Abordagem reproduz um comunicado solidario com Mónica e Francisco (detidxs o passado 13 de novembro em Barcelona) feito por algumxs dxs procesadxs no "caso bombas".
No dia 13 de novembro, quarta-feira passada, são detidos pelas forças repressivas do Estado espanhol os nossos companheiros Mônica e Francisco, acusados do atentado explosivo contra a Basílica del Pilar, na Espanha.
Perante esta situação se desencadeia um furacão de grandes declarações entre ouvidorias de ambos os governos, felicitações de ressuscitados promotores e reciclados Ministros do Interior.
Mônica e Francisco foram detidos em agosto de 2010 no chamado Caso Bombas. Ambos enfrentaram com dignidade e rebeldia o processo movido contra eles, mais de 9 meses de prisão em regime de alta e de máxima segurança, se negaram as chantagens do Ministério Público, levaram a frente com o resto dos imputados uma greve de fome de mais de 65 dias e enfrentaram um dos julgamentos mais longos, sendo absolvidos e com convicções intactas.
O apoio policial e midiático da acusação que hoje enfrentam os companheiros baseia-se no fichamento jurídico do processo Caso Bombas, irrupção desencadeada contra espaços, ambientes e indivíduos anarquistas.
Agora os poderosos procuram ressuscitar o cadáver do Caso Bombas, ameaçando abrir novos processos contra nós, ante isso somos claros: rechaçamos a acusação, mas não negaremos quem somos, nossas ideias, nossos vínculos, nosso passado, presente e futuro de luta.
Não houve nem existe associação ilícita terrorista anárquica, não há líderes informais, centros de poder ou de financiamento do terrorismo. Esses delírios investigativos só buscam nos classificar em lógicas de organização e de vida que na prática negamos. Desprezamos os métodos de poder e ante isto o Estado nos identifica como os suspeitosos de sempre e os eternos culpados.
Para além das piruetas dos juízes, Ministros do Interior, promotores e jornalistas, continuamos firmes na crença de que o processo judicial iniciado em 2010 era uma infâmia que buscava ilegalizar relações de amizades, perseguindo espaços, alvejando posições de vida e passados e presentes de luta.
A cumplicidade do Estado espanhol com o Estado chileno revela a face terrorista de qualquer estrutura de poder, que mantém sua dominação a base da vigilância e do medo.
Fazemos um forte apelo à solidariedade com Mônica e Francisco, enquanto companheiros anárquicos, para além de qualquer parecer jurídico, como também expressamos solidariedade com o resto dos sequestrados pelos Estados em todo o mundo .
Apesar das distâncias geográficas que nos separam hoje, nos mantém unidos a convicção de luta contra o poder. É necessário aproximar realidades e desenvolver a solidariedade para romper o isolamento e o medo.
Mônica e Francisco são nossos companheiros e os defenderemos das campanhas midiáticas e policiais realizadas por ambos os Estados.
Porque todos os Estados são terroristas e toda prisão um centro de extermínio.
Solidariedade revolucionária para lá de todas as fronteiras.
Alguns processados pelo Caso Bombas
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16 nov 2013
3 sept 2012
[Chile] A voltas com o "Caso Bombas". Recurso de nulidade e outras
Se bem em 4 de junho informavamos neste blogue da absoluçom das únicas pessoas que ficavam como imputadas neste extenso caso, nom ficou ai o final do caso, dado que com posteiroridade a fiscalia apresentou em 23 de julho, no último dia em que podia faze-lo, um recurso solicitando a nulidade deste mediático juízo, tudo elo em meio da escandalera que suscitara a total absoluçom das pessoas encausadas e onde a fiscalia ficara, por dize-lo com termos aclaratórios, como o cu.
Com isto o ministério fiscal, alegando falhos e erros no juízo, pretende lava-la cara e que este fique anulado, com o que haveria lugar a um novo juízo. A notícia saltou a mediados de agosto, quando a Corte suprema declarou admissível o recurso e marcou o 30 de agosto para o começo da escuita dos alegatos e assim depois decidir si anula o juízo oral, e me tal caso haverá um novo julgamento, ou se rejeita tal recurso de nulidade e seguem vigentes as absoluçons. Até o de agora nom sabemos como vai.
Além disso, a repercussom da sentência absolutória deu pê a que a oposiçom nas bancadas do congresso, tratem de sacar jugo da escandalera e assim, agora mesmo há umha comissom investigadora no congresso buscando tirar rédito eleitoral e ao tempo limpar e investigar as irregularidades de tam costoso processo, dado que, como consequência da absoluçom de todas as implicadas e julgadas, o estado chileno, se nom sae adiante o recurso de nulidade, vai ter que pagar todas as costas de tam longa montagem, além das indemnizaçons às pessoas encausadas pelo tempo que estiveram presas.
Assim hoje mesmo, os advogados defensores das seis acusadas polo caso bombas exponherám ante esta comissom investigadora as suas teses para demonstrar que a acusaçom da Fiscalia fora umha "operaçom política" na que participaram autoridades políticas, e pensam aportar antecedentes concretos que deam conta da actuaçom negligente e ilegal por parte da fiscalia e do ministério de intérior, além de denunciar que a informaçom relacionada com a investigaçom nom estivera asequível para a defensa, como alegou a fiscalia, dado que em princípio decretara-se o secreto de parte importante da mesma.
Com anterioridade fora o ex-fiscal quem se apresentara na devandita comissom e depois das suas declaraçonscabe destacar as palavras do presidente da mesma quem dijo: "Como todo advogado, vai-se polas polas, nom contesta as coisas em forma direita" e fala de irregularidades na actuaçom do ministérios fiscal e o governo.
Também é notória a repercussom dumhas quantas notícias absurdas e ridículas que fam volver a deixar de manifesto os ecos do caso bombas:
Assim soubemos de que a fiscalia, no méio da maranha de causas secretas que abrira para ocultar informaçom às defensas (entre essas umha de lavado de dinheiro!!), abrira umha causa por “tentativa” de “Homicídio Qualificado” com um imaginativo guiom que sinalaria que Rodolfo Retamales (imputado polo caso e logo sobreseido pola própria fiscalia) entanto ficava em prisom preventiva, oferecera “2 fusis” em troco de assassinar ao delirante colabourador Gustavo Fuentes Aliaga, e asim com esta nova causa a Fiscalia poidera continuar investigando -quando o prazo para elo já vencera- intervindo teléfones e monitoreando pessoas sem que as defensas poideram saber nada de aquilo. Curiosamente neste caso nem a própria “Vitima” (o delirante colabourador) sabia que se estava a realizar umha investigaçom ao “seu favor”. Mas finalmente a Fiscalia viu-se na obriga de sobreseer dita causa recém agora, em 29 de Agosto passado, porque simplesmente nom existia tal oferecemento.
E outra notícia mais era destacada nos falsimédios ao respeito das movilizaçons do estudiantado chileno nas ruas: E assim resaltam que Elías Salazar, umha das testemunhas do Caso Bombas figura entre as pessoas detidas por desórdes trás a marcha estudiantil deste joves passado e que, previamente, já fora arrestado em quatro ocasions polo mesmo motivo!! e com isso pretendem estes vozeiros do poder, questonar as suas declaraçons??.
Notícia redactada por Edu
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24 feb 2011
Presos polo “caso bombas” en folga de fame (Chile)

Ás 00.00 do 21 de febreiro, oito presos anarquistas chilenos acusados de integrar unha “asociación ilícita terrorista” ponse en folga de fame indefinida en demanda da súa liberdade. Son os imputados no mediático “caso bombas” que fican na cadea á espera de xuízo a pesar das múltiples irregularidades do proceso e a falta de probas concluíntes na súa contra.
Ós tres días do comezo da protesta cinco dos folgistas foron internados en celas de castigo e privados do dereito a ter visitas, en clara represalia pola sua actitude indobregable e reivindicativa. Mentres tanto as dúas anarquistas presas no centro penitenciario femenino non foron ata agora sancionadas, aínda que sufriron ameazas de castigos pra cando rematen a protesta.
Os encausados no “caso bombas” foron detidos o 14 de agosto do 2010 acusados de formar unha “asociación ilícita terrorista” responsable da colocación de 23 bombas das máis de cen acontecidas nos últimos anos no territorio chileno. O fiscal Peña, responsable da acusación, urdiu contra eles unha oscura trama na que relaciona a xente que nalgúns casos nin sequera coñecíase , xerando xerarquías anarquistas, convertindo centros sociales e bibliotecas en fábricas de explosivos e buscando inexistentes financiacións internacionais.
Noticias relacionadas en Abordaxe: aquí, aquí, aquí e aquí
Pra máis información este blog céntrase no caso: http://libertadalos14a.blogspot.com/
Comunicados en castelán dos folguistas:
Adhieren a la huelga:
Andrea Macarena Urzúa Cid
Camilo Nelson Pérez Tamayo
Carlos Luis Riveros Luttgue
Felipe Guerra Guajardo
Francisco Solar Domínguez
Mónica Andrea Caballero Sepúlveda
Pablo Hernán Morales Führimann
Rodolfo Luis Retamales Leiva
Comunicado desde la Sección de Máxima Seguridad (Cárcel de Alta Seguridad):
El 14 de Agosto de 2010 el Ministerio Público por medio de la Fiscalía Metropolitana Sur emana una serie de órdenes de detención y allanamientos, aplicando todo el terror Policial a casas particulares y centros culturales, que arroja la detención de 14 personas en esta razia represiva y comunicacional, conocida mediáticamente como "caso bombas". Todos acusados de pertenecer a una supuesta asociación ilícita terrorista creada en la irracional mente de algunos "profesionales del derecho" y que hoy nos mantienen tras las rejas.
Aproximadamente hace cinco años se inicia la investigación del mediático "caso bombas". Así durante el gobierno de Bachelet, el estado destinó tres fiscales con dedicación exclusiva con el objeto de esclarecer la autoría de cada uno de los bombazos colocados a estructuras financieras, policiales, de servicio público u otras. En este tiempo se recopilaron más de 43 tomos con datos aportados por fuentes policiales, peritos criminalísticos, testigos protegidos, declaraciones, vigilancia a hogares, seguimientos a sospechosos y su entorno familiar, intervenciones telefónicas y allanamientos a hogares y bibliotecas populares (todos ellos los mismos lugares en que irrumpió la policía la madrugada del 14 de Agosto de 2010).
Con todo este material ningún fiscal ni juez tomó la decisión de encarcelar a nadie. La evidencia aportada no es suficiente, es difusa y no permite identificar a los responsables de la colocación de bombas. Incluso el fiscal Xavier Armendáriz declara ante las ansias de resultados por parte del Ministerio del Interior de la época que "...es necesario actuar con cautela investigativa ante lo débil de las pruebas..." más aún cuando los "...autores de los bombazos no integran células violentistas propiamente tal, sino que se trata de grupúsculos sin orgánica, ni cabecillas..." (Emol 27 noviembre 2009).
Toda esta manera de actuar en derecho cambia el 14 de Junio de 2010 al ser removido de su cargo Armendáriz, producto de presiones de Ministro del Interior Rodrigo Hinzpeter hacia el fiscal Nacional Sabas Chahuán. Así entra en escena el fiscal Alejandro Peña, descrito por el diario La Tercera como "...una paradoja ambulante, la que resulta de la fusión en un solo ser de la burocracia judicial y policial con la fantasía de un prestidigitador". Con esta presentación el montaje comienza.
El fiscal desarrolla una nueva estrategia sin reparar en los costos humanos que este accionar conlleve. Si antes los fiscales que le precedieron no pudieron reconocer, ni identificar orgánicas definidas, el fiscal se preocupó de inventarlas y buscar por todos los medios hacer que las piezas calzaran en su nueva "línea investigativa". Estructurar la famosa asociación ilícita con cabecillas los cuales no se hablaban en años; ejecutores que ni se conocían y lo más gracioso financistas europeos!!, como si 950 euros enviados en una ocasión a uno de los imputados fuera una gran remesa para acciones subversivas (casas de seguridad, autos, armas, documentación falsa, etc. ). Cuanta imaginación de este personaje, incluso inventaron nexos entre uno de los supuestos cabecillas con el paquistaní detenido en la Embajada de Estados Unidos por supuestas trazas de TNT y posteriormente puesto en libertad a pocas semanas.
Finalmente la fantasía ayuda a la planificación de esta "novedosa estrategia", sobre todo con la campaña mediática, informativa y comunicacional desplegada por los medios oficiales de la información que comienzan a entregar datos de los supuestos sospechosos de colocación de artefactos explosivos, lugares que frecuentan, perfiles de supuestos líderes, etc. Los dardos apuntan a personas vinculadas a espacios sociales, canales y radios comunitarias, estudiantes que adscriben a ideas libertarias, ex presos políticos y todos reconocidos críticos del modelo neoliberal y solidarios con la lucha de los pueblos, en especial con la llevada a cabo por el mapuche en su anhelo por mantener su identidad, cosmovisión y territorio. No se persiguen actos si no ideas, relaciones de amistad, bibliotecas autónomas, casas okupas y espacios de cultura, arte y de encuentro comunitario.
