12 dic. 2013

O exércicio da violência legal nas maos da ultradireita. A nova lei da vigiância privativa.

Umha das cousas que mais ressalta ao respeito da nova Lei de Segurança Privada é o feito de que nom fosse apoiada por algumha das forças políticas mais pró-capitalistas como som o PSOE, IU ou UPyD. A sua negativa, mais alá dos motivos éticos de defensa dos privilégios das forças de "seguridade" pública e da "típica" hipócrita busca de votos, caberia busca-la na sua nula participaçom económica nos "holdings" dos exércitos mercenários privativos, dos que si som parte moi importante as famílias da ultradireita católica apostólica militante nas fias do nazionalismo espanhol mais râncio(PP ou España 2000).

Deste jeito o nacionalismo espanhol do PP junta-se ao catalám (CiU) e ao basco (PNV) para votar a favor desta militarizaçom dos "seguretas" (CiU e PNV por as mesmas razóns de sempre, dado que o PP cedeu várias competências em matéria de seguridade com estas duas "nacionalidades históricas" e desconheço se pilham cacho por via direita da participaçom económica nas empresas do ramo, mas nom seria nada estranho), o que vai permitir apatrulhar as cidades com elementos armados sem mais preparaçom que estar dispostos a matar por defender os intereses do gram capital (bancos, centros comerciais, grandes empresas privativas,...) tal como se acaba de passar em Santiago de Chile, quando um vigiante armado (ex-militar) disparou contra os atracadores dum banco nada mais ver que iam armados e sem mediar palavra algumha, matando a um de-les (ver notícia em Abordaxe).

A realidade seguinte vai permitir que um "memo" que acadou o uniforme e as armas pola sua ideologia ultradireitista poida parar-te na rua porque considere que tu es sospeitosa de têr cometido um delito e poida identificar-te, revistar-te e mesmo deter-te num espaço público até que cheguem as forças de segurança do Estado que se fagam cárrego da situaçom (o que se passa até agora dentro das mega-tendas dos centros comerciais, vai-se passar a suceder também em plena rua se esta está catalogada, por exemplo, como "centro comercial aberto").

A lei apresentada polo PP vem-se calibrando desde há bem tempo coincidindo com a decisoom da ETA de abandonar a luita armada. Até que ETA anunciara a trégua, o negócio da seguridade privativa ia vento em popa: escoltas e seguretas tinham assegurado o seu trabalho de vigiantes da seguridade de cárregos públicos (em especial do PP, mas também do PSOE e PNV).

Esse negócio está em grande medida nas maos dumha das famílias mais râncias do PP basco: Os "Mayor Oreja", quem, já em fevereiro de 2002, tres dos irmáns da família e junto ao nosso actual presi Marianito Rajoy, apresentaram umha demanda civil contra Xabier Arzálluz de protecçom a sua honra, quando este declarara ao respeito dos intereses de Jaime Mayor Oreja e alguns dos seus familiares em empresas privativas de seguridade e na possibilidade de privatizar certos serviços de seguridade pública e policiais (feito que se produziu com o tempo quando a geralizaçom dos seguretas na proteçom de instituiçons oficiais, espectáculos públicos ou estaçons de ferrocarril e aeroportos, além de serviços de escolta e proteçom de políticos e altos ejecutivos de empresas públicas)

Jaime, José María e Carlos Mayor Oreja e Mariano Rajoy, perderam essa demanda, e nom só foi desestimada, senom que até dois órganos judiciais diferentes (o julgado de Primera Instância de Vitoria e a Audiência Provincial de Áraba) consideraram além "temerária" ao dar por sentado que as afirmaçons de Arzálluz som veraces, é dizer que nom só se practicou a devida diligência na sua averiguaçom senom que se declaram como feitos provados no julgado de 1ª Instância tanto a participaçom de Jaime em EULEN como a do seu irmám José María em Prosesa e noutras empresas de seguridade, nas que também participam outros directivos do PP, como Prosegur, Prosesa e Protexa; e para mais "inri", na sentência que resolveu o recurso de apelaçom da Audiência Provincial de Vitoria, vai-se mais alá e declarase provado que toda a família é sócia e tem cárregos de muita responsabilidade em diferentes empresas de seguridade, mesmo como presidentes ou administradores únicos. Assim os "Mayor Oreja" e também Mariano Rajoy (na altura, o sucessor de Jaime em Interior) tiverom que pagar as costas procesais, e ainda que insistiram e interpugeram um recurso de casaçom ante o Tribunal Supremo, este também desestimou-no com esta sentência: “No curso do procedimento considerou-se provado que os demandantes, membros da família Mayor Oreja, pertenceram como apoderados, administradores ou acçonistas, a diversas companhias de seguridade privada e que no momento de apresentar-se a demanda ainda seguiam obstentando cárregos nas mesmas ou outras empresas”.

Agora vai-se ver incrementadas as suas milhonárias ganâncias, se bem nunca forom empresas em perigo de ERE's ou regulaçons, dado que desde que se privatizara a vigilância em serviços públicos o montante do negócio é mais que florescente, assim, por ejemplo durante os governos de Aznar de 1996 até 2001, este fora o melhor cliente das empresas de seguridade que perceberom mais de 700 milhons de euros em adjudicaçons (e, em contra do que poiderades pensar, nom foi o Ministerio de Intérior o que realizara um maior desembolso, senom o de Fomento, com a privatizaçom da seguridade em aeroportos e estaçons).

O outro grande beneficiado desta nova lei é tambem umha formaçom da ultradireita, neste caso valenciana com fortes ligaçons com o PP de Rita Barberá e dos Fabra, España 2000, da que o seu presidente, Jose Luis Roberto, é copropietario de Levantina de Seguridad desde há muitos anos, e mantém vínculos moi íntimos com a asociaçom ANELA de clubes de alterne. Ademais Jose Antonio Ocio Albiñana, Secretario General de España 2000, figura como asociado da patronal valenciá de seguridade privada como membro da empresa Roberto Ramón. Ambas empresas deixam bem clara a súa ideologia fascista e agora vam a poder patrulhar, identificar e deter a quem quiger com o práceme das leis.

eDu, segundo informaçom recabada de:

A Jaime Mayor Oreja no le interesa que desaparezca ETA por Rafael González Morera Mayor Oreja: el liberalismo como coartada
El negocio de seguridad privada de la ultraderecha

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