27 jul. 2013

O que é isso de República Galega?

Publicamos, por petición expresa do seu autor, a seguinte reflexión sobre a constitución da plataforma "Galiza pola Soberania" e a aposta pola creación dunha "República Galega" na que estan a derivar moitas persoas do entorno do independentismo galego:

Precisamente agora, quando os alicerces políticos sociais e culturais que sostiveram o Occidente do way of life se desmoronan, e a situaçom achega alarmantes crónicas sobre a inviabilidade do benestar social no sul europeio, há quem retorna ás propostas republicanas para soster estas ruinas.

O problema é que estas fórmulas nom fam mais que perpetuar os mesmos arquetipos políticos que caracterizarom á modernidade, e partem dos mesmos paradigmas liberais que derom origem aos primeiros estados. Se entendemos o capitalismo coma umha hierarquia de ideias da que fam parte conceptos fundamentais coma estado, autoridade, patriarcado ou mesmo república, semelha absurdo dizerse anticapitalista ao tempo que se acredita na constituiçom de umha outra estrutura patriarcal, configurada a traves de umha república e que responde um por um aos mesmos principios dos que emanou a democracia liberal.

Mudalo todo para que todo siga igual. Esta parece ser a legenda de moda no nacionalismo galego, abocado a constituir um novo horizonte sem fugir do maltreito parlamentarismo em qualquera das suas formas, e obviando as relaçons de dependencia que os estados criam sobre a sua populaçom. Se calhar é por esta dependencia que hoje há quem se nega a imaginar fórmulas de base, comunitarias e populares para gerir os recursos de esta terra, enarbolando sobre o seu pavilhom a bandeira do possibilismo, e berrando aos quatro ventos que xs galegxs somos orfos de pai porque carecemos um Estado que defenda os nossos interesses. Acaso nom é esta umha proclama patriarcal?

E é que é umha evidencia que a clase meia do Estado Espanhol se desmorona. O estamento (fundamentado sobre todo em aspectos subjectivos) que servira de estrato onde cultivar o pacifismo social de estas últimas décadas, expulsa dos seus espaços a cada vez mais familias, que se sumaram ao carro a golpe de crédito bancario ou hipotecario.

Nom é um facto baladí, pois a democracia espanhola, os consensos da Transiçom, a paz entre clases que vivemos até há bem pouco, sustentábase no incremento sistemático de esta nova categoria social, causa e á vez efecto do estatismo político de finais do S.XX e começos do XXI.

Mas o desmantelamento de esta “clase” abandona tras de sim o gosto pola dependencia do Estado e do Mercado que noutros tempos a povoaçom denostaba. Hoje nom sabemos comer se nom é aquilo que manda o mercado, nom sabemos divertirnos se nom é como estipula o marco do consumismo, em definitiva nom sabemos intrepretar a realidade que nos rodea se nom é meiante os valores nos que se socialiçou esta “clase meia” e que agora atopamos em franca decadencia. Por isto mesmo é que gram parte da esquerda galega que se diz anticapitalista, nom é quem de imaginar um futuro que nom atenda a retomar estes mesmos valores de consenso, materialiçados em forma de República e que partilham com forças políticas ás que elxs mesmxs categoriçam de sistémicas e espanholas.

Ser revolucionario nom é fácil, ao contrario, supom escolher sempre o caminho mais complexo e revirado, e sobre todo, nom avonda com rebelarse contra um modelo economicida que ofrece hoje os seus derradeiros alentos antes de ser reformulado. Ademais disto é precisso rachar coa estrutura de ideias que mantem á povoaçom atada á necessidade de um Estado mercantilista e opresor, e que tem o seu ejemplo mais evidente na obrigaçom do trabalho assalariado coma única garantia de vida, coma condiçom “sine qua non” a adscriçom á sociedade nom é possíbel. É precisso romper com a meritocracia que envolve a cultura de masas contemporánea e que nos impide a todxs ser livres e iguais. Fai muitas décadas que o capitalismo deixou de ser unicamente um régime económico para atopar umha forma de perpetuaçom por meio da acçom colectiva e individual do corpus social, logrando esvaecer a traves do tempo os laços associativos e comunitarios que ligabam o nosso País desde a sua propria base, asegurando a pervivencia de este povo com a autogestom como aspecto comum.

Se as nossas miradas cara o futuro nom passam por questionarnos o que o capitalismo tem de sustrato cultural, enraizado na psique da cidadania, o único que estaremos a fazer é um imenso favor a aquelxs que buscam perpetuar os modelos de produçom e reproduçom capitalista, aínda que for com um novo rosto.

2 comentarios:

  1. Claro que si

    GALIZA LIVRE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    INDEPENDENCIA ANTIAUTORITARIA!!!!!!!!!!!!!!!!

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  2. República Galega nom é mais que o nome que se lhe da a organizaçom social do povo galego.

    E o eterno debate estaria no Estado da República Galega ou o NOM Estado da República Galega. Ao meu modo de ver mentres o objetivo final seja destroir o "Estado Revolucionario", ou seja, destroir o estado obreiro pol@s próprias obreiras umha vez seja obsoleto, a revoluçom avançará. Polo contrário poderia fracasar se esse objetivo nom é claro desde o inicio (e nunca foi esse o objetivo principal, porque nunca se tivo claro, já que a maioria das revoluçons forom ensaios dos que devemos aprender de cara o futuro).

    GZ ceive!

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