Una vez diseñado el escenario teatral, sus protagonistas y correspondientes características físicas y psicológicas, con la opinión pública perfectamente moldeada, el golpe represivo se desata; para entonces habían transcurridos 2 meses desde que asume como director del montaje jurídico policial Alejandro Peña. Con las mismas carpetas, los mismos diálogos, lugares, actores y un remozado guión incriminatorio el espectacular operativo copa los canales televisivos la mañana del 14 de Agosto de 2010.
Luego de nuestra detención la fiscalía solicitó tres días para formalizarnos de los hechos acusatorios, situación que en la práctica debiera realizarse el mismo día de nuestro arresto. Posteriormente solicita un plazo de 180 días (6 meses) de prisión preventiva hasta el cierre de la investigación, plazo que finalizó el 14 de Febrero de 2011, día en que se nos notifica que la fiscalía nos someterá a una nueva formalización el 16 de Marzo de 2011, todo esto enrarece aún más este juicio. Nada nos dice que Alejandro Peña solicite 6 meses más como plazo para armar su puzle policial. En estos largos meses no sólo hemos permanecido 22 horas diarias en celdas individuales de 2 x 3 metros, visitas 1 vez a la semana con nuestros familiares durante tres horas en reducidos espacios sin luz natural, sino que también hemos vivido en carne propia la tortura de los funcionarios del estado. Como muestra de lo ocurrido, el 8 de octubre de 2010 profesionales del Servicio Médico Legal más agentes de LABOCAR, DIPOLCAR y gendarmes extrajeron violentamente muestras de ADN a cada uno de los imputados, para ser contrastadas con las muestras recogidas en los lugares de los bombazos. Esta "prueba científica" no arrojó ninguna relación entre nosotros y lo hallado en los lugares de los sucesos.
Por otro lado, somos testigos de cómo las evidencias almacenadas en las carpetas investigativas sólo se afirman en conjeturas policiales basadas en amistades, lazos familiares o concurrencia a marchas públicas, actividades político culturales y tocatas; y aún así en este continuo supuesto, cabe señalar que entre todos los imputados no nos conocíamos hasta el día de nuestra detención, por lo que es imposible que conformemos alguna supuesta "asociación terrorista", menos aún una organización.
Cabe señalar que en ninguno de los allanamientos realizados se encontró ningún tipo de evidencias ni material para la fabricación de artefactos explosivos, tampoco existen pruebas dactilares o filmográficas que inculpen a ninguno de los imputados.
Ante los vicios y aberraciones judiciales, carpetas secretas, intervenciones telefónicas a nuestros abogados, la continua utilización de testigos protegidos con antecedentes psiquiátricos como Rodrigo Vera Morales y Gustavo Fuentes Aliaga y por todo lo anteriormente expuesto hemos decidido comenzar una huelga de hambre de carácter líquida desde las 00:00 horas del 21 de Febrero de 2011 exigiendo:
1.- LIBERTAD INMEDIATA
2.- TÉRMINO DEL MONTAJE JURÍDICO POLICIAL
3.- FIN A LA LEY ANTITERRORISTA HEREDADA DE LA DICTADURA Y PERFECCIONADA POR LA DEMOCRACIA
4.- FIN A LOS PLAZOS INVESTIGATIVOS Y REALIZACIÓN INMEDIATA DE UN JUICIO JUSTO.
NO MÁS MONTAJES MEDIÁTICOS, JURÍDICOS Y POLICIALES!!!
LIBERTAD A TODXS LXS PRESXS POLÍTICXS CHILENXS Y MAPUCHE!!!
__________________________________________________________________
Comunicado desde la Sección de Alta Seguridad (Centro Penitenciario Femenino):
Difícil resumir los sucesos de la oleada represiva, el burdo espectáculo televisivo se cimentó en la maquinación político–jurídico-policial, reproduciendo y asesorándose en el proceso italiano conocido como “Marini” y “Cervantes”, en donde varios centros sociales y casas okupadas fueron allanadas y sus integrantes detenidxs con el cargo de “Banda Armada”. La “Operación Salamandra” (especie de símil chileno) capturó a 14 personas por los cargos de Asociación Ilícita Terrorista, porte o colocación de artefacto explosivo.
Relaciones de amistad o afecto son transformadas, mutadas a una estructura jerárquica. Muchxs de lxs imputadxs ni siquiera se conocen(ían).
¿Quién diría que la idea de intentar vivir sin la reproducción del poder nos llevaría a ser juzgadxs de pertenecer a una Asociación Ilícita?... Los ilustres funcionarixs policiales declaran que las casas okupadas eran utilizadas como centros conspirativos donde se fabricaban bombas; nada dicen de las bibliotecas para todx aquel que tuviese interés y compromiso solidario. Hoy muchos de esos libros son una más de las “tantas pruebas”.
La Fiscalía cuenta con pruebas orgánicas encontradas en los lugares donde se efectuaron algunos atentados, una de las cartas maestras sería la certeza de las pruebas científicas, otro tiro por la culata de los opresores: de todas las pruebas biológicas ninguna posee incidencia con lxs imputadxs del 14-A. Todas las muestras de ADN fueron extraídas a la fuerza por funcionarixs de Gendarmería y Carabineros.
Las artimañas de la Fiscalía reúnen desde absurdos vínculos como por ejemplo el “Caso Pakistaní” hasta la complicidad de los medios de comunicación masivos, los cuales desde hace varios años cimentaban el discurso antiterrorista, así montaron el escenario para la cacería de aquel 14 de Agosto. A pesar de llevar una investigación de más de cinco años, los acusadores piden 180 días de prisión preventiva argumentando necesitar una investigación más exhaustiva, ya que no bastaba con el testimonio de Gustavo Fuentes Aliaga. Lo normal en un debido proceso es que la Defensa cuente con la carpeta investigativa en los días posteriores a la formalización de cargos, dentro del “Caso Bombas” dicha carpeta llegó a la Defensa a los casi 3 meses de encierro y además incompleta. Recién a los más de 170 días de prisión la Fiscalía entrega las “páginas secretas”.
No ha existido pudor en entrometerse en la vida íntima de lxs acusadxs, desde amedrentamiento a niños pequeños hasta cientos de escuchas telefónicas que sólo prueban lazos afectivos entre lxs co-imputadxs.
En el interior de este penal (CPF) nos hemos visto enfrentadas a distintos tipos de interrogatorios -formales e informales- por parte de distintxs funcionarixs de Gendarmería: vigilantes, sociólogos-criminólogos, asistentes sociales, etc. Lxs cuales buscaban alguna declaración y/o el perfil delictual adecuado. Revelamos esta información no con un sentido victimista, sino para prevenir a lxs que se puedan ver en una situación similar, el poder ocupa(rá) todos sus tentáculos para prolongar el encierro. Hostigamiento que repercute en todxs nuestrxs hermanxs, amigxs, compañerxs, familia de orgullosxs insumisxs, que jamás han agachado la cabeza ante ningún carcelerx.
Se nos pretende procesar por una ley heredada de la Dictadura, que posee entre unos de sus atributos a lxs testigos ocultos, quienes según lo visto en los procesos judiciales del pueblo mapuche pueden ser civiles o militares. Además, esta ley condena delitos comunes subiendo su penalidad. Para poder levantar la prisión preventiva por otras medidas cautelares no basta sólo con la decisión del juzgado, ya que si la Fiscalía y demases acusadores apelan a esta decisión en el órgano superior (corte de apelaciones) se necesita unanimidad de votos, a diferencia de cualquier otro delito que sólo necesita una mayoría simple, otra trampa más dentro de esta telaraña judicial.
Los golpes no sólo llegan a lxs secuestradxs de aquel 14 de Agosto, sino a quienes intenten cuestionar el actual estado policial: castigo ejemplificador para cualquier indócil.
Es por todo esto que hoy Lunes 21 de Febrero, cumpliéndose ya los plazos investigativos (más de 180 días) comenzamos una movilización con características de Huelga de Hambre Líquida indefinida. Utilizamos nuestro cuerpo como medio de exigencia de:
1. Libertad Inmediata a todxs lxs imputadxs del 14 de Agosto. Ni un plazo más. Juicio Ahora.
2. Fin a la Ley Antiterrorista. No más testigos ocultos, no más votación unánime.
3. Traslado y mejoras carcelarias.
Estas últimas líneas van para ustedes, compañerxs: no dejemos espacio para el olvido, esto no comenzó el 14 de Agosto ni terminará con nosotrxs. Ninguna acción tendría sentido si quedara en estas frías paredes, los tiempos son complejos, esperamos mantenernos a la altura de la situación. Que vuestra imaginación vuele y se transforme en acción al igual que estas palabras.
En la lucha contra toda forma de Dominación: NADIE ESTÁ SOLX!!!
Mónica Caballero Sepúlveda, Prisionera Política Anarkista.
Andrea Urzúa Cid, Prisionera Política Libertaria.
Sección de Alta Seguridad (SEAS).
Centro Penitenciario Femenino.
Santiasko, $hile,
21 de Febrero de 2011.
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3 sept 2012
[Chile] O “Caso Bombas” Mapuche
Há uns dias o Tribunal Oral de Angol absolveu a oito comuneros mapuches acusados de diversos delitos terroristas, num juízo que nada tem que envejar ao Caso Bombas capitalino, pois ao igual que neste, a fiscalia imputou feitos nom vinculados entre sí, qualificou
de terroristas aos acusados para poder abusar da lei penal e do debido processo e asim
obter longas prisions preventivas (a maioria perto de 2 anos) de pessoas inocentes. Além no juízo nom houvo nem umha só testemunha ou perito que indicara que algum dos
acusados fosse culpável, e mesmo houvo interceptaçons telefónicas registrando conversas ilegais entre advogados e mapuches nom encausados.E tudo elo a consequência das declaraçons dumha "testemunha sem rostro" que confesara ter participado nos delitos e que em troques da sua declaraçom nom se passou nem um só dia no cárcere, curiosa figura esta da "testemunha sem rostro", à que o Estado assegura a sua impunidade, ainda que se demonstre que minte.
Jaime Madariaga, defensor do dirigente de Temucuicui, Felipe Huenchullan, conversou com o o jornal "on line" The Clinic sobre este falho e as suas implicâncias.
Copiamos e colamos tal qual (em castelá) esta interviu aclaratório deste caso.
¿De qué trató el caso y la acusación?
-Este caso comienza con un robo en el peaje de Quino, 40 km al norte de Temuco, alrededor de las dos de la mañana del 11 de octubre del 2009. Al huir, estas personas quemaron un camión y además robaron a algunos conductores. Unas horas antes, en otro camino ubicado a 8 kilómetros del peaje, encapuchados hicieron un corte de ruta. En ninguno de los dos casos hubo personas lesionadas.
Dos hechos en lugares diferentes.
-No obstante, la fiscalía sostuvo que habían sido ejecutados por las mismas personas y los calificó como “incendio terrorista”, “homicidio terrorista”, “robo con intimidación” y “asociación ilícita terrorista”. Y pidió casi 20 años de cárcel para cada uno de los ocho acusados. Acusados que, sorpresivamente, resultaron ser todos mapuches.
¿Cómo llega el Ministerio Público a dicha presunción?
-En la garita del peaje asaltado apareció un rayado con plumón que decía “resiste mapuche”. Eso en primer lugar. Luego aparece un testigo sin rostro que confesó haber participado en los delitos y que a cambio de su declaración, tanto en esta causa como en otra, no ha pasado ni un solo día en la cárcel. Se trata de un delincuente confeso de delitos que el propio Ministerio Público califica de terroristas.
Curioso.
-No es la única curiosidad. Durante la investigación nunca se obtuvieron huellas dactilares del lugar a pesar de que ningún testigo dijo que los hechores usaran guantes. Tampoco se solicitó, por parte de la fiscalía, el video del peaje, algo sumamente raro.
Este juicio era considerado emblemático junto a los casos “Tur Bus”, “Brasil” y “San Leandro”. ¿Observas algún patrón común?
-El denominador común en todos estos juicios es el uso de la Ley Antiterrorista y la utilización de testigos sin rostro. Y lo más grave, que mucha gente estuvo en prisión preventiva por dos años sólo con la declaración de un testigo sin rostro que es un delincuente confeso. Esto último es gravísimo. Es correcto proteger a los testigos. Lo que no es correcto es que su identidad no sea conocida por quien es acusado por él.
¿Se viola el debido proceso?
