade son xubilad@s; das corenta e dúas escolas primarias que había en 1974 só sete funcionan hoxe. A desrtificación favorece os incendios e os incendios aceleran a desertificación.

O valor comercial dá a maior parte dos campos é hoxe case nulo ou calculado segundo o prezo do terreo para construír, e isto non só nas zonas onde o turismo converteuse nunha actividade invasora, gangrenando a vida social, senón por todas partes. De viaxe por Portugal, unha amiga expresaba o seu desalento e o seu estrañeza ante tantos letreiros de “véndese” colgados en vellas casas, nos muros dos xardíns ou plantados no medio das hortas. Coma se o presente non fose máis que unha venda das ruínas do pasado. Un segundo letreiro puiden agora engadirse ao primeiro “Terreo para queimar”.
Desde o inicio deste século desaparecen baixo as lapas cento corenta mil hectáreas de bosque cada ano. Ante esta repetida catástrofe a clase política continua discutindo sobre o que se vai a facer, sen dar explicacións sobre o que non se fixo, vacilando entre o discurso fatalista, a mendicidade ante Bruxelas e as ameazas represivas. Como é sabido, a represión é a reforma do noso tempo e a clase política portuguesa se alínea, con toda banalidade, na tendencia xeral do autoritarismo democrático. Deste xeito, máis que a prevención prefírese acentuar o control policial dos espazos rurais abandoados, militarizar a loita contra o lume, incitar á delación dos “comportamentos de risco”. E a partir de entón o lume se banaliza.

Como é obvio, as causas profundas desta crise non imos atopalas localmente senón no plano global, na desenfreada carreira do capitalismo cara á maximización do beneficio, a destrución masiva e exponencial dos recursos naturais e dos contextos de vida. As formas concretas e particulares en que esta crise maniféstase, as súas consecuencias particulares sobre as poboacións, son tributarias das circunstancias e características de cada sociedade. En Portugal, igual que noutros lugares, nas altas esferas e nos medios insístese na orixe criminal dos incendios. É a árbore que non deixa ver o bosque en chamas. Eugénio Sequeira, da Liga Portuguesa para a Protección da Natureza, fai notar que isto non fai máis que “desmobilizar e desresponsabilizar á poboación”. Deixando separadamente que a desorganización das comunidades rurais da antiga estrutura económica xa fixo desaparecer todas as formas de solidariedade e de axuda mutua, de responsabilidade colectiva, remprazadas pola individualización moderna da cidadá consumidora de mercadorías. O “criminal” non se atopa forzosamente onde se pensa atopalo. Temos a proba dos recentes estudos feitos na veciña España, que demostran que nas raras “comarcas con bosques comunais dos que obteñen beneficios @s veciñ@s, nunca se dan incendios”. Notemos tamén que o intento de esconder con escenarios paranoicos as responsabilidades oficiais e a lóxica capitalista da destrución da “natureza” é máis ou menos ben aceptado conforme o grado de resignación das sociedades. Así, os xigantescos incendios no Peloponeso grego no verán do 2007 provocaron grandes manifestacións antigobernamentais, á vez que en Portugal os incendios e as súas causas continúan sendo aceptadas con facilidade individualista e no silencio sepulcral dos “procedementos suaves”.

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11 jul 2013

[Porto] 17 xullo- Marcha para todas todo!! RBis e moito máis, 30 anos de Baladre

Damos pulo a esta convocatória de Baladre enviada pola xente de GAS (Grupo de Axitacion Social):
Xunto coas compañeiras do estado portugués e español, tentaremos descifrar toda a trama construída pola unión europea, os seus tratos criminais, as súas reformas laborais e recortes contra os dereitos sociais, os seus plans para as nosas vidas... Tamén analizaremos o pasado, presente e futuro das nosas coordinacións e loitas tanto dentro do noso territorio coma fora deles.

17:00 Concentração Jardim da Cordoaria e desfile até à Praça da República

18:30 Assembleia Popular "Politicas da U€ lutas e resistências! - Praça da República

21:00 Jantar Popular (Traz algo para partilhar) - Praça da República

Esta é a saída da Marcha/Caravana “¡Para todas, todo!” polos 30 anos de Baladre, coordinación horizontal contra o paro, o empobrecimento e a exclusión social, que recorrerá a xeografía dos estados portugués e español do 17 ao 24 de Xullo e que rematará o 24 en Cuenca

Despois de Porto o itinerario da marcha será o seguinte:

18 de Xullo Lugar: Merida e Plasencia

19: Salamanca e Monleras (Salamanca)

20: Valladolid e Palencia

21: Navales de las Cuevas (Segovia)

22: Madrid e Getafe

23: Barrio de Villaverde (Madrid)

24: Cuenca

Máis información na web de Baladre

GAS
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9 jul 2013

[Portugal] Nem tudo o que luz é ouro.- O protesto contra a projectada Mina de Ouro da Boa Fé num excelente blog de informação e convite á participação

