2 ene. 2014

Noticias represivas e solidárias de Mónica Caballero e Francisco Solar

Do 18 ao 22 de dezembro tivo lugar a Campanha de Solidariedade Internacional com xs 5 anarquistas de Barcelona e pola liberdade de Mónica e Francisco. Diferentes acçons foram realizadas em distintas partes do mundo, e algumhas de-las recolhidas na web de ContraInfo, como em Zaragoza, Getafe, La Orotava(Tenerife), Hamburgo, Paris, Tebas e Tesalónica (Grécia), Barcelona, Olympia (EEUU), Porto Alegre (Brasil), Altsasu (Nafarroa), Montevideo, Santiago (1), (2) e cárceres (Chile),  donde até cinco persoas presas realizaram umha greve de fome solidária (acá o seu Comunicado).

Além tivo lugar a Marcha á prisom de Brieva (Ávila) donde recém (e tal como já contamos acá em Abordaxe) fora transladada Mónica. Colamos a continuaçom a crónica desta Marcha que recolhemos também de ContraInfo e rematamos a notícia com as próprias palavras de Francisco e Mónica umha vez passada a Semana de Solidariedade Internacional e que também recolhemos de ContraInfo.

Crónica da marcha a Brieva

Em domingo 22 de dezembro, dentro do chamado de solidariedade internacional com xs anarquistas detidxs em Barcelona, umhas 30 persoas decidimos marchar á prisom de Brieva (Ávila), a donde Mónica fora transladada o dia anterior.

Umha vez lá rodeamos a prisom berrando em solidariedade com a nossa companheira Mónica e com todas as persoas presas. Lançamos foguetes e petardos para ser escuitadxs por todas as presas lá encirradas e nalguns pontos poidemos intercambear, a berros com elas, algumhas palavras de ánimo e apoio.

Todo transcorrera sem nengum incidente destacável (além claro da presência nas garitas de carceleirxs e guardas civis que nom pararom de tirar-nos fotos) até que, pouco antes de ir-nos, apareceram uns seis ou sete carros das forças repressoras do Estado (neste caso Polícias nazi-onais).

Nesse intre a situaçom mudou radicalmente. Xs agentes da polícia procederom a identificar e cachear a todxs, entre insultos e ameaças, e golpeando sem duvidar à hora de abrir-lhe a cabeça a um dos nossos compas.

O saldo final foi de umha compa levadx a comisaria para ser identificadx, outrx compa com umha brecha e meia cara amoratada e o mais importante, a demonstraçom de que xs nossxs companheirxs presxs nom estám sozinhxs, de que a sua repressom nom vai frear a nossa solidariedade e de que jamais cesará a luita pola liberdade.

Mónica e Francisco liberdade
Presxs á rua

Abaixo os muros das prisons
Morte ao estado

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Escrito de Mónica Caballero e Francisco Solar

Aqui estamos de novo, estas paredes de formigom e barrotes, entre cámaras e carcereiros. Acá estamos de novo, sem agochar a cabeça e orgulhosos do que somos. Orgullosos de ser parte do vendaval impredecível que busca acabar com todo atisbo de Poder que, umha vez mais, quita a careta e deixa-se ver tal qual é, na sua brutalidade e também, porque nom, na sua debilidade. Neste caso particular, a colabouraçom entre o estado chileno e o espanhol, para lograr o nosso encerro demonstra o coordinado que podem estar para fazer fronte ao que percebem como ameaça, pero a importância que nos otorgam estes senhores do Poder nom refleja outra cousa que a sua fragilidade. Os seus inconsistentes discursos de seguridade som o manto que oculta o temor de saber que umha casualidade pode desatar o balbordo geralizado. Os seus golpes e mordazas nom fam mais que fortalecer-nos ao afiar as nossas ideas e as nossas vidas para qualificar-nos no enfrentamento permanente.

Saudamos com um forte abraço todas as expresons de apoio, som um empurre que debilita os barrotes. Entendemos a solidariedade como a constante posta em práctica das nossas ideas anarquistas, em todas as suas formas, que fam entender ao inimigo que acá nada termina, que todo segue no cárcere ou na ruae. Desde donde se estea: nem um minuto de silêncio e umha vida de combate. Sobre todo á imensa mostra de solidariedade de companheiros que utilizarom os seus corpos como arma levando a termo umha greve de fame.

Saudamos a quem continuam tecindo cumplicidades, a quem se aventuram ao desconhecido, a quem os motiva a incertidume, a quem insistem pola anarquia. A eles todo o nosso respeito e carinho.

Recebemos com muita tristeza a morte de Sebastián, pero à vez enche-nos a alegria a sua vida coerente com os seus ideais: um guerreiro pleno. Gostariamos de estar com os compas que choram ao nosso caido, pero só desde acá enviamos-lhes muita força e um «veremo-nos pronto».

Mónica Caballero
Francisco Solar
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Para escreber as compas:

• Mónica Andrea Caballero Sepúlveda

CP Brieva. Ávila
Ctra de Vicolozano
05194 Ávila - Espanha

• Francisco Javier Solar Dominguez

CP Madrid IV Navalcarnero
Crta N-V km 27,7
28600 Madrid – Espanha

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