25 mar. 2013

[Argentina] Companheiro anarquista ferido de bala com arma de lume policial nom vai denunciar à "Justiça"

Recebemos e publicamos (umha vez traduzido) este Comunicado dum espaço afim de Buenos Aires: a Biblioteca Cultural e Popular "Los Libros de la Esquina" ao respeito da repressom ocorrida há poucos dias na Sala Alberdi -ver notícia acá- onde um compa foi ferido por umha bala: Neste Comunicado Colectivo explicam o seu posiçonamento de porque nom participarám do processo legal de denúncia contra os autores dos disparos (polícias uniformados ou à paisana). Esta coerente decisom é tam poucas vezes vista que merece os nossos parabéns e enviamos desde aqui toda nossa força solidária.

Comunicado Colectivo Biblioteca "Los Libros de la Esquina"

A raiz dos enfrontamentos ocorridos na madrugada do mércores 13 de março, durante a resistência ao despeje da Sala Alberdi, um companheiro da Biblioteca "Los Libros de la Esquina" foi ferido na sua perna com arma de lume. A bala de chumbo de 9mm entrou e saiu da sua perna esquerda (perto da virilha), deixando umha lasca no seu interior que foi logo removida umha vez ingressado ao hospital. Nom temos a minor dúvida de que forom polícias da Metropolitana (de uniforme ou nom) quem dispararam sobre as compas que resistiam, deixando tres feridos de bala de chumbo, mais de trinta com bolas de borracha, além das pessoas feridas por culpa dos gases e os golpes e várias detidas.

Queremos comunicar-lhes as compas que desde a Biblioteca decidimos nom acompanhar o processo legal de denúncia que abriria umha investigaçom sobre os feitos ocorridos a noite do 12 e a madrugada do 13 de março. Decidimos fazer isto desde umha posiçom colectiva, pola própria decisom do companheiro ferido que considera que, se bem tocou-lhe a ele, qualquer das pessoas que se atopavam lá nesse momento pudo ter terminado ferida ou morta.

Chegamos a esta decisom porque consideramos que é distinto acusar que defender-nos dumha acusaçom, onde som eles quem nos ponhem na situaçom de defender-nos por médio das suas ferramentas legais (ainda que sempre exista a possibilidade de nom reconhecer-lhes nengumha autoridade para decidir sobre nos, e evidenciar que só o fam a través da força e a violência das suas instituiçons).

Desde a nossa visom da luita, se nos obrigam a entrar aos tribunais elegimos que seja como acusadas, como imputadas, como inimigas; nom como denunciantes, como seres indefensos fronte à sua pretendida omnipotência. Nom imos sentar nas mesmas salas onde se condena (à tortura do encerro e a morte no esquecemento detrás dos muros) às pobres, às luitadoras, às rebeldes e às exploradas a reclamar que o sistema judicial resolva as suas contradiçons. Preferimos visibiliza-las por medio da propaganda, a agitaçom e a luita acorde às nossas possibilidades sem ubicar-nos dentro da sua legalidade. Nom queremos nem respeitamos direitos ou leis por riba de nós. Apostamos a nossas forças e a da nossas compas, e a de todas aquelas pessoas com quem nos reconhecemos na mesma luita.

Queremos eliminar da nossa mente e da nossa práctica a noçom de castigo, e vislumbrar umha justiza que nada tem a ver com leis, polícias, juízes, fiscais ou cárceres, e a mentalidade e relaçons que istos geram.

De nengum jeito desmerecemos nem desprezamos a luita que levam adiante as compas que apoiam e se solidarizam no terreno legal com as pessoas e compas reprimidas, torturadas, assassinadas, encarceradas ou perseguidas polo Estado e as suas instituiçons. A sua constância e firmeza contra a repressom inerente a qualquer Estado e Governo som um ejemplo de luita, singelamente, elegimos encarar esta situaçom desde as nossas possibilidades e em coerência com a nossa visom e os nossos valores, comprendendo o que isto implica.

Nom nos alcança nem queremos que algum polícia ou responsável político termine tra-las reixas. Queremos que os cárceres, a polícia, os tribunais e os juízes; o Estado, o Capital e todos os que servem à sua dominaçom deixem de existir; polo que apostamos à autonomia, afirmando a liberdade, negando a autoridade.

Mais informaçom em:

- Biblioteca Los Libros de la Esquina

- Sala Alberdi

Video do despeje e a repressom ( autoria AntenaNegraTV e Indy Buenos Aires )

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