As compas da revista anarquista portuguesa a partir do Baixo Alentejo "Alambique", na sua web dam conta da web da Plataforma contra a mina de ouro em Boa Fé, na serra de Montefurado no Alentejo Central, e colamos o que apontam ao respeito:

…/ Cada um de nós deve fazer o que puder nos meios em que se move. Basicamente, neste momento, importa divulgar o que aqui se prepara. Importa desmascarar os argumentos falaciosos que associam ouro a riqueza para o país, ou exploração mineira a desenvolvimento regional. A nossa intenção, neste blogue, é deixar a nu cada vez mais elementos que provem que se trata de duas grandes mentiras, que vão sair caríssimo ao país e aos futuros cidadãos. Como todos os atentados ambientais, não são apenas os danos para a reduzida população da Boa Fé e arredores que estão em causa – é a própria qualidade de vida a uma escala muito mais vasta. /…

O protesto contra a projectada Mina de Ouro da Boa Fé num excelente blog de informação e convite á participação: https://projectomineirodaboafe.wordpress.com/
Assim se apresenta:

“Somos pessoas atentas ao que se passa no país. Une-nos o amor ao Alentejo e em particular à Serra de Monfurado, que todos conhecíamos como santuário de inestimável beleza e harmonia, muito antes de ser declarada Zona de Protecção Especial, integrada na Rede Natura 2000.

Reúne-nos o pasmo e a revolta perante a possibilidade de a vermos completamente esventrada a troco de 4% dos lucros de uma empresa mineira que pretende extrair-lhe o ouro. E quando a demagogia substitui a argumentação inteligente, sentimos ser dever de cidadania reagir.

A implantação de uma actividade que destrói uma zona a explosivos, sem possibilidade de recuo, tem de ser muito bem justificada. Não basta soltar palavras mágicas, como “ouro”, “emprego”, “dinamização económica”, como qualquer charlatão de feira. De quanto “ouro” estamos a falar: a dívida pública portuguesa ou os problemas da região ficam resolvidos se liquidarmos para sempre este pedaço de paraíso? Que empregos se geram nestes empreendimentos? Não nos atirem números à toa – 10, 135, 1000, mais “emprego indirecto”: que contratos, que salários, que prazos, que garantias? Que contas foram feitas sobre esta prometida dinamização regional? Aparentemente, ninguém se deu a esse trabalho, elementar para uma tomada de decisão consciente. Num país em desertificação acelerada do interior, este empreendimento resolve o quê, por quanto tempo e com que consequências após encerramento? Quanto custam as perdas de potencial agrícola, turístico, ambiental? Porque as crateras, a escombreira, a barragem de rejeitados tóxicos, essas, ficam para sempre.

Ao que vimos

A imaginação do ministro da Economia para tirar o país do atoleiro em que os sucessivos governos o têm vindo a enfiar tem uma ideia-força: passar do buraco financeiro aos buracos da exploração mineira. Que acabam invariavelmente em mais buracos, económicos e sociais. Esta filosofia de tapar buracos com buracos não nos parece lógica nem produtiva. Perante um problema da magnitude da exploração mineira da Boa Fé, fomos confrontados com um Estudo de Impacte Ambiental, na versão curta, que é um verdadeiro conto de fadas. Mas iremos viver felizes depois da abertura das minas? E como é que isto se compatibiliza com um sítio de Rede Natura, sem destruir a Natureza privilegiada da Serra de Monfurado? Propusemo-nos conhecer a versão mais técnica do Estudo – a cuja sigla recorreremos com frequência: EIA. Simples bom senso e a memória de casos que correram mal levantaram dúvidas. O mesmo não aconteceu em várias instituições responsáveis pelas quais o documento teve de passar antes de ser colocado à consideração pública.

Entre vizinhos, com amigos, trocando perplexidades com conhecidos, o panorama foi aclarando – e ganhando proporções nunca imaginadas! Do que conseguimos detectar em tempo, demos parte à Associação Portuguesa do Ambiente (APA) e aguardamos esclarecimento.

O Governo tem obrigação de saber o que se vai passar na exploração, ao pormenor, em cada fase do processo, para exigir garantias bancárias e seguros para os danos previsíveis e obrigar a medidas de segurança eficazes. Tem, no mínimo, de nos tentar convencer de que uns eventuais 11 milhões de euros, recebidos aos bochechos, não hipotecam o futuro de várias gerações, justificando os lucros líquidos que a empresa levará para o estrangeiro.

Por último e para sermos breves, consideramos inaceitável que se tire partido demagógico das dificuldades da população: acenar com empregos em época de crise, quando nada se pode ou faz para garantir a sua efectivação, é desonesto e imoral! A exploração mineira é das actividades mais sensíveis às flutuações nas Bolsas mundiais. Há três anos, o preço do ouro subia em flecha; em Abril deste ano, deu um trambolhão que mandou abaixo grandes empresas mineiras internacionais e pôs as restantes em apuros. As grandes agências de notação preconizam uma baixa de pelo menos dois anos.