-Yo, al menos, así lo creo. No se respeta el debido proceso porque no podemos preparar una defensa adecuada contra los dichos de alguien que no podemos identificar, nunca sabremos sus motivaciones, las posibles venganzas o rencillas que lo animen, y por lo tanto, no es posible preparar un adecuado contrainterrogatorio. Lo peor de los testigos sin rostro es que ellos no tienen la obligación jurídica de decir la verdad. Si un testigo miente, comete delito y puede ser sancionado penalmente. En cambio, si un testigo sin rostro miente, no puede ser sancionado, porque el Estado le asegura la impunidad desde el momento en que su identidad no puede ser revelada.
Uno de los acusados denunció torturas que fueron acreditadas por la Clínica de la Facultad de Sicología de la UFRO. ¿Prosperó la querella que se interpuso?
-Para nada. El Ministerio Público decidió no investigar, ni siquiera ordenó que el Servicio Médico Legal examinara a Felipe, a pesar de haber sido solicitado en tres oportunidades ante una jueza de garantía. Eso es algo vergonzoso pero no sorprendente, pues cuando los mapuches son víctimas de delitos contra su integridad, esa suele ser la posición que asume el Ministerio Público. Simplemente archiva o no les cree, a pesar de existir un informe de una prestigiosa universidad que afirmó tajantemente que existieron torturas.
Según la acusación, los imputados “portaban escopetas hechizas y convencionales, un fusil de guerra, pistola y revólveres con munición”. Un verdadero comando militar. ¿Algo de ello se probó en el juicio?
-Absolutamente nada, lo único que se probó en el juicio fue que hubo disparos de escopeta, ninguna bala, ningún fusil ni nada similar. Vemos a un Ministerio Público más interesado de hacer creer a la comunidad que existe terrorismo allí donde no lo hay, en lugar de descubrir a los verdaderos autores de estos delitos violentos.
¿Cuál es la evaluación que haces del fallo absolutorio de los magistrados?
-Creo que será importante a la hora de discutir prisiones preventivas en el futuro, porque el Ministerio Público suele exagerar los hechos y los antecedentes con el fin de que se decrete la prisión preventiva a todo evento. De hecho, los años en prisión preventiva de los mapuches en este caso más parecen una condena que una medida cautelar provisoria.
¿Cuánto tiempo permanecieron encarcelados los mapuches?
-La mayoría, cerca de dos años. Te lo grafico con el siguiente ejemplo: cuando conocí a Felipe Huenchullan llevaba 2 años en la cárcel, 100 días en huelga de hambre y su hija tenía dos años y medio, todo para terminar absuelto. ¿Cómo el Estado permite que algo así llegue a ocurrir? Se pudo evitar mucho sufrimiento a los presos y sus familias, y un enorme perjuicio económico para gente ya demasiado empobrecida. Y también se afecta a las víctimas de los delitos. Dan ganas de decirles que no se enojen con los jueces, sino con aquellos que hicieron una mala labor de investigación. De eso no son responsables los jueces sino los fiscales.
El fallo fue por unanimidad. Contundente.
-Establece que existieron delitos, pero no actos de terrorismo, ni asociación ilícita terrorista. Todo era una exageración de la fiscalía que fue desvirtuada. Lo peligroso es que pudo no ocurrir así, y que gente inocente terminara condenada a 20 años de cárcel. Sentencias como ésta y como la del Caso Bombas han puesto en jaque al sistema procesal penal, pues han demostrado con igual fuerza, pero con menos publicidad cuando se trata de gente mapuche, que algo está fallando en el Ministerio Público.
CASO BOMBAS II
Has señalado que este fue el Caso Bombas II, ¿por qué?
-Porque la fiscalía imputó hechos no vinculados entre sí, los calificó de terroristas para poder abusar de la ley penal y del debido proceso, obtener largas prisiones preventivas de personas inocentes. En el juicio no hubo ni un solo testigo o perito que indicara que alguno de los acusados era culpable. Otro abuso cometido lo descubrimos cuando escuchamos los audios de las interceptaciones telefónicas. Allí nos encontramos con que había una interceptación de una conversación mía con una persona mapuche no acusada. Interpusimos otra querella más por la interceptación ilegal, que fue investigada por el fiscal regional, es decir, el superior jerárquico del fiscal del caso, que por supuesto concluyó que este hecho no era delito. Una vergüenza. Nos quedó la satisfacción que finalmente el fiscal fue sacado del juicio.
¿Cuál fue el motivo?
-Negligencia y decisiones erradas de su parte. El fiscal optó por no obedecer la resolución judicial que le ordenaba corregir los errores de su acusación, que eran evidentes, y eso lo dejó fuera del juicio oral. Lo que más les cuesta entender a estos fiscales es que ellos no están por sobre el poder judicial, sino que son simples solicitantes. Tienen mucho poder, es cierto, pero ellos sólo solicitan y son los jueces los que deciden.
Hablamos de Miguel Ángel Velásquez, ex “Fiscal Especial para Causas Mapuche”, un conocido de las comunidades.
-Un funcionario proveniente de la fiscalía militar y que ha perseguido a muchísima gente mapuche acusándola de terrorismo. Debido a su actuar jurídicamente errado, logramos que el Ministerio Público fuera sacado del proceso y solo siguiera adelante el ministerio del Interior que, en su alegato de clausura, terminó reconociendo que no había prueba de participación criminal. En estas causas se ha usado un perfil de fiscales que realmente deja mucho que desear. De hecho, uno de los fiscales del caso bombas había sido fiscal en el juicio contra la CAM en el que también fueron todos absueltos.
¿Qué opinión te merece la designación del ex fiscal Peña?
-Fue incomprensible, más si a los pocos días lo primero que ocurre es que un fiscal de Colombia lo acusa de haber realizado comentarios racistas en contra de los pueblos indígenas. Un nombramiento como este es algo más que una simple estupidez, creo que contiene un mensaje que dice algo así como “hacemos las estupideces que queremos y qué”.
¿Se utiliza la Ley Antiterrorista con fines políticos como denuncian las comunidades?
-Yo pienso que se la utiliza como herramienta de represión en lugar de usarla con un fin procesal adecuado. Se usa para perseguir hechos que realmente no son terrorismo, porque los delitos terroristas para ser tales deben tener tal gravedad que si se cometieran en tiempos de guerra constituirían crímenes de guerra. Como las investigaciones son tan deficientes, usan la Ley Antiterrorista para echar mano a los testigos sin rostro y así culpar y encarcelar personas sin pruebas.
Fuiste abogado de la familia de Mendoza Collio. ¿Qué opinas del fallo de la Corte Marcial que absolvió al cabo Jara Muñoz?
-Fui abogado de la familia en las etapas iniciales. Participé en la reconstitución de escena e intervine hasta que logramos que se revelara que habían perdigones de escopeta en la parte interna del chaleco antibala del carabinero que mató a Jaime. Realmente es lamentable lo que ha ocurrido, pues el fiscal militar hizo una muy buena labor de investigación y pidió una condena de 15 años de presidio. Lamentablemente, la Corte Marcial terminó absolviendo al acusado, invocando la legítima defensa. Para los que estuvimos en la reconstitución de escena esa tesis resulta absolutamente inverosímil.
Al sur del Biobío, ¿vale lo mismo la vida de un joven mapuche y uno chileno?
-Ciertamente no valen lo mismo para el Estado. El homicida de Matías Catrileo fue condenado como tal, pero un tribunal militar le aplicó atenuantes para rebajar la pena. La justicia militar reconoció que fue un homicidio, pero le aplicó una pena de 3 años y un día de libertad vigilada, es decir, no va estar ni un día preso. En cambio, cuando un mapuche es acusado de homicidio frustrado de un carabinero lo condenan a 10 años de presidio efectivo. Algo anda mal en el sur de Chile y algo anda mal con la ley que permite que esto suceda. Creo que todavía hay mucha gente que cree que la vida de unos vale más que la de otros. Cuando los peñis de Cañete fueron acusados de lesionar a un fiscal les pidieron 103 años de cárcel. Cuando los peñis han sido torturados por la policía no ha existido ni siquiera una investigación.
¿Existe racismo judicial?
-No creo que el Poder Judicial sea más racista que la sociedad chilena, pero tampoco creo que menos. Además, pienso que en este tipo de casos la fiscalía no persigue tanto las conductas delictivas, sino más bien formas de vida, persigue a los anarquistas y a los líderes mapuche que creen en la autodeterminación. Creo que estas causas han sido entregadas a investigadores prejuiciados, poco demócratas en sus convicciones y no respetuosos del debido proceso. Es gente que no cree que respetando el debido proceso se pueda descubrir a los autores de estos delitos, y piensan que la única forma de lograrlo es abusando de la Ley Antiterrorista y violando el debido proceso.
Se culpa a la derecha de un incremento en la represión. Tú vienes asumiendo defensas desde al menos una década. ¿Compartes este juicio?
-La aplicación de la Ley Antiterrorista no comenzó con este gobierno. Creo que en Santiago ni se imaginan todos los abusos que se cometen en el sur de Chile y desde hace décadas. Los homicidios de jóvenes mapuche ocurrieron en los gobiernos de la Concertación y no se ha hecho justicia. La única condena es por el homicidio de Matías y la pena no fue de cárcel efectiva. Lo que sí creo es que hay un aumento en la represión y la prensa nacional no critica mucho la ineficacia del gobierno.
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Jaime Madariaga, defensor do dirigente de Temucuicui, Felipe Huenchullan, conversou com o o jornal "on line" The Clinic sobre este falho e as suas implicâncias.
Copiamos e colamos tal qual (em castelá) esta interviu aclaratório deste caso.
¿De qué trató el caso y la acusación?
-Este caso comienza con un robo en el peaje de Quino, 40 km al norte de Temuco, alrededor de las dos de la mañana del 11 de octubre del 2009. Al huir, estas personas quemaron un camión y además robaron a algunos conductores. Unas horas antes, en otro camino ubicado a 8 kilómetros del peaje, encapuchados hicieron un corte de ruta. En ninguno de los dos casos hubo personas lesionadas.
Dos hechos en lugares diferentes.
-No obstante, la fiscalía sostuvo que habían sido ejecutados por las mismas personas y los calificó como “incendio terrorista”, “homicidio terrorista”, “robo con intimidación” y “asociación ilícita terrorista”. Y pidió casi 20 años de cárcel para cada uno de los ocho acusados. Acusados que, sorpresivamente, resultaron ser todos mapuches.
¿Cómo llega el Ministerio Público a dicha presunción?
-En la garita del peaje asaltado apareció un rayado con plumón que decía “resiste mapuche”. Eso en primer lugar. Luego aparece un testigo sin rostro que confesó haber participado en los delitos y que a cambio de su declaración, tanto en esta causa como en otra, no ha pasado ni un solo día en la cárcel. Se trata de un delincuente confeso de delitos que el propio Ministerio Público califica de terroristas.
Curioso.
-No es la única curiosidad. Durante la investigación nunca se obtuvieron huellas dactilares del lugar a pesar de que ningún testigo dijo que los hechores usaran guantes. Tampoco se solicitó, por parte de la fiscalía, el video del peaje, algo sumamente raro.
Este juicio era considerado emblemático junto a los casos “Tur Bus”, “Brasil” y “San Leandro”. ¿Observas algún patrón común?
-El denominador común en todos estos juicios es el uso de la Ley Antiterrorista y la utilización de testigos sin rostro. Y lo más grave, que mucha gente estuvo en prisión preventiva por dos años sólo con la declaración de un testigo sin rostro que es un delincuente confeso. Esto último es gravísimo. Es correcto proteger a los testigos. Lo que no es correcto es que su identidad no sea conocida por quien es acusado por él.
¿Se viola el debido proceso?
-Yo, al menos, así lo creo. No se respeta el debido proceso porque no podemos preparar una defensa adecuada contra los dichos de alguien que no podemos identificar, nunca sabremos sus motivaciones, las posibles venganzas o rencillas que lo animen, y por lo tanto, no es posible preparar un adecuado contrainterrogatorio. Lo peor de los testigos sin rostro es que ellos no tienen la obligación jurídica de decir la verdad. Si un testigo miente, comete delito y puede ser sancionado penalmente. En cambio, si un testigo sin rostro miente, no puede ser sancionado, porque el Estado le asegura la impunidad desde el momento en que su identidad no puede ser revelada.
Uno de los acusados denunció torturas que fueron acreditadas por la Clínica de la Facultad de Sicología de la UFRO. ¿Prosperó la querella que se interpuso?
-Para nada. El Ministerio Público decidió no investigar, ni siquiera ordenó que el Servicio Médico Legal examinara a Felipe, a pesar de haber sido solicitado en tres oportunidades ante una jueza de garantía. Eso es algo vergonzoso pero no sorprendente, pues cuando los mapuches son víctimas de delitos contra su integridad, esa suele ser la posición que asume el Ministerio Público. Simplemente archiva o no les cree, a pesar de existir un informe de una prestigiosa universidad que afirmó tajantemente que existieron torturas.
