27 feb. 2013

[Suíça]: Comunicado de Marco Camenisch sobre a sua Nom Liberaçom

Recolhido de ContraInfo, traduzimos:

Princípios de agosto de 2012
O jefecilho do matadeiro de Lenzburg di-me a vozes que as autoridades ejecutivas ZH lhe pediram conselho/opiniom sobre a liberdade condiçonal em dezembro de 2012 e que, por isso, tinha que saber se eu acepiaria “passos de descenso” (de “resocializaçom”), por ej. permisos, trabalho externo, semiliberdade, ou si a minha línha era ” liberaçom ou nada”. Declarei que aceitaria bem tais passos.

19 de novembro de 2012, 1. represálias/provocaçom às vissitas
O jefecilho proibe as vissitas a umha companheira revolucionária comunista de Zúrich que me vissita em Suíça desde há case umha década a pesar de que “sempre” tivo antecedentes de “delitos” políticos e, incluso, vinhera durante o seu periodo de detençom em liberdade vigiada, sob a excusa dumha condena política que tivo a 17 meses de prisom, quando os medios informaram que era definitiva em última instância (Tribunal Federal).

07 de dezembro de 2012
Com muita presa, a encarregada e o supervisor das autoridades de Zurich evitam a “audiência legal” polo que transgredem o TAR (Tribunal Administrativo de Revissom) que decidira volver a mandar a juízo a primeira nom liberaçom condiçonal (véa-se a minha informaçom da Sentência do Juízo 8.11.2012 do TAR de Zúrich sobre a liberaçom condiçonal, de 25 de novembro de 2012). Volvim proponher a minha posiçom (imposibilidade subjectiva dumha recuperaçom da “luita armada”, necessidade/legitimidade da luita armada revolucionária).

Janeiro de 2013
Devido a aclaraçons burocráticas sobre as vissitas, umha “assistente social” do matadeiro em Passant perguntou-me se eu estava informado do meu translado. Tra-la minha negaçom engadiu para suavizar o régime ejecutivo, é dizer, para “passos de descenso, resocializaçom” e que, mais adiante, informaria-me melhor.

28 de janeiro de 2013, de tarde, 2. represálias/provocaçom às vissitas
As duas companheiras e os dois companheiros que aguardam para as vissitas (umha companheira anarquista de Zúrich e um companheiro anarquista de Torino, que me vissitam desde hace casi umha década, e um companheiro e umha companheira mais novas de Tesino, que me vissitam desde há uns tres anos) na entrada do cárcere sofrem a emboscada de quatro madeiros (tres do Cantom de Argovia e um, quizais, federal) com umha hora de registros que incluem também espidos. O compa de Torino, sob a excusa do FEM em Davos, teria a proibiçom de entrar na Suíça durante dez dias, dos que em 28.01.13 seria o derradeiro. Jamais recebera nengumha notificaçom, pois segundo os madeiros nom poideram envia-la por falha de endereço. Nom se sabe, nontanto, que tipo de mágia fai que receba regularmente, desde este matadeiro, o permiso de vissitas que deve monstrar obrigatoriamente na porta no momento da vissita. Assim sob a excusa desta proibiçom, os madeiros cúmplices da prisom nom lhe permitem a entrada à hora de vissitas que restava (temos 2 horas de vissita cada semana). Às outras tres pessoas, se é que entendim bem, quizais vos informem elxs melhor ou, se nom, em primeira pessoa, a madeira sonsacou, chantajeando-lhes com a cancelaçom total das vissitas, já reduzidas à mitade, os números e os contidos dos seus teléfones. A seguinte vissita de primeiros de fevereiro, confirmou-se um control “regular” à entrada, ainda que mais “meticuloso” do “normal”.

05 de fevereiro de 2013
Desde as autoridades de Zúrich, primeira instância, recebo a segunda denegaçom (com data de 1 de fevereiro de 2013) da minha liberdade condiçonal, “fotocópia” da primeira, pero como “motivaçom engadida” se refirem à “audiência” de 7 de dezembro de 2012. Ao final, engadem que ao matadeiro de Lenzburg pedem-lhe conselho/opiniom sobre a minha liberdade condiçonal a apresentar em dezembro de 2013. Traducçom: superflua. As fotocópias lhes chegarám a várixs compas na Suíça, para o acesso público. Se apressentarám os devidos recursos e apelaçons do caso.

Ainda que este objectivo imediato e parcial de todas as vossas estupendas iniciátivas de solidariedade em luita nom se alcançou ainda e ainda que “nunca” o fosse!, pero o “ponto” central nom é este. Senom que estas iniciativas som umha parte inseparável da luita social pola liberaçom total. Que nesta luita som eficaces mais lá dos seus objectivos e resultados específicos, imediatos e vissíveis. O demonstram a repressom, as repressálias e a fúria do inimigo, também e nom por último quando te rebelas contra os seus refens/presxs de guerra pola liberaçom social. Que o inimigo nos combata, sinifica que na guerra pola liberaçom total estamos no bo caminho.

É guerra à guerra, à guerra perpétua, global e total polo domínio, a exploraçom e a opressom! É umha guerra na que ainda mais que para qualquer outro tipo de guerra vale: …nas cosas mais perigosas, como a guerra, os erros que provenhem da bondade som justo os piores…
(Clausewitz)!

Nom ha contradicçom no feito de que a ternura, a bondade e o amor estám entre as características e motivaçons centrais para cada guerreirx pola liberaçom total; pero nom debem debilitar a lucidez, a resoluçom e a energia da luita, senom fortalece-la!

Com amor, determinaçom e solidariedade,
Marco Camenisch
matadeiro de Lenzburg, Suíça 10 de fevereiro de 2013

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