Na Boa Fé e arredores, as poucas pessoas que encontraram emprego na empresa mineira foram apanhadas nesse turbilhão, mandadas para casa de um dia para o outro, sem indemnizações e por tempo indeterminado. Já não é a primeira vez – e não será a última. Quando o valor do ouro subir, eles aí estarão de novo, com mais promessas de “1000 empregos”. E muita formação (paga?), porque vão ter trabalho a perder de vista!

Se já estivesse em fase de exploração, numa crise bolsista destas, a empresa largava tudo como estivesse, a meio ou no final da laboração. Quem cá vive que resolvesse os problemas. São esses problemas que queremos conhecer e acautelar, desmistificando engodos de empregos e desenvolvimento económico regional.

Chegámos a um ponto em que não queremos prosseguir sozinhos. Pretendemos alargar horizontes e partilhar preocupações. Porque noutros lugares, outros cidadãos, outras zonas intocadas estão em risco de se ver confrontados com o mesmo processo predatório. Quem tiver achegas sobre estas questões, é muito bem-vindo a estas páginas!

Foram as dúvidas que nos juntaram, procurando entender melhor o que está por trás do conto de fadas do milagre do ouro da Serra de Monfurado. A exploração mineira da Boa Fé é apenas o início. O filão segue até Borba/Portalegre.

Nenhum de nós tem estudos em geologia e minas. Mas estamos decididos a levar o mais longe possível o conhecimento dos reais impactes daquilo que nos estão a reservar, com a ajuda dos nossos amigos, especialistas em diversas áreas técnicas e do ambiente, de cujos conselhos temos beneficiado. Quanto mais estudamos, maior é a nossa incredulidade perante o apoio dos organismos do Estado ao que aqui se prepara: saberão o que estão a apoiar? Ou estão a pôr deliberadamente várias gerações vindouras a pagar mais uma política de curtíssimo alcance?

Não acreditamos em especialidades científicas inacessíveis nem em determinismos financeiros que vulgares cidadãos não tenham capacidade para entender. Expliquem, não escondam!

Este blogue pretende ser um centro de partilha de informações sobre o tipo de actividade que a empresa que conseguiu a concessão de exploração mineira anunciou e desenvolveu no Estudo de Impacte Ambiental, o qual levará em breve à aprovação estatal da exploração mineira Chaminé/Casas Novas.

Aos nossos leitores, pedimos colaboração. Os nossos “posts” remeterão sempre para as fontes de informação a que acedemos, fruto de esforços individuais. Outras haverá, provavelmente, mais actualizadas e explícitas: revelem-nas, corrijam-nos, informem! É esse o grande objectivo desta iniciativa cidadã. »
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25 jun 2013

[Graça (Lisboa)] Detidos e feridos na destruição do projeto comunitário Horta do Monte

Colhemos de Indymedia Portugal:

Pelo menos duas pessoas ficaram feridas e outras duas foram presas hoje de manhã na Horta do Monte, um projeto comunitário localizado na Graça (Lisboa) que promove a agricultura biológica, laços entre a vizinhança e a partilha de conhecimento e também de produtos ali semeados.

De acordo com um dos participantes neste projeto, o espaço foi invadido por máquinas da Câmara de Lisboa, com vista à desocupação das áreas e destruição da horta. Apesar de os participantes já estarem à espera da entrada das máquinas, porque a área já tinha sido vedada pela câmara, o projeto refere que até ao momento não houve uma notificação válida de desocupação. Por essa razão, emitiu um alerta no blog chamando as pessoas a participar bem cedo em atividades, entre as quais a prática de yoga, e defender o espaço.

A Horta do Monte já teve direito até a uma petição pública pela sua preservação, que conta atualmente com 1262 signatários. O vereador da Câmara José Sá Fernandes já recebeu inclusivamente uma carta a apelar à proteção deste espaço.

O grupo de cidadãos alerta que hoje as máquinas entraram de manhã no espaço e já derrubaram árvores, mas ao mesmo tempo houve e duas pessoas que foram presas e outras alvo de forte carga policial, estando pelo menos duas pessoas neste momento a receber assistência médica no hospital.

Um relato:
Num pais que é cada vez mais uma vergonha, nada de novo, apenas o Tony e o Zé a higienizar Lisboa com o bastão !A policia entrou hoje na Horta do Monte bem antes das 7h da manhã e agrediu pessoas, deteve outras e destruiu toda a horta. Construiu uma vedação em arame. Fechou a circulação ao trânsito. O caos foi instalado.

As pessoas que ali chegaram pelas 7h para fazerem yoga e meditação foram surpreendidas por este cenário e tentaram dialogar com os responsáveis. Enquanto alguns activistas tiravam fotos do sucedido, a técnica da CML tentou impedi-los e um policia começou as agressões, seguindo-se depois a confusão. Várias pessoas foram agredidas e o nosso amigo Armand Munoz, quando tentava impedir e apelar à calma foi empurrado e bateu com a cabeça no chão. Partiu a cabeça, está em S.José, mas está bem, vai ser cozido.

