8 ago 2013

Desaloxos en Francia e Polonia

Xuntamos nunha mesma entrada dúas noticias chegadas ao noso correo, unha do desaloxo dun centro social en Cracóvia e a outra sobre dous desaloxos en Toulouse. Ámbalas dúas novas corresponden a "agência de notícias anarquistas-ana". Aquí van:

[Polônia] Polícia desaloja brutalmente okupa em Cracóvia

[Há poucos dias, a polícia polonesa desalojou com violência uma recém-okupação anarquista no centro da cidade de Cracóvia. Abaixo, um comunicado que os okupantes divulgaram após o despejo e o emparedamento do edifício.]

Comunicado:

A Okupa "Gromada" foi criada no centro de Cracóvia, perto da estação ferroviária principal, no distrito, o que é particularmente atraente para desenvolver atividades. Por muitos anos o prédio esteve vazio, então sua condição está ficando cada vez pior. No dia 12 de julho um grupo de ativistas em Cracóvia anunciou a abertura oficial de um centro sociocultural neste edifício. O evento foi acompanhado com os Ritmos de Cracóvia de Resistência [grupo de batucada que usa ritmos afro-brasileiros para apoiar-animar manifestações]. Os ativistas também organizaram um piquenique para os vizinhos.

Os okupantes conseguiram manter o prédio por 6 dias. Todos os dias brotavam na porta da okupa hordas de policiais. No dia 13 de julho, por volta das 5 horas da madrugada, uma patrulha da polícia dirigiu-se ao edifício. Os policiais queriam falar com os moradores. Dois ativistas, que estavam do lado de fora do edifício, foram atacados quando tentavam filmar a intervenção. Policiais os algemaram e levaram a dupla para a delegacia, onde foram insultados, intimidados e agredidos pelos policiais. O caso foi para o Ministério Público.

Na tarde do dia 19 de julho, o Centro Social "Gromada" foi expulso pelo representante dos coproprietários, que não têm direitos legais para fazê-lo. O representante foi ajudado pela polícia. Trabalhadores contratados demoliram janelas e portas, e então emparedaram o centro. O despejo durou cerca de quatro horas.

Os okupantes planejam recorrer aos tribunais para a defesa de seu estatuto de propriedade e direitos de arrendamento. Construído na rua Worcella nº 8, este é mais um exemplo de política antisocial das autoridades de Cracóvia. Enquanto muitas pessoas são afetadas por despejos e desabrigadas, um grande número de edifícios são deixados vazios e usados como forma de especulação imobiliária, para empreiteiras e investidores gananciosos.

A Luta continua!

Recuperar a Cracóvia!

Mais infos sobre o Centro Social "Gromada", fotos, e notícias de piquetes de solidariedade com a okupa, clique aqui:

https://squatkrakow.wordpress.com/

Tradução > Caróu




[França] Em Toulouse, autoridades despejam dois squatters

[Nos dias 26 e 30 de julho, autoridades francesas desalojaram dois squatters em Toulouse, numa verdadeira operação “modo de limpeza”. A seguir, um comunicado da Campanha de Requisição, Ajuda Mútua e Autogestão (CREA).]

Comunicado:

Próximo de completar o sétimo mês de ocupação, o Centro Social Autogerido (CSA), do bairro Faubourg Bonnefoy, foi despejado nessa sexta (26) de manhã por volta das 6h30. Uma centena de policiais, a Polícia de Fronteira (PAF), Dominique Bacle da Direção Departamental de Coesão Social e uma dezena de caminhões de mudança estavam presentes no local para tirar a nós e as nossas coisas, e varrer as pessoas sem documentos logo no início da manhã (“é melhor para trabalhar, faz menos calor”, disse um policial de bigode). Enquanto cada um de nós era controlado, podíamos escutar os projetos de férias dos policiais, sob os olhares dos militantes presentes. O Estado utilizou grandes recursos para botar as pessoas na rua.

Mais de 40 pessoas na rua, uma única noite em hotel para as duas famílias que tinham crianças presentes (as outras foram postas em albergues sem previsão de expulsão) e três pessoas encaminhadas ao posto policial pela PAF. Essas pessoas encontram-se agora com seus documentos de expulsão (Obrigação de Evasão do Território Francês), com tempo de um mês.

E para “melhorar”, nessa terça (30) de manhã, aconteceu a expulsão da La Caillasserie, também no bairro Faubourg Bonnefoy. A prefeitura realizou seu meticuloso trabalho. A PAF e a Senhora Bacle estavam lá presentes. Vendo que ali não havia pessoas sem documentos, rapidamente retornaram a seus escritórios. O despejo foi expedido, e logo veio um trator para destruir tudo.

Nos prédios vazios, tínhamos feito-os cheios de vida, de transformações, de organização. A Prefeitura esvazia o bairro Faubourg Bonnefoy de seus squatters e seus habitantes, e os prédios novamente se tornam vazios. E tudo isso retorna à especulação imobiliária e à preparação para a chegada do LGV (Trem de Alta Velocidade). Os pobres são postos longe da cidade, em privilégio dos grandes projetos inúteis.

A despeito da intensa repressão, continuamos com as demandas sempre e ainda!

Os membros da Campagne de Réquisition d’Entraide et d’Autogestion (Campanha de Requisição, Ajuda Mútua e Autogestão)

O que é a Campanha de Requisição, Ajuda Mútua e Autogestão (CREA)?

Uma CAMPANHA, isto é, um movimento social, um coletivo com todas e todos aqueles que queiram nele participar: os desalojados, as famílias deixadas na rua pelo Estado e pelo capitalismo, as pessoas que já não conseguem pagar as rendas de casa, as pessoas que estão fartas deste sistema, as pessoas solidárias, velhos, crianças, estudantes, desempregados, trabalhadoras precárias e sem esperança de uma remuneração decente…

Pela REQUISIÇÃO, há cada vez mais habitações vazias, cada vez mais gente que vive na rua e na miséria. Assim, nós que não esperamos nada do Estado e das autoridades que nos desprezam, requisitamos diretamente todos os edifícios e casas vazias, com aquelas e aqueles que têm necessidade. Não só para nos alojarmos mas também para organizarmos aí toda uma variedade de atividades, workshops, livres e gratuitos, postos à disposição dos bairros. Esta forma de alojamento, permite-nos a emancipação, uma maior disponibilidade para uma melhor reflexão noutros modos de vida, de organização, etc.

A AJUDA MÚTUA, nós não recebemos qualquer subvenção, nem desejamos alguma no futuro. Nós baseamos-nos na solidariedade, na recuperação, na reciclagem e na partilha para nos alimentarmos, nos vestirmos, nos mobilizarmos, e até para festejarmos a vida. Quanto às bases dos nossos encontros, elas guiam-se pela aprendizagem, troca e desenvolvimento dos saberes…

E a AUTOGESTÃO, nós não temos chefes, nem queremos. Tudo é decidido nas Assembleias Gerais que são reuniões públicas. Nós somos numerosos na CREA a tentar ultrapassar esta sociedade piramidal baseada no dinheiro, no poder, no racismo e no sexismo. É assim, que juntos, procuramos maneiras para destruir estas opressões que nos incomodam.

Pensamos firmemente que o Estado não é a solução, que ele faz parte do problema e que melhor que ninguém, nós somos as pessoas mais aptas para cuidar de nós. Assim, desde já, nós substituímos tudo isso, aqui e agora, pela solidariedade, pela igualdade e pela autonomia, reais e concretas.

Vídeo “O que é a CREA?”:

http://www.youtube.com/watch?v=FjyFWlNHLek (Visualização)

Tradução > Tio TAZ



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