4 mar. 2013

Sobre a Reproducibilidade


Colamos traduzido de ContraInfo esta analise para a sua leitura e debate

O dia a dia, nom sendo que pertenezas à clase dominante ou à elite intelectual, queima-te. Queima a todo o mundo, mais ainda quanto mais consciente sejas da injustiça diária materializada no madrugar para ir currar, o atasco, o trem, o autobus, a fieira do paro, o acto de fichar, a cara do jefe, as oito horas de alienaçom…

Em tempos de crise o queime geraliza-se, a misséria deprime à par que enerva, a actitude dos governantes actua a modo de acelerante da raiba, é o nosso momento.

A destruiçom do existente nom se acadará com a toma do paço de inverno, anos há que o entenderamos, os seus ejércitos, as suas polícias som poderosos e estám bem equipados, o enfrontamento direito está destinahdo ao fracaso.

O sujeito revolucionário nom se encontra como massa humana à que adoutrinar-concienciar, anos de tele-lijo acabarom com a consciência de clase, o operário na sua maioria é um gilipolhas consumista sem consciência, egoista e insolidário encadeado a umha hipoteca a trinta anos. As minorias sociais, refúgio de aqueles que se obstinam em encontrar a dito sujeito revolucionário e que desistirom de intentar encauzar consciências obreiras tampouco servem de muito, a maioria buscam o reconhecemento do sistema que se supom deveriamos fazer cair o qual supom de per se umha contradicçom maiúscula. O sujeito revolucionário é um meismo. A revoluçom começa quando cada quem persoalmente e tras fazer um concienzudo análise do seu entorno e possibilidades decida começa-la.

O sistema tem que cair por si mesmo, hoje em dia parece mais plausível o derrume do sistema devido ao seu derrume financieiro. As triquinhuelas económicas viciaram ao próprio sistema desde dentro. A avaricia e o egoismo especulativo evidenciarom o afám devorador deste sistema infernal que acaba por devorar-se a si mesmo. A explotaçom do home polo home levará-se até o límite no seu afám por fazer a rendabilidade dos sistemas productivos equiparável aos benefícios dos sistemas especulativos. A lógica e o sentido comum diluem-se no absurdo dumha carreira cara o precipício.

A acçom é propaganda, a propaganda polo feito segue a ser hoje em dia tam válida como antanho. A difusom do sentir e do pensar ácrata está em condiçons de calar no sentir dos oprimidos, por isso a identificaçom com a acçom é hoje em dia mais fácil que nunca nas últimas décadas. A cumplicidade é factível sempre e quando apartemos o mito luita-armadista e a espectacularizaçom da luita. É certo que o espectáculo o controla o sistema, este censura ou anúncia a bombo e platilho umha mesma notícia segundo lhe venha, vimo-lo muitas vezes e seguimos a ve-lo a diário, mas o nosso empenho deve estar em nom “ponhérse-lo a ovo”, em ser o suficintemente imaginativos para que a acçom seja aceitada polo sentido comum e este cale no imaginário colectivo.

Antes de seguir quero deixar claro que crio que qualquer acçom é reproduzível, dado de todas as acçons, incluidas as mais espectaculares, forom obra de seres humanos e dado que isso somos, comn paciência e adicaçom faremos qualquer coisa que nos proponhamos. Dito isto também crio que complicar a metodologia dumha acçom porque si, nom leva a nengures, a maior parte das vezes o mais singelo é o mais efectivo.

Trata-se pois de efectividade, que nom de mito luita-armadista, trata-se por igual de reproducibilidade nom de vanguardismo elitista e ególatra. Trata-se de conectar com a raiba geralizada com u objectivo claramente identificável, e fazer patente que qualquer oprimido cabreado tem a possibilidade de expresar o seu cabreo e frustraçom com o existente. Deixar claro que a acçom, a revolta, a luita nom é património de ninguém mais que de quém decide abraça-la para luitar contra quem lhe oprime.

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