3 jun. 2014

Há dias em que o feito de ser anarquista aporta-te umha cheia de risas sem busca-las

Acordei ontem dumha "sesta matutina" com a notícia da dimissom do rei das espanhas e pouco depois soubem da acusaçom de culpabilidade de 7 concelheirxs pokémons de Compostela (ou foi do revés?). Á tarde soubem pola rede, da convocatória ás 8 no Toural; eu crim que era polo da Pokemon, para exiger a imediata dissoluçom do Concelho, mas ve-se que na sua origem fora convocada para exiger a república (galega ou espanhola). De todas eu baixei lá, portando a minha camisola “amarela berrona” de Pikachu de Santiago de Corruptela, junto a um par de colegas, dispostos a passa-lo bem.

E a verdade é que eu desfrutei como um anano como fazia bem tempo que nom me passava num protesto cidadá. Já o chegar já forom as risas ao ver um bo feixe de gente entre um mistifório de bandeirolas galegas e espanholas ondeando, que nom se via tal “miscelânea” desde… E nom é que nom esteja afeito a ver estreladas com logos do BNG e Nos-Up em tudo quanto protesto há (sempre que lhes resulte interesante acodir para tratar de controla-las e tirar rendimento eleitoralista), mesmo é comum ver entre elas bandeiras vermelhas comunistas, e mesmo algumha preta nom é raro de vissionar, mas o de ontem era umha autêntica competiçom entre estreladas galegas e bandeiras espanholas republicanas impólutas ( sem estrela nem símbolo algum) que, como digem, era algo que nom vira na Galiza desde… (ao margem das concentraçons antirrepresivas onde se deixam ver activistas do SRI e do PCP(r), se bem estas aportam umha estrela vermelha á tricolor).

Assim a primeira perspectiva amosava por umha banda umha amálgama de bandeirolas estreladas, algumha delas com logos partidistas, que viam-se que já tinham uso, algumhas mesmo ajadas e com as suas portadoras e adjacentes tirando berros em reclamaçom dumha república galega «Avante, sen tregua, república galega». E pola outra banda, uns autênticos desconhecidos (para mim) nos protestos de rua, de grande estatura física e baixa idade (e falo em masculino porque mulheres que levaram a voz cantante nom vim nem ouvim) portando um feixe de bandeirolas republicanas limpíssimas, cicais recém pilhadas num chino, com os seus portaestandartes reclamando referendum e berros de «Espanha, manhana será republicana». E entre eles um ser estranho, cicais um extraterrestre, que portava umha bandeirola branca com o logo das Juventudes Socialistas de Espanha. E no meio da mestiçagem, entre risas, nós, junto a um grupo variopinto de anarquistas e outras lérias á margem da luita berrante.

Como cheguei um algo tarde, maldita pontoalidade das redes sociais, seica me perdim as melhores palavras cruzadas entrambas esquadras a base de “insultos” como “espanhois” ou “nacionatas”, e também nom vim (bágoa) umha passeata formada por uns e umhas discordantes que iam reclamando a monarquia galega e o trono real para Froilán, em chave retranca.

Pero ainda assim o espectáculo nom desmereceu.

De repente, e ao pouco de chegar, houvo movimentos convulsos na praça e a comparsa estrelada desapareceu da mesma, acho que em direçom Obradoiro, donde a sede do concelho, ficando no meio da praça vitoriosa a “ninhada” republicana (acabam de sair do ninho), que cada pouco voltavam corear a sua teima do Re-fe-ren-dum e um outro seu patético cántico reformista que nom se entendia bem, pero que rimava com “speed”. Ao seu redor moços e moças, algumhas moi jovens, coreavam os dictados dos que destacavam em voz e altura. A mim lembrarom-me outros tempos e outros tentos de gente estranha de querer levar a voz cantante nos protestos, como nos tempos da UCE e do PH na luita anti-Otan e os seus berros de “Ni Yanquis ni Rusos” ou mais recém quando o 15M do Obradoiro. Suponho que serám os Podemos, que andam crescidos.

Nessas um ruge ruge demanda ir vissitar o concelho, quando voltam aparecer na praça a comparsa nacionalista e o vozerio dum bando e outro misturam-se irreconciliáveis; e é entom quando dentre a ninhada sae o berro oportunista de ir o concelho ao tempo que começam a andar com as suas tricolores reformistas atrazindo junto a eles a maioria das manifestantes, mesmo indepes mosqueados, ficando a praça só para deleite de nacionalistas e “a lateres”, com o que enfiamos os nossos passos cara o Concelho por ver o que lá se cozia.

Pero o melhor da jornada já tinha passado, e o Obradoiro era um bis do que se passara no Toural, e ainda foi a pior quando pouco despois de nós chegarom á praza os estandartes estrelados e a competiçom de cánticos tornou-se monótona e mesmo aburrida, com o que acordamos ir tomar-lhe um algo e comentar a jogada.

Isso sim, alá da Pokemon, nada de nada, se bem antes de marchar fum convidado a possar para a posterioridade com a camisola Pikachu junto a 3 frikis mais. O dito umhas risas.

O que tenho claro é que, estando contra da monarquia, nom sinto apego pola república, nem pola galega nem pola espanhola, e teria gostado de ter pilhado a comparsa por Froilán.

A Monarquia nom se vota, derroca-se!

Pola aboliçom de todo governo!!


eDu

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