14 ene. 2013

Crónica dumha jornada anti-carcerária

Sabemos que os poderes e os seus vozeiros (mediáticos, jurídicos ou políticos) nom gostam de que as pessoas sejamos solidárias com as pessoas encirradas, conhecemos da sua fazeta "previsora" ante os nossos protestos em contra da existência dos centros de extermínio que som os cárceres, os centros de minores, os psiquiátricos, CIES e outros lugares onde a gente de bem pede que se aparte à gente de mal (ou seja às pobres); nom inhoramos na sua teima de alonjar esses espaços de toda proximidade humana e de dispersar às presas longe das suas gentes; assim como conhecemos de torturas, maus trratos, violaçons e outras vejaçons que, impunemente, propinam os corpos represivos e comprobamos a cotio o mal fário que se gastam estes "corpos" ante qualquer manifestaçom solidária na que se denúnciam tudo isto.

Com tudo isso aos nossos lombos e sabedoras de que "as forças da orde" nom nos iam faciltar a comunicaçom oral e vissual com as presas, mais dum cento de solidárias, num dia frio e chuvoso, percorremos a distância entre a gasolineira ponto de partida entre berros de denúncia da própria existência dos cárceres e das torturas que sofrem lá as pessoas encirradas "escoltadas" pola guardia civil que em tudo momento estiverom marcando os límites de por onde podiamos ir (sem sobre-passar um carril) e ameaças de sançom, às pessoas que solicitaram permiso para a Marcha, se nom se cumpriam as suas caprichosas ordes.

Assim chegamos fronte a cadeia de Teixeiro e já vissiuabilizavam-se algumhas presas tra-las enreixadas ventás do módulo de mulheres, co galho de fazer-se ouvir e de que presos e presas que nom tenhem acesso vissual souberam da nossa presência solidária que vimos repetindo em torno a estas datas desde há 13 anos, houvo lançamento de petardos e foguetes de feira, que ve-se que nas festas está bem tira-los mesmo a horas de madrugada, mas num espácio amplo e num dia de chuva ve-se que, a entender da guardia civil, é um ato sançonável e duas pessoas foram identificadas e ao berro de "se nos tocam a umha, tocam-nos a todas" e logrou-se num tumulto que as identificaçons cessaram. Entanto a reacçom das presas ao ouvir os artefactos de festa foi imediata e de todas as janelas jurdiam braços saudando com trapos ou roupa e vozes que o vento trazia cara nós. Depois soubemos que os foguetes tiveram o resultado aguardado e presos e presas souberam que um ano mais as anarquistas e outras solidárias estiveramos lá. O primeiro objectivo foi acadado, agora. um ano mais, ficaremos à espera de sançons pola terrível falta de ser solidárias e denúnciar a realidade dos centros de extermínio da democracia espanhola.

O dia anti-represivo continuou com um jantar na Biblioteca Anarquista "A Ghavilla" e nunca até este sábado se vira passar um carro da polícia por essa rua, e foi um incensante passeio de carros policiais.

Depois e tal como estava convocada celebrou-se umha manifestaçom polas ruas de Compostela para vissibilizar a realidade carcerária a essa povoaçom que nom quere ver, nom quere ouvir, nom quere saber dessa realidade mais lá do que lhe mintem os medios oficiosos. É de sinalar a presência dumha faixa portada por familiares de Antonio Pallas. Queremos saber como morreu Toni!!. Ante a intensa presência policial mudou-se o lugar de saída, mas pouco depois já tinhamos a polícia seguindo os nossos passos até a praça do Obradoiro onde fomos recebedas de fronte por outra morea de anti-distúrbios que nos encirrarom obrigándo-nos a nos identificar ao que se acedeu baixo o compromiso de nom ser sançonadas se nom havia disturbios e "oferecendo-se a acompanhar-nos" até o remate da manifestaçom. Depois dum tempo interminável no que pesse a isso os cánticos nom minguarom pesse a estar retidas entanto identificavam as mais de 70 pessoas lá sequestradas em plena praça do Obradoiro, moi vazia a essas horas dum dia chuvoso, fumos dirigidas polas ruas até O Toral, sem que em nengum momento permitiram a ninguém abandonar a manifa nem sequer para mejar.

Chegadas à praça o encirro permaneceu mesmo depois de ter lido os manifestos e houvo umha rifa quando umha moça que se saira do encerro foi arrastrada pola força outra vez para dentro entre dois polícias. De sinalar a atitude dalgumhas viandantes que, ao chamado da gente encirrada no cordom policial, optou por adentrar-se na encirrona entre aplausos de gente de fora e de dentro e de miradas de incredulidade de passeantes que nom entendiam tal escesso policial nem a brutalidade empregada contra a moça. Pouco depois a polícia indicou que o acordo estabelecido era rematar na Alameda e marchar sem algaradas, e lá foi a excursom nom programada até a estátua das duas Marias, estas duas irmás da família Fandinho com 3 irmaos anarquistas, um de-les assassinado e os outros fugidos e depois apresados polos franquistas, e que pese ao concello trata-as como monicreques, som todo um símbolo da repressom e da tortura. Aprópriado final nom buscado.

Já de noite e no CSO A Casa do Vento, também com carros policiais e indisimulados "secretas" nos arredores, houvo concerto de Bitxo Bola como remate desta jornada solidária e de denúncia.

O ano que vem, senom antes, voltaremos !!

Nom nos vam calar !!


Asdo Edu

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