22 may. 2013

“Morriremos matando”, dim os mineiros do Surocidente Astur.

Recolhemos da web "El Gomeru, lanzadera anarquista asturleonesa" e ampliamos com a notícia do jornal "La Nueva España" :

«Já nom temos nada que perder, já da-nos tudo igual, e imos morrer matando» declararam antonte os mineiros do Surocidente, quem querem deixar claro que nom representam a nengum sindicato e que começaram as movilizaçons a margem dos mesmos.

Os mineiros do Surocidente asturiano estám sem trabalhar e sem cobrar. Som já vários meses e antonte decidirom passar à acçom. Uns 70 trabalhadores de Coto Minero Cantábrico (CMC) em Cerredo (Degaña) cortarom a estrada AS-15, em sinal de protesta. Cara as cinco da tarde a Guardia Civil logrou reabri-la tras retirar a barricada. Nom se identificou a ninguém. Aclarar que o feche da estrada tivera pouca incidência dado o baixo número de coches que transitam essa via.

Segundo o mencionado rotativo, o assalto à via fora decidido na madrugada de antonte, cara as quatro, por uns mineiros que levam meses encirrados na mina, em greve, protestando polos impagos dos seus salários, polos Expedientes de Regulaçom de Emprego (EREs) decretados pola empresa e polas condiçons que o empresário pujo sobre a mesa para retoma-la actividade: baixadas de salários e de condiçons laborais «intoleráveis».

Na actualidade, em Cerredo há case 170 mineiros afectados polo ERE e perto de 100 em greve. A situaçom destes últimos é límite, dado que levam case seis meses sem receber nem soldo nem prestaçom por desemprego nem ajuda de nengum tipo.

Esta situaçom límite foi a que prendeu a mecha da protesta de antonte. Os mineiros, cubertos com passa-montanhas e sem dar nomes, falam com umha única voz: «É o início dumha protesta que vai ir a mais».

«Isto só é o primeiro aviso. Estamos fartos de Victorino (Alonso, empresário dono da explotaçom de Cerredo), do governo de Espanha e de todo o mundo, porque som todos iguais», engadirom. Com certa sorna, declararom case a coro: «E queremos enviar um afectuoso saúdo e um abraço a Javier Fernández, presidente do Principado, a quem lhe temos pedido numerosas reunions e já nom é que nom nos receba, senom que nem sequer nos contesta. PP e PSOE, som todos iguais».

Os operários nom quigerom fazer públicas as suas ideias para futuras movilizaçons, mas sim deixarom claro que nom permitirám que se produzam dous desafiuzamentos previstos na vizinha localidade leonesa de Villablino no vindouro venres. Trata-se de dous empregados de Cerredo que nom podem pagar a sua hipoteca: «Imos ir ali e isso vai-se parar. Eles nom podem pagar, e nom por morosos, senom porque nom cobram. Que vaiam também os de "Stop deshaucios"».

Os mineiros nom deixaram achegar-se durante a manhã nem à mina nem à barricada aos agentes da Guardia Civil que, segundo as suas palavras, pretendiam falar e negociar com eles. Tirarom voladores e parafusos e porcas à estrada como sinal de advertência. «Estamos fartos de tanta negociaçom e nom queremos falar com eles», sentenciarom. Por último, os trabalhadores de CMC em Cerredo pedem desculpas à vizinhança da vila polos problemas que poidam causar: «Pero esta luita, que vai ser gorda, é por todos eles, por todos nos».

Recolhida e traduzida por eDu

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