21 ago. 2014

Que passou com o avióm da Malaysian Airlines derrubado na Ucrânia??

Em 6 deste mês já publicaramos em Abordaxe umha notícia na que "a observaçom dos destroços do aviom abatido vem a confirmar a informaçom de que a fuselagem do aparelho apresenta “marcas nos estilhaços que parecem ser de muniçons de metralhadoras, poderosas metralhadoras”" e que estes "factos falavamm alto e claro: O aviom malaio abatido foi atingido por caças ucranianos". Agora Niles Williamson na web Resistir.info fala de "Encobrimento" e pom em questom o feito de que os media e a administraçom Obama ficaram silenciosos acerca do tema; e que nós ampliamos, mais lá dos media norteamericanos, a todos os governos e os mass merdas destes lares. Colamos o artículo:

O silêncio ensurdecedor dos media e do governo dos EUA acerca da investigaçom do derrube do MH17 da Malaysian Airlines, há um mês, tresanda a encobrimento.

Nas horas e dias que se seguiram ao "accidente", sem umha única sombra de evidência, responsáveis dos EUA alegaram que o jacto de passageiros fora derrubado por um míssil terra-ar SA-22 disparado do território mantido por separatistas pró russo no Leste da Ucrânia. Eles lançaram uma campanha política a fim de obter duras sançons económicas contra a Rússia e fortalecer a posiçom militar da NATO na Europa do Leste.

Apanhando a pista, os cães de ataque da CIA nos media estado-unidenses e europeus acusaram sem rodeios o presidente russo Vladimir Putin polo crash. A capa da ediçom de 28 de Julho da revista alemã Der Spiegel mostrava as imagens das vítimas do MH17 circundando grossas letras vermelhas com o texto "Stoppt Putin Jetzt!" (Travem Putin agora!). Um editorial de 26 de Julho de The Economist declarava Putin como autor da destruiçom do MH17, enquanto a capa da revista morbidamente sobrepunha a cara de Putin a uma teia de aranha, denunciando a "teia de mentiras" de Putin.

Alguém que comparasse a demonizaçom de Putin polos media com o tratamento que deram a Saddam Hussein ou Muammar Gadafi tem de concluir que Washington estava a lançar umha campanha pola mudança de regime na Rússia tal como aquelas que executaram na Líbia e no Iraque – desta vez, loucamente, empurrando os Estados Unidos rumo à guerra com umha potência nuclear armada, a Rússia.

Contudo, depois de terem transformado o crash num casus belli contra a Rússia, os media dos EUA subitamente deixaram completamente de falar no assunto. O New York Times nom considerou apropriado imprimir nem umha palavra sobre o crash do MH17 desde 7 de Agosto.

Nom há qualquer explicaçom inocente para o súbito desaparecimento do MH17 dos media e da atençom política
. A caixa negra do aviom esteve durante semanas na Grã-Bretanha para exames e os satélites e radares militares estado-unidenses e russos estiveram a esquadrinhar intensamente o Leste da Ucrânia no momento do crash. A afirmaçom de que Washington nom tem conhecimento pormenorizado das circunstâncias do crash e das várias forças envolvidas nom é crível.

Se a evidência que está nas mãos de Washington incriminasse a Rússia e as forças apoiadas pola Rússia, ela teria sido divulgada para alimentar o furor dos media contra Putin. Se nom foi divulgada, isto é porque a evidência aponta para o envolvimento do regime ucraniano de Kiev e dos seus apoiantes em Washington e nas capitais europeias.

Desde o princípio, a administraçom Obama nunca apresentou evidência para apoiar as acusaçons incendiárias de que Putin fora responsável polo crash do MH17. No seu comunicado à imprensa de 18 de Julho, no dia seguinte ao crash, o presidente Obama declarou que ainda era "demasiado cedo para sermos capazes de imaginar que intençons tiveram aqueles que podem ter lançado este míssil superfície-ar".

Apesar de cinicamente explorar o crash para pressionar e ameaçar a Rússia, Obama advertia que "provavelmente haverá desinformaçom" na cobertura do crash. Num reconhecimento indirecto de que nom tinha provas para apoiar suas afirmaçons, ele disse: "Em termos de identificaçom específica de que indivíduos ou grupo de indivíduos ou pessoal ordenaram o ataque, como aquilo aconteceu, som coisas que penso estarem ainda sujeitas a informaçom adicional que estamos a reunir".

Neste evento, a desinformaçom sobre o crash do MH18 veio da própria administraçom Obama. O secretário de Estado John Kerry prosseguiu em 20 de Julho num ataque nos media, argumentando que os separatistas pró russos e o governo russo eram responsáveis polo derrube.