Según la acusación, los imputados “portaban escopetas hechizas y convencionales, un fusil de guerra, pistola y revólveres con munición”. Un verdadero comando militar. ¿Algo de ello se probó en el juicio?
-Absolutamente nada, lo único que se probó en el juicio fue que hubo disparos de escopeta, ninguna bala, ningún fusil ni nada similar. Vemos a un Ministerio Público más interesado de hacer creer a la comunidad que existe terrorismo allí donde no lo hay, en lugar de descubrir a los verdaderos autores de estos delitos violentos.
¿Cuál es la evaluación que haces del fallo absolutorio de los magistrados?
-Creo que será importante a la hora de discutir prisiones preventivas en el futuro, porque el Ministerio Público suele exagerar los hechos y los antecedentes con el fin de que se decrete la prisión preventiva a todo evento. De hecho, los años en prisión preventiva de los mapuches en este caso más parecen una condena que una medida cautelar provisoria.
¿Cuánto tiempo permanecieron encarcelados los mapuches?
-La mayoría, cerca de dos años. Te lo grafico con el siguiente ejemplo: cuando conocí a Felipe Huenchullan llevaba 2 años en la cárcel, 100 días en huelga de hambre y su hija tenía dos años y medio, todo para terminar absuelto. ¿Cómo el Estado permite que algo así llegue a ocurrir? Se pudo evitar mucho sufrimiento a los presos y sus familias, y un enorme perjuicio económico para gente ya demasiado empobrecida. Y también se afecta a las víctimas de los delitos. Dan ganas de decirles que no se enojen con los jueces, sino con aquellos que hicieron una mala labor de investigación. De eso no son responsables los jueces sino los fiscales.
El fallo fue por unanimidad. Contundente.
-Establece que existieron delitos, pero no actos de terrorismo, ni asociación ilícita terrorista. Todo era una exageración de la fiscalía que fue desvirtuada. Lo peligroso es que pudo no ocurrir así, y que gente inocente terminara condenada a 20 años de cárcel. Sentencias como ésta y como la del Caso Bombas han puesto en jaque al sistema procesal penal, pues han demostrado con igual fuerza, pero con menos publicidad cuando se trata de gente mapuche, que algo está fallando en el Ministerio Público.
CASO BOMBAS II
Has señalado que este fue el Caso Bombas II, ¿por qué?
-Porque la fiscalía imputó hechos no vinculados entre sí, los calificó de terroristas para poder abusar de la ley penal y del debido proceso, obtener largas prisiones preventivas de personas inocentes. En el juicio no hubo ni un solo testigo o perito que indicara que alguno de los acusados era culpable. Otro abuso cometido lo descubrimos cuando escuchamos los audios de las interceptaciones telefónicas. Allí nos encontramos con que había una interceptación de una conversación mía con una persona mapuche no acusada. Interpusimos otra querella más por la interceptación ilegal, que fue investigada por el fiscal regional, es decir, el superior jerárquico del fiscal del caso, que por supuesto concluyó que este hecho no era delito. Una vergüenza. Nos quedó la satisfacción que finalmente el fiscal fue sacado del juicio.
¿Cuál fue el motivo?
-Negligencia y decisiones erradas de su parte. El fiscal optó por no obedecer la resolución judicial que le ordenaba corregir los errores de su acusación, que eran evidentes, y eso lo dejó fuera del juicio oral. Lo que más les cuesta entender a estos fiscales es que ellos no están por sobre el poder judicial, sino que son simples solicitantes. Tienen mucho poder, es cierto, pero ellos sólo solicitan y son los jueces los que deciden.
Hablamos de Miguel Ángel Velásquez, ex “Fiscal Especial para Causas Mapuche”, un conocido de las comunidades.
-Un funcionario proveniente de la fiscalía militar y que ha perseguido a muchísima gente mapuche acusándola de terrorismo. Debido a su actuar jurídicamente errado, logramos que el Ministerio Público fuera sacado del proceso y solo siguiera adelante el ministerio del Interior que, en su alegato de clausura, terminó reconociendo que no había prueba de participación criminal. En estas causas se ha usado un perfil de fiscales que realmente deja mucho que desear. De hecho, uno de los fiscales del caso bombas había sido fiscal en el juicio contra la CAM en el que también fueron todos absueltos.
¿Qué opinión te merece la designación del ex fiscal Peña?
-Fue incomprensible, más si a los pocos días lo primero que ocurre es que un fiscal de Colombia lo acusa de haber realizado comentarios racistas en contra de los pueblos indígenas. Un nombramiento como este es algo más que una simple estupidez, creo que contiene un mensaje que dice algo así como “hacemos las estupideces que queremos y qué”.
¿Se utiliza la Ley Antiterrorista con fines políticos como denuncian las comunidades?
-Yo pienso que se la utiliza como herramienta de represión en lugar de usarla con un fin procesal adecuado. Se usa para perseguir hechos que realmente no son terrorismo, porque los delitos terroristas para ser tales deben tener tal gravedad que si se cometieran en tiempos de guerra constituirían crímenes de guerra. Como las investigaciones son tan deficientes, usan la Ley Antiterrorista para echar mano a los testigos sin rostro y así culpar y encarcelar personas sin pruebas.
Fuiste abogado de la familia de Mendoza Collio. ¿Qué opinas del fallo de la Corte Marcial que absolvió al cabo Jara Muñoz?
-Fui abogado de la familia en las etapas iniciales. Participé en la reconstitución de escena e intervine hasta que logramos que se revelara que habían perdigones de escopeta en la parte interna del chaleco antibala del carabinero que mató a Jaime. Realmente es lamentable lo que ha ocurrido, pues el fiscal militar hizo una muy buena labor de investigación y pidió una condena de 15 años de presidio. Lamentablemente, la Corte Marcial terminó absolviendo al acusado, invocando la legítima defensa. Para los que estuvimos en la reconstitución de escena esa tesis resulta absolutamente inverosímil.
Al sur del Biobío, ¿vale lo mismo la vida de un joven mapuche y uno chileno?
-Ciertamente no valen lo mismo para el Estado. El homicida de Matías Catrileo fue condenado como tal, pero un tribunal militar le aplicó atenuantes para rebajar la pena. La justicia militar reconoció que fue un homicidio, pero le aplicó una pena de 3 años y un día de libertad vigilada, es decir, no va estar ni un día preso. En cambio, cuando un mapuche es acusado de homicidio frustrado de un carabinero lo condenan a 10 años de presidio efectivo. Algo anda mal en el sur de Chile y algo anda mal con la ley que permite que esto suceda. Creo que todavía hay mucha gente que cree que la vida de unos vale más que la de otros. Cuando los peñis de Cañete fueron acusados de lesionar a un fiscal les pidieron 103 años de cárcel. Cuando los peñis han sido torturados por la policía no ha existido ni siquiera una investigación.
¿Existe racismo judicial?
-No creo que el Poder Judicial sea más racista que la sociedad chilena, pero tampoco creo que menos. Además, pienso que en este tipo de casos la fiscalía no persigue tanto las conductas delictivas, sino más bien formas de vida, persigue a los anarquistas y a los líderes mapuche que creen en la autodeterminación. Creo que estas causas han sido entregadas a investigadores prejuiciados, poco demócratas en sus convicciones y no respetuosos del debido proceso. Es gente que no cree que respetando el debido proceso se pueda descubrir a los autores de estos delitos, y piensan que la única forma de lograrlo es abusando de la Ley Antiterrorista y violando el debido proceso.
Se culpa a la derecha de un incremento en la represión. Tú vienes asumiendo defensas desde al menos una década. ¿Compartes este juicio?
-La aplicación de la Ley Antiterrorista no comenzó con este gobierno. Creo que en Santiago ni se imaginan todos los abusos que se cometen en el sur de Chile y desde hace décadas. Los homicidios de jóvenes mapuche ocurrieron en los gobiernos de la Concertación y no se ha hecho justicia. La única condena es por el homicidio de Matías y la pena no fue de cárcel efectiva. Lo que sí creo es que hay un aumento en la represión y la prensa nacional no critica mucho la ineficacia del gobierno.
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9 abr 2011
Llamada a semana de solidaridad del 14 de abril al 21 con lxs presxs anarquistas chilenos

Comunicados de los compas a 45 dias de la huelga: Llamado a semana de solidaridad
Comunicado de los compas: A todos los indociles de cada rincon del globo
Ya son casi 8 meses en que las fuerzas del orden apresaron nuestros cuerpos, el estado desempolvó todos sus títeres y jugarretas en una nueva ola represiva. Los 5 años de investigación a los más de 100 bombazos manifestaban “resultados concretos”.
El jueves 7 una manifestacion fue duramente reprimida, resultando mucha gente golpeada y detenida, mas info aqui de la mani
Comunicados de los compas a 45 dias de la huelga: Llamado a semana de solidaridad
Comunicado de los compas: A todos los indociles de cada rincon del globo
Ya son casi 8 meses en que las fuerzas del orden apresaron nuestros cuerpos, el estado desempolvó todos sus títeres y jugarretas en una nueva ola represiva. Los 5 años de investigación a los más de 100 bombazos manifestaban “resultados concretos”.
El “caso bombas” es un juicio político en el que podría calzar cualquier disidente del capital, casos similares se han repetido en otros territorios, las garras del panóptico continúa llevándose seres a sus lúgubres fauces, una medida ejemplificadora para todo aquel(la) que intente tan solo cuestionar el apacible orden ciudadano.
Para lxs que nos encontramos tras las rejas nuestras herramientas son escasas, por lo que desde el 21 de febrero iniciamos una huelga de hambre líquida indefinida, exigiendo como primer punto la absolución de este montaje mediático jurídico-policial y con esto nuestra anhelada salida a la calle.
Cualquier letra en este comunicado carecería de sentido si no se traduce en acciones. La solidaridad es un ejercicio que rompe las lógicas de la dominación, una hermosa arma que se puede usar de muchísimas formas. Es por esto que hacemos un llamado a la solidaridad en todas las localidades, territorios y espacios en donde continúen las mentes inquietas, en una jornada de agitación y propaganda desde el día 14 de abril hasta el 21 del mismo mes por el fin del presidio de lxs imputadxs del “caso bombas” detenidxs el 14 de agosto de 2010.
ABAJO LOS MUROS DE LAS PRISIONES
PRESXS DEL CASO BOMBAS EN HUELGA DE HAMBRE A LA CALLE
PRESXS DEL CASO BOMBAS DETENIDOS EN EL CENTRO PENITENCIARIO FEMENINO Y EN LA UNIDAD ESPECIAL DE ALTA SEGURIDAD DE LA
CARCEL DE ALTA SEGURIDAD DE SANTIAGO.
Comunicado de Huelga de Hambre:
Al cumplirse 45 días de nuestra movilización con características de Huelga de Hambre contra el absurdo montaje represivo, creado y avalado por el ministerio público y ministerio del interior, como también por el fin de la ley antiterrorista, instrumento jurídico utilizado desde el estado para perseguir y aniquilar a todxs quienes organizan el descontento social; podemos manifestar que nuestros cuerpos comienzan a evidenciar notorios cambios, como por ejemplo:
- Baja de peso promedio entre 11 y 13 kilos.
- Alteración de los signos vitales (presión alta).
- Calambre.
- Arritmias cardiacas.
- Cefaleas prolongadas en el tiempo.
- Sequedad de la piel.
- Dolores musculares y de articulaciones.
- Mareos.
- Cansancio físico.
Es un hecho que con el pasar de las semanas los problemas físicos irán aumentando, pero somos conscientes de lo trascendental de esta lucha en el anhelo de pisar nuevamente las calles. Por esto que la huelga de hambre la hemos asumido indefinidamente.
Reconocemos que en esta acción, que poco a poco,, trasciende las rejas y fronteras, no solo está en juego terminar con las pretensiones del estado, en la figura del fiscal Peña, de mantenernos secuestrados por largos años al interior de sus siniestras mazmorras, sino también pretende poner en alerta a todxs lxs organizadxs por la liberación de los pueblos, a lxs antiautiritarixs y anarquistas, a estudiantes y trabajadorxs enfrentadxs al modelos de dominación por mejoras en sus derechos, que la campaña del terror, política y comunicacional continuará despiadada y sin ética hacia toda resistencia al sistema de explotación y depredación capitalista; y las armas a utilizar por el estado de derecho serán las mentiras policiales (evidencias) y la ley antiterrorista.
