7 feb. 2013

Actualizaçom .- Crónicas do julgamento a Telmo e Miguel no Julgado do Penal de Vigo

Ampliamos a notícia do 1º dia com a crónica do 2º ia que também copiamos e colamos de Galiza Livre 1º dia e 2º dia:


Julgamento revela a debilidade das provas contra Telmo e Miguel

O julgamento de Miguel Nicolás e Telmo Varela quedou visto para sentência após a defesa reclamasse a absolviçom de ambos os dous, assi como a liberdade inmediata de Telmo. A labor dos advogados expuxo a debilidade e fragmentaçom das provas nas que a Fiscalia basea a acusaçom contra estes sindicalistas. A segunda jornada do julgamento transcorreu entre um dispostivo policial mais restritivo ca o do primeiro dia e a presença de novo de pessoas solidárias nos arredores dos julgados de Vigo.

A segunda jornada do julgamento contra Miguel Nicolás e Telmo Varela contou com um presença policial ainda mais notória ca no dia anterior. Na porta dos julgados, agentes da Polícia Nacional comunicavam às pessoas que entravam que apenas podiam transpassar as portas deste edifício público aquelas que tivessem umha citaçom judicial. A pesar destas presons, à sala onde se realizava a vista contra Telmo e Miguel conseguírom acceder algumhas das pessoas achegadas aos acusados e a prensa. Fóra mais de cincuenta pessoas voltárom concentrar-se denunciando a berros que “este juiço é umha farsa” e reclamando a liberdade de Telmo Varela e a absolviçom de Miguel Nicolás.

Na manhá desta quarta escuitárom-se os testemunhos propostos pola defesa. Assim, militantes da CUT e membros da Assembleia de Parados de Vigo expugérom o trabalho sindical e social que desenvolviam os acusados. Durante os interrogatórios aos redatores dos relatórios periciais, um dos letrados da defesa protestou porque num desses relatórios recolhia-se que o tipo de artefactos de cuxo emprego se acusava a Telmo e Miguel eram os mesmos que usavam “grupos independentistas”. O redator respostou que esta esta era “umha forma de falar sacada dos meios de comunicaçom” e admitiu que estas valoraçons nom eram científicas.

Incongruências e falta de garantias

Nas conclusons, a defesa manifestou a debilidade dos indícios nos que a Fiscalia basea as suas acusaçons e enumerou as abondonsas incongruências reveladas e a falta de garantias de muitas das provas apresentadas polo Ministério Público. Assi, os advogados queixarom-se de que nom se trougeram à vista as peças de conviçom provatórias para o seu reconhecemento, senom que apenas se aportárom fotografias das mesmas. Tambem se lamentou que a Fiscalia se tivera negado no seu momento a fazer umha reconstruçom dos feitos para certificar se é possível observar desde um sexto andas as letras e cifras das matrículas dos carros que circulam pola rua. Precisamente, um dos pontos que levantou discussom nas sessons do julgamento fôrom os testemunhos aportados pola Fiscalia sobre a madrugada dos feitos dos que se acusa a Telmo e Miguel. Umha desas testemunhas, que teriam aportado alguns números de matrícula dum carro avistado desde um sexto andar, afirmou na vista que os números e cifras que aparecem numha declaraçom anterior foram-lhe ditos pola Polícia.

A defesa pediu tambem a impugnaçom das intervençons telefónicas por vulneraçom de garantias procesuais e do registro no garagem no que estava o carro do Miguel o dia da sua detençom. Os advogados tambem mostrarom dúvidas sobre a apariçom de umha pegada de Telmo num recipiente de clorato potásico que a Guardia Civil teria recolhido perto da sua casa. Se o Ministério Público afirma que o acusado manipulou as bolsas que se atopárom ali, por que nom aparecem mais pegadas?, perguntava a defesa.

Fazendo uso do seu direito à última palavra os acusados manifestárom o caráter marcadamente político deste processo. Telmo salientou que foi “condenado desde o primeiro dia e levarom-me a 500 quilómetros da minha cidade. Nom existiu para mim a presunçom de inocência”. Miguel afirmou que “estamos aqui por fazer um sindicalismo de classe e criar consciência entre os desempregados” e denunciou os abusos aos que se viu sometido, como a aplicaçom de legislaçom anti-terrorista ou os maus tratos em cárceres espanhois.

Crónica Primeira Jornada


A primeira jornada do julgamento contra os independentistas e sindicalistas Miguel Nicolás e Telmo Varela, que se celebrou no julgado nº1 de Vigo, viu-se marcada por umhas medidas de seguridade excepcionais que impedírom acceder à sala a familiares e amigos das pessoas acusadas. Nas inmediaçons dos edíficios, concentrarom-se um centenar de pessoas que mostrárom o seu apoio a Telmo e Miguel. Os acusados pugerom de manifesto a existência dumha montagem policial para golpear o sindicalismo combativo que estava a agromar na comarca e a defesa salientou a invalidez dalgumhas das provas aportadas pola Fiscalia, como escuitas telefónicas ou o registro do veículo de Miguel.
A primeira hora do dia já na imprensa local se anunciava que os julgados nº 1 de Vigo iam contar com um dispostivo de seguridade especial com o motivo do julgamento contra Miguel Nicolás e Telmo Varela. Este despregue policial impediu o acceso à sala à maior parte de familiares e achegados que se atopavam nas instalaçons para participar no público. O reduzido número de pessoas às que se lhe permitiu o acceso levantou a indignaçom dalguns dos presentes, quem se preguntavam se havia algo que ocultar para impedir a entrada à sala. Tambem se ameaçou com restringir a entrada de meios de comunicaçom, mas finalmente entrárom todos os meios presentes, a excepçom dos repórteres gráficos.

