25 oct. 2013

Questonando a escola. Alternativas á educaçom convencional.

Co galho de greves e demandas dumha educaçom pública sem ponher nada mais em questom, como se a situaçom antérior fosse defendível, publicamos esta reflexom dxs compas de TodoporHacer

     “A Escola (pública, moderna) jurde no século XIX para resolver um problema de ordem público, para amoldar o material humano ás exigências da produçom (a fábrica) e da política (a democracia). Reforma moral da povoaçom, tendente a forjar “bos operários” e “bos cidadáns”: esse foi o seu objecto. A partir de entóm, abre-se umha fissura descomunal, um hiato maiúsculo, na história da transmissom do saber e dos procedimentos socializadores: decreta-se a reclussom forçosa da infância e da joventude, o seu confinamento “educativo”. Desde essa hora e até hoje mesmo, o “estudante” define-se como um prisioneiro a tempo parcial.
    Pero á infância nom se lhe enclaustrou, sem mais, para “educa-la”. Encirrou-se e encerra-se para outras cousas…
    A Escola “serve” para combater e neutralizar as restantes esferas de transmissom cultural, as vias alternativas de socializaçom dos saberes, como apuntara A. Querrien -esferas e vias menos permeáveis aos projectos político-ideológicos da institucionalidade, ás proclividades adoctrinadoras do Estado. Como anti-rua, e para um maior control da subjectividade, a Escola aspira á hegemonia educativa.
    A Escola sequestra tambémn para conferir á “actuaçom pedagógica sobre a conciência” a duraçom e a intensidade que require a fim de constituir hábitos e estructuras de carácter assimilados, e assim denunciou-no Bourdieu.
    E vale a Escola, engadira Donzelot, para que a povoaçom “interiorice” a preeminência do Estado, organizaçom que impom o rapto temporal da joventude e força aos pais a cooperar em tal captura e em tal retençom.
    Hei aqui os propósitos prioritários da encarceraçom intermitente…”


Nistos tempos de recortes e subas de tasas no ensino público e das conseguintes movilizaçons na sua contra, fai-se necessário (mais ainda) deter-se a reflexonar sobre quê educaçom é a que se está defendendo e qual é a que realmente queremos. As palavras de Pedro García Olivo reproduzidas arriba (extracto de Educación obligatoria, no nº 3 da publicaçom En la Fila de Atrás) parecem-nos um bo ponto de partida para esta reflexom e crítica da instituiçom escolar.

A defensa muitas vezes (se bem nom todas) acrítica da “educaçom pública, gratuita e de qualidade” que vemos como consigna habitual nistos dias, é sinal de como a escola conseguiu situar-se no imaginário colectivo como instituiçom imprescindível, ostentando o monopólio da distribuiçom do conhecemento numha sociedade onde o ailhamento e individualismo som cada vez maiores e as relaçons comunitárias e a sua capacidade de transmissom de saberes forom destruidas. A escola é aceitada além como um elemento liberador, garante absoluto da igualdade de oportunidades e oásis salvador da miséria que ameaça o seu arredor. Em definitiva, sem escola nom há educaçom, e sem educaçom, há pobreza e exclussom social.

Pero a finalidade da escola, como sinala García Olivo, é bem distinta á de educar e emancipar. Estas condiçons de monopolizaçom da transmissom do saber e da aceptaçom popular da escola como necessária e liberadora, fam da mesma um instrumento de dominaçom e de perpetuaçom da ordem social tremendamente poderosa.

Até oito horas diárias de reclussom forçosa da infância nas que se lhe prepara para o futuro que lhe espera no mundo laboral e na sociedade adulta em geral, ensinando por riba de todo a obedecer á autoridade, a perseguir a obtençom de méritos e recompensas e competir por elos, e a delegar noutras pessoas a gestom e resoluçom das próprias necessidades (começando com a da própria aprendizagem) e do próprio tempo, mermando a sua capacidade de identi­ficar as motivaçons e intereses próprios.

Umha outra visom da aprendizagem

Fronte a este modelo oficial, existem e existirom ao longo dos anos outras formas de abordar a aprendizagem dos/as meninos/as, com diferências entre sí pero baseadas todas elas no respeto das suas necessidades e intereses próprios. Formas como as escolas libertárias, a nom escolarizaçom, as pedagogias nom directivas, etc., que amosam mediante a práctica que a aprendizagem nom tem que vir imposta desde fora e contra a vontade e os desejos dos/as crios/as.

Umha das premissas básicas em que se baseam estes modelos é o feito de que aprender é um impulso natural no ser humano e, polo tanto, para aprender nom fai fahta “ser ensinado”. A curiosidade natural é o principal motor da aprendizagem, de forma que o papel dos/as adultos/as (sejam as famílias ou as pessoas que ejercem a funçom de acompanhantes dos/as peques nestes espaços) nom deve ser o de impartir conhecementos, senom facilitar-lhes os medios e servir-lhes de apoio quando o necessitem.

Esta maneira de fazer supom umha individualizaçom do ensino, eliminando o currículum oficial que todos/as devem seguir ao mesmo ritmo na escola convêncional. O feito de que cada neno/a se interese mais por umhas áreas que outras e que aprenda cousas distintas segundo o seu próprio ritmo e curiosidade natural nom se considera como algo negativo, dado que o que se persegue nom é a acumulaçom de conheceimentos senom o desenvolvimento persoal de cada quem, tanto no plano intelectual como no afectivo, e a sua autonomia. Por isso facilitam-se espaços nos que as crianças poidam tomar as suas próprias decissons e resolver os seus problemas em colectivo, ademais de poder elegir a qué actividade adicarse, sendo eles/as os/as protagonistas do seu processo vital.

Disto deriva-se que nom tem sentido a evaluaçom de nengum tipo nem os juíços de valor, dado que nom se julga se umha actividade ou interés é melhor ou mais ajeitado que outro e nom há nengum estándar de conhecemento que se pretenda acadar.

Igualmente carece de sentido a segregaçom por idades. A convivência num mesmo espaço de nenos/as de distintas idades fai que o ambiente semelhe-se mais a um entorno social qualquer que ás aulas dumha escola convencional.

Estas características descritas som só alguns princípios básicos tomados como ponto de partida nos distintos tipos de escolas ou ambientes educativos nom autoritários, cada um deles com as suas particularidades e formas de funcionamento diferentes. Remata-se-nos o espaço e nom podemos entrar a descrever como gostariamos dalguns ejemplos que estám funcionando na atualidade, pero si queremos quanto menos nomear alguns deles para que quem esteja interesado/a poida informar-se mais em profundidade.

Tartaruga, projecto de pedagogia livre (Madrid) www.proyectotartaruga.blogspot.com (também podedes atopar umha entrevista ao projecto no nº18 desta publicaçom: www.todoporhacer.org/ entrevista-a-tartaruga-proyecto-de-pedagogia-libre).

Espacio Waslala (Zaragoza) www.espaciowaslala.wordpress.com

La Rueda, espaço de aprendizagem vivencial (Zaragoza) www.laruedablog.wordpress.com

Ojo de Agua, ambiente educativo (Alicante) www.ojodeagua.es

La Pinya, projecte d’educació lliure (Barcelona)

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