18 mar. 2014

Um relatório do Colectivo Ca-Minando Fronteras confirma as Mentiras e Falsidades do ministro do Interior espanhol e do seu paladim "Cuco" Fdez de Mesa nos assassinatos da raia de Ceuta.

Que cada quem tire as suas conclussons deste Informe do Colectivo Ca-Minando Fronteras, mas eu tenho bem claro que as declaraçons da gente migrante que tratou de cruzar a raia nesse dia nom tenhem viso algum de ser falsas, em tanto as declaraçons do ministro e do seu "partenier", o director da garda civil, modificadas até por tres vezes (segundo iam saindo novas provas das suas falsárias declaraçons), nom me merecem creto algum e reto-lhes a que cumpram a sua palavra de denunciar a quem questone o papel da guarda civil nesses feitos. Por suposto os gardas nom som responsáveis, dado que obedecem ordes e já se sabe que quem nom tem cerebro para considerar ás migrantes como pessoas nom pode tomar decisons vitais e desobedecer aos seus mandos por moi bárbaras e inumanas que sejam ditas ordes.

Culpabilizo aos responsaveis de tal matança de ser osideólogos da mesma e aguardo que, nalgum dia, paguem polos assassinatos de tantas pessoas desesperadas. Nom pedo dimisons nem condenas porque nom compartilho o seu jogo de bos e malos e os cárceres sempre me darám nojo. Pero sim quero colar acá algumhas das palavras das superviventes a esta massacre, que foi cordinada desde o governo das espanhas contra gente inocente que só busca poder viver. Que servam para espalhar a verdade dos feitos:

“Nom utilizamos a violência, por isso imos muitos ao mesmo tempo, para evitar a violência da parte dos militares porque ao ver-nos em massa tenhem medo”.

“As primeiras vezes dispararam ao ar, quando se percataram de que estávamos chegando á parte espanhola, entom dispararom aos corpos. A mim a primeira bala chegou-me ás minhas costas e a segunda á mandíbula.”

“Pensávamos que iam bloquear-nos por todos os meios, é normal, é umha fronteira, pero nom pensamos que fossem disparar-nos com as armas quando estávamos na água”.

“Vim a tres alinhados nas rochas para disparar, tiravam ao corpo, se te davam num olho nom era o seu problema”.

“A polícia marroquina intentou reter-nos pero nom podia porque éramos muitos. Atravesamos todos os controis e chegamos á água. Quando estávamos no água a Garda Civil constatou que algo se passava, sairom e começarom a disparar-nos aos corpos. Disparavam e os flotadores picavam-se. De golpe vejo um fume que se eleva desde a água, era o gas lacrimôgeno que
lançavam, isso afogava ás pessoas. Personalmente desmaiei-me, a única image que me fica na minha cabeça porque o meu amigo com quem ia sempre e com quem chegara a Marrocos
perdeu a sua vida. A única imaxem que lembro é a do fume que se elevava desde a água”.

“Figerom-nos muito dano. Temos umha ma imagem dos marroquinos pero desta volta nom figeram nada. Estamos decepcionadas, pensávamos que quando chegas á água e á zona espanhola estás já protegida. Os marroquinos choraram quando começamos a rezar polos mortos muçulmanes, retiravam-se os seus sombreiros e choravam”


eDu

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