11 ago. 2014

[África do Sul] Boletim informativo do Colectivo Anarquista Africano Tokologo

Acostumamos dar pulo, de quando em quando, á informaçom que nos chega de lugares remotos onde a anarquia esta presente e activa, às vezes esta informaçom da-nos certa perspectiva de como vam as coisas nestes lugares e acercam-nos a experiências similares às que vivemos por acá. Este é o caso desta notícia, onde a agência ANA fai-nos saber que este boletim, que vai já polo seu 3º nº, vem de sair as ruas. Está em inglês e podedes descarrega-lo à ìntegra neste enlace. Mas, a ANA também nos envia a editorial traduzida e colamos polo seu interés em conhecer o que se passa na África do Sul:

Bem-vindx à 3ª Ediçom de "Tokologo", produzida por membros do Colectivo Anarquista Africano Tokologo, sediado em Gauteng, África do Sul. Nossxs membrxs vem de Joanesburgo, Khutsong, Sebokeng e Soweto; nos dedicamos à luta pola liberdade plena da classe trabalhadora e pobre, na África do Sul e além. Nós nom queremos a privatizaçom (propriedade capitalista), nós nom queremos a nacionalizaçom (propriedade do Estado), queremos a autogestom e a socializaçom (propriedade da comunidade e dxs trabalhadorxs) da terra e todos os outros recursos produtivos.

Antes de continuar, gostaríamos de ressaltar nosso pesar em relaçom à morte de nossa camarada Lawrence Zitha, para quem temos um obituário nesta ediçom. Vá em paz, camarada! Você deixará saudades.

Na época da publicaçom, nosso país recém passara por eleiçons estatais. Nós nom achamos que as eleiçons som um caminho para a classe trabalhadora e pobre: nós precisamos de algo melhor. Nós precisamos nos organizar e mobilizar, exterior ao Estado e contra ele, exterior aos capitalistas e contra os capitalistas.

Os grandes problemas que enfrentam as massas continuam. O crime é um deles. Está claro que a polícia é completamente incapaz de resolver o problema. Isso é demonstrado polos artigos sobre a tragédia em Khutsong, onde, frustrados polo crime, membros da comunidade assassinaram gângsters. O Estado respondeu a esta acçom - e às demandas para a limpeza da área - através de umha ocupaçom massiva da municipalidade. Violência policial e assédios eram comuns; umhx de nossxs membrxs foi severamente afetadx. Eventualmente a comunidade exigiu que a polícia fosse embora. Mas enquanto o ganguismo continuou, os membros da comunidade acusados dos assassinatos no fim de 2013 foram para os tribunais.

Outros artigos mostram que nom faz sentido esperar o governo combater o crime: a polícia parece disponível para matar trabalhadores e manifestantes (como podemos ver em Marikana em 2012), mas ainda assim, a corrupçom permanece descontrolada no Estado. Xs que denunciam a corrupçom, como demonstra esta ediçom, som ameaçadxs e pressionadxs por políticos poderosos.

Entretanto, estes mesmos políticos querem votos - e líderes da COSATU (Congresso de Sindicatos da África do Sul) parecem determinados a continuar despejando campanhas eleitorais, ao mesmo tempo em que o dinheiro utilizado nestas campanhas poderia ser mais bem utilizado em organizaçom e luta.

Mas onde podemos encontrar umha alternativa?

Em primeiro lugar, é crucial construir umha organizaçom política anarquista, com umha agenda clara: mobilizaçom e educaçom da classe trabalhadora, construir contrapoder, e lutar contra a classe inimiga.

Segundo, podemos aprender com o passado. Nós nom vimos do nada. Nós vimos dumha tradiçom internacional poderosa e heroica, do anarquismo/sindicalismo. Isso também possui raízes profundas no continente Africano.

Entom esta ediçom inclui artigos sobre a história do anarquismo e do sindicalismo na África do Sul, observando a Liga Internacional Socialista e os Trabalhadores Industriais da África em 1910, assim como o Sindicato de Trabalhadores Industriais e Comerciais (ICU) na década de 20. Estes viram das nossas oficinas.

É importante observar esta história, para entom sabermos de onde vimos. Mas também é importante olhar para trás e aprender das nossas vitórias e derrotas passadas. Como mostra o ICU, sem umha estratégia clara, controle operário efetivo, e finanças transparentes, nengumha organizaçom de massas pode conduzir o projeto dumha transformaçom social radical, o projecto anarquista.

Certamente as coisas nom podem continuar como estám: como disse sabiamente muitos anos atrás T. W. Thibedi, um de nossos antepassados no movimento: "Por que todos os trabalhadores devem ser submetidos polos ricos quando som eles que fazem todo o trabalho do País?".

Para baixar a revista clique aqui:

https://zabnew.files.wordpress.com/2014/07/tokologo-03.pdf

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