7 feb. 2014

[Raia Ceuta - Marrocos] Assassinados, quanto menos 10 pessoas pola Guarda Civil quando tentavam cruzar a raia.

Redacto esta informaçom recolhendo as notícias publicadas em ElDiario.es, donde numha primeira notícia figerom-se eco das denúncias de várias das pessoas que foram atacadas com bolas de borracha e botes de fume que provocaram pinchaços nas balsas e flotadores e causarom o pánico entre as migrantes que pretendiam passa-la raia Marrocos-Ceuta, primeiro por terra e despois por mar (várias das mortes se produzirom por esmagamento no tumulto provocado polo ataque e outras resultarom afogadas no mar) e despois, e a consequência desta primeira notícia, figerom-se eco numha segunda crónica de como o ministério de Intérior nom tivera outra que reconhecer a intervençom nos feitos da Guarda Civil, algo que negaram, até a publicaçom da primeira notícia, escorregando o bulto e botando-lhe as culpas á polícia marroquina (que se bem também interviu na repressom, foi umha vez que começaram a retirar da água os cadáveres e quando as superviventes se manifestaram para que nom se levaram os corpos), pois até esse momento a versom anunciada pola Delegaçom do Governo em Ceuta assegurava que as forças de seguridade espanholas nom tiveram que intervir em nengum momento, o que supom umha nova farsa dos responsaveis dos desmáns dos corpos repressivos que, desta volta, nom lhes ficou outra alternativa que sair a desmentir ante a claridade das denúncias das superviventes na matança; se bem agora, umha vez pilhados na mentira, tratam de justificar estes assassinatos culpabilizando ás migrantes do sucedido. Alguém da creto desta nova versom política-policial??

Eu nom, e colo de seguido extractos das notícias de ElDiario, com as declaraçons de ambas partes, e que cada quem faga as suas reflexons ao respeito destas mortes dumhas pessoas das que sempre (tanto desde o governo como desde os medios colabouraçonistas) nos agocham os seus nomes, as suas procedências som clamufadas ao "unifica-las" numha toponimia inventada com o nome de "subsaharianas", e das que, nem sequer, chegamos a conhecer o seu número exacto (de feito ainda hoje há fontes que falam de 8, outras de 9, de 10,...). Eu sego asseverando que se trata dum novo assassinato maciço orquestrado desde o poder e posto em prática polas suas forças repressoras. Esses que promovem com veemência o tráfico de mercadurias sem fronteiras (mesmo das ilegais), e que ordenam disparar contra as pessoas que pretendem cruza-las raias sem papeis.

Louis e Aiman, nomes fictícios- som só dois das 400 migrantes que tentaram entrar em Ceuta durante a manhám de ontem joves 6 de fevereiro. Nom som os únicos que acusam ás forças espanholas, pero bastam as suas declaraçons para afazer-nos umha ideia dos sucessos.

Aiman vem de arriscar a sua vida pero mantém-se sereno: el é umha das 400 pessoas que tentaram alcançar Ceuta a nado, há muito ruido, as suas palavras misturam-se com berros dos seus companheiros, detidos polas forças auxiliares marroquinas: "Intentávamos chegar e a 'guarda' disparou-nos balas de plástico. Há mortos, há muitos mortos".

Ante a pergunta de "Quém vos agredeu? A Guarda Civil espanhola ou agentes marroquinos?", Aiman resposta seguro: "A guarda, a guarda. A polícia marroquina chegou despois, a espanhola estava de antes. É a 'guarda' a que se encarregou de nos". "Dispararom muito. Mais que as outras vezes. Quanto menos durante meia hora. Se passou tudo moi aprisa. É a primeira vez que disparam assim. A 'guarda' disparava e algumhas pessoas ficaram inconscientes na água. Outras afogaram". "Muitos dos meus companheiros lograram entrar pero botaram-lhes fóra outra vez" (umha práctica ilegal segundo a lei de Estrangeria espanhola).

Louis responde por telefone horas mais tarde dos feitos desde a comisaria de Tetuán: "Vim cómo retiravam os corpos da água. Um camerúnes, um senegalés, um congolenho...", enumera o jovem, quem assegura que a Guarda Civil lançou gas lacrimógeno sobre eles quando estavam na água. Conta assim a sua experiência: "Esta manhám 250 pessoas que vivemos na zona montanhosa da fronteira intentamos entrar forcejeando com a polícia. Nom nos deixaram passar e houvo uns tumultos, entom, fumos até a praia e perto de 200 tiramo-nos á água. A Guarda Civil parou-nos. Lançaram pelotas de goma, pincharam pneumáticos donde várias pessoas iam montadas e rociarom-nos com gas lacrimógeno. A gente começou a ter ataques de nervios".

Pola contra as primeiras declaraçons do governo espanhol iam por outros derroteros, assegurando um seu portavoz que as forças espanholas nom interviram: "Estaban preparadas pero no ha sido necesario porque las autoridades marroquíes han frenado su entrada y estaban en su territorio", se bem umha vez interrogado de maneira direita polas denúncias das migrantes, o mesmo portavoz reconhece que "habían podido utilizar armas de fogueo" e excusa-se engadindo que "eso no hace nada, solo hace ruido", e escurre o bulto culpabilizando ás proprias migrantes: "El problema es que se lanzan al mar 400 personas sin saber nadar y se aplastan los unos a los otros" e denúncia a atitude violenta por parte das migrantes: "Han tirado piedras contra todo lo que han pillado" e "Es la primera vez que entran de una forma tan agresiva. La Guardia Civil ha intentado dispersarlos con armas de fogueo y balas de goma -mínimamente-", se bem Aiman nega esta versom: "Nos tinhamos as maos vazias, nom tinhamos nengum objecto".

Desde o Ministerio de Interior, pola sua parte mantenhem a versom da Gendarmeria, ainda que engadem o uso de botes de fume: "Se ha utilizado material antidisturbios en el espigón porque el grupo de inmigrantes ha mostrado actitudes violentas y los agentes han tenido que llevar a cabo una acción proporcionada". Tanto a Guarda Civil como Interior insistem em deixar claro que só utilizaram as balas de goma e os botes de fume "cuando intentaron acceder a territorio ceutí por tierra".

eDu

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