7 ago. 2014

[Gavdos - Grécia] Respostas do povo contra decissom de desfazer-se das armas químicas de Síria na bacia do Mediterrâneo Oriental.

Neste post publicamos um texto informativo sobre as diferentes acçons levadas a cabo e um comunicado da recém criada Assembleia Aberta de Visitantes, Habitantes e Trabalhadores de Gavdos (uma ilhota ao sul da ilha de Creta (1)) contra a hidrólise (2) das armas químicas da Síria no Mediterrâneo. Os meios de desinformaçom de massa, as supostas ONGs ambientalistas e os representantes governamentais silenciam sistematicamente o feito da hidrólise das armas químicas e os perigos que ela tem, utilizando (publicando) exclusivamente investigaçons científicas manipuladas. O Mediterrâneo, um mar fechado que conecta três continentes e dezenas de povos e culturas, se converteu na tumba dos refugiados de suas guerras, na tumba da riqueza marinha, enquanto que agora está se convertendo em um depósito de resíduos e armas químicas perigosos.

Ambos textos nos forom facilitados pola ANA:

No final de semana de 19 a 20 de julho, desde Gavdos nos informamos do bloqueio de dois dias da base da OTAN em Suda, Creta, comunicando com amigxs e companheirxs que participaram no bloqueio. No domingo, 20 de julho, pola noite decidimos colar cartazes em todas as tendas, restaurantes e cafeterias de Gavdos, com um chamado aberto para a segunda-feira, 21 de julho, com o fim de debater e organizar as formas da continuaçom da luta.

Na segunda e terça feiras, 21 e 22 de julho, realizaram-se as primeiras reunions da Assembleia Aberta, e foram tomadas as seguintes decisons:

1. Distribuir um texto de contrainformaçom em Gavdos;

2. Colocar cartazes no porto contra os produtos químicos, e combinar esta acçom com acçons de contrainformaçom;

3. Organizar e realizar acçons, e divulgá-las, assim que se faga pública nossa oposiçom ao experimento da hidrólise, e nossa solidariedade activa com quem participam desta mesma luta;

4. Salvaguardar o caráter antihierárquico desta reuniom espontânea, e assinar os textos e as acçons dela como “Assembleia Aberta de Visitantes, Habitantes e trabalhadorxs de Gavdos”;

5. Traduzir o texto que segue para os idiomas principais que falam xs turistas, para que assim se informem da hidrólise e a luta contra ela. Desde a quarta-feira, 23 de julho, é distribuído aos visitantes da ilha.

No sábado, 26 de julho, celebrou-se em Gavdos, na localidade de Faros, um concerto com a participaçom de músicos que se encontravam na ilha, sob o título demanda principal “Notas do Sul – Nom aos produtos químicos” (ver foto).

Continuamos!

Comunicado da Assembleia Aberta.- Nom aos productos químicos da guerra

“Acaso a cançom do mar se acaba na costa ou nos coraçons dos que a escutam?” Kahlil Gibran

Esta vez os centros de Poder político, militar e econômico globais decidiram desfazer-se de suas armas químicas na bacia do Mediterrâneo Oriental.

Os meios de desinformaçom de massa, as supostas ONGs ambientalistas e os representantes governamentais silenciam sistematicamente o feito da hidrólise das armas químicas e os perigos que ela tem, utilizando (publicando) exclusivamente investigaçons científicas manipuladas.

Na actualidade o governo grego contribui com a nova divisom geopolítica da riqueza do mundo. Apoia militar e economicamente a operaçom da destruiçom das armas químicas da guerra da Síria, produzidas e vendidas polos países capitalistas poderosos. E tudo isto ocorre no interior do país, em meio dumha austeridade econômica com relaçom aos bens públicos sociais, demostrando que a submissom do governo à nova ordem das desigualdades e da exploraçom constitui umha decisom política tomada com conhecimento de causa. A água, a saúde, a energia, a terra, a educaçom, e tudo o que é bem público, está no ponto de mira da gestom depredadora dos governantes e de seus aliados.

Assim, a água, um bem natural público, essencial para toda forma de vida, se converte em objecto de exploraçom ímpia (nefasta), com consequências incalculáveis para tudo o que está vivo. O Mediterrâneo, um mar fechado que conecta três continentes e dezenas de povos e culturas, se converteu na tumba dos refugiados de suas guerras, na tumba da riqueza marinha, enquanto que agora está se convertendo em um depósito de resíduos e armas químicas perigosos.

Faz vários meses se ouvem vozes de protesto, se realizam acçons de resistência, se escrevem textos informativos e se coloca em marcha medidas institucionais para a prevençom do experimento da hidrólise.

Ante o silêncio ensurdecedor dos soberanos, e o silenciamento de nossas vozes, declaramos que vamos resistir por todos os meios, dumha maneira activa e em solidariedade com quem apreciam a vida e lutam por sua proteçom.

“A cançom do mar nom vai acabar...”.

Nom a suas guerras. Nom aos productos químicos de suas guerras. Nom aos experimentos do Capital, que semeiam a morte para que se enriqueçam os poucos. Nom à venda dos bens públicos. Nom ao absolutismo econômico que promove o saque da natureza, ao sacrifício e a destruiçom da riqueza natural do planeta com a colaboraçom dos Estados, o paraestatal e as indústrias. Nom à indigência e a escravizaçom da natureza e do homem.

Vamos estar frente a vós!

Assembleia Aberta de Visitantes, Habitantes e Trabalhadorxs de Gavdos


[1] Gavdos é umha ilha na que há um ano se produzira um forte sismo de magnitude 6.1 (ver acá)
[2] A chamada polos meios de desinformaçom “neutralizaçom” das armas químicas da Síria. Se trata de um processo sumamente perigoso e nada “neutro”.

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