A única evidência que ele apresentou foram uns poucos dúbios "registos nos media sociais" postados na Internet. Ele apresentou registos áudio nom autenticados de separatistas a falaram dum crash de aviom, áudio editado e divulgado pola agência de inteligência SBU da Ucrânia, a qual trabalha estreitamente com a CIA; vídeo clips do YouTube a mostrar um camiom a transportar equipamento militar nom identificado ao longo dumha estrada; e umha desmentida declaraçom em media social a afirmar que a responsabilidade do derrube do aviom atribuía-se ao líder separatista Igor Strelkov.

Muito rapidamente, a narrativa do governo dos EUA sobre o MH17 começou a entrar em colapso. Num comunicado de imprensa de 21 de Julho, a porta-voz do Departamento de Estado e antiga analista da CIA para o Médio Oriente, Marie Harf, declarou que as conclusons da administraçom Obama quanto ao derrube do aviom foram "baseadas em informaçom aberta a qual é basicamente de senso comum". Desafiada por repórteres a proporcionar evidência, ela admitiu que nom podia: "Sei que é frustrante. Acreditem-me, tentámos obter tanto quanto era possível. E por algumha razom, por vezes nom podemos".

Depois de um mês, durante o qual Washington fracassou em apresentar evidência para apoiar suas acusaçons contra Putin, está claro que a ofensiva política dos governos NATO e a histeria dos media contra Putin eram baseadas em mentiras.

Se separatistas pró russos dispararam um míssil solo-ar, como afirma o governo dos EUA, a Força Aérea teria imagens na sua posse confirmando isso sem sombra de dúvida. O Defense Support Program da US Air Force utiliza satélites com sensores infra-vermelhos para detectar lançamentos de mísseis em qualquer lugar sobre o planeta e os postos de radar estado-unidenses na Europa teriam rastreado o míssil quando ele atravessava o céu. Estes dados de satélite e radar nom foram divulgados, porque seja o que for que mostrem nom se ajusta à narrativa cozinhada polo governo dos EUA e os media.

O que aflorou, ao invés, foi umha série de evidências a apontarem para o papel do regime de Kiev apoiado polos EUA no derrube do MH17. No dia seguinte ao de Kerry ter feito suas observaçons, os militares russos apresentaram dados de radar e de satélite indicando que um caça a jacto SU-25 ucraniano estava na vizinhança imediata e ascendia em direcçom ao MH17 quando ele foi derrubado. A afirmaçom nom foi corrigido e muito menos refutada polo governo americano.

O denunciante da NSA William Binney e outros agentes aposentados da inteligência americana emitiram umha declaraçom no fim de Julho pondo em causa os dados dos media sociais apresentados por Kerry e pedindo a publicaçom de imagens de satélite do lançamento do míssil. Eles acrescentaram: "Estamos a ouvir indirectamente de alguns dos nossos antigos colegas que o que o secretário Kerry está a apregoar nom se enquadra com a inteligência real".

Em 9 de Agosto, o New Straits Times, da Malásia, publicou um artigo acusando o regime de Kiev polo derrube do MH17. Declarava que a evidência do sítio do crash indicava que o aviom fora derrubado por um caça ucraniano com um míssil seguido por fogo pesado de metralhadora.

Se bem que seja demasiado cedo para dizer conclusivamente como o MH17 foi derrubado, a preponderâncias das evidências aponta directamente para o regime ucraniano e, para além dele, o governo americano e as potências europeias. Eles criaram as condiçons para a destruiçom do MH17, apoiando o golpe dirigido por fascistas em Kiev no mês de Fevereiro que levou ao poder o actual regime pró ocidental. Os media ocidentais portanto apoiaram a guerra do regime de Kiev no Leste da Ucrânia para eliminar a oposiçom ao putsh, transformando a regiom na zona de guerra em que foi abatido o MH17.

Após o assassinato das 298 pessoas a bordo do MH17, no qual desempenharam um papel importante ainda que por explicar, os governos e as agências de inteligência ocidentais aproveitaram a tragédia numha manobra precipitada e sinistra para escalar ameaças de guerra contra o regime Putin. O silêncio indica consentimento e o silêncio ensurdecedor dos media ocidentais sobre a questom do envolvimento de Kiev no crash do MH17 atesta a criminalizaçom nom só da política externa do establishment como também dos seus lacaios dos media e de toda a classe dominante.

18/Agosto/2014

1 comentario:

  1. Lembrar que nese avión viaxaban 60 científicos e médicos especialistas da investigación do sida con unha posible nova vacina que deixaria obsoletos I antirretrivirales.un dos maiores negocios das farmacéuticas.

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