A Cloé tirava fotos quando a técnica da CML se lhe dirigiu para a impedir de o fazer, tendo ela fugido, nessa altura foi agredida... com 2 bastonadas por um policia municipal, o seu companheiro Mali tentou evitar a agressão e foi também empurrado e partiu aparentemente a máquina de fotografar. O Armand fez o mesmo e acabou no chão. Outras pessoas foram empurradas, levaram bastonadas.

Agora o cenário é desolador.

O chefe da policia municipal no local era o oficial B.Soares mas havia vários policiais não identificados, dois deles tendo sido os autores das agressões. Estava também um carrinha com policias da PSP, uma ambulância do INEM onde foi transportado o ferido, e vários veículos camarários dos jardineiros e trabalhadores de obras - que me manifestaram enorme desconforto nesta tarefa. E estavam 4 técnicos da CML.

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Outro relato:
Eram 61 árvores e plantas perenes, segundo o Vereador do ambiente 'umas ervas daninhas e uns arbustos'.

Desde a primavera de 2007 que aquele terreno abandonado foi sendo cultivado colectivamente, sempre ficou aberto a quem passava. Quem mora perto certamente desfrutou neste tempo dos bancos colocados pelos hortelões perante a bela vista daquela horta. Bela demais para não ter dono.

Desde o outono de 2008 que a água da horta tinha sido cortada. Com alguma pressão, conseguiu-se que primeiro os bombeiros, depois os serviços de limpeza, enchessem os depósitos da horta. A boca de água que fica no terreno da horta nunca voltou a correr. Agora, com a promessa da mesma água que cortou, o Vereador convenceu os poucos hortelões que cultivavam em modo individual do valor do seu projecto.
...
Os mesmos hortelões que, segundo ele, 'não quiseram dialogar', foram a duas reuniões, depois de 3 meses de espera, onde lhes foi apresentado um projecto acabado, e nenhuma opção a aceitá-lo que não envolvesse, como se viu, violência policial. Assim vai o 'diálogo' e a 'participação' entre quem gere esta cidade. Não que nos deva surpreender, pelo menos agora ficou mais claro.

Cabeças partidas, escoriações, estamos a ficar demasiado habituados a isto.
Caro Verador, somente agora começámos a conversar.

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Outras notícias publicadas no Indymedia

Horta do Monte está a ser destruída - Apelo à presença de activistas
[Horta do Monte] Presos e feridos em desocupação de projeto comunitário
[Horta do Monte] Comunicado do Habita
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17 jun 2013

Mais sobre o assassinato de Musso a mãos da polícia portuguesa

Na semana passada davamos conta da morte deste raparigo de só 15 anos vítima da violência policial, agora retomamos a notícia para profundar um pouco mais no tema dos assassinatos policiais de moços portugueses ( já vai em 15 o número de jovens, negros e pobres ) com este texto da Plataforma Ghetto "Sem Justiça Não Há Paz" que colamos à ìntegra:

Musso – Mais um jovem negro morto pela Polícia na Amadora.

Ontem, 12 de Junho, o Bairro 6 de Maio ficou chocado com a notícia da Morte de Musso, jovem negro de 15 anos de idade. Uma pancada na cabeça é a causa da morte. Segundo os familiares há um mês atrás ele foi levado para a Esquadra da Reboleira e foi torturado pelos agentes policiais. Regressou a casa a queixar-se de uma forte dor de cabeça e contou a família que a polícia o tinha torturado. Dali, foi conduzido para os Serviços de Emergência do Hospital de Santa Maria. Ficou internado, durante uns dias, depois foi mandado para casa. Contudo, as dores não cessaram. O jovem continuou a queixar das dores e foi, de novo, encaminhado para o Hospital. Desta vez, para o Hospital da Amadora Sintra. Ficou internado durante mais uns dias e ontem veio a falecer devido a uma lesão que acabou por rebentar-lhe uma veia cerebral.

Há cerca de 8 anos, no mesmo Bairro, o jovem Teti , também de 15 anos de idade, morreu da mesma forma. Já vai em 15 o número de jovens, negros e pobres , que morrem nas mãos da polícia Portuguesa e nunca há uma condenação. Recentemente, o agente que, em 2009, matou Élson Sanches “Kuku”, jovem negro de 14 anos, foi absolvido da acusação de homicídio por negligência. Segundo a polícia científica, a arma foi disparada a 15 cm de distância da cabeça do jovem Élson nao ficando no nosso e no entender de qualquer pessoa decente, duvidas nenhumas de que se tratou duma execução. Esta absolvição foi mais uma carta branca para que a policia continue a matar impunemente, e com o aval da sociedade portuguesa, jovens negros e outros pobres.

A violência policial é a forma da violência mais visível que o governo português tem lançado sobre a comunidade negra em consonância com o Racismo Institucional e o terrorismo laboral. As mortes são os casos mais extremos da violência policial que, diariamente, são perpetrados nos nossos bairros. Já que a polícia faz o que quer nos nossos Bairros – em vez de garantir a segurança gera insegurança – e nunca é responsabilizada por aquilo que faz cabe à nossa própria comunidade auto-organizar-se e criar as condições para se defender da bestialidade policial e de outros afrontamentos.

