3 jul. 2014

[Grécia] Xs presxs suspendem greve de fome contra as prisons de "segurança máxima"

As mais de 4.500 pessoas presas que estiveram, até o 1º de julho, em greve de fome em quase todas as prisons do território do Estado grego contra a criaçom das prisons de "segurança máxima", suspenderam a sua greve. O comunicado que emitiram (ler abaixo) por um lado faz referência à propostas para melhorar o projecto de lei do Ministério da "Justiça" e da suspensom da greve de fome e, por outro lado, alertam que nom colocam fim à suas mobilizaçons.

As alteraçons introduzidas pelo Ministério som:

- Xs presxs nessas prisons serám aquelxs que foram condenadxs a mais de 12 anos de prisom. Este limite no projecto de lei era de 10 anos. Nesta categoria estám incluídxs todxs xs prisioneirxs condenadxs por envolvimento em grupos de luta armada, ou seja, esta modificaçom nom os afeta, porque suas penas som muito maiores.

- A duraçom da sua detençom inicial nestas prisons é reduzida (de quatro) em três anos. No entanto, nestes três anos podem ser dadas várias prorrogaçons de dois anos cada umha.

- Se reduz a cinco anos de detençom nestas prisons para os condenados por envolvimento em "gangues criminosas" - o projecto de lei inicial previa dez anos de detençom para eles. Assinalamos que os presos políticos nom estám nesta categoria, umha vez que foram processados e condenados com a chamada "lei antiterrorista". Estes prisioneiros estarám pelo menos dez anos presos nos calabouços de segurança máxima. Nesses dez anos de prisom, no entanto, podem ser dadas para eles várias prorrogaçons consecutivas de dois anos cada umha.

Comunicado do comitê de luta dos prisioneiros que suspenderam a greve de fome:

Hoje, terça-feira, 1º de julho, suspendemos a greve de fome massiva em todo o país, que havíamos começado contra o projecto de lei sobre as prisons de segurança máxima. Suspendemos a greve de fome, mas nom acabamos com a nossa mobilizaçom. Pelo contrário, recarregamos as forças e advertimos o Ministério que nom vamos permitir o funcionamento do Guantánamo grego nem na prisom de Domokós ou em qualquer outro lugar.

Continuamos ressabiados ante as propostas de melhoria do Ministério, que serám apresentadas nesta quinta-feira, 3 de julho, e estamos prontos, se necessário, para lutar com todos os meios para cancelar o projecto de lei monstruoso sobre a criaçom dessas prisons de máxima segurança. Sabemos que nada iria melhorar se nom fizéssemos a greve de fome.

No entanto, o Ministério tem que saber que, contra o silêncio organizado imposto pelos meios de comunicaçom de massa, escondendo a greve de fome mais massiva que já foi feita no país (4.500 prisioneiros em greve de fome), se for necessário, passaremos para formas de resistência mais combativas. Para bom entendedor, meia palavra basta.

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