12 sept. 2013

[Turquia] O povo volve a sair as ruas em protesto contra a morte de um jovem ativista

Recebemos esta notícia de ANA (Agência de Notícias Anarquistas) e completamos com informaçom doutras fontes:

Nesta terça-feira, 10 de setembro, manifestaçons antigovernamentais eclodiram na Turquia com renovado vigor, após a morte, na véspera, do jovem ativista Ahmet Atakan, de 22 anos de idade, que faleceu na madrugada (em torno as 02 horas) desse mesmo dia 10 de setembro de umha lesom cerebral grave, ao ser atingido na cabeça por umha bomba de gás lacrimogêneo atirada pela polícia (1). Ele fazia parte de um grupo de manifestantes que se reuniram na cidade de Antakya para prestar umha homenagem a Cömert Abdullah, umha outra das vítimas dos protestos contra o governo, que também contava com 22 anos quando fora assassinado, em junho passado, ao receber vários balaços na sua cabeça durante umha das manifestaçons da revolta turca (2).

Os protestos foram realizados em pelo menos 26 cidades turcas e contaram com a participaçom de dezenas de milhares de pessoas. Também ocorreram protestos em nove embaixadas turcas no estrangeiro.

Em muitas das cidades as manifestaçons terminaram em duros confrontos entre os manifestantes e a polícia. Xs ativistas ergueram barricadas e lançaram pedras, pirotecnia, coqueteis molotov e outros objectos contra os polícias, que recorreram ao uso de gás lacrimogêneo, balas de caucho e canhons de água, ferindo e detendo várias pessoas.

Em todos as manifestaçons corearom-se consignas antigovernamentais como: “Ombro com ombro contra o fascismo” ou “Todos somos Ahmet, nom nos podem matar a todos”.

Mais imagens dos protestos en Atenas Indymedia

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(1)Ahmet Atakan morreu quando participava em Antakya nos protestos solidários com o estudiantado de Ankara que luitam contra a construçom dumha estrada que vai implicar o derrubo duma zona de arvores no campus da Universidade Técnica de Oriente Próximo, além de ser umha homenagem a Abdulá Comert. Atakan, como digemos, foi morto tras ser atingido na cabeça por umha bomba de gás lacrimogêneo atirada pela polícia, no entanto o governo tratou de tergiversar os feitos e mesmo chegou a passar umhas imagens borrosas pola tv estatal de alguém caindo dum telhado e pretenderom que era Ahmet e mesmo figerom declaraçons assegurando que enviaram umha ambulância ao lugar donde Ahmet caera, pero que os próprios companheiros de Ahmet queríam ser quem trasladaram ao ferido ao hospital, pero que quando por fim chegou ao hospital, e pese a todos os esforços médicos, o seu coraçom deixou de latejar 15 minutos despois. Mas a trama manipuladora do governo nom calou:

A equipa médica que tratou ao jovem assegurou que nom havia prova algumha de que a sua morte poidera ser resultado dumha caida: "Tinha umha fractura de compressom, é dizer, umha contusom provocada por um elemento contundente, e várias contusons craneais. A causa da morte é umha destas duas. Nom se pode dizer que caera desde umha certa altura com istos indícios", declarou o chefe do hospital, presente durante a autópsia preliminar, e criticou que o governo tentara influir na opiniom pública ao fazer declaraçons públicas antes de receber a informaçom clínica sobre a morte e sentenciou: "Nom atopamos nengum indício médico na autópsia que sugira umha caida desde um lugar alto. Nom há fracturas nos seus ossos, nem nos seus braços e pernas, fracturas habituais nos casos de caida".

A resposta nas ruas tam imediata foi como resultado da rápida propragaçom deste assessinato polas redes sociais, mas, sem dúvida, o falhido intento do governo de culpabilizar ao próprio assassinado da sua morte, foi o desencadeante da maciça assistência as manifestaçons e da raiva e ganhas de luita com que a gente saeu às ruas.

Atakan é a sexta vítima mortal nos protestos em Turquia desde começos do vrao, todos eles jovens entre os 18 e 26 anos. Um agente da polícia também morreu durante a repressom das manifestaçons por "um excesso de zelo", tras caer dumha ponte quando perseguia a um grupo de manifestantes.

(2) Abdulá Comert, de quem os medios comerciais falam como o primeiro martir da revolta turca, morrera em junho tras, como digemos, receber vários balaços na cabeça dum polícia. A sua morte tivera grande repercussom pola rápida difusom de fotografias, videos e, especialmente, as suas duas derradeiras mensagens no Facebook, que foi o que o convirtiram num símbolo da luita turca contra o governo.

Reproduzimos a sua derradeira mensagem: "Dormim só 5 horas em 3 dias. Estivem exposto ao gás lacrimogéneo innumeráveis vezes e corrim risco de morte em 3 ocasions. Eles dim: "Rende-te, nom podes salvar ao país". E eu digo:
“sim, si podemos e morriremos se é necessário para e-lo”. (Estou tam canso. Em 3 dias tomei 7 bebidas energéticas e 9 pililas para a dor. Estou afónico pero estarei na praça às 6, justo a tempo para a revoluçom)”
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Noticia redactada por eDu
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Mais informaçom neste blogue de Abordaxe sobre a revolta turca:

- 03/06/2013 O que está acontecendo em Istambul
- 04/06/2013 Turquia: Impressões do movimento de protesto em Ankara
- 18/06/2013 Informaçom sobre os sucessos de Turquia ao minuto e video revelador e relevante da actuaçom policial contra o pessoal médico solidário
- 04/07/2013 Entrevista: Anarquistas na Insurreição Turca

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