Sem Justiça Não Há Paz
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13 jun 2013

Damaia - Portugal : Morre "Musso" um moço de 15 anos vítima de violência policial e protestos nas ruas

Ontem morreu na Damaia (perto de Lisboa) mais um jovem assassinado pela polícia. “Musso” tinha 15 anos e há 2 semanas atrás foi espancado brutalmente pela PSP por ter fugido quando havia uma intervençom policial na zona. O espancamento foi de tal ordem que Musso, chegou ao hospital quase inanimado. Ainda resistiu 2 semanas e ontem acabou por morrer.

Segundo Jessica Alves, ex-cunhada do jovem, este foi internado há duas semanas no hospital “depois de ter sido violentamente espancado por elementos da PSP” durante uma operaçom no bairro. “Ele já andava, já comia e já estava a ficar bem, mas antontem [terça-feira] rebentou-lhe umha veia, ficou em coma e acabou por morrer”, disse Jessica, de 19 anos.

Ao se conhecer a morte de "Musso", os seus amigos e vizinhos do Bairro 6 de Maio, na Damaia, sairom a manifestar a sua dor e a sua raiba por este novo assassinato que da carta branca a polícia lusa para aplicar a pena de morte contra quem fuge das suas redadas. Assim nesta noite passada houvo vários focos de incêndios, xs jovens do bairro “formaram barreiras nas estradas com caixotes de lixo e sofás velhos” e mesmo prenderom lume a um carro e partiram janelas de estabelecimentos comerciais e atiraram pedras a carros que passavam.

Ao pouco todos os acessos ao bairro estiverom bloqueados com perímetros de segurança montados pela polícia. Nas operaçons participaram mais de uma dezena e meia de viaturas das autoridades.

Como sempre nestes casos, alguns Neo-fascistas reagirám instintivamente... dizendo : “Ele que nom fugisse!"
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21 may 2013

[Lisboa] 24 a 26 de Maio - Feira do Livro Anarquista

Damos conta desta convocatória recebida na nossa caixa de correios:

Estamos de volta!

Vem aí a 6ª Feira do Livro Anarquista, que terá lugar de 24 a 26 de Maio em Lisboa no Grupo Excursionista e Recreativo “Os Amigos do Minho” (Intendente), com o objectivo todos os anos renovado de criar um espaço autónomo, aberto a todos, para a divulgação e o debate das ideias anarquistas.

No programa da feira deste ano, para além da habitual presença de bancas, estão previstos dois debates. Um, sobre a forma, a actuação e as limitações da indústria mediática e as suas possíveis alternativas. Outro, sobre o papel das bibliotecas como espaço privilegiado de encontro, reflexão, debate e partilha.

Pretende-se uma feira que seja incentivadora da edição de livros e outras publicações de temática anarquista e respectiva leitura. Continuamos a pensar que a anarquia é a alternativa à violência do estado, à arrogância do capital, ao “progresso” da técnica e aos estragos do jornalismo subserviente.

Contacto:

feiradolivroanarquista@gmail.com

http://feiradolivroanarquista.blogspot.pt/

facebook.com/feiradolivro.anarquista

Programa

Dia 24 – Sexta-feira

15.00 – Abertura da Feira

18.00 – Roda de Capoeira Angola, por Irmãos Guerreiros

19.00 – Apresentação do livro “Crisis de la exterioridad: crítica del encierro industrial y elogio de las afueras”, pelo Grupo Surrealista de Madrid

20.30 – Jantar vegetariano

22.00 – Apresentação de bancas

23.30 – Performance: "Verde Tinto, ou Os Infortúnios da Virtude”, pelo Colectivo Negativo

24.00 – Encerramento

Dia 25 – Sábado

14.00 – Abertura da Feira

14.30 – Apresentação do livro “Flores Silvestres, uma antologia de Abele Rizieri Ferrari”, editado por Textos Subterrâneos

16.00 – Debate: Bibliotecas em espaços autónomos

19.00 – Livro do mês da Casa Viva: "Come Hell or High Water", de Delfina Vannucci e Richard Singer (AK Press, 2010)

20.30 – Jantar vegetariano

22.00 – Concerto “Corisco”

24.00 – Encerramento

Dia 26 – Domingo

14.00 – Abertura da Feira

14.30 – Apresentação do livro “Diseño sin Diseño: 50 Objetos Anarquistas”, editado por Vacaciones en Polonia e Fundación Anselmo Lorenzo

16.00 – Debate: A indústria mediática e as suas alternativas

19.00 – O legado Olímpico do Rio de Janeiro: Violações de Direitos Humanos e Estado Policial na implementação dos Megaeventos desportivos

20.30 – Jantar vegetariano

22.00 – Encerramento da Feira

Actividades permanentes:

