1 oct. 2013

[Uruguai] A resistência está nas ruas

Notanto de que por estes lares, a gente que se considera de esquerdas, babia-se de gosto com a "genial" intervençom de José "Pepe" Múgica (o presidente ex-guerrilheiro) na sede da ONU ( quem tenha apetência pode escutar acá os seus 43 minutos de hipocrisia ), só dois dias depois centos de pessoas saiam a percorrer as ruas de Montevideo para denunciar as varias faces da repressom de Pepe e os seus colegas no governo. Colamos aqui a informaçom que recebemos ao respeito de ANA-Agência de Notícias Anarquistas:

[A seguir, crônica sobre a manifestaçom realizada em Montevideo, no dia 26 de setembro.]

"Os golpes que foram sentidos som constantes e vividos todos os dias nos bairros. É da natureza da repressom [...]. Nom queremos tomar o poder, vamos contra o poder, e isso os desconcerta. Queremos tudo e nom negociamos nada. Liberdade e auto-organizaçom, respeito, apoio mútuo, reciprocidade. Abaixo os torturadores, viva a açom direta. Tirem suas mãos de nossos companheiros!"


Assim terminava a segunda proclamaçom que as companheiras leram em frente ao prédio do Ministério do Interior. A raiva contra cada policia se sentia em cada palavra, em cada coraçom de cada companheirx. Durante toda a marcha da última quinta-feira, 26 de setembro, o canto contra a polícia, os políticos e os meios de comunicaçom foram sentidos alto e claro. Centenas de gargantas cantavam o refrám de umha música de umha banda companheira: "para desinformar eis os meios [mídia], para reprimir a polícia, para submeter o trabalho, para contaminar celulose e mineraçom". Desde o início tambores e bateristas, bombas de som e grafite adornavam a marcha com a sua força, quebrando a agonia diária desta cidade anestesiada...

Doble vallado. Policiais em formaçom com capacetes, escudos e protetores de perna. Chanchitas de retorno. Policiais com poderosos holofotes para filmar e fotografar os manifestantes de longe. Uma invasom policial que dava verdadeiro nojo.

Do outro lado, nós: xs que lutam por um mundo sem oprimidos nem opressores, sem submissom, um mundo livre e solidário.

Em menos de um mês, a polícia efetuou mais de 30 detençons a companheirxs - 2 processados, 7 aguardando a condenaçom... Nossa solidariedade se faz carne, nossa luta vai tomar as ruas, xs companheirxs agitando as ruas de cada cidade, em cada bairro, dentro e fora de Montevideo... e que foi-se chegando, ao centro do poder, a essa parte da regiom repugnantemente controlada. E foi-se chegando, para gritar alto que, contra repressom, nos opomos com nossa solidariedade e açom. Via-se na cara deles, se escutava em sua voz: estavam nervosos, porque como dizia a proclamaçom: "Nom queremos tomar o poder, vamos contra o poder, e isso é desconcertante para eles".

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