30 ago. 2013

A mesma repressom que na Ditadura militar no Uruguai do ex-guerrilheiro tupamaro José Múgica

Tres notícias sobre o Uruguay do "esquerdista" Múgica, venhem a amosar o de sempre nas falsas democracias: Quem governa só mira para o dinheiro e a repressom da disidência é a mesma que na ditadura militar. Umha é a venda de 10 mil hectáreas da zona centro a umha empresa estrangeira para extraçom de ferro a ceo aberto e as outras duas sobre a repressom a anarquistas. Umha fala do cárcere suportada com torturas por 12 compas anarquistas que foram sequestradas quando se dirigiam à umha concentraçom no Obelisco, em Montevideo, que recorda e denuncia o massacre do Filtro ocorrido em 1994 ( onde morrera umha pessoa e 100 mais ficaram feridas graves (15 de bala) numha manifestaçom convocada entroutros polo Frente Àmplio em contra da extradiçom a Espanha de 3 presunto membros de ETA) e a outra sobre um feito que sucedeu só 10 antes, quando dois compas anarquistas foram detidos tras participar em 14 de agosto numha manifa estudantil em memória do estudante Liber Arce assassinado por policiais no agitado ano de 1968.

Imos por partes, e assim cabe dizer que dias atrás aprovou-se no Senado, com os únicos votos do "esquerdista" Frente Ámplio (16 sies contra 14 noes), a venda dessas 10 mil hectáreas da zona centro de Uruguay a "Zamín Ferrous", umha suposta e sospeitosa empresa familiar india (ver acá), para a extraçom a ceo aberto de ferro, onde se prevé a extraçom de 18 milhons de toneladas anuais para exportar a China por um período de 30 anos, o que terá gravíssimas repercusons sobre a natureza e a vida da gente dessas regions. Um enquerito desses dias situava a só um 28% da povoaçom a favor desta venda e a um 46% claramente em contra, mas o velho guerrilleiro monstra um despreço total pola opiniom do povo e depois de impor-se pola maioria que tem no Senado, entre assubios e insultos de vende-pátrias dxs ecologistas presentes nas bancadas e que forom despejadxs da sala, agora só falha o voto no Congresso (no que também conta com a maioria suficinte) para a consolidaçom de tal venda.

Dias depois numha locuçom de rádio, Mújica, ao melhor estilo do PPdeG, denunciou que os protestos contra esta minas altamente contaminantes nom eram por motivos ambientais senom polo afám dos gandeiros de manter baixos os salários dos seus pions: "O trabalho da mineria paga salários do duplo ou triple que os salários mínimos, isso paga a ganderia. Este é o grande factor que termina alterando a paz. Há intereses que se sintem agredidos porque lhes encarece muito a mao de obra" e dum jeito hipócrita declarou entender a quem se preocupam polo destino da natureza, porque a considera “umha preocupaçom sã e virtuosa” e engade umha grande mentira: “O home pode fazer estas cousas e preservar o meio ambiente”. Mentira, que é denunciada neste vídeo:

Mas, se preocupante é esta primeira noticia pero fai-se entendível desde o ponto de vista de que todos os governates som iguais à hora de ponher a mão para encher os petos, mais o é a segunda das notícias que nos chegou estes dias pois, cabe esperar isto dum home que fora um dos dirigentes tupamaros que a ditadura cívico-militar tomara como «refém» e estivera detido case 15 anos da sua vida ?? mas, se se vende a umha empresa destructora ...

Comentavamos ao princípio que em 14 de agosto foram detidos 2 compas anarquistas tras a manifa estudiantil, e segundo conta a Agência de Notícias Anarquistas ANA as forças repressivas implantaram diferentes operaçons caçando as pessoas que participaram da manifestaçom, e após monitoramento de policiais infiltrados, dois companheiros foram presos pelo D.O.E. (Departamento de Operaçons Especiais) e ambos passaram a noite presos para ao dia seguinte ser levados ao tribunal onde prestaram declaraçons e horas depois já estavam soltos.

Ambos foram incriminados sem prisom e três meses de trabalhos comunitários por danos a um automóvel de luxo e a um caixeiro 24 horas, sob a acusaçom de “delito de danos agravados pela exposiçom pública dos bens danificados” (umha invençom, sendo que nom há filmes nem testemunhas que o comprovem). Dias depois Alguns Anarquistas tirabam um seu comunicado (ver acolá), onde, entroutras coisas, denuncaim que "A imprensa aponta, a polícia dispara com o aval dos cidadans que acreditam acriticamente no que a imprensa diz" e sinalam que "Dado que os processados eram de outros países, a imprensa fala também de redes internacionais e nom se equivocam. Como anarquistas nom reconhecemos nem aos Estados nem a suas fronteiras. Portanto, nossas práticas e solidariedade ultrapassam todos os limites, sejam geográficos ou legais".



No entanto, pior foi o que aconteceu às 12 compas que foram detidas em 24 de agosto quando iam à Concentraçom em recordo e denüncia do massacre do Filtro, e copiamos e colamos o Comunicado sobre estas detençons que recebemos na nossa caixa de correios:

Hoje perseguiçom e tortura tal qual na ditadura.

O 24 de agosto à tarde, no marco da passeata que recorda e denuncia o massacre do Filtro ocorrido em 1994, foram sequestradas 12 pessoas que se dirigiam à concentraçom no Obelisco, em Montevideo.

Todos os detidos saíram da “La Solidaria” (centro social). Em alguns dos casos haviam sido seguidos pelos agentes de inteligência desde as primeiras horas da manhã, o que foi confirmado pela própria polícia.

O operativo foi realizado em diferentes pontos de Montevideo, levado adiante por vários grupos de policiais vestidos à paisana, em diferentes veículos do Departamento de Inteligência. Estes nom explicaram o porquê da detençom e em muitos casos nom se identificaram (à moda da passada ditadura cívico militar). Foram levados a Chefatura sob hostilidade contínua. Umha vez finalizada a passeata, o advogado e alguns familiares foram à dita dependência, onde o policial que os atendeu, informou que havia 12 pessoas detidas e se negou a comunicar ao advogado a razom das detençons, falando-lhe de forma grosseira e arrogante, enquanto tampava um frasco de bebida.

Por volta das 12h30 os detidos foram liberados sem acusaçom, na rua os esperava um numeroso grupo de manifestantes. Umha vez fora puderam relatar os fatos, enquanto estiveram detidos receberam pauladas nas costas e tortura psicológica. Sofreram ameaças de todo tipo, começando com possíveis processos judiciais, a violaçom e até a morte. Os fizeram despir-se. Utilizando um pau, um oficial simulava um fuzil enquanto outro cantava a marcha militar. Um dos detidos foi posto de plantom nu e apoiaram umha arma em sua cabeça e diziam que iriam violentá-lo, “matar em qualquer esquina” e o ameaçavam com aplicar-lhe “submarino seco” (afogamento com um saco).

Estes fatos nom som isolados, estám no contexto de várias açons repressivas onde se busca criminalizar os protestos: perseguiçons, detençons, montagens midiáticas e processos. Inteligência e o D.O.E. há tempos vêm fazendo investigaçons sobre as pessoas que participam em qualquer tipo de mobilizaçom, tirando fotos e introduzindo policiais nas manifestaçons.

Mas além da repressom, sinalizamos que as manifestaçons e mobilizaçons nom se deterám, porque as causas que as originaram continuam e se intensificam.

Basta de repressom aos que lutam.

Tocam em um/ha, Tocam em todos/as


eDu

Adicado a todas aquelas ilusas pessoas que ainda crem que as esquerdas e as direitas som diferentes quando governam.

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