Espaço de actividades para crianças
(pinturas faciais, desenhos, trabalhos manuais)
Sábado e domingo das 15.00 às 20.00

Exposição: Um laboratório de experimentação... desde 2006

Exposição: Aldeia de Maracanã em Dezembro, Rio de Janeiro – Fotografia de Sofia Yu

Como chegar

Local:
Grupo Excursionista e Recreativo “Os Amigos do Minho”
Rua do Benformoso, nº 244 - Lisboa

Metro:
Intendente
Martim Moniz

Ver mapa:
http://goo.gl/maps/HJIiS

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7 may 2013

Apresentação do livro “Flores Silvestres, uma antologia de Abele Rizieri Ferrari”

A Anarquia é, para mim, um meio para chegar à realização do indivíduo; não o contrário. Se assim fosse, a Anarquia também seria um fantasma.”

Abele Rizieri Ferrari


Abele Rizieri Ferrari, mais conhecido pelo pseudónimo de Renzo Novatore, foi um poeta da anarquia que viveu alguns dos anos mais turbulentos de uma Itália revolucionária e pré-fascista, em que os sonhos de mudança radical de sociedade se esbateram com a traição socialista e a reacção bruta fascista, num país dividido em dois pólos extremos de conflito. Abele viu a sua vida ser-lhe ceifada muito cedo pelas forças de autoridade, nesse mesmo ano de 1922 em que Mussolini marchou sobre Roma, mas deixou-nos um legado quase único de escritos espalhados por revistas e jornais e que o tornam uma figura ímpar, ainda que quase desconhecida, na história do anarquismo. É parte desse legado que hoje recuperamos e trazemos para o português com esta antologia, que espelha o seu pensamento individualista radical nos antípodas de qualquer concepção anarquista tradicional e que o tornaram “maldito” mesmo entre os seus.

Dia 10 de Maio 19h Coimbra
 Teatro da Cerca de S. Bernardo
Cerca de S. Bernardo (junto ao Pátio da Inquisição)

Dia 11 de Maio 21h Porto 
Gato Vadio 
Rua do Rosário, 281
http://gatovadiolivraria.blogspot.pt/

Dia 13 de Maio 20h30m Santiago de Compostela 

Biblioteca Anarquista "A Ghavilla" 
Rua Ponte da Raiña, 8
http://bibliotecanarquista.blogspot.com.es/


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23 abr 2013

"Quem não arrisca não petisca" - Brochura chegada do Portugal

Reproduzimos este e-mail recebedo de compas "tugas":

Aqui vai uma publicação acabadinha de sair em Portugal, fruto do bendito labor e persistência de umas quantas personas (há uma versão inglesa que teve de ser traduzida e revista umas 50 vezes). Chama-se "Quem não arrisca não petisca - contribuições para uma luta anti-autoritária no contexto dos protestos anti-austeridade. Portugal 2011/12", e é uma compilação de textos publicados ao longo dos últimos 2 anos relativos às manifestações, com duas introduções novas feitas para estas duas edições.

Queremos que isto esteja acessível aos que achamos interessados, daí este email. Quem quiser reenvie o pdf, quem quiser imprima e distribua.

Lêr ou descarregar nesta ligação
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14 abr 2013

Pola extradición de Jaime Giménez Arbe "El Solitario".


Fai uns días xa informamos neste blog da folga de fame e sede iniciada polo atracador anarquista Jaime Giménez Arbe, máis coñecido por estes lares como "El Solitario", (Aquí).
Pois agora reproducimos, traducido ao galego, un texto que nos enviaron dende o S.O.V. da C.N.T. de Huelva, que ao parecer realiza unha campaña pola súa extradición, que bota algo máis de luz sobre a situación que padece o compañeiro nas mazmorras portuguesas:

Jaime Giménez Arbe en folga de fame e de sede

O compañeiro anarquista Jaime Giménez Arbe, dende o día 1 de abril, está en folga de fame e, dende o día 7, en folga de sede co único fin de que o extraditen a un cárcere de España, e rematar así co sometemento continuado de abusos, agresións, malos tratos, acosos que sofre no penal de máxima seguridade de Monsanto de Portugal.

En Portugal ten tratamento de preso FIES aínda que en Portugal non exista esta categoría de preso, polo que a súa situación é moito peor, xa que non está regulado e a súa situación queda en mans do "xuízo" (carente na maioría dos casos) dos carcereiros. A súa vida no penal se resume do seguinte xeito:

. Está 22 horas ao día encerrado na súa cela.
. O tempo que sae ao patio está só.
. Non lle permiten ter televisión, nin música.
. Os libros e as revistas téñenas restrinxidas.
. Non pode recibir visitas nin chamadas de teléfonos de amigos.
. Só ten 10 minutos á semana para falar cun familiar.
. É sometido continuadamente a cacheos corporais íntegros, nos que se lle obriga a facer flexións nu.
. É golpeado e insultado diariamente polos funcionarios de prisións e policias.
. Jaime é hipertenso e non sempre recibe a medicación que necesita.
. E ao mesmo estilo de Guantánamo, leva un uniforme marrón todo raido.

