31 ago. 2012

[Itália] Ampliamos informaçom sobre as últimas detençons.

Chegarom-nos diferentes correios aclaratórios ao respeito do acontecido esta semana em Trento com as compas anarquistas, imos copia-los, traduzi-los e cola-los para conhecemto de todas, o primeiro profunda no relato dos feitos e os outros dois som comunicados, o primeiro, assinado por "Anarquistas de Trento e Rovereto", é um texto distribuido durante a concentraçom organizada em 28 de agosto em Rovereto (Trento, Itália) em solidariedade com as arrestadas e investigadas e o segundo é um comunicado solidário assinado em Milano por "Individualidades Anarquistas associadas para a ocasiom". Além cabe sinalar que som numerosos os comunicados emitidos estes dias, alguns de-les estám publicados em diversos médios alternativos como alasbarricadas:

Em 27 de agosto de 2012, às seis da manhã, 50 agentes da esquadra policial de Trento, da DIGOS (a equivalente à brigada de informaçom espanhola) e da esquadra de Rovereto (norte de Italia) registraram as moradas de várias anarquistas e dois locais do movimento na regiom. A operaçom está coordinada pola Direcçom central da polícia preventiva contra um suposto “grupo anarquista insurreccionalista” em relaçom a várias acçons de sabotagem anónimas que se sucederam desde 2009.

Lavam-se arrestadas a dois conhecidas compas, Massimo Passamani e Daniela Battisti, sob acusaçom de “asociaçom subversiva com finalidade de terrorismo”. O Fiscal apresenta a Massimo como “líder” e “principal exponhente do anarquismo em Rovereto” e a Daniela como “tesoureira” do suposto grupo.

Segundo os médios de desinformaçom locais as investigaçons terian durado tres anos, e foram “escuitadas ou examinadas pola Chefatura de polícia case 149.000 chamadas telefónicas, 10.000 escoitas ambientais, 18.000 comunicaçons telemáticas, 14.000 dados de posiçonamento GPS e 92.000 horas de vídeo”. Em ditos médios fam-se constantes referências à participaçom das detidas na luita contra o trem de alta velocidade (TAV) na regiom de Val Susa (Piamonte), resaltándo-se o feito de que Massimo Passamani nom respetara o “foglio di via” (umha proibiçom de entrada e circulaçom por todo o pais ou por umha regiom determinada) emitido pola Chefatura de polícia de Torino, pola sua activa participaçom nos protestos contra o TAV.

Os comités NOM TAV de Val Susa e Trentino denunciam que na realidade a operaçom policial “é um intento de meter medo a tudo o movimento e desacredita-lo”. Além, também denunciam o feito de que os arrestos se produciram dois dias antes do início dumha acampada NOM TAV na zona de Trento, onde também existem projectos de construiçom dumha linha similar à de Torino-Lion.

De momento, Massimo Passamani segue encarcerado e Daniela Battisti em arresto domiciliário.

SOLIDARIEDADE COM AS COMPAS INVESTIGADAS

LIBERDADE PARA MASSIMO E DANIELA

NOM TAV

30 AGOSTO 2012.

O endereço a dia da data de Massimo Passamani é esta:

C.C. Di Tolmezzo

Via Paluzza 77

33028 Tolmezzo (Udine – Italia)
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Texto distribuido durante a concentraçom organizada em 28 de agosto em Rovereto (Trento, Itália) em solidariedade com as arrestadas e investigadas

Na manhã do 27 de agosto a DIGOS de Trento, baixo órdenes da Fiscalia, realizou 10 registros e arrestou a 2 compas anarquistas, Daniela e Massimo. A acusaçom por “asociaçom subversiva” acada, além dos 2 arrestos, a 6 principais “sospeitosos” e 43 “cúmplices”.

O artículo 270 (asociaçom subversiva) é umha norma do Código Penal provinte direitamente do Código Rocco (da época fascista), que permite preventivamente a prisom provisória até os 18 meses. Por outro lado o mesmo nome dado à operaçom (a palavra latina Loxididae, é dizer, Zecca em Italiano, Carracha em galego) é umha típica expressom com a que os fascistas chamam aos seus inimigos. O 270 é um artículo que tem por fim reprimir a disidência política. A sua aplicaçom nom necessita provas de feitos delictivos específicos; basta com demonstrar a intençom de fazer fronte ao Poder constituido. Por esta razom trata-se de investigaçons que se fundam principalmente sobre interceptaçons, seguimentos e reconstrucçons policiais dos feitos.

Esta enéssima operaçom repressiva é um ataque a quem nom se adaptam nem querem adaptar-se a um modelo político e social baseado na guerra, na exploraçom, na exclusom. É a expressom da vontade do Poder de conter o conflicto nos límites da legalidade. Teme-se a perigosidade social dum comportamento que radicaliza a conflictividade existente e difusa. Nom é casual que o ensanhamento repressivo, em particular contra Massimo e Daniela, esteja ligado à sua participaçom na luita no Val di Susa e noutras partes. Tampouco é casualidade que a repressom passe a través das mistificaçom das ideias: atribuir roles de liderato e estructuras jerárquicas alá onde existem relaçons baseadas na horizontalidade e na negaçom do principio de autoridade. Prever a possibilidade de que poidam encontrar-se anarquistas e “simples cabreadas” é umha necessidade do Poder e, junto a elo, umha resposta às recentes luitas sociais.

