24 sept. 2014

"Superando Nacionalismos e Guerras" .- Declaraçom dos participantes na 8ª Feira do Livro Anarquista dos Balcáns

Colamos esta declaraçom que nos enviarom desde ANA ao respecto das luitas e das guerras por causa da ideologia "nacionalista", fazendo mençom especial á guerra desatada na Ucrânia e a essa lógica absurda de se posiçonar a favor dum estado ou doutro por intereses corporativos nacionalistas. Declaraçom que foi assinada polos participantes desta juntança anarquista co galho da feira do livro e que foi realizada em Mostar, umha cidade dividida em dous depois da guerra dos Balcáns, se bem esta divisom nom foi a causa desta guerra senom por intereses nacionalistas das classes dominantes, com umha parte occidental (croata) e outra oriental (bosnia-herzegovina), e que segue dividida pese a que a maioria da sua populaçom está a favor de unifica-la (para que despois contem histórias da caida do muro de Berlim e do final dos conflitos este-oeste):

"Está claro que o nacionalismo é umha ferramenta usada contra as classes exploradas. Nos Balcáns, especialmente na regiom da ex-Iugoslávia, o ascenso da ideologia nacionalista na década de 1990 ajudou a tornar possível o brutal ataque capitalista contra a sociedade. Se atomizou ainda mais a populaçom e foram aniquiladas as redes previamente estabelecidas de cooperaçom e solidariedade.

A necessidade de confrontar a ideologia nacionalista desde umha perspectiva radical e antiautoritária nos reuniu em Mostar em 5 e 6 de setembro de 2014, para a 8ª Feira do Livro Anarquista dos Balcáns. Vínhamos da Bósnia e Herzegóvina, Croácia, Sérvia, Eslovênia, Albânia, Romênia, Grécia e outros países fora da zona dos Balcáns.

A verdadeira natureza do nacionalismo em nengumha parte é mais evidente que em Mostar, umha cidade dividida em duas, onde os sinais de brutalidade durante a guerra continua sendo evidente nas ruas e edificaçons. É essencial dar-se conta de que esta divisom nom foi a causa dessa guerra, senom a consequência de guerras e ideologias nacionalistas criadas pola classe dominante. Isto estava claro para os manifestantes em Tuzla que escreveram a pintada "Morte ao nacionalismo", assim como para os manifestantes em Mostar que queimaram a sede dos partidos nacionalistas em fevereiro.

No entanto, em outras partes do mundo, novos nacionalismos e conflitos se estám criando na mesma linha e com consequências previsíveis.

Muitos na actual Ucrânia pensam que tem que responder às falsas opçons de guerra que apresentam os Estados e as corporaçons, entre eles se encontram inclusive alguns anarquistas e "anarquistas¹". Nós, no entanto, mantemos que o nacionalismo é sempre umha ideologia que reproduz o Estado, um sistema de repressom e exploraçom, e confronta a explorados e oprimidos uns contra os outros. Hoje vemos na Ucrânia o mesmo mecanismo que se utilizou também nas guerras na antiga Iugoslávia: o nacionalismo é a ferramenta dos poderosos para empurrar as pessoas para a guerra, para os interesses do capital. Como anarquistas, nos opomos a todos os esforços de guerra na antiga Iugoslávia através da solidariedade que continua até nossos dias. Longe do pacifismo liberal ou obsessons com exércitos guerrilheiros de esquerda nacionalista, nossa luta nunca tomará o lado da política militarista e de destruiçom em que se baseiam todos os Estados"
.

Contra o nacionalismo, o militarismo e a guerra!

Contra todos os governos e Estados!

Pela solidariedade e a autonomia!


[1] Por exemplo, com aqueles bem intencionados e dedicados jovens nacionalistas de "Mlada Bosna" de Sarajevo de 1914 influenciados pelo anarquismo, e sobretudo com o grupo "anarco"-nacionalista "Slobodari" de Sarajevo de 2014, todas as tentativas de combinar o anarquismo com o nacionalismo, tem demonstrado que o resultado sempre termina em puro nacionalismo. "Slobodari" é um pequeno grupo de Sarajevo que se faz passar por anarquista, mas mantem contacto com os nazis da Ucrânia (os chamados nacionalistas autônomos de "Resistência Autônoma"). Há sítios web que criam muita confusom, incluindo umha página web "Cruz Negra Anarquista Bálcãs".

Mais sobre este ponto aqui (em inglês).

Introduçom para Abordaxe de Tancredo Tantonto

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