Jaime solicitou o seu traslado por primeira vez en abril de 2010. Segundo as Normativas Nacionais o traslado debería de ter sido xa efectivo en virtude dos artigos 12.1, 59 e 63 da Lei Orgánica Xeral Penitenciaria (LOGP) que articulan o achegamento familiar e o desarraigamento social dos penados e o artigo 3 do Convenio do 21 de marzo de 1983 ratificado por Instrumento do 18 de febreiro de 1985 no que se articulan as condicións de transferencia.

Reunindo todos estes requisitos para poder ser trasladado a España, por que segue en Portugal? Pois porque o Estado Portugués vai abríndolle novas causas legais por aldraxes aos funcionarios de prisións Unas aldraxes que veñen motivadas polas agresións físicas aos que os funcionarios de prisións sométeno cotiamente. Esas causas legais no Estado Español serían só faltas. Así que espremendo e dándolle mil e unha voltas ás súas propias leis tanto o Estado Portugués como o Estado Español manteñen en Portugal a Jaime. As persoas políticas directamente responsables da tortura tanto física coma psicolóxica que está a recibir Jaime no cárcere de Monsanto son, de parte do Estado Portugués, Paula Teixeira dá Cruz (ministra de inxustiza portuguesa), Rui Sa Gomes (director de institucións penitenciarias ou centros de exterminio) e Joao Couto Guimas (director do cárcere de Monsanto, ou do centro de tortura), por parte do Estado Español, os responsables directos son Alberto Ruíz Gallardón (ministro de inxustiza español) e Anxo Yuste Castillejo (directo de Institucións penitenciarias ou centros de exterminio Español).

Jaime, que sempre loitou contra as inxustizas, o capital e os bancos, segue ca súa loita dentro do cárcere. Unha loita contra o Estado e o seu aparato máis represor, os cárceres, que comeza polo cumprimento polo menos da lei que eles mesmo fan. Por todo iso, Jaime Giménez Arbe, compañeiro anarquista e gran loitador, ponse en folga de fame e de sede para conseguir que se recoñeza e así fágase efectivo o seu dereito a voltar a España.

BASTA DE SECUESTROS POLÍTICOS!!!!!
EXTRADICCIÓN A ESPAÑA XA


Este é o texto que recibimos no correo, tamén tedes máis información sobre a situación de Jaime Giménez nas cadeas portuguesas neste outro enlace de este mesmo blog -Aquí-; e deixamos tamén enlace a unha entrevista que lle fixeron dende un diario comercial e que publicou "A las barricadas" -Aquí-.

Dende "Abordaxe" non só agardamos a súa pronta extradición a este nauseabundo reino borbónico que padecemos, se non que esperamos que pronto goce do cálido vento da liberdade lonxe das reixas e muros do estado.

C.R.
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8 abr 2013

Jaime Giménez Arbe "El Solitario" en Folga de Fame e Sede

No pasado 25 de marzo Jaime Giménez Arbe "El Solitario" foi transladado ao cárcere de Soto del Real, Madrid V, para asistir mañán día 9 de abril a un xuizo, o pasado luns 1 comezou umha folga de fame e anunciou que dende o venres 5 seria tambén de sede.

Os motivos para tan drástica medida son que pediu ficar no estado español para cumprir acá as suas condenas e de momento segue preso no CP Monsanto de Portugal (coñecido como o Guantanamo portugues).

Francisco Javier Álvarez, o seu avogado, conta que "El, en Portugal, está sometido a un réxime moi estricto: está 22 horas ao día encirrado numha cela el só, todas as suas comidas fainas dentro da sua cela, sae duas horas ao día e sempre só ou, como muito, acompañado de duas persoas, viste con un mono marrón, non lle permiten levar a sua propia roupa".

Mais sobre a sua situación en Portugal: Consultar acá
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5 abr 2013

Recordatório e Ampliaçom da notícia [Portugal] 5, 6, 7 de Abril.- Conferência Libertária Setúbal 2013

Há dias anunciavamos em Abordaxe (ver acá) a celebraçom desta Conferência Libertária Setúbal 2013 (CLS2013) e apontavamos que está aberta e é dirigida a todas as que se revêm na necessidade de uma prática, um ideário e uma experiência libertárias. Convida, da mesma forma, a participar e atender às variadas conversas, discussões e apresentações que decorrerám em espaços da cidade de Setúbal durante os dias em que terá lugar a CLS2013.

Agora recebemos o cartaz e as propostas de programa que recolhemos de ContraInfo.pt:

Conferência Libertária Sadina:

6/04/13 -Sábado
15:30- 18:00
Movimentos libertários nas manifestações sociais

18:30 – 20:30
Apresentação revista ALAMBIQUE

7/04/13 -Domingo
Apresentação do jornal MAPA

Em simultâneo com a conferência decorre uma feira do livro no mesmo espaço.