Na realidade, o que nos deveria preocupar, deviera ser a violência das políticas de rapinha e morte, e nom a coragem e a obstinaçom com a que as anarquistas oponhem-se a elas.

Acçons terroristas som as de quem enriquecem-se a través do mercado da morte e da guerra (Finmeccanica), de quem viola cotidiam a vida dos seres humanos criando novos campos de concentraçom para migrantes que fugem da misséria e da guerra, de quem é responsável da devastaçom do território (a través de projectos como o do TAV). Nom as de quem se opom e combate para que isto nom aconteza.

Luitar pola liberdade de Massimo e Daniela sinifica assumir, cada quem de nos na nossa vida cotidiám, segundo os nossos próprios métodos e práticas, a pasiom e a combatividade que, como muitas sabem, distinguem-lhes nistos anos e distinguem-lhes como pessoas.

A CUMPLICIDADE É UMHA ARMA,

A SOLIDARIEDADE É UMHA FORÇA.

LIBERDADE IMEDIATA PARA DANIELA E MASSIMO.

SOLIDARIEDADE A TODAS AS INVESTIGADAS.


Anarquistas de Trento e Rovereto.

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Carracha* de Estado

Num mundo ao revés as guerras chamam-se «misions de paz» e a devastaçom dos territórios é definida como «desenvolvimento». Como resultado desta distorsiom de términos, quem se opom a elo por forza é um terrorista.

Quem dispara armas químicas (proibidas nos conflictos externos, pero em uso polas forzas da ordem) à altura da cabeça destrozando os rostros de manifestantes e envelenando os seus pulmons, é invocado, aplaudido e defendido por tudos os médios de comunicaçom servis aos
partidos políticos (é dizer, a totalidade da informaçom oficial), entanto que quem responde a esta violência é sempre o mesmo «terrorista», anarquista ou nom, pouco importa.

O PD [Partido Democrático] é um dos defensores desta neo-lingua e, no Piamonte, Stefano Esposito, é um dos máximos responsáveis da presência do ejército no Val di Susa, o instigador que deu a bem-vinda às torturas que tiverom lugar em 3 de julho de 2011 contra quatro manifestantes detidos durante o assalto à nom-obra, o responsável moral da criminalizaçom de anarquistas trentinos e, em particular, do arresto do nosso companheiro Massimo, por él mesmo sinalado como um líder da revolta valsusina. A sua única neurona nom lhe permite entender que as anarquistas nom tenhem líderes e muito menos aspirar a se-lo.
Siglas, líderes, chefes carismáticos e tudas as missérias que disto derivam, deixamo-las com pracer para um poder que intenta dar forma ao seu inimigo à sua própria imagem e semelhança num vao intento por encasilha-lo, para reprimi-lo de maneira histérica e vengativa.

Por outra parte, parece que a peleja que as valsusinas em luita, e todos/as aquelos/as que se oponhem à destruiçom das montanhas e dos rios realmente nom necessita de alguém que lhes diga «qué fazer», dado que bem pode fazer-se por conta própria.

Num mundo ao revés os laços de amizade e cumplicidade transformam-se em «asociaçons criminais» às que, para poder configura-las melhor, atribuiem-se-lhe siglas nunca lidas em nengures, inventadas da nada polos investigadores de turno.

Assim foi como dois dias antes do campamento NOM TAV em Rovereto, a Fiscalia de Trento detem a duas anarquistas locais e investiga-se a outras 43 por diversos delitos, desde a ocupaçom dum prédio abandonado até atos anónimos de sabotagem desde 2009 até a atualidade.

O vínculo com a luita no Val di Susa é mais que evidente, assim como o generoso aporte que
figerom as compas trentinas.

Com esta operaçom, unida a outros acontecementos dos últimos meses em toda Itália contra realidades e individuos que participam na luita contra as nocividades e a devastaçom dos territórios, buscam eliminar dos conflictos a presência de anarquistas. O jogo é sempre o mesmo e moi velho, quando a ordem constituida pensa que vai atopar-se com momentos históricos que poderiam ponhe-lo em discusiom, encarregam-se de desfazer-se dos elementos mais activas na luita e trata de ailhar a todos/as aquelos/as que se negam a qualquer compromiso com o Poder e que, na luita, nom promulgam nengumha pantomima construida ad hoc
para a prensa, que já sabemos de que lado está.

Anarquistas que de sempre deram mais que um apoio, luitando e arriscando em primeira pessoa, a pesar da repressom, por umha banda, e as acusaçons de «cidadanismo» pola outra.

Para que desapareza esta cloaca das nossas ruas e das nossas montanhas alentamos a geralizaçom da revolta em cada território. Solidariedade quem se oponha à autoridade em todas partes.

LIBERDADE PARA MASSIMO E DANIELA, LIVRES TODOS E TODAS

NOM TAV NOM ESTADO


Individualidades Anarquistas asociadas para a ocasiom, em Milano 30/08/2012

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