Con nuestra detención el poder sentenció un mensaje descarado para promover escarmiento en aquellxs que dudan en sus compromisos de apoyo mutuo, como así también, debilitar proyectos de emancipación. Es la misma cara de la moneda que el lunes 4 de abril mostro el terrorista Peña y sus secuaces al asistir con toda parafernalia mediática, de la que es actor principal, al mal de la justicia con el objeto de entregar según él “numerosas pruebas en 600 fojas que permiten continuar con el proceso condenatorio. Son más de 7000 evidencias, 800 testigos (cuatro de ellxs sin rostro), todas pruebas contundentes para acreditar la existencia de una asociación ilícita terrorista”, que al parecer solo opera en la retorcida cabeza del fiscal. Incluso este personaje se dio el lujo de manifestar que con esto “se cierran cinco años de investigación”. Resultan sorprendentes estos dichos cuando se nos acusa de la colocación de 29 de los más de 120 bombazos que se han puesto en el país.
Su espectáculo, sus penas del infierno que van desde los 10 años a presidio perpetuo, ya no nos sorprenden, ni atemorizan, somos conscientes de que hasta ahora este ha sido un juicio político en el en el cual diversos poderes facticos permitieron y justifican todo este show, armado a semanas de la destitución del fiscal Javier Armendáriz, quien con las mismas pruebas y evidencias jamás pudo comprobar ilícito alguno.
Estamos esperanzados que todas esta farsa se vendrá abajo gracias a nuestras defensas y sobre todo producto del compromiso solidario de todxs aquellos que no se dejan amedrentar con el hostigamiento policial, que hacen de la calle un espacio concreto para tensionar a los individuos a contagiarse por recuperar la memoria de lucha. Esta intencionalidad comprometida debe ayudarnos a despertar, potenciar y multiplicar las redes de apoyo necesarias para enfrentar el actual momento.
Nuestras fuerzas y ánimos están firmes. Cada acción de protesta, marcha, mitin, toma de embajada, declaración pública ante lo justo de nuestra reivindicación de libertad inmediata y lo que asca en compromiso fraterno con la huelga de hambre es un alimento estimulante para seguir adelante en nuestro objetivo. Nada nos amedrenta. Solo queremos pisar pronto la calla, orgullosos de nuestra historia.
¡¡SOLIDARIDAD CONCIENTE Y COMPROMETIDA CON LA HUELGA DE HAMBRE!!
¡¡FIN AL ESTADO TERRORISTA!!
¡¡HASTA DESTRUIR TODAS LAS JAULAS!!
Prisioneros imputados de llamado cado bombas. Modulo de máxima seguridad, Santiago 5 de abril del 2011.
esta información sale de http://www.hommodolars.org/web/ y del blog creado para facilitar la solidaridad http://libertadalos14a.blogspot.com/
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25 sept 2012
[Chile] Começou a vista oral contra Hans Niemeyer.- Caso Bombas 3ª parte ?
Priemiro foi a absoluçom aos implicados no Caso Bombas ( agora à espera do falho da Corte Suprema logo de que o Ministerio Público requirira a nulidade desse juízo), depois foi a requalificaçom do delito no Caso Pitronello, quando o Tribunal, absolviu ao "Tortuga" dos delitos de carácter terrorista, e, em consequência fora condenado por danos a 6 anos de liberdade vigiada fora da prisiom (sentência também recurrida pela fiscalia, que volvepedir a nulidade do juízo), e agora com o começo da vista para o juízo oral em contra de Hans Niemeyer, poderia ser a terceira parte desta particular falhida caça chilena de terroristas anarquistas, no que a fiscalia busca implicar-lhe quatro delitos explosivos, e qualifica-lo de terrorista, se bem a juíza do caso já decidiu excluir 34 documentos dos 64 apresentados pola fiscalia, por ser impertinentes, e mesmo deixou sem voz à testemunha dum capitám da polícia. Tudo elo num clima onde estám a medrar as vozes de juristas expertos que descartam que exista terrorismo em Chile e criticam a atitude do Governo nestas causas
O caso Niemeyer
Às 22:15 da noite do mércores 30 de novembro de 2011 sentiu-se um forte estoupido na Avenida Macul tra-la explosom dum artefacto numha sucursal do Banco Crédito Inversiones. Supostamente polo lugar se passava um carro policial da PDI com tres detectives a bordo, quem teriam visto a um home tambaleante fugindo do lugar e desfazendo-se dum par de luvas e dum polar. Esse home é Hans Niemeyer Salinas de 38 anos, a quem o Ministerio Público sindica como presunto autor desse atentado explosivo, dado que na sua roupa haveria rastros concordantes com o material do artefacto artesanal: pólvora negra e TNT.
Niemeyer é sociólogo e no momento de ser detido trabalhava em obradoiros de prevençom de drogas na comuna de Lo Espejo. De sempre ligado a esse tema, o seu nome nom aparecia até esse momento em nengum registro relaçonado com grupos anarquistas nem mantinha vinculos com nengumha outra das pessoas sospeitosas de instalaçom de artefactos explosivos. Nom tinha antecedentes policiais nem judiciais, mas a fiscalia basea a sua acusaçom em material encontrado pola polícia no seu computador: panfletos anarquistas, manuais para elabourar bombas, mapa de Santiago com lugares onde ocurreram outros bombaços, se bem tudos eles, como ja digemos, venhem de ser excluidos do caso pela juíza encarregada por considera-los irrelevantes, como curiosidade dizer que entre eles figuravam títulos como “Evoluiçom dos explosivos industriais”, “Informe sobre bombas lapas” ou “ETA: Ejército secreto e movimento social”.
Para a defensa de Hans Niemeyer nom existem provas suficintes para vincula-lo com outros bombaços e denúncia que se trata dumha "especulaçom" por parte das polícias e que as conexions que se querem estabelecer som erradas: "É umha mera especulaçom da inteligência policial a qual ejerce umha presom sobre o persecutor e arrastra-lo a umha persecuiçom penal infundada. O sustento é débil porque nom existe prova científica".
O juízo em si, poderia começar a finais de outubro. Miraremos de tende-vos informadas.
Convidamos a leitura dum escrito de Hans em 26 de agosto passado, no que fala das acusaçons deste juízo e declara: "Ao respeito nom vou caer na trampa de dizer si som culpável ou inocente, dado que para elo teriamos que compartir umha base valórica e ética em funçom da qual definir o bo e o mau, o culpável e o inocente, e afortunadamente temos um abismo de distância em quanto a valores e atitudes. No entanto, isso nom sinifica que vaia renunciar à defensa legal e fazer uso de todo o instrumental à minha disposiçom para defender-me".
Informaçom redactada por Edu em base as ligaçons da notícia (destacadas em cor vermelho)
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17 mar 2011
Varias novas do “caso bombas” (Chile)
Unha bomba de ruido estoupou preto do despacho dun dos abogados que defenden ós detidos do 14 de agosto, o que motivou un irregular rexistro das dependencias sen que os titulares do bufete poideran estar presentes. Os presos do caso bombas, en folga de fame dende o 21 de febreiro, denuncian mediante un comunicado (que reproducimos embaixo) que tratase de outra das moitas medidas de acoso e intimidación contra o entorno dos detidos.

Na mesma liña represiva, a policía cargou con dureza contra a marcha solidaria cos presos políticos chilenos e pola derogación da lei antiterrorista o pasado mércores 16, o que provocou que os manifestantes tomasen as rúas aledañas cortando o tráfico e improvisando barricadas. Detiveron a oito persoas nos incidentes, aínda que axiña ceivaronos.
Información tirada do blog http://libertadalos14a.blogspot.com/
Aquí van dous comunicados dos detidos:
Comunicado dos detidos do 14 de agosto a 24 días de folga de fame:
Nosotras, las imputadas del llamado "caso bombas" detenidas desde el 14 de agosto 2010. Comenzamos el 21 de febrero del 2011 una huelga de hambre líquida indefinida exigiendo y demandando lo siguiente:
-Desde el inicio de nuestro presidio no ha existido un debido proceso, la presunción de inocencia jamás ha sido respetada. La fiscalia en complicidad con las policias actuan con las mismas lógicas que fueron utilizadas en el autoritarismo militar de Pinochet, existiendo presiones por parte del gobierno, en especial de su ministro del interior siendo todo esto avalado por los medios de comunicación masivos.
-La creación del imaginario colectivo a la "opinión pública" del terrorista es el (la) mapuche, el anarquista, el antiautoritario, ex militantes de grupos armados, imigrantes como "el Pakistani", etc. El estado policial pretende frenar la disidencia utilizando una de sus mejores herramientas: la ley antiterrrorista, creada y utilizada desde la olvidada dictadura, que posee la facultad de testimonio de testigos sin rostro, triplicación de condenas para delitos comunes, requerimiento de unanimidad de votos en la corte de apelaciones (a excepción de cualquier otro delito que sólo necesita la mayoría de estos) entre otras facetas.
-Esta investigación que ha intentado probar una asociación ilícita inexistente, se ha realizado por más de cinco años, obteniendo pruebas por decirlo menos rídiculas, muchas de estas exhibidas en los medios de comunicación, entre ellas la comparación de las muestras de material genético (ADN) de lxs imputadxs, (extraídas a la fuerza) con las encontradas en algunos sitios de los sucesos, las cuales no coinciden con ninguno de lxs acusadxs.
Por último, insistimos: nuestra prisión pretente ejemplificar la sensación que recibirá cualquier atisbo de disisdencia, pero la disconformidad que provoca el sistema capitalista no cesará con nuestro encarcelamiento.
Por todo lo anteriormente expuesto, continuamos con nuestra movilización exigiendo:
1-Libertad a todxs lxs acusadxs en el llamado "caso bombas" detenidxs el 14 de agosto. No más plazo investigativo. ¡¡¡Juicio ahora!!!
2-No al procesamiento por la ley 18.314. Abolición a esta ley heredada de la dictadura militar. No más testigos ocultos. Modificación a la unanimidad de votos en la corte de apelaciones en lo que respecta a delitos tipificados en la ley de conductas terroristas.
Agradecemos todo gesto solidario ya sea individual o colectivo en cada rincón del globo.
¡¡¡Libertad inmediata a todxs lxs presxs politicxs del mundo!!!
Outro comunicado:
Ante la Campaña de Hostigamiento y Persecución en contra de nuestr@s abogad@s, familiares, amig@s y compañer@s.
No satisfechos con los innumerables seguimientos y escuchas telefónicas durante más de 5 años a nosotr@s, nuestras familias, parejas, amig@s y compañer@s, el acoso de las fuerzas represivas no ha cesado contra nuestro entorno afectivo desde nuestras detenciones. Seguimientos, intervenciones telefónicas e incluso la colocación de micrófonos en contra de nuestr@s abogad@s, amig@s y familiares como también en contra de quienes han solidarizado para denunciar nuestra prisión, ha sido la tónica de la persecución policial, como por ejemplo la presencia policial durante las transmisiones especiales de la radio primero de mayo o las arremetidas y detenciones contra compas luego de actividades y marchas de apoyo.
El sábado 12 de marzo, el clima de hostigamiento llegó a un momento crítico afectando directamente a las oficinas de l@s abogad@s que se ocupan de la defensa de varios de nosotr@s, culminando con un procedimiento de varias horas en que la policía se encontró a solas inspeccionando las dependencias de nuestra defensa.
Queremos manifestar públicamente que nos encontramos conformes con nuestra defensa legal y que estas ultimas maniobras tienen el claro tinte del actuar de los organismos de inteligencia del estado, cuyo objetivo es amedrentar y obstaculizar nuestra defensa jurídica como también generar un clima aun más enrarecido en quienes cuestionan el viciado proceso y solidarizan con nosotr@s.
Rechazamos los métodos con que la represión ha actuado a casi 3 semanas de iniciada nuestra movilización y solo un par de días de nuestra ida a tribunales para ser reformalizad@s. Amedrentar y confundir es lo que se busca con estos métodos.
Desde el encierro seguimos con la huelga de hambre iniciada el 21 de febrero exigiendo nuestra libertad, el fin al montaje político/jurídico/policial, la no aplicación de la ley antiterrorista y la pronta realización del juicio.
Saludamos profundamente a las distintas muestras de solidaridad y apoyo en distintos territorios que convergen en la lucha por la libertad de l@s pres@s polític@s.
¡¡Fin a la Ley Antiterrorista!!
¡¡Libertad a tod@s l@s pres@s polític@s!!
Camilo Perez, Carlos Riveros, Omar Hermosilla, Rodolfo Retamales, Felipe Guerra, Francisco Solar, Vinicio Aguilera.
15 de marzo 2011
Sección de Máxima Seguridad, cárcel de alta seguridad, Santiago de Chile.
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Na mesma liña represiva, a policía cargou con dureza contra a marcha solidaria cos presos políticos chilenos e pola derogación da lei antiterrorista o pasado mércores 16, o que provocou que os manifestantes tomasen as rúas aledañas cortando o tráfico e improvisando barricadas. Detiveron a oito persoas nos incidentes, aínda que axiña ceivaronos.
