17 jun. 2013

Despeje da Acampada da Assembleia de Paradxs de Vallekas.- Crónica e testemunhas dun outro caso de Criminalizaçom da Protesta e de Violência Policial


Souberamos dias atrás da decissom da Assembleia de Paradxs de Vallekas de realizar umha Acampada no "Parque de las Siete Tetas" para vissibilizar a problemática deste barrio e protestar contra a reforma laboral, o paro, os recortes, a perda de direitos básicos, o resgate à banca em troques das pessoas e a corrupçom, soubemos do éxito da convocatória, da boa vizinhança que desde um primeiro momento solidarizou-se com elxs (com aportes de comidas e de abrigo, e de, ainda mais importante, boas doses de carinho), da pressom policial de todas as formas e cores (nacionais, locais, à paisana, de uniforme,...); e agora nom temos mais que sumar-nos à denúncia dos feitos acaecidos na madrugada do dia 13 quando efectivos das policiais municipal e espanhola antidisturbios (totalmente apetrechados)figerom acto de apariçom as 6 da manhã e procederom ao despeje violento das pessoas acampadas.

Mas imos dar-lhe o protagonismo a quem o tem e reproduzimos acá (traduzido ao galego) a sua Crónica e fotos do despeje e colamos o video que gravarom as activistas de "PeriodismoDignoTV" e a ligaçom ao aúdio da Entrevista em RadioVallekas:

Hoje durante a madrugada do Joves 13 de Junho, produciu-se o desmantelamento do campamento de paradxs no que se reivindicavam os direitos mais básicos da caste trabalhadora como o da vivenda, alimentaçom, sanidade, educaçom etc. Pois podemos observar como expulsam à gente dos seus fogares, como impidem aos sectores mais castigados polo capitalismo o acesso à sanidade, a privatizaçom dos centros de estudo e demais “reformas” que construem umha sociedade desigual e injusta destinada a beneficiar a um pequeno sector da povoaçom a base de castigar à maioria.

Este despeje, levado a cabo polas forzas repressivas do Estado, começou às 6:10 AM, entanto todxs xs ali acampadxs durmiamos.
A polícia entrou com umha enorme quantidade de carros patrulha e furgons de antidisturbios ao campamento, com a habitual indumentária de escudos, chalecos anti-balas, porras e pistolas de balas de goma. Ao berro de “¡POLICÍA!” golpeavam as tendas de campanha e sacavam a xs operárixs das mesmas, aglutinándo-nos numha zona do parque donde pediam-nos a documentançom. Tra-la identificaçom ordenarom a xs acampadxs recolher as suas tendas baixo ameaças de destroça-las se este processo nom se dava num periodo máximo de 5 minutos, expressado literalmente com as seguintes palavras: “Después de ser identificados recogerán sus pertenencias. Si en 5 minutos no habéis terminado, recogeremos nosotros y ya sabéis cómo… Así que no hagais eso de perder el tiempo” …com a actitude chulesca da que goçam aquelxs impunxs ante a justiça. Alguns dxs compas durante a recolhida virom como as suas tendas forom rajadas e golpeadas polxs antidisturbios. Mentras se despejava a zona, um outro grupo de antidisturbios derribava o monumento construido no dia antérior na cume da montanha adicado à caste operária, no qual colabouraram todxs aquelxs trabalhadorxs que ou bem vissitavam ou coulaboravam no desenvolvimento da acampada escrevendo diferentes lendas, pensamentos… nas bandeiras expostas. Esta actuaçom, sumada às demais aqui comentadas, ataca à liberdade e a dignidade da caste trabalhadora.
Durante o despeje proibirom-nos qualquer possibilidade de comunicaçom com compas para receber ajuda, assim como avissar aos seus lugares de trabalho a algumhas das pessoas que se atopavam apoiando axs desempregadxs do campamento e bloqueando a entrada da vizinhança da zona com um enorme cordom policial. Outra actuaçom coactiva foi a ejercida contra os medios de informaçom alternativos imposibilitándo-lhes realizar o seu trabalho.

Em nengum momento, devido ao número tam elevado de corpos repressivos do Estado, tivemos opcçom a defender-nos.
Este feito mostra como o proletariado sofre a repressom direita do Estado no momento que reivindica os seus direitos, pretendendo fazer ilegítima a nossa luita amparándo-se na lei que eles configurarom para garantir os seus privilégios, os quais defendem despregando numerosos dispositivos policiais com os seus respectivos materiais, pagados com dinheiro público, aquel que nom destinham às necessidades do povo senom a oprimir-lhe brutalmente.

Todxs xs operárixs que participamos em dita acampada condenamos esta actuaçom policial e todos os ataques deste Estado, que se fai chamar democracia, contra a caste trabalhadora.

Nom permitiremos que se nos criminalice, durante a estância neste espaço respeitamos axs vizinhxs dos edificios colindantes e o terreno no que resistiamos. Continuaremos concienciando à povoaçom, luitando pola igualdade, a justiça e a liberdade e defendendo todo aquilo que nos pertence e este sistema elitista pretende arrebatar-nos.

ATÉ A VITÓRIA SEMPRE!

Entrevista em Rádio Vallekas (Radio-Barrio) a Assembleia de Paradxs ao respeito do despeje e das nossas origens e fins, aguardamos que vos serva para saber de que trata isto:


eDu

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