27 ago. 2014

[Berlim, Alemanha]: Operaçom policial em larga escala contra refugiados.

Colamos de ContraInfo (pt) esta notícia e as actualizaçons da mesma (até ontem):

Desde a segunda feira, 25 de Agosto de 2014 – após relatos nos media de massas de que o serviço de migraçom tinha rejeitado os pedidos de asilo de 108 refugiados – têm ocorrido, em Berlim, preparativos para o despejo desses refugiados que, no passado, tinham ocupado a Oranienplatz em Kreuzberg; daí tinham sido despejados no início de Abril de 2014, mas tinham assinado posteriormente contratos com o Senado de Berlim, que lhes tinha prometido outros lugares para ficar seis meses, quanto menos, e examinar cada pedido de asilo como caso único. É conhecido que partes dos acordos mencionadas no contrato tenham sido já quebrados no começo, p.e. alguns refugiados viram os seus pedidos rejeitados, sem o exame de caso único prometido e ameaçados de deportaçom, antes mesmo do período de seis meses ter terminado. Deste modo, o Senado enviou oficiais aos respectivos refugiados para os informar quanto à rejeiçom das suas candidaturas e lhes ordenar o abandono imediato das suas casas.

Também na segunda dia 25, cerca de umha centena de polícias e a Imprensa apareceram nas proximidades e frente à casa dos refugiados em Gürtelstraße, um antigo albergue no distrito de Friedrichshain. Além disso, na Gürtelstraße, há dois ou três dias atrás, a bófia tinha já armazenado barreiras de rua. Tudo isso indicava que haveria em breve operaçons policiais.

A polícia também apareceu pola Oranienplatz nesse dia, onde um dos seus carros de patrulha foi atacado com pedras por pessoas com raiva. Segundo relatos, um dos refugiados rejeitados cobriu-se com gasolina e ameaçou incendiar-se.

Umha parte dos refugiados da Oranienplatz têm estado em Marienfelde, um bairro na periferia de Berlim. Nom há relatos independentes ainda sobre o que aconteceu com eles (apenas relatos da media, afirmando que eles saíram sem protestos visíveis).

A situaçom no dia seguinte, (26 de agosto, depois das 16:00, hora local), em Gürtelstraße, Friedrichshain é que, quanto menos, dois refugiados estám no telhado da casa. De acordo com relatos de rua, vários refugiados já deixaram a ex-hospedaria onde estavam a viver. Há várias centenas de polícias a cercar a área. Além disso, a imprensa está lá em grande número. O que falta som pessoas em solidariedade com os refugiados. Há apenas um par de pessoas, que som bastante passivas. Nengumha faixa, ainda sem palavras de ordem, apenas alguns slogans escritos com giz, na calçada. A área nom está fechada; pessoas em solidariedade podem chegar ao local, vindas de qualquer parte. Polícias anti-motim estám localizados na Gürtelstraße, Dossestraße e Scharnweberstraße. Há também umha quantidade grande de polícias disfarçados, na área. Agora a polícia está à espera de ordens dos seus chefes. Qualquer tipo de acçom, em solidariedade com os refugiados e também a fim de distrair a polícia dessa zona é mais do que bem-vinda!

- 1ª Actualizaçom (dia 26 por volta das 17:30 hora local):

Há três refugiados no telhado do albergue em Gürtelstraße, Friedrichshain. Há várias barreiras policiais e a entrada na área bloqueada só é permitida a residentes com bilhete de identidade ou membros da imprensa. Palavras de ordem, entoadas em apoio aos refugiados, assim como sirenes de polícia, podiam ser ouvidos a maior distância.

- 2ª Actualizaçom ( dia 26 cerca das 19:00, hora local):

Há umha pequena concentraçom de sentados na rua diante dumha barreira policial. Nom existem pessoas atrás das outras barreiras da bófia. A brigada de incêndio está plantada na rua com dois colchons infláveis ​​(eles usam essas coisas quando as pessoas saltam por algumha razom a partir da janela, etc).

- 3ª Actualizaçom ( dia 26 cerca das 20:00, hora local):

Ainda estám quanto menos três refugiados no telhado do albergue em Gürtelstraße. Xs apoiantes ainda estám um tanto passivxs e à espera. Bófia anti-motim está estacionada no telhado do Hotel Georgenhof, que é o prédio ao lado do antigo albergue (os dois telhados nom estám ligados). Nas ruas há cerca de 50 pessoas (transeuntes curiosxs incluídxs).

- 4ª Actualizaçom (cerca das 22:00, hora local):

- A manif iniciada na Frankfurter Tor acabou de chegar.
- Havia cerca de 150 a 200 pessoas na barreira da rua.
- Agora as pessoas por lá estám a contribuir menos e a escassear.
- Gritaram-se palavras de ordem, p.e: “Estamos aqui, vamos lutar. Liberdade de movimento é um direito de todos”.
- Há também algumhas faixas.
- Lugares para dormir som necessários para os refugiados expulsos.
- Gente em solidariedade estabelece umha concentraçom com microfone aberto, oposta à barreira, onde os discursos som mantidos por solidárixs e refugiadxs, informando sobre a sua situaçom.
- Num desses discursos, foi declarado que há mais de 60 pessoas do antigo albergue na rua Guertel entre aqueles que tiveram os seus pedidos rejeitados, a maioria deles deixou 10 pessoas que estariam ainda dentro do albergue ou no telhado.
- Outros refugiados que som afetados som de um alojamento de refugiados em Marienfelde e de um terceiro grupo em Hardenbergstrasse (Charlottenburg / Wilmersdorf).
- Também foi salientado que isto é apenas o começo e cada um/uma dxs refugiadxs que assinaram o acordo e que nom tenha comparecido para um encontro com as autoridades, ou que tenha tido o seu pedido rejeitadx, corre sério risco de perder as suas acomodaçons, os apoios financeiros e há também a enorme ameaça de deportaçom.

- 5ª Actualizaçom (dia 27 de Agosto, 08:30):

- Os refugiados estám ainda no telhado.
- Poucxs apoiantes passaram a noite atrás da barreira policial.
- A bófia ainda está a bloquear nos locais acima mencionados.
- Durante a noite, a bófia começou a impor um “serviço especial” sobre os moradores que vivem dentro da área sitiada e bloqueada; cada residente tem sido acompanhado por um robocop “salvador” até à porta de entrada das suas casas.

Mais atualizaçons à medida que cheguem…

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