Información tirada do blog http://libertadalos14a.blogspot.com/
Aquí van dous comunicados dos detidos:
Comunicado dos detidos do 14 de agosto a 24 días de folga de fame:
Nosotras, las imputadas del llamado "caso bombas" detenidas desde el 14 de agosto 2010. Comenzamos el 21 de febrero del 2011 una huelga de hambre líquida indefinida exigiendo y demandando lo siguiente:
-Desde el inicio de nuestro presidio no ha existido un debido proceso, la presunción de inocencia jamás ha sido respetada. La fiscalia en complicidad con las policias actuan con las mismas lógicas que fueron utilizadas en el autoritarismo militar de Pinochet, existiendo presiones por parte del gobierno, en especial de su ministro del interior siendo todo esto avalado por los medios de comunicación masivos.
-La creación del imaginario colectivo a la "opinión pública" del terrorista es el (la) mapuche, el anarquista, el antiautoritario, ex militantes de grupos armados, imigrantes como "el Pakistani", etc. El estado policial pretende frenar la disidencia utilizando una de sus mejores herramientas: la ley antiterrrorista, creada y utilizada desde la olvidada dictadura, que posee la facultad de testimonio de testigos sin rostro, triplicación de condenas para delitos comunes, requerimiento de unanimidad de votos en la corte de apelaciones (a excepción de cualquier otro delito que sólo necesita la mayoría de estos) entre otras facetas.
-Esta investigación que ha intentado probar una asociación ilícita inexistente, se ha realizado por más de cinco años, obteniendo pruebas por decirlo menos rídiculas, muchas de estas exhibidas en los medios de comunicación, entre ellas la comparación de las muestras de material genético (ADN) de lxs imputadxs, (extraídas a la fuerza) con las encontradas en algunos sitios de los sucesos, las cuales no coinciden con ninguno de lxs acusadxs.
Por último, insistimos: nuestra prisión pretente ejemplificar la sensación que recibirá cualquier atisbo de disisdencia, pero la disconformidad que provoca el sistema capitalista no cesará con nuestro encarcelamiento.
Por todo lo anteriormente expuesto, continuamos con nuestra movilización exigiendo:
1-Libertad a todxs lxs acusadxs en el llamado "caso bombas" detenidxs el 14 de agosto. No más plazo investigativo. ¡¡¡Juicio ahora!!!
2-No al procesamiento por la ley 18.314. Abolición a esta ley heredada de la dictadura militar. No más testigos ocultos. Modificación a la unanimidad de votos en la corte de apelaciones en lo que respecta a delitos tipificados en la ley de conductas terroristas.
Agradecemos todo gesto solidario ya sea individual o colectivo en cada rincón del globo.
¡¡¡Libertad inmediata a todxs lxs presxs politicxs del mundo!!!
Outro comunicado:
Ante la Campaña de Hostigamiento y Persecución en contra de nuestr@s abogad@s, familiares, amig@s y compañer@s.
No satisfechos con los innumerables seguimientos y escuchas telefónicas durante más de 5 años a nosotr@s, nuestras familias, parejas, amig@s y compañer@s, el acoso de las fuerzas represivas no ha cesado contra nuestro entorno afectivo desde nuestras detenciones. Seguimientos, intervenciones telefónicas e incluso la colocación de micrófonos en contra de nuestr@s abogad@s, amig@s y familiares como también en contra de quienes han solidarizado para denunciar nuestra prisión, ha sido la tónica de la persecución policial, como por ejemplo la presencia policial durante las transmisiones especiales de la radio primero de mayo o las arremetidas y detenciones contra compas luego de actividades y marchas de apoyo.
El sábado 12 de marzo, el clima de hostigamiento llegó a un momento crítico afectando directamente a las oficinas de l@s abogad@s que se ocupan de la defensa de varios de nosotr@s, culminando con un procedimiento de varias horas en que la policía se encontró a solas inspeccionando las dependencias de nuestra defensa.
Queremos manifestar públicamente que nos encontramos conformes con nuestra defensa legal y que estas ultimas maniobras tienen el claro tinte del actuar de los organismos de inteligencia del estado, cuyo objetivo es amedrentar y obstaculizar nuestra defensa jurídica como también generar un clima aun más enrarecido en quienes cuestionan el viciado proceso y solidarizan con nosotr@s.
Rechazamos los métodos con que la represión ha actuado a casi 3 semanas de iniciada nuestra movilización y solo un par de días de nuestra ida a tribunales para ser reformalizad@s. Amedrentar y confundir es lo que se busca con estos métodos.
Desde el encierro seguimos con la huelga de hambre iniciada el 21 de febrero exigiendo nuestra libertad, el fin al montaje político/jurídico/policial, la no aplicación de la ley antiterrorista y la pronta realización del juicio.
Saludamos profundamente a las distintas muestras de solidaridad y apoyo en distintos territorios que convergen en la lucha por la libertad de l@s pres@s polític@s.
¡¡Fin a la Ley Antiterrorista!!
¡¡Libertad a tod@s l@s pres@s polític@s!!
Camilo Perez, Carlos Riveros, Omar Hermosilla, Rodolfo Retamales, Felipe Guerra, Francisco Solar, Vinicio Aguilera.
15 de marzo 2011
Sección de Máxima Seguridad, cárcel de alta seguridad, Santiago de Chile.
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24 abr 2011
Sucédense as accións solidarias cos presos do “caso bombas” ó redor do mundo
Estas últimas semanas estanse a intensificar as accións de solidaridade c@s pres@s do “caso bombas” en Chile, que levan en folga de fame dende hai más de 60 días pra acadar a súa liberdade agora que é cada vez máis evidente o montaxe ó que están sometidos.Mentres que no propio Santiago de Chile un grupo chamado “descoñecidos pola liberdade dos presos” escacha e planta lume nun banco BBVA na noite do 21 de abril, o mesmo día no que sucedéronse violentos enfrontamentos a base de cocteles molotov entre solidarios e policías diante da universide; sucédense os ataques a entidades bancarias en Toronto, Seattle ou Sevilla; contra unha furgoneta dunha empresa relacionada coa prisión en Notingham (Reino Unido); barricadas incendiadas en Argentina ou Chile, e inumerables penduramentos de pancartas alusivas ó caso en Polonia, Barcelona, Bolivia e moitos sitios máis.
Dase o caso de que o aireamento do recente intento por parte das forzas de seguridade chilena de conseguir informantes entre antiguos integrantes do MAPU para que “alguén se infiltrara no movemento é comezara a delatar e a xustifica-las detenciós dos compañeiros que están hoxe en día en folga de fame” pon de manifesto a inconsistencia das probas e o patético da acusación e do caso enteiro.
Mais info do caso bombas en http://solidaridadporlxspresxs.blogspot.com/
Sobre as acción:
-Barcelona: http://www.lahaine.org/index.php?p=22124
-Chile1: http://culmine.noblogs.org/post/2011/04/23/esit-santiago-de-hile-ataque-contra-banco-bbva/
-Sevilla: http://madrid.indymedia.org/node/17087
-Chile2: http://www.lahaine.org/index.php?p=52957
-Polonia: http://culmine.noblogs.org/post/2011/04/23/polonia-lienzos-colgados-en-solidaridad-con-lxs-presxs-de-chile-y-grecia-en-cracovia/
-Seattle: http://anarchistnews.org/?q=node/14481
-Nottingham: http://325.nostate.net/?p=2194
-Toronto: http://waronsociety.noblogs.org/post/2011/04/23/toronto-on-five-banks-vandalized-in-solidarity-with-struggles-and-prisoners/
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3 may 2011
Comunicado dos presos do "caso bombas" tras deixar a folga de fame (Chile)
Tras máis de dous meses de folga de fame, os últimos días tamén sen inxerir líquidos, os anarquistas chilenos presos polo montaxe xurídico-mediático coñecido como "caso bombas" abandonan esta extrema medida de protesta (video do caso máis abaixo). A consecución da totalidade dalgunas das suas demandas, así como parte doutras, e o motivo do cese da folga, coma ben explican nos seguintes comunicados que a continuación reproducimos (en castelán coma o escriviron elxs):Comunicado de lxs compañerxs respecto al fin de la huelga de hambre
El día 21 de febrero iniciamos una huelga de habre indefinida para rotestar y presionar a las instituciones represivas que nos mantienen encarceladxs por la farza denominada " cas bombas", después de 65 días de inanición hemos decidido dar término a esta redical herramienta de lucha.
Producto de este prolngado ayuno, méritos de la defensa, la solidaridad incondicional de lxs compañerxs y de diversos sectores, creemos haber obtenido alguns puntos de forma completa y otros parciales: Aquí tenemos que ser clarxs, el fin de la ley antiterrorista, no pasa porque algunxs compañerxs mueran de hambre en las mazmorras. No confundamos la situación represiva, este es un problema colectivo que no sólo atañe a nosotrxs, lxs actuales presxs, sino que es una figura combativa de todxs quienes asumen la lucha anticapitalista.
Es por esto que su solidaridad con nosotrxs esta enlazada a sus propios intereses revolucionarios.
1) La salda de la cárel de 5 de los acusds, 2 de ellos sindicados como "lideres" de esta ficticia asociación ilícita terrorista a quienes la corte de apelaciones cambio las medidas cautelares cuestionando abiertamente la alicación de la ley antiterrorista (18.314)
2) El término de los lazos investigativos y por ende, el acortamiento de los tiempos para la realización del juicio oral.
3) La obtención de beneficios carcelarios paras lxs resxs y nuestras visitas.
4) La denuncia medíatica del montaje, en varios instantes dentro de la huelga se ha visibilizado la farza de la fiscalía, pronunciamiento y tensiones dentro del msimo poder como diputados, instituto de derechos humanos, iglesia, etc. quienes denuncian que el "caso bombas" se cae como un castillo de naipes.
5) Con respecto al punto del fin a la ley antiterrorista, el término de los téstigos sin rostro y la unanimidad de votos en la corte para la revocación de la prisión preventiva; se logr´el envío de 3 proyectos de ley para la modificación de la ley 18.314 y la constitución de una mesa de trabajo que busca evidenciar el montaje a lo largo del proceso y denunciar las maniobras del ministerio del interior y seguridad en conjunto con la fiscaía sur para aniquilar cualquier intento de rebelión.
Esta movilización no puede estar excenta de autocrítica, teniendo en cuenta que la huelga se llevó a cabo en un régimen de aislamiento con sólo pequeños instantes de conversación, en un ir y venir de análisis y respuestas, no sólo dentro de la cárcel sino entre el M.A.S. (módulo de alta seguridad) y el S.E.A.S (sección especial de alta seguridad) y del S.E.A.S y el M.A.S., otro obstáculo es la diversidad de posturas dentro de la misma huelga, algunos objetivos que para algunxs era prioridad para otrxs no y viceversa. Esto nos llevó a un comportamiento errático y complejo llenó de inconsecuencias y cuestionamientos, hasta el último minuto las distintas posturas nos hicieron discutir el continuar o no la huelga de hambre, sin embargo, a pesar de las diferencias se llegó a un acuerdo entre compañerxs determinando el fin de la movilización el día 26 de abril.
Hacemos un llamado a seguir agitando por todxs lxs compañerxs presxs en cada rincón del globo, vaya para ellxs nuestra fuerza y saludos revolucionarios.
Por último queremos reconocer cada uno de sus gestos solidarios en todo el planeta como un aporte sincero al conflicto contra la autoridad.
Sin embargo, debemos estar alerta, el "caso bombas" no ha terminado por lo que creemos que no debemos bajar la guardia.
Un abrazo a todxs lxs que se rebelan contra la sumisión.
Andrea Úrzua
Vinicio Aguilera
Carlos Riveros
Omar Hermosilla
Francisco Solar
Mónica Caballero
Rodolfo Retamales
Camilo Pérez
Felipe Guerra
Pablo Morales

Comunicado de las compañeras sobre el fin de la huelga de hambre:
Ya un poco más recuperadas, nace la necesidad de comunicar que el día 26 de abril a eso de las 21:00 hrs. dimos fin a la prolongada Huelga de Hambre líquida iniciada el 21 de febrero del presente año.
Repasando la historia de este encierro desde el principio: las continuas mentiras de la fiscalia, la inexistente asociación ilicíta, las burdas pruebas con las qee se nos acusan, la utilización de lo mediático para crear en el imaginario colectivo la figura del enemigo interno, el "ascenso" del fiscal acusador a cargos dentro del departamento de seguridad de uno de los nuestros querellantes (ministerio del interior), la condena a priori por parte de voceros del gobierno, la complicidad de policias para criminalizar todo atisbo de disidencia, la represión sufrida a quienes hermosamente gritan en las calles por nuestra libertad, las altas condenas requeridas... nos llevo a todxs lxs acusadxs encarcelados a iniciar una movilización con características de Huelga de Hambre indefinida. Para quienes nos conocen saben que aquí se aglutinan distintas ideas e ismos y que sólo nos une la búsqueda constante de libertad. Dentro de lo que conocemos son pocxs lxs que sin pertenecer a una organización, agrupación o partido han emprendido una lucha con estas características, pero fuimos capaces de unificar un discurso y exigir dignamente, exponiendo por medio de nuestros cuerpos y nuestras vidas, de alguna manera, la visualización de nuestra anhelada salida a la calle.
