14 mar. 2014

[Suécia] Agressom Fascista. Compa em Estado Crítico

Várias som as informaçons recebedas ao respeito deste ataque neo-nazi contra um grupo de activistas antifascistas que, na noite do 8 ao 9 de março no centro de Malmö, saiam de participar numha manifestaçom nocturna contra a violência machista. Umha das pessoas vítima do ataque, Showan Shattak de 25 anos, é conhecido por ser o vozeiro do combate contra a homofobia e o razismo no mundo do fútebol deste pais, e por isso a sua foto fora defundida nom há muito, polo partido nazi sueco na sua web. Showan foi apunhalado num pulmom e golpeado na cabeça brutalmente e chegou a temer-se pola sua vida, se bem agora fica internado na unidade de tratamentos intensivos em estado crítico pero estável. Outras tres pessoas também resultaram feridas por cuiteladas.

O ataque nom foi casual, os neonazis do "Svenskarnas parti" (O partido dos Suecos)já tinham amaeaçado a Showan e tres dos atacantes que forom detidos som membros deste partido nazi e, segundo as testemunhas da agressom, Andreas Carlsson, um home de alto rango neste partido nazi, formava parte do grupo agressor. Como nota curiosa dizer que Andreas Carlsson viajara recém a Kiev como voluntário para apoiar ao partido fascista ucraniano “Svoboda Party”. De fetio na web do "Svenskarnas parti" insta-se aos nacionalistas suecos a que apoiem "in situ" o golpe de estado na Ucrânia, e de feito vários dos seus membros alistaram-se no ejército ucraniano.

Outra nota curiosa é o feito de que o mesmo 8 de março, antes do ataque, a Jefa analítica do Serviço de Seguridade sueco, Ahn-Za Hagstrom, afirmara que nom via nengum risco de aumento na intencionalidade ou capacidade do "Svenskarnas parti" para cometer delitos por motivos políticos. E o ministro de assuntos exteriores, Carl Bildt, explicara numha entrevista que o partido irmám de "Svenskarnas parti" na Ucrânia, o "Svoboda Party” som demócratas europeios que trabalham por nossos valores.

Este feito nom pode ser visto como algo isolado. Estamos sendo testemunhas de umha tendência geral na Europa, o apogeu de um fascismo militante, agressivo e violento cujos ataques som dirigidos contra indivíduos e movimentos sociais antifascistas. Enquanto isso, o Estado, a serviço do capitalismo, o encobre e alimenta. Está claro que a ameaça fascista na Suécia e em toda Europa contra os movimentos sociais nom é um problema nem para governantes nem para juízes nem policías; ao fim de contas o fascismo é parte do sistema capitalista e, em ocasións históricas, a sua melhor ponta de lança.

No Estado espanhol temos o exemplo de partidos políticos e organizaçons neonazistas e fascistas, como o partido Movimento Social Republicano, Democracia Nacional, Falange ou Alianza Nacional, onde, entre suas fileiras, estám pessoas julgadas por crimes violentos, posse de armas e pertencentes a organizaçons internacionais neonazistas, como Blood and Honor (Sangue e Honra) e que, como no caso da Suécia, se coordenam e treinam com outros partidos ultradireitistas e paramilitares como Jobbik na Hungria, Svoboda na Ucrânia e Aurora Dourada na Grécia. Os mesmos que hoje nos atacam nas ruas, som os que amanhã se apresentarám nas eleiçons.

O fascismo nom é algo abstrato, continua sendo umha ameaça para imigrantes, homossexuais, antifascistas e muitas pessoas têm que enfrentá-los dia-a-dia. Todos os anos som produzidos centenas de ataques fascistas, que em numerosas ocasions custaram a vida de companheiros. Apenas nos últimos 10 anos, 14 antifascistas morreram nas mans da escória fascista, entre eles Carlos Palomino em Madrid em 2007 e, recentemente, Clément Méric em junho de 2013 (França) e Pavlos Fyssas em setembro de 2013 (Grécia).

A polícia minimiza os ataques a brigas de rua e de grupos extremistas, a imprensa manipula as informaçons a sua vontade e a Justiça se dedica a reprimir e criminalizar a resistência antifascista. Na Suécia, o nosso companheiro Joel segue sob custódia - acusado de tentativa de homicídio - por responder a um ataque de nazistas numha manifestaçom antirracista em dezembro passado em Estocolmo, igual que Josef na Áustria; e sem esquecer o nosso companheiro Felix de Barcelona, a espera de julgamento por agressom após passar também mais de duas semanas em prisom preventiva.

Nom podemos ficar paradas observando quem será a próxima víctima. A luita é todos os dias na rua e é hora de se auto-organizar, porque só através da acçom direita que poderemos pôr fim ao fascismo de umha vez por todas.

Nem mais umha gota derramada de nosso sangue. Que a solidariedade se faça acçom.

Contra o fascismo, auto-organizaçom e acçom direita.

Showan resiste!




Cabe sinalar também que, o feito de que Showan Shattak fose o vozeiro da Asociaçom 'Siareiros do Fútbol contra a Homofobia', deu pê a que ao dia seguinte ao ataque fascista, se saira as ruas clamando justiça e tirou-se o seguinte comunicado:

“Todos os nossos pensamentos e o nosso amor estám hoje com o nosso amigo Showan, quem foi apunhalado e golpeado por nazis ontem á noite. Showan atopa-se actualmente completamente sedado no hospital. Showan é umha das figuras mais activas do Malmö, e contribuiu em grande medida a construir o espíritu actual das penhas do Malmö FF.

A nossa penha é um lugar para compartilhar, onde todos os que tenhem um coraçom azul celeste [as cores da equipa] som bem-vindos. Nunca aceptaremos o razismo e o nazismo nas nossas penhas nem na nossa cidade. Convidamos a todos a que dirijam os seus pensamentos para com Showan e a sua família. Todo o nosso amor para ti, Showan. Luita!“.

Redactado x eDu segundo estas fontes:

Adelante Antifa : Kämpa Showan!

Acción Antifascista Zaragoza : Solidaridad Antifascista, Showan resiste.

Antifa Salamanca : Agresión Fascista en Suecia

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