23 abr. 2014

22M - Dar paus de cego ou botar balons fora

Se primeiro carregarom contra umha disparatada cissom de Resistência Galega as culpas da "violência" dessatada no 22M contra as unidades da UIP, que interviram desaforadamente antes de ter rematada a numerosa manifestaçom pelas ruas de Madrid (com umha precissom milimétrica para coincidir com á hora da conexom com os telejornais da noite); agora, descartada tal esperpêntica escusa, semelha que o responsável político (tal como contavamos ontem dando como fonte notícias de agências) Ignacio Cosidó, tem pensado escorrer o bulto dirigindo agora as culpas a uns supostos grupos de carácter anarquista insurrecionalista (AI), tipo "Comando Mateo Morral", que actuariam de forma organizada.

Tudo o que seja por nom assumir responsabilidades; umha táctica que, nesta sua "democracia", soe dar-lhes bos resultados, como se passou com as 11 pessoas assassinadas pola Guarda Civil em Ceuta, crime impóluto que se resolveu tirando as culpas aos próprios migrantes por ter cruzado a raia; igual que agora pretendem fazer responsaveis dos incidentes ás pessoas que respostaram as primeiras violentas cárregas policias, umha resposta claramente espontánea e que, por muito que queiram, nom garda relaçom com nengum grupo organizado "terrorista" que se queiram inventar (agora que nom podem culpabilizar nem a ETA nem ao seu entorno).

A falha de escuitar as suas palavras no congresso espanhol, aguardamos que nos explique como alguém pode organizar com antelaçom umha liorta como a que se armou numha manifestaçom de perto dum milhom de pessoas e donde sabia-se que ia ver milheiros de polícias fortemente armados.

Cumpre lembrar-lhe ao Cosidó que os seus próprios agentes que pertenecem ao grupo de antidisturbios declararam a sua crênça em que os seus jefes sucumberam ante os intereses dos políticos (Cosidó é político) e figeram públicas as suas críticas direitas á «nefasta actuaçom» dos responsáveis do operativo organizado, e assim tanto o Sindicato Unificado de Polícia (SUP) como a Confederaçom Espanhola de Polícia (CEP) apuntaram á má gestom «obscurantista» do próprio Ignacio Cosidó, na investigaçom dos «erros» do operativo no que muitos polícias resultaram feridos «por umha mais que evidente falha de aptitude no liderazgo e organizaçom do dispositivo».

E assim, o secretário de Acçom Sindical do SUP, Miguel Ángel Fernández, pedira a dimissom de Cosidó porque «él foi quem tentara convencer aos polícias de que os políticos tinham que saber primeiro o curso das investigaçons e nom a través dos meios de comunicaçom» e qualificou de «falha de respeito o trato que receberam por parte dos seus superiores» quando os próprios agentes solicitaram essa informaçom. Pola sua banda, o responsável da CEP, José Canales, indicara que «nom se entende cómo se rachara no 22M o princípio fundamental de têr um ponto de encontro e um grupo de apoio» ás unidades de intervençom, e exigira que «se tomem decisons políticas com carácter urgente», porque em Espanha «as decisons políticas sempre se fam esperar e este país nom está afeito ás demissons».

Além, poucos dias depois do 22M, o 'número dous' da Polícia, o director Adjunto Operativo (DAO) Eugenio Pino, na sua única reuniom com os sindicatos policiais se comprometera a depurar responsabilidades no Corpo se se acreditavam erros no operativo, e o mesmo ministro do Intérior, Jorge Fernández Díaz, reconhecera só um dia depois a existência desses erros, sem que, de momento, se produziram cese algum na Polícia.

Os sindicatos policiais sinalam direitamente ao jefe da UIP de Madrid, o inspector jefe Francisco Javier Virsea --com pouca experiência no posto-- e ao responsável das unidades a nível estatal, José María Ruiz Igusquiza. Denunciam má planificaçom, falha de coordinaçom e tardança en dar a ordem de ajudar aos polícias agredidos. As críticas também vam dirigidas ao próprio Comissário Geral de Seguridade Cidadá, Florentino Villabona.

Pero como digemos no cabeçalho é mais doado tirar balons fora e dar paus de cego para ver a quem colhem como novo grupo terrorista que poida substituir a ETA nas culpas de todo o que seja violência fóra da própria dos medios repressivos do estado, que é a única legal e com garante de veracidade.

Por certo, terám também "presunçom de veracidade" as declaraçons no Congresso do Cosidó??

Insisto no que ontem figurava no desenho da notícia: "Pouco Pam e Péssimo Circo"

eDu

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