14 oct. 2013

[Brasil] Contribuiçons à resistência: Vigiância nas ruas, na internet, nas nossas comunicaçons, escutas telefónicas,... É possível se proteger dessas acçons?

Recebimos na nossa caixa de correios este artículo colado em ContraInfo (pt):

A quem sofrem com a repressom:

Hoje (11 de outubro) o Estado realizou umha das maiores ofensivas contra as lutas que explodem no Rio de Janeiro (lêr notícia acá). Nom é necessário o esforço de recontar os feitos, mas acho importante ressaltar alguns deles para que poidamos entender o que está passando e como reagir. Dezassete denúncias foram expedidas contra militantes de organizaçons combativas e libertárias. Computadores, pendrives, câmeras, CDs e DVDs foram apreendidos. Além disso, destacar o feito de que umha militante soubo que tinha o seu telefone "pinchado" no dia 4 de julho, ou seja, há muito que som registradas as suas chamadas.

O que isso significa? Que nom eram paranoia os comentários de quem acreditavam poder estar sendo gravados em junho, o Estado está rastreando os nossos movimentos e isso ultrapassa em muito nossa impressom de privacidade e sigilo. Umha acçom coordenada pola Interpol articula a investigaçom de manifestantes do Rio de Janeiro com a doutras cidades do Brasil e do mundo. É um esforço claro de construir a imagem de umha organizaçom criminosa que facilmente irá caber nas leis antiterrorismo e de Segurança Nacional que começam a ser mobilizadas para criminalizar a manifestantes. Estratégias já utilizadas por outros países chegam finalmente ao Brasil: vale a pena analisar o que está acontecendo no Chile, na França, no México, no Uruguai, na Espanha e em muitos outros lugares. Se os modelos som repetidos, cabe a nós conhecê-los para nos protegermos.

Para nom correr o risco de me alongar, imos à contra-ofensiva. É possível proteger-se dessas acçons? Essa resposta ninguém tem, mas algumhas experiências podemos trocar:

- Com relaçom à segurança na internet e nas nossas comunicaçons, recomendo umha lista de alternativas para nossos usos habituais. Ela é fruto de um esforço contra o esquema de controle dos EEUU conhecido como PRISM. É umha lista auto-explicativa e qualquer dúvida é só recorrer aos fóruns e a buscas que nom é muito difícil de solucionar. É preciso usar outros servidores de e-mail, outros mecanismos de busca e de comunicaçom instantânea.

- Se estám a sequestrar nossos computadores, cabe torná-los difícil de serem analisados. Isso é possível a partir da criptografia do disco duro. Com um sistema operacional como o Debian isso é possível de ser feito na própria instalaçom sem precisar entender nada de criptografia. A polícia vai ter muito trabalho para abri-lo. Mas lembra que se deixas os arquivos no pendrive sem proteçom, isso nom vai adiantar muito.

- Com relaçom a escutas telefônicas o problema é maior. A melhor soluçom é utilizar as cabinas se vas falar algo muito comprometedor, mas é possível também arrumar outros chips para despistar o control. É bom lembrar que alguns aparelhos continuam gravando mesmo quando desligados, entom o melhor é nom deixar os móbiles perto de reunions.

- Sobre o Facebook o melhor é sair. Mas se vas usar, vale usar alguns artifícios para esconder o IP, como o VPN. O TOR geralmente é bloqueado polo Facebook, mas é umha ótima opçom para qualquer outro site. As prisons dos administradores da página do BlackBloc (1) provam que um IP falso nom adianta nada no Facebook.

- Para além da internet e dos computadores, é necessário introduzir mais seriamente no Brasil (2) umha discussom sobre cultura de segurança. Cuidado com o que dis e com quem falas. Sempre seremos vigiadxs e sempre haverá infiltradxs, mas cabe a nós nom fornecer provas que nos incriminem. Umha boa introduçom para a discussom é um texto do Crimethinc.

Essas “dicas” nom som manuais infalíveis. Som meros apontamentos para continuarmos nos capacitando para a resistência. Se estamos dispostxs a viver a luita pela emancipaçom nom devemos nos expor gratuitamente. Essa é umha opçom de vida e portanto nom adianta um currículo de prisons, mas umha construçom que nom seja interrompida pelas grades do Estado.

O principal já foi dito, mas gostaria de dizer umhas palavras finais sobre visibilidade e invisibilidade. Essa é umha discussom central na nossa acçom política porque dialoga com os problemas da mobilizaçom, da segurança e das alianças. Sugiro que levemos mais a sério a opçom de nos organizarmos nas sombras para que melhor possamos evitar o controle. Assim que nos tornamos visíveis, a ampola da repressom começa a contar: nosso tempo para a próxima ofensiva diminui. É preciso retardar isso, polo menos até a hora em que sejamos capazes de fazer o golpe certeiro.

Nengum passo atrás!
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Notas de Abordaxe:

(1) Os três estudantes acusados de serem administradores do perfil Black Bloc RJ foram soltos na manhám da sexta-feira, dia 13 de setembro, foram presos no dia 4, sob acusaçom de formaçom de quadrilha armada e incitaçom à violência, ao "nom existir elementos suficientes para iniciar acçom penal" contra os estudantes.

(2) no Brasil e em todo o mundo

trad ao galego - eDu

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