7 ago. 2014

[Itália] A nossa luta nom é violência

Colamos de ContraInfo (pt) este artículo assinado por Pasquale “Lello” Valitutti aparecido no nº 0 do Aperiódico anarquista italiano da Cruz Negra Anarquista:

Há violência quando se interrompe um estado de paz e se cria injustiça.

Lançar toneladas de bombas sobre países indefesos, causando numerosas víctimas e destruindo infraestruturas essenciais: isto é violência. Invadir e ocupar países estrangeiros com alegadas missons de paz: isto é violência. Encher o subsolo de material tóxico e causar um número incalculável de mortes: isto é violência. Garantir que uns poucos se tornem cada vez mais ricos, enquanto a maioria se torna cada vez mais pobre: isto é violência. Encerrar homens e mulheres em prisons, manicómios e CIES: isto é violência. Levar o nosso planeta ao precipício dumha destruiçom irreversível: isto é violência. A lista de crimes com os quais se mancha o poder todos os dias é interminável.

Quem está ciente disso e passivamente assiste a este teatro dos horrores, cúmplice se faz. Quem sabe, mas reage apenas com a palavra, quer seja a falar ou por escrito, expressando somente dissidências estéreis, também é cúmplice. Quem critica a luita anarquista marcando-a como “violência” nom fai mais que engrossar as filas dxs muitxs que, por comodidade ou cobardia, se fam cúmplices dos crimes do poder.

Nós, anarquistas, amamos sinceramente a paz e a justiça, tanto que para alcançá-las nom hesitamos em utilizar todas as formas de luita compatíveis com as nossas ideias.

Quem luta contra o poder nom é violentx, está acima disso; é quem nom combate quem o legitima com o seu próprio silêncio e a sua passividade. A luita revolucionária nom interrompe nengum estado de paz, somente intervém num estado de violência e tirania para restabelecer a paz e a justiça. Apenas umha luita clara, dura e incisiva contra o poder pode testemunhar a nossa vontade de nom sermos cúmplices. Sem dúvida, a acçom directa: o ataque destruitivo e sem mediaçons contra as propriedades do poder e dos seus representantes é a forma de luita mais eficaz e menos recuperável.

A nossa forma de actuar nom é violência, é só um raio de luz que rompe as trevas da opressom e ilumina cenários de libertaçom.

Pasquale “Lello” Valitutti

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