30 may. 2011

POR UMHA ANARQUIA TOTAL JÁ

Este escrito jurde da indignaçom que nos causa ver que o movimento “democracia real ya” apresenta-se como umha verdadeira revoluçom, quando o que realmente representa e defende é a continuidade do sistema capitalista, ponhendo parches com algumhas reformas que nom fam mais que otorgar-lhe legitimidade. As ideias reflejadas no manifesto deste movimento som interpelaçons aos políticos, exigências a um sistema que funciona perfeitamente, a umha democracia que permite umha disidência canalizada e controlável, entanto nom se ponha em risco a sua perdurabilidade.

Nos NOM subscrevemos o petitório do manifesto, posto que é um discurso vacio, ambíguo, e que desvaloriza a revolucçom real.

Nos NOM nos reconhecemos como cidadás, NOM nos incluimos no movimento “democracia real ya” porque estamos contra todo poder, incluso o emanado do povo. Estamos contra da socialdemocracia, da representabilidade, de ser servas do sistema. NOM queremos um mundo de consumo feliz, de fábricas e empresas exploradoras.

Exigemos respeito ao uso da palavra “antisistema”; aplicar-lha a políticos e banqueiros é umha incoerência, dado que estes representam a esência mesma do actual sistema, reafirmando-lo e protegendo-lo. Num comunicado do M-15 di-se que a polícia que agrede é antisistema; istom nom é mais que um lavado de cara do funcionamento real deste sistema, que contempla o domínio da violência nas maos dos corpos de seguridade. Nos sentimos orgulho de ser antisistema, pois caminhamos cara a destruiçom de todo quanto nos oprime, queremos um cambeo real nas nossas vidas.

Rejeitamos a prepotência com a que este movemento desmarca-se das acçons violentas revolucionárias, promovendo como “única ferramenta posível de mudança social” as formas pacíficas. Entendemos que esta afirmaçom nom reconhece históricas revoluçons como forom as acçons violentas durante a revoluçom social na II república e durante a guerra civil no estado espanhol. Também desacredita as luitas dos diferentes comandos e grupos autónomos dos anos 70, 80 e 90 (Movimiento Ibérico de Liberación, Acción Directa, e um longo etc.), assim como as acçons de resistência violenta dalguns movimentos operários. E por sinlar umha outras luitas no mundo, que também incluem a resposta violenta, recordamos a revoluçom sandinista e otras luitas de libertaçom nacional armada, como a do EZLN. Actualmente, a luita insurrecçonal extende-se por todo o globo em forma de acçons autónomas e violentas contra as estructuras e símbolos do capital e da autoridade.

O sistema nom se reforma, destrue-se. Nada do que queremos vam-no-lo dar nem lho imos pedir. Nom imos caer em exigências com quem nom reconhecemos, decidimos toma-lo por nos mesmas. Este sistema conformam-no os banqueiros, os políticos, as trabalhadoras, a cidadania e os seus direitos civis. Desde o petitório do manifiesto demanda-se um bo funcionamento deste sistema, que faga respeitar os direitos sociais, que garante progresso, trabalho, consumo e felicidade. Nos nom queremos um sistema de benestar que se perpetua contra da vida e da liberdade. Nom queremos ser sujeitos pacíficas e passivas que o conformem. Estamos contra da lógica de trabalho-consumo. O trabalho assalariado é escravitude, prostituiçom do nosso corpo e da nossa mente e energia ao serviço do capitalismo. Assim mantenhem-se as estructuras sobre as que se sostem o estado de dominaçom: a massa operária-consumidora é cúmplice e parte fundamental para o bo funcionamento deste sistema.

Umha luita nom se mide pola quantidade de massa que move nem polos seus niveis de espectacularidade, senom polo seu contido, as suas formas, a sua coêrencia e a sua continuidade. A revoluçom está no dia a dia, nas nossas vidas, no que somos.

Indigna.nos a vossa indignaçom, que so resposta na defessa de intereses egoistas e que pretende soluçons acomodadas e superfluas, que nom busca umha revoluçom profunda e radical (ir à raiz dos problemas), senom a melhora das condiçons de exploraçom dentro deste modelo de falso benestar.

Por todo elo, reivindicamos e proponhemos:

- Nom reconhecemento de nengum sistema de governo que decida por nos sobre as nossas vidas, tanto seja neoliberal, demócrata, socialista, comunista, populista, fascista, dictatorial, socialdemócrata, etc.
- Nom legitimaçom a autoridade, em nengumha das suas formas, instituiçons ou estructuras de poder: família patriarcal, ejército, polícia, governos, médicos, hospitais, psiquiatras, psiquiátricos, escolas, universidades, roles de genero, cárceres (incluindo centros de minores, centros de internamento de extrangeiras, zoológicos, etc), empresas, religions...
- Aboliçom do trabalho assalariado e toda forma de exploraçom.
- Fim da sociedade-cárcere, demoliçom das prisions e liberdade para todas as pessoas presas. Fim do sistema de control social, de videovigiância, de polícia e cidadás polícias.
- Solidariedade com as nossas compas de luita, perseguidas, prisioneiras ou mortas nas maos de quem representam este sistema de extermínio.
- Acabar com o sistema económico baseado no dinheiro e as relaçons humanas mercantilistas que se geram ao seu carom. http://www.blogger.com/img/blank.gif
- Destruiçom do sistema tecnológico-industrial; regresshttp://www.blogger.com/img/blank.gifo a umha vida em equilibrio e respeito com a natureza e oresto de animais, longe da nom-vida, a aglomeraçom e a artificialidade das cidades.
- Fim dos roles sexuais que inculca a sociedade, inversom do género. Somos seres mais la dos nossos genitais.
- Libertaçom animal e da terra. Fim do uso do resto de animais como objectos/productos de alimentaçom, vestimenta, entretemento, companhia, experimentaçom... e do uso e abuso da natureza como um recurso ao serviço dumhas irreais necessidades humanas devastadoras.
- Ruptura da apatia geralizada e continuidade das luitas individuais e colectivas comprometidas, sinceiras e coerentes.

Asdo. Umhas quantas terroristas antisistema antisociais violentas.

Colado e traduzido de sinmiedoalasruinas.blogspot.com

4 comentarios:

  1. Jejeje eu tamén o teño difundido no meu blogue non fai moito. A verdade é que máis de un/ha neohippie con aires de antisistema oportunista debería botar unha ollada e aprender algo.

    Saudiña compañeirxs

    ResponderEliminar
  2. http://19mil999.wordpress.com/

    http://prod.galiza.indymedia.org/gz/2011/05/26114.shtml

    Anticapitalistas!

    ResponderEliminar
  3. asi se habla ostia.

    INDIGNADXS KN LXS INDIGNADXS!!!!


    nos vemossssss..........


    saludos violentos sangrientos rabiosos terrroristyas y antisistemas!!!

    ResponderEliminar