Exigir dentro del petitorio cambios, modificaciones y derogación de leyes creadas por la burguesía lejos esta del ideario por la continuidad de la lucha por si así se quiere tomar, cuestionándonos cada día si lo exigido era lo que realmente necesitamos, a lo que rotundamente respondimos que NO!! Caer en el juego de las leyes es caer en el ajedrez del enemigo y eso jamás ha sido nuestra intención.
Estos puntos son parte de la lucha de la prisión política, no somos lxs primerxs en pedirlo y esta demás decir que la Ley Antiterrorista fue creada para "castigar" a todxs quienes orgullasamente asumen la disidencia a este sistema criminal. Pedir su derogación es idea transversal para todxs quienes son contrarios al capital. Es por esta razón que de manera ineludible debían estar en nuestro petitorio. Si esto se resuelve en una mesa de trabajo que la componen familiares, defensa, parlamentarios, curas y vocería, donde se comprometen a seguir trabajando semanalmente, presentar proyectos de ley, emanar cartas al gobierno, y sobre todo denunciar públicamente por los medios de desinformación burgueses este absurdo montaje. Que continue, dejando en claro que no es nuestro motor de lucha anticapitalista.
La presión que ejerció esta movilización logró q el día 24 de marzo se diera fin al cierre de la investigación y la salida de la carcel de 3 imputados, 2 por medio de la corte y 1 por el tribunal (esperando apelación de la fiscalía), todos se encuentran con arresto domiciliario lejos de cámaras y uniformes.
Para nosotros el gran logro de este prolongado ayuno fue sentir diariamente la complice solidaridad demostrada en todas partes del globo, escuchar como se multiplicaron los gritos de exigencia de libertad, los hermosos lienzos desplegado en el hormigón de diferentes lugares y colgados en punto neurálgicos de esta caótica ciudad fue nuestro alimento, nuestra energía que nos permitió resistir 65 largos días sin ingerir alimento alguno.
La imaginación voló y se multiplicó, abrazamos cada gesto, cada grito, cada acción, cada llama que nos acompañó cada día, sin esta ferrea solidaridad esta movilización jamás habría sido escuchada.
LA SOLIDARIDAD ES UN ARMA QUE TRASPASA FRONTERAS
A LA CALLE TODOS LXS PRESXS DE LAS MENTIRAS DEL PODER!!!
MÓNICA CABALLERO Presa Politica Anarkista.
ANDREA URZÚA Prisionera politica libertaria.
CPF SEAS
jueves 28 de abril 2011.
Comunicados tirados de "Libertad a lxs 14.a" (aquí e aquí)
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20 nov 2012
[Chile] Boas novas do "Tortuga" e de Gabriela
Colamos de VivalaAnarquia estas duas notícias que nos dam conta de que a Corte de Apelaçons rejeitou o recurso da fiscalia que pretendia volver julgar como terrorista ao compa anarquista Luciano Pitronello "Tortuga" e da reapariçom nas ruas da compa Gabriela Curilem dando assim por finalizado o seu periodo de clandestinidade que durou 2 anos e 3 meses.
Assim contam em VivalaAnarquia que ontem 19 de novembro, e passadas as 12 horas, a Octava Sala da Corte de Apelaçons de Santiago rejeitou o recurso de nulidade apresentado pola parte acusadora no caso de Luciano Pitronello. O recurso era o derradeiro intento desesperado da fiscalia para volver a começar o juízio desde o início, com a finalidade de lograr umha condena por Lei Antiterrorista. Afortunadamente isto nom aconteceu e Luciano cumprirá a sua condena por infraiçom à Lei de Control de Armas e Explosivos, de 6 anos em régime de liberdade vigiada tal como já sentenciaram os juízes do Tribunal Oral no Penal, quem determinaram que Luciano nom é terrorista.
Doutra banda, informa também VivalaAnarquia de que a compa Gabriela Curilem, e também ontem 19 de novembro, reapareceu nas ruas pola manhã.
Lembra VivalaAnarquia que Gabriela se passara à clandestinade a raiz do Caso Bombas, específicamente desde o 14 de agosto de 2010, dia em que se realizaram os arrestos e dera-se início a um juízo político que terminara de fracassar em 1 de junho deste ano, o dia no que xs 5 últimxs processadxs foram absoltxs. Nesse caso, Gabriela fora acusada como financieira da suposta asosiaçom ilícita que fabricava e instalava bombas.
Durante a manhã de ontem, Gabriela junto a advogadxs apresentou-se ante os sistemas de justiza chilenos e ficou com que tem que ir assinar (nom sabemos si cada semana ou cada mes) mas na rua.
Mais informaçom neste mesmo blogue:
Caso Tortuga
Caso Bombas Leer más...
Assim contam em VivalaAnarquia que ontem 19 de novembro, e passadas as 12 horas, a Octava Sala da Corte de Apelaçons de Santiago rejeitou o recurso de nulidade apresentado pola parte acusadora no caso de Luciano Pitronello. O recurso era o derradeiro intento desesperado da fiscalia para volver a começar o juízio desde o início, com a finalidade de lograr umha condena por Lei Antiterrorista. Afortunadamente isto nom aconteceu e Luciano cumprirá a sua condena por infraiçom à Lei de Control de Armas e Explosivos, de 6 anos em régime de liberdade vigiada tal como já sentenciaram os juízes do Tribunal Oral no Penal, quem determinaram que Luciano nom é terrorista.
Doutra banda, informa também VivalaAnarquia de que a compa Gabriela Curilem, e também ontem 19 de novembro, reapareceu nas ruas pola manhã.
Lembra VivalaAnarquia que Gabriela se passara à clandestinade a raiz do Caso Bombas, específicamente desde o 14 de agosto de 2010, dia em que se realizaram os arrestos e dera-se início a um juízo político que terminara de fracassar em 1 de junho deste ano, o dia no que xs 5 últimxs processadxs foram absoltxs. Nesse caso, Gabriela fora acusada como financieira da suposta asosiaçom ilícita que fabricava e instalava bombas.
Durante a manhã de ontem, Gabriela junto a advogadxs apresentou-se ante os sistemas de justiza chilenos e ficou com que tem que ir assinar (nom sabemos si cada semana ou cada mes) mas na rua.
Mais informaçom neste mesmo blogue:
Caso Tortuga
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11 may 2011
[$hile.- Caso Bombas] As 14 antiautoritarias presas desde o 14 de agosto já estám nas suas casas, ainda que 9 ficam em arresto domiciliário

Tras 65 dias em greve de fame, as pessoas procesadas pola montagem “caso bombas”, lograrom obter a sua saida de prisiom (com “arresto domiciliário”), à espera do juízo.
Os primeiros compas em sair forom, Vinicio Aguilera, Pablo Morales e Rodolfo Retamales (“El Garza”), os dos últimos ex militantes do "Movimientos Subversivo Lautaro", a quem se lhes postulava como líderes da “rede terrorista”, depois veu a quenda de Camilo Pérez e Carlos Riveros e de seguido Omar Hermosilla, Andrea Urzúa e Mónica Caballero e finalmente, em 5 de maio, sairom os dos últimos encarcerados por esta montagem, Felipe Guerra e Francisco Solar. Além, o juiz aprovou o sobreseimento para Cristián Cancino, quem seria, segunda a fiscalia, um colabourador da “organizaçom ilícita”.
Das 6744 probas apresentadas na sua contra, já som mais de 1000 as que forom descartadas e catalogadas polo juiz como “argumentos de quarta categoria de sociologia barata” e assim vai ficando ao descuberto que todo este processo, nom é umha outra cousa que umha perseguiçom ideológica contra aquelas pessoas que se reivindicam anarquistas e que luitam de diversas formas para superar a desigualdade e a opresom na que nos atopamos submergida a maioria da humanidade.
Tirado de periodico-solidaridad
Clica cá para ter mais informaçom do caso bombas em Abordaxe Leer más...
11 dic 2013
[Chile] Un guarda de seguridade mata un atracador e a prensa volta falar do caso Bombas
Reproducimos correo recebedo desde Chile, hoxe que soubemos do medre das "responsabilidades represivas" dos guardas de seguridade no estado español (tema do que falaremos em breve en Abordaxe):
Esta mañá, en Santiago de Chile, un guardia de seguridade matou a un compa e detiveron a outros dous, nunha sucursal dun banco. De momento a única noticia que teño é esta http://www.24horas.cl/nacional/violento-asalto-a-sucursal-bancaria-termina-con-un-muerto-978208, que virá totalmente sesgada, pero serve para que esteamos atentos, e para ir espallando info e solidaridade.Apertas.
Na noticia en cestón di:"Dos de ellos ingresaron al lugar en una actitud sospechosa, lo que llamó la atención del guardia, quien por primera vez se desempañaba como guardia de seguridad y anteriormente estuvo en el Ejército como cabo segundo de reserva.
Cuando descubrió que llevaban un arma, disparó contra ellos...
Colamos tambén a ligación a outro falsimedio onde titulan: "Detenidos por asalto a sucursal bancaria de Pudahuel fueron indagados en el caso Bombas" e narran como ambos detidos foron obxecto de seguimento policial por ser partícipes dos protestos contra o xuízo do caso "Bombas" e alén seguen con a teima de criar líderes anarquistas e así comenta este falsimedio: "se determinó que al menos Hermes González Henríquez formaba parte de un movimiento anarquista, que habría sido liderado por Rodolfo Retamales Leiva, alias “El Garza”".
Non consideramos interesante nen traducir nen copiar as noticias íntegras destes medios, se queredes (se tendes tragadeiras) podedes lelas nos enlaces subliñados.
Seguiremos cando teñamos máis e mellor información e obrigadas pola imediatez á remitente.
eDu
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Esta mañá, en Santiago de Chile, un guardia de seguridade matou a un compa e detiveron a outros dous, nunha sucursal dun banco. De momento a única noticia que teño é esta http://www.24horas.cl/nacional/violento-asalto-a-sucursal-bancaria-termina-con-un-muerto-978208, que virá totalmente sesgada, pero serve para que esteamos atentos, e para ir espallando info e solidaridade.Apertas.
Na noticia en cestón di:"Dos de ellos ingresaron al lugar en una actitud sospechosa, lo que llamó la atención del guardia, quien por primera vez se desempañaba como guardia de seguridad y anteriormente estuvo en el Ejército como cabo segundo de reserva.
Cuando descubrió que llevaban un arma, disparó contra ellos...
Colamos tambén a ligación a outro falsimedio onde titulan: "Detenidos por asalto a sucursal bancaria de Pudahuel fueron indagados en el caso Bombas" e narran como ambos detidos foron obxecto de seguimento policial por ser partícipes dos protestos contra o xuízo do caso "Bombas" e alén seguen con a teima de criar líderes anarquistas e así comenta este falsimedio: "se determinó que al menos Hermes González Henríquez formaba parte de un movimiento anarquista, que habría sido liderado por Rodolfo Retamales Leiva, alias “El Garza”".
Non consideramos interesante nen traducir nen copiar as noticias íntegras destes medios, se queredes (se tendes tragadeiras) podedes lelas nos enlaces subliñados.
Seguiremos cando teñamos máis e mellor información e obrigadas pola imediatez á remitente.
eDu
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20 abr 2011
[Comunicado Chile] PERSECUCIÓN IDEOLÓXICA, MONTAXE E REPRESIÓN.

Reproducímosvos un comunicado que se está a difundir dende o Centro Social Autónomo cueto con Andes a raiz dos acontecementos que tiveron lugar no seu centro social dentro dun marco fortemente represivo para o movimento anarquista e ainda máis acentuado dende que naceu o espectáculo mediático do "Caso Bombas", do cual foron encarceradxs compas que levan dende o pasado 21 de febreiro en folga de fame.
Solidariedade cos compas presxs de Chile!!!
E xa sabedes, a difundir...
Realizamos este comunicado a partir da necesidade de denunciar os feitos e sucesos ocorridos ao redor desta casa-centro social e as persoas que viven, participan nel ou o visitan. Todo isto no marco da arremetida represiva emprendida polo estado en contra de persoas, colectivos e espazos situados e activos en antagonía co sistema capitalista e as súas lóxicas coercitivas, que hai pouco menos dun ano deixou ver o seu rostro co mediático e teatral “Caso Bombas”, pero que ven desenvolvéndose sistematicamente hai varios anos en contra do mundo libertario, anarquista e antiautoritario.
