28 may. 2012

Os falsimedios e os carcéres de lujo.


Semelha que, as múltiples denúncias feitas nom só por colectivos considerados pelos governantes e os seus falsimedios como anti-sistema, senom também por organismos como Amnistia Internacional ou os Relatórios dos Direitos Humanos da ONU ao respeito da situaçom nos cárceres espanhois, das torturas e do alto índice de pessoas encirradas comparado com o baixo índice de criminalidade, estám a fazer melha nos poderes economicistas do estado e assim, dum tempo a esta parte, jurdem, em diferentes falsimedios, notícias que pretendem fazer crêr que a vida nos cárceres espanhois é pouco menos que um vidom num hotal de lujo.

Hoje mesmo o pseudo-jornal "El Mundo" fai pública umha entrevista ao chefe dos torturadores Ángel Yuste com este titular destacado na primeira página: "Os cárceres com piscina climatizada e TV nas celas som inassumiveis", e em duas páginas a entrevista gira, case em exclusiva, em torno à situaçom dos presos da ETA, mas o pseudo-jornal prefire destacar, tanto no cabeçalho como na fotografia adjunta, umha suposta situaçom "de lujo" que se vive nos cárceres espanhois de "último modelo", quando trata-se de falar de recortes presupostários e assim o tal "Ángelito" declara "Agora estamos revisando o plano de infraestructuras para modificar o desenho de alguns centros. porque introduzerom-se inovaçons suntuárias que este pais nom pode assumir", ao que a avizada jornalista pergunta: "Como que??" e resposta o secretário geral de Instituiçons Penitenciárias "Por ejemplo, que haxa umha piscina cuberta e climatizada num centro penitenciário (ve-se que a realidade é que só há duas em todo o sistema carcerário, pero merecem o titular destacado) ou televisons de plasma nas celas" e "apontilha": "Nom crio que o tenham que pagar os cidadáns".

Além, segundo denuncia a Asociaçom de familiares de presas Afaprema, o falsimedio "El Diario de León" vem de publicar um artículo no se da voz à "Asociación Profesional de Funcionarios de Prisiones" ao respeito dum informe deste sindicato de carceréiros sobre as suas propostas de medidas de aforro nos cárceres para afrontar a crise.

Acompanhada da foto que reproduzimos acá (num descarado objectivo por animar a pensar que as imigrantes sobram nos cárceres espanhois e que de ai é de onde se deveria começar por recortar gastos), o "Diario de León" abonda no informe elabourado em base aos intereses exclusivos deste colectivo.

Para justificar essas medidas fam valoraçons do tipo "os cárceres espanhois som hoteis de cinco estrelas" e que as presas estrangeiras prefirem vir ao estado espanhol e permanecer privadas de liberdade a morar nos seus lugares de orige... (sem comentários...). E isso aderezado nesse informe mediocre com frases carregadas de prejuízos, tópicos e geralidades como esta: "nom devemos esquecer que a maioria de internos que delinque em Espanha som conscientes de que as condiçons de vida, de saude e de cumprimento de penas som melhores que as existentes noutros países, todo elo pese ao endurecemento das penas como consequência do cumprimento à íntegra que vem a supôr o aumento do tempo em prisom".

Segundo este sindicato de carcereiros cada interno "tem um coste para o Estado de entre 23.00 e 25.000 euros anuais, de acordo aos estúdios realizados com os dados dos centros dependentes da Secretaria Geral de Instituiçons Penitenciárias".

Mas, segundo explicava há uns meses, César Manzano, da Asociaçom de ajuda a presas Salhaketa no diário Diagonal, tendo em conta os dados dos presupostos gerais do Estado, “umha praza carcerária costa anualmente entre 30.000 e 36.000 euros, dos quais a mitade vam-se em toda esta última década na construiçom de novos macrocárceres, é dizer, a empresas privativas que se lucram com a sua construçom”.

Dos outros 18.000 euros, 12.000 vam-se em pagar a carcereiros e outras pessoas que vivem de manter encirradas às pessoas presas, e os restantes 6.000 euros em pagar gastos correntes e serviços –a luz, o telefone, etc.–. “Para as pessoas presas nom fica nada, o justinho. Qué tem a ver isto com a rehabilitaçom e a reinserçom?”, perguntava na altura César Manzano.

Além desde a Asociaçom de familiares de presas Afaprema engadem uns outros dados: "Nos gavinetes dos centros penitenciários trabalha-se de luns a venres, pero noutros postos como vigiância o horário é de dous dias de 12 horas e quatro dias de descanso com um salário superior a 1.500 euros. Aqueles que tenhem contacto com os internos, trabalham dois dias durante doze horas e tenhem 5 dias de descanso com um soldo que ronda os 1.700 €. Cada qual que tire as suas contas. E quem deseje passar umha tempada nissos hoteis de cinco estrelas, ainda ficam muitas habitaçons livres..."

Notícia redactada por Edu

3 comentarios:

  1. sería possível ter acceso ao nº 1 da vossa revista nas ligaçons de descarga?

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  2. será!!
    só tês que clicar sobre a foto da revista (arriba a direita onde pom: "descarga aquí a revista") e terás acesso aos 3 nºs publicados em formato pdf

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  3. Obrigado gente!

    para quando o seguinte nº?

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