Ateneu Setubalense - Rua Major Afonso Pala nº 54
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27 mar 2013

[Portugal] 5, 6, 7 de Abril.- Conferência Libertária Setúbal 2013

Enquanto espaço de debate e discussom ela proponhem-se aprofundar questons e a reflectir sobre a realidade que atravessamos na regiom portuguesa. Enquanto espaço de reflexom sobre o passado recente, ou nom, pode dar-nos respostas para problemas e questons que nos permitam enfrentar o futuro. Enquanto espaço de convívio e troca de experiências ela procura aproximar pessoas, colectivos, grupos e projectos. Enquanto, simplesmente, conferência proponhem-se a juntar diferentes e variadas perspectivas libertárias que, independentemente das diferenças, partilham a recusa da autoridade como ideia e método.

A Conferência Libertária Setúbal 2013 (CLS2013) está aberta e é dirigida a todas as que se revêm na necessidade de uma prática, um ideário e uma experiência libertárias. Convida, da mesma forma, a participar e atender às variadas conversas, discussões e apresentações que decorrerám em espaços da cidade de Setúbal durante os dias em que terá lugar a CLS2013.

Para apresentaçons de propostas para conversas e painéis contactar para conflib.setubal(arroba)portugalmail.pt

Para breve será divulgado um programa detalhado das actividades que terám lugar durante a CLS2013. Entanto publicamos o texto de apresentaçom, recolhido de ContraInfo.pt :


O momento social e político que atravessamos, na regiom portuguesa e na Europa, oferece-nos a austeridade e a crise como monstros avassaladores que dos quais é impossível fugir e que som impossíveis de ultrapassar. De facto, basta olharmos à nossa volta e lá está a austeridade a ser abanada tanto como soluçom para os problemas, pelos políticos no poder, ou como arma de arremesso e indignaçom, por uma esquerda que espera caçar votos à custa da miséria alheia. As sucessivas rotaçons na cadeira do poder estám aí para durar e neste momento, em Portugal, estamos possivelmente, na iminência de mais uma mudança de governo.

O que sabemos, de anos e anos da mesma história, é que independentemente de quem se sente na cadeira do poder, a exploraçom, como base fundamental da engrenagem da presente sociedade, está mais explícita, mais incómoda e mais violenta.

Mas nós, continuamos a transportar um mundo novo nos nossos coraçons e, ao que parece, a tendência geral é a de que mais protestos tenham lugar nas ruas e que muitos deles se organizem de forma espontânea e horizontal.

Por isso, a presença das perspectivas e ideias libertárias é de extrema importância num mundo em mudança, enquanto contributos para a luta e a alternativa à violência deste sistema. É neste momento que mais urge debater, pensar e reflectir com o objectivo declarado de agir, ou seja, lutar contra e confrontar a exploraçom e a dominaçom que este sistema económico, social e político exerce sobre todos. Da mesma forma, a recusa da autoridade como base da relaçom entre os seres humanos entre si, e destes com a natureza, a autonomia e a acçom directa como métodos e pensamento, som as ideias que queremos desenvolver e propor.
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22 mar 2013

Cinco pessoas agredidas e retidas durante a noite em Setúbal e acusadas de "ter cartazes"

Colamos de Indymedia Portugal:

Na sequência da preparaçom da Concentraçom contra a Violência Policial deste Sábado 23 depois da morte do moço de 18 anos, Rúben Marques (anunciada acá em Abordaxe), durante a madrugada de 21 de Março cinco pessoas foram detidas em Setubal pela PSP. Foram levadas para a 1ª esquadra da Avenida Luisa Todi onde foram detidas por danos e posse de cartazes. Todas as pessoas detidas foram agressivamente pressionadas e humilhadas. Foram feitas ameacas a integridade fisica e um dos detidos foi agredido fisicamente. Todas já estám fora apos 4 horas de detençom. Esta acçom de intimidaçom por parte da policia vem reforçar os motivos que temos para nos concentrarmos dia 23 contra a violncia policial.

Todxs a Setúbal no sábado às 11 h!!!

Contra a violência policial! Contra o terrorismo de estado!


Ao respeito da morte por disparos da polícia do Rubém estám a ser publicados vários artículos de condena que dam um ponto de vista interesante ao respeito de como é a vida cotidiá no popular bairro da Bela Vista, onde já morrerom 5 jovens a mãos da polícia nos últimos anos:

Podedes acceder a eles no Indy Portugal:
- O Caso Rúben
- A morte do Rúben Marques e a “normalidade” do bairro da Bela Vista
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20 mar 2013

Setúbal Concentraçom contra a Violência Policial


Se fosse o teu filho, também lhe chamavas criminoso?

Depois do assassinato de Rúben Marques a maus da polícia (ver acá notícia neste mesmo blogue), convoca-se umha Concentraçom de respulsa para que haxa Tolerância Zero com a Violência Policial este Sábado dia 23 de Março de 2013, às 11:00, na Praça do Bocage, em Setúbal

Por ti, por nós, por todxs!
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