O 14 de agosto de 2010, nun operativo policial-televisivo denominado “operación salamandra”, que contou cun despregamento simultáneo en Santiago e Valparaíso, resultaron encarcerados/as 14 compañeiros/as acusados de formar parte dunha asociación ilícita terrorista que pon bombas, segundo a fiscalía, a cargo de Alejandro Pena. Esta sería unha organización xerarquizada, que tería lideres determinados pero que –paradoxalmente -funcionaría cun sistema “democrático” no que por baixo destes supostos lideres estarían todos os demais acusados ordenados de maneira horizontal, tese que contrasta fortemente coa das autoridades anteriormente a cargo do caso, para as que existía unha imposibilidade de obter resultados xa que, segundo elas, os grupos “supostamente” responsables son grupos sen xerarquía, lideres nin orgánica determinada.
Aplicando a lei antiterrorista, herdanza da ditadura militar de Pinochet, o estado e a fiscalía poden facer uso de figuras como a presunción, declaracións de testemuñas sen rostro, intervención á privacidade das persoas investigadas (escoitas telefónicas, monitoreo de correos electrónicos) e solicitar o encarceramento preventivo dos/as acusados/as polo período que dure a investigación. Neste caso, despois de máis de 4 anos de indagatorias os únicos resultados arroxados son a detención de 10 das\os 14 compañeiras/os, sen respeitar o principio de inocencia e sen probas dabondo para procesalos, razón pola cual a fiscalía solicitou 6 meses máis de investigación, que á data traducíronse en xa case 8 meses de prisión preventiva e, recentemente hai unhas semanas cos/as nosos/as irmáns/as nunha folga de fame líquida fai máis dun mes, lógrase o peche desta.
As probas coas que contan son, por dicir algo, débiles e inconsistentes: escoitas telefónicas triviais, fotos de amigos camiñando pola rúa, literatura política, afiches, panfletos, supostas “probas científicas” ou “trazas”. A fiscalía e os xuíces consideran que estas serían probas suficientes para manter en prisión preventiva e en condicións extremas de peche a 10 do/as acusados/as e por riba a fiscal Pena ameaza, a través da prensa oficial, que presentará 794 testemuñas (dos cuais 4 son “testemuñas reservadas”), 221 peritos e 6.744 evidencias materiais, documentos e informes periciais. Se sumamos ao anterior o perfil construído e estereotipado pola prensa masiva; canles de televisión como Megavisión, Canle 13 e diarios como A terceira e O Mercurio criminalizan a persoas que viven ou frecuentan casas okupas e centros sociais/contraculturais, que visten dunha forma, que escoitan determinados estilos musicais, que participan en colectivos anticapitalistas, que se autodefinen como anarquistas ou antiautoritarios, etc. E, se a todo isto ademais lle engadimos a directa relación que quedou ao descuberto entre o ministerio do interior, a fiscal Pena, as policías e os medios de comunicación, temos como resultado unha persecución por parte do Estado, case no conxunto dos seus dispositivos, en contra de grupos e individualidades rebeldes e críticas, activas, mobilizadas e que fan da súa vida unha loita pola liberdade.
Cremos que todo este aparato mediático, xurídico e policial é parte dunha montaxe creada polo poder para perseguir e amedrentar a quen tomen un posicionamento antagónico fronte ao seu modo de rexer a vida, contra calquera que alce a voz e avance na construción e o intercambio de ideas e accións críticas no camiño da deconstrucción dos valores e a moral que a cultura hexemónica impuxo sobre os nosos corpos.
Denunciamos a fustigación policial que vivimos cotidianamente ao saír da nosa casa, con vixianza encuberta -pero non invisible-, con controis de identidade constantes ás\aos compañeiras/os que habitan e/ou visitan o espazo. Sendo xa, case, algo común que de chegada ou de saída te deteñan prepotentemente os carabineros de chile e te obríguen a identificarte, te fagan preguntas e, se se lles dá a gana, te leven sen razóns para realizarte o control na comisaría.
O Centro Social Autónomo Cueto con Andes é un espazo comunitario e aberto no que converxen diversas organizacións e individualidades para desenvolver iniciativas de carácter social, político, artístico, educativo e de autoxestión, sempre direccionados cara á propagación da crítica ao sistema capitalista e as relacións sociais de autoridade e poder que nel se promoven.
Nesta casa desenvólvense diferentes instancias, todas sen fins de lucro; realízanse obradoiros gratuítos, funciona a biblioteka comunitaria e barrial “Punky Mauri”, a Canle Barrial 3, créanse redes con medios independentes, con colectivos Hip-Hop, con organizacións en poboacións, estudantís, con compañías de danza, teatro, músicos, artistas visuais, etc. E, simultaneamente, é un espazo habitacional no que residimos persoas con diversas ideas, que desenvolvemos distintas actividades (artísticas, sociais, políticas) e labores (estudantes, traballadores) e que mantemos o espazo de maneira colectiva e independente.
Somos individualidades críticas cos modelos usados polas institucións para narrar o que elas chaman a Historia, na que só contan a verdade dos poderosos, que silencian ou omiten a resistencia, a loita contra a opresión, que encobre os crimes cometidos polo estado e mantén ás persoas na ignorancia e o descoñecemento acerca de como se desenvolveron os acontecementos no tempo, dos intereses que hai detrás da política e da submisión da vida ás necesidades do sistema económico.
É por iso que tomamos a palabra e pronunciámonos para denunciar unha persecución ideolóxico-política que, coa desinformación e o silencio da opinión pública, ten a 10 persoas concientes e activas no cárcere e, ao mesmo tempo, hostiga aos seus próximos/as, buscando atemorizar e anular calquera signo de solidariedade.
Queremos deixar rexistro fronte a todos e todas quen teñan acceso a este documento que nos últimos meses fomos testemuñas e protagonistas dun constante clima de vixianza, seguimento e amedrentamento por parte da policía ao redor do Centro Social Autónomo Cueto con Andes. Notamos como funcionarios de civil obsérvannos (os/as mesmos/as veciños/as do barrio son testemuñas e achegáronse a nós para denuncialo) e séguennos cotidianamente. Vimos, ademais, como nalgunhas instancias de traballo social que realizamos no barrio, como o é a Feira do Trueke na Praza Yungay, carabineros chegou violentamente a obrigarnos que rematemos a actividade, cortando a luz da praza e ameazando con traer ás forzas especiais para dispersar aos/as veciños/as, compañeiros/as e nenas/os que participaron da xornada.
Xunto con todo isto, ocorreu outro feito que nos chamou a atención e que cremos necesario mencionar. Hai uns meses foi achado fóra da casa, xusto en fronte da porta, un estraño bolso dentro do cual compañeiros/as atoparon dous extintores. Por sorte nese momento apareceu o personaxe que os deixou aí: un suxeito con aparencia de esmoleiro, ao que ninguén lembraba ver polo sector e increpóuselle rapidamente para que retirase o bolso da entrada da casa.
Facendo este comunicado non pretendemos victimizarnos nin, de ningunha maneira, reclamar ou pedir algo ás autoridades. Vemos claramente as intencións coercitivas destas prácticas e comprendemos isto como parte dun enfrontamento permanente e explícito entre os gardiáns da orde dos ricos e os que non aceptamos estas condicións de dominación e nos rebelamos dende distintas frontes de acción, creación e propaganda.
Somos un espazo solidario coas/os compañeiras/os presos/as políticos/as encerrados/as e acusados/as de conformar unha inexistente asociación ilícita terrorista e cremos firmemente en que todo isto é parte da montaxe a cargo de Rodrigo Hinzpeter e Alejandro Pena, en complicidade coas policías e os medios de comunicación masivos.
BASTA DE FUSTIGACIÓN POLICIAL
LIBERDADE Aos\AS PRESOS/AS DA MONTAXE “CASO BOMBAS” EN FOLGA DE FAME DENDE O 21 DE FEBREIRO
FIN Á LEI ANTITERRORISTA
Centro Social Autónomo Cueto con Andes
Abril 2011 Leer más...
8 ago 2010
La fiscalía chilena pretende relacionar los atentados anarquistas con un supuesto “fabricante” de bombas de extrema derecha (Chile)

Justo al cumplirse el plazo dado por Alejandro Peña, el nuevo fiscal destinado al “caso bombas” en Chile, para obtener resultados, la extraña detención de un conocido fascista mientras fabricaba artefactos explosivos en su casa (en la que se encontrarían también su hijo, esposa y padre) da alas a rocambolescas teorías mediáticas que apuntan a la preparación de un gigantesco montaje judicial.
La detención de Roberto Gajardo Rubilar, apodado “el nazi” y relacionado con el narcotráfico, tras alardear, supuestamente, de su participación en atentados, permite a la fiscalía asegurar que este sujeto se dedicaba a fabricar bombas para vendérselas a los anarquistas (entre 80.000 y 100.000 $ por cada una). Este inefable personaje habría afirmado tal disparate. Curiosamente esto sucede cuando el ministerio del interior anuncia su intención de reformar la “ley antiterrorista” para garantizar impunidad a los colaboradores y arrepentidos.
Todo apunta a la fabricación de un montaje por parte de la judicatura chilena según el cual los grupos anarquistas de acción ya no fabricarían las bombas caseras en las okupas, siendo autónomos entre sí, como hasta ahora venían repitiendo los medios de desinformación, si no que estarían fuertemente jerarquizados y tendrían divididas sus tareas al estilo de la delincuencia organizada tradicional. Bien claro lo deja el diario chileno “La Tercera” al afirmar: "los autores de los atentados explosivos constituyen una asociacion ilicita de caracter terrorista con un mando determinado. Ademas , supone que otras personas estan dedicadas a la fabricacion y colocacion de explosivos, que existiria una organica que recauda fondos para estas actividades y otra encargada de publicitar los ataques en paginas web".
Los montajes policiales no son desconocidos para las autoridades chilenas como quedó patente en el reciente caso de Asel Luzarraaga, anarquista Vasco que se encuentra bajo arresto domiciliario, después de pasar por las cárceles chilenas, por su supuesta participación en unos atentados en los que ha quedado demostrado que no pudo participar, y al que supuestamente le encontraron en su casa unas bombas caseras que todo parece indicar que fueron colocadas por la propia policía (más información sobre este caso aquí).
Todo parece indicar que dentro de poco asistiremos al lamentable espectáculo jurídico de la cacería del anarquista merced a las delirantes confesiones de un fascista “arrepentido”. Ya ni siquiera se molestan en dar a los montajes un mínimo de verosimilitud.

La mayoría de la información la hemos extraído de este enlace de la página de contrainformación Hommodolars . Leer más...
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24 ago 2010
Libertad con cargos para 6 de los acusados por el “caso bombas”, otros ocho imputados permanecen en prisión (Chile)

El pasado miércoles 18 de agosto, el 11º juzgado de garantía de Santiago de Chile, encargado de formalizar las detenciones, dejaba en libertad a 6 de los arrestados aunque bajo estrictas medidas cautelares. Ocho de los detenidos se mantienen en prisión, al igual que Gustavo Fuentes “el grillo” que ya se encontraba encarcelado acusado de intento de asesinato a su ex pareja (una de las liberadas).
El fiscal Alejandro Peña ya ha anunciado que recurrirá la libertad de dos de los liberados. Del mismo modo la defensa recurrirá a la corte para revertir la prisión preventiva.
La sesión duró casi 17 horas y en ella la fiscalía utilizó escuchas telefónicas, videos incautados y análisis periciales de los explosivos a modo de pruebas contra los acusados.
40 personas fueron detenidas fuera de los juzgados por solidarizarse con los encausados, algunas de ellas acusadas de desordenes y daños a la propiedad pública y otros al tratar de acceder en manifestación a las inmediaciones del recinto.
El “caso bombas” alude a 23 atentados explosivos de los más de 100 que han sucedido en Chile durante los últimos años.
En Argentina, el jueves 19, tuvo lugar una concentración de apoyo a los detenidos frente al consulado de Chile en Buenos Aires. Mientras que en la ciudad de Córdoba Capital una docena de personas lanzaron panfletos, realizaron pintadas, lanzando bombas de pintura y colocaron cuatro bombas de ruido contra el consulado. Cinco personas fueron arrestadas por ello.
En Barcelona varios desconocidos sellaron las puertas y ensuciaron la fachada de una exposición de arquitectura penitenciaria a 50 metros de la comisaría de Via Laietana. En el comunicado dedican la acción a los presos en general y a los 14 chilenos en particular.
También en México un grupo denominado “Columnas Terroristas de lxs Revolucionarixs de Negro” ha lanzado un comunicado en solidaridad con los anarquistas chilenos en el que se responsabilizan de una serie de amenazas a diversas autoridades.
Información extraída de las páginas de contrainformación: Hommodolars, Culmine, Afilando nuestras vidas.
Y también de la prensa burguesa chilena: diario La Tercera, en este otro enlace del mismo diaro y en El mercurio Leer más...
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