No banquinho sentavam Miguel e Telmo, este escoltado por dous polícias. O primeiro deles em liberdade baixo fiança desde o passado mês de maio tras sofrer 14 meses de prisom sem juiço. O segundo foi transladado desde a prisom de Topas, onde permanece encarcerado desde há quase dous anos, ate a de A Lama. Tanto o seu letrado como ele próprio na vista da manhá desta terça denunciárom que a viagem de 8 horas em cubículo reduzido que padeceu nom lhe permitiu preparar de jeito idóneo a sua defesa num sumário que conta com uns 3.000 fólios. A ambos a Fiscalia acusa-os de atacar um escritório do INEM com 'cócteis molotov' o dia 15 de dezembro de 2010, solicitando 5 anos de pena para Miguel e 10 para Telmo.

Miguel negou os feitos dos que se lhe acusam e sinalou que, devido à sua participaçom na assembleia de desempregados da cidade, vistara as inmediaçons de diversos escritórios do INEM da cidade para programar diversas acçons como concentraçons ou repartos de panfletos. Miguel afirmou tambem que depois da sua detençom e o seu passo polos cabouços, a Polícia colhera-lhe as chaves do seu carro, entrárom no garagem no que estava e o registrárom sem poder ver por ele próprio a atividade das Forças de Seguridade do Estado.

Telmo começou a sua declaraçom ante as perguntas da Fiscalia denunciando que existe na justiça umha dupla vara de medir, citando os recentes cassos de corrupçom nas cúpulas de partidos políticos. Assimesmo, negou também os feitos dos que se lhe acusa e afirmou que som umha “coartada” para criminalizar o sindicato do que forma parte, a Central Unitária de Trabalhadores/as, e a sua labor na naval viguês. A este sindicalista viguês se lhe relaciona com um “zulo”, em palavras da acusaçom, no que se teria atopado clorato potásico e ácido sulfúrico, substâncias que o acusado afirmou desconhecer. Telmo sinalou que “a Guardia Civil sabe que som inocente” e que este corpo estava a seguir a atividade do sindicato.

Testemunhas

Durante os interrogatórios às testemunhas, um membro da Guardia Civil expuxo que as investigaçons começarom depois de que um comunicado anónimo fora remitido por correio ordinário ao cuartel da Guardia Civil de Pontevedra que alertava de posíveis ataques a alguns locais da cidade de Vigo. Os testemunhos das Forças de Seguridade do Estado expunham a operaçom realizada contra os acusados, enquanto a defesa revelava as irregularidades e a falta de garantias das que estava cheio o procedemento, como a ausência dum secretário judicial durante o volcado das imagens dumha cámara que teria gravado a Telmo achegando-se ao presunto “zulo”. Mesmo umha das testemunhas da Guardia Civil chegou a asegurar que nom podia dizer que foram os acusados os que queimaram o INEM de Coia.

A solidariedade escuitou-se na sala

Durante a vista, Telmo e Miguel puidérom escuitar alguns dos berros que desde fóra estavam a corear um centos de solidárias e solidários, como “Nom pode ser, obreiros na cadea e corruptos no poder” ou “Aos presos agora queremos ve-los fóra”. Afinal da vista, que se estendeu ate as 4 da tarde, a Telmo apenas lhe permitirom intercambiar um breve apretom de mans com a sua mulher antes de que os seus escoltas o retiraram da sala.

3 comentarios:

  1. Só emitides noticias de presos "políticos"? Sabedes dalgunha web que informe de xuizos ou campañas ou sucesos sobre presos sociais ou anarquistas en Galicia?
    Desculpade, era porque entendin que era un blog anarquista e vin unhas cuantas sobre presos independentistas, que de feito xa coñecía precisamente por páxinas non anarquistas de Galicia que tamén miro, e estaba interesado en informarme sobre noticias sobre cárceres e represión máis no ámbito social e anarquista para un boletín que vou sacar.
    Saude!

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    1. Mira sen sair da páxina principal as noticias de abaixo, onde falan sobre cárcere e represión tanto de presas sociais (Noelia Cotelo) ou represión (Detención en Compostela dun sindicalista). Sendo lector da páxina esta, se informa sobre todas as novas de presos/as (sen -ismos) e sobre represión (sen siglismos) podendo así sacar info para o teu boletín.
      p.d.: sen sair tamén da pax. principal a man dereita tes lizacións sobre o tema. Hai que asegurarse antes de falar, meu

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    2. ei compa,se buscas atopas, clica no tag "prision" e atoparás ou no de presos, represion ou anarquistas.

      ah e se atopas pola rede um outro site com a informaçom que buscas (além dos indicados no antérior comentário) seria de argadecer que no-lo comunicaras para ter conta de-le.

      saúde e sorte com o boletim (e quando o tenhas feito também molava que o enviaras)

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