20 ago. 2014

[EEUU] Resistência e mobilizaçons em comunidades negras dos EUA aumentam depois do assassinato de Mike Brown

Hoje destacam os falsimedios a morte dum outro moço negro de 23 anos a mans da polícia de San Luis, do que só aportam o dado de que tentara roubar numha tenda armado com um coitelo e que depois se achegara a um metro dà polícia com o coitelo na mam berrando "Disparáde-me agora, matáde-me já", ao que dois policias figerom caso, assassinando ao moço.

Publicamos este texto enviado pola ANA, assinado por Lucía Angela Bambace e publicado no "Periódico Solidaridad" (jornal comunista libertário de Colómbia):

Em 9 de agosto em Ferguson, estado de Missouri, Mike Brown, um jovem negro de 18 anos, foi assassinado pola polícia apesar de estar desarmado, e de levantar as mãos quando foi detido. Brown estava a caminho de visitar sua avó com um amigo, a polícia os deteve quando estes caminhavam pola rua. O encontro intensificou quando Brown resistiu a ser detido, e entrar dentro do carro da polícia. Como tentavam escapar, a polícia disparou nos jovens em repetidas ocasions até dar com Brown. Seu amigo, Dorian Johnson, disse que a polícia continuou disparando mesmo depois de se voltarem com suas mãos levantadas. Nos dias que seguiram, umha multitude de gente se reuniu em protestos onde Brown foi assassinado, e a manifestaçom se estendeu por várias partes da cidade durante o fim de semana. Em, 16 de agosto, o governador de Missouri, Jay Nixon, ordenou o estado de emergência e implementou um toque de queda na cidade de Ferguson para frear as manifestaçons em repúdio ao assassinato do jovem. Sendo criticado no mesmo momento em que se apresentava ante a imprensa, onde se escuitou o grito de “Queremos justiça”. Até uns momentos, os manifestantes asseguraram nom respeitar o toque de queda.

A primeira fotografia de Brown utilizada para denunciar sua morte mostrava-o na graduaçom de sua escola. Pouco depois começou a circular outra imagem, onde aparece vestindo umha camisa esportiva e fazendo um sinal com suas mãos, para associá-lo com estereótipos violentos.

Através das reaçons populares, a imprensa tem tergiversado os feitos, registrando que as manifestaçons tratam de negros que representam um perigo para a sociedade. Este esforço das autoridades e dos meios de manipular os acontecimentos, é para tirar a legitimidade dos chamados polo “fim da violência aos jovens negros”, e a vigilância de suas comunidades, que se explicam em grande parte, polo legado histórico do racismo nos EEUU. Da mesma forma, trata-se de silenciar as vozes do povo mais marginalizado, que sob a acçom direita, tem tido a potencialidade política de acrescentar as divisons da classe trabalhadora estadunidense.

Fica claro que esta onda de protestos, reflete as lutas cotidianas que tem alcançado seu ponto máximo até este momento. Em várias cidades, manifestantes têm demostrado sua solidariedade levantando as mãos, em alusom ao gesto de inocência de Mike Brown antes de ser assassinado, e dos negros em geral, que vivem diariamente os golpes mais duros do neoliberalismo: moradias precárias, cortes aos pressupostos de bem estar e educaçom pública, aumento na presença da polícia, o crescimento de cárceres, salários baixos, entre outros. Tudo isto representa um problema de fundo: um sistema que apesar de haver trocado sua forma, continua explorando, marginalizando e oprimindo.

A questom que afrontamos hoje, em Ferguson, é como as mobilizaçons das comunidades negras podem desenvolver-se em um projecto mais amplo, para recuperar seus bairros, proteger seus filhos e filhas, expulsar a polícia e eliminar as raízes históricas da supremacia branca. No processo, surge a seguinte pergunta: Como podemos construir e fortalecer organizaçons sociais para combater a violência do Estado, que consequentemente, fomente o desenvolvimento do poder popular? Temos que construir um movimento que possa sobreviver e crescer além deste momento que vivemos, devolvendo o poder às mãos do povo.

Mike Brown vive, a luta segue!

1 comentario:

  1. Hoje faise o dia dez dende o comezo das protestas, o saldo actual e de mais de 140 detidos mais de 50 feridos (varios deles de bala, por suposto a bofia di que non e cousa sua).
    Hoxe saia na CNN imaxes dun coctel molotov que a policia casualmente atopu no meio da estrada, a guarda nacional (do exercito) xa esta movilizada...

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