18 may. 2012

Comunicado de Gilbert Ghislain em 11 de Maio 2012

Olá:

Acá estou de novo em Clairvaux depois de dois meses de ausência. Voltei o passado venres (6ª feira) e ontem passei por junta para que me quitaram o periodo de seguridade em previsom dumha solicitude por um terceiro grado. É, quanto menos, o que estava previsto antes da condenaçom de Tarbes.

Em 13 de março passei a juízo pola fuga de Lannemezan que tivera lugar em 5 de novembro de 1990. Condenam-me a 4 anos por umha evasom perpetrada há 22 anos. Era o único sentado na bancada de acusados, para os meus cómplices, a movida esta prescrita ou cumprida desde há muito tempo. Incluso um deles pagou umha cadena perpétua na França e saiu em liberdade condicional. A fiscalia de Tarbes pensava que seguia em busca e captura. A um outro dos meus cómplices, quando lhe apresentaram o assunto, para él, estava prescrito. É dizer que durante anos esqueceram o assunto num caixom e há alguns meses quando comprenderam que eu poderia beneficiar-me dum terceiro grado encontraram, este velho expediente para manter-me preso. Parece incrível pero isto se passa na França e quanto escrevo é verificável.

Esta condenaçom de 4 anos coloca-me em situaçom de “recitive legal”. É dizer que já nom podo pretender a um terceiro grado antes de cumprir as duas terceiras partes da minha condena. Recurrim, mas umha vez que se me decrete prisom, terei que esperar 4/5 anos mais para pretender a um terceiro grado 28 + 4 =32 anos. É simplesmente delirante.

Estava previsto que passara por junta em 22 de março para que me quitaram o periodo de seguridade. Como nom estava em Clairvaux foi suspenso até o 10 de maio. É dizer ontem. Estava previsto que passara por junta para quitar-me o periodo de seguridade que rematava em janeiro de 2013 e umha vez o periodo de seguridade quitado, passar por junta para um terceiro grado com pulseira electrónica. O juízo de Tarbes muda as coisas. Jurídicamente dado que nom se me decreta prisom, podo beneficiar-me dum terceiro grado, que mo deam nestas condiçons é um outro tema. A resposta da junta de ontem é para o 7 de junho. Nom sei cando tenhem previsto passar-me por junta para o terceiro grado.

Agora só fica esperar e dado que recurrim a sentência de Tarbes e que se vai celebrar um novo juízo que terá probavelmente lugar a finais do vrao, haverá que prepara-lo. O juízo do 13 de março nom estava preparado. O advogado apostara pola clemência do tribunal em troques de faze-lo sobre umha denúncia. A vindoura vez será diferente.

O expediente da fuga que foi julgado em Tarbes, está cheio de anomalias que ocultam que foram as próprias instituiçons penitenciárias quem, pola sua própria dinámica, figeram-se cúmplices da evasiom. 22 anos depois, no seu requisitório de Tarbes, o fiscal explicou que nom podiam encarcerar-me em Tarbes porque era D.P.S e nom havia suficinte seguridade e que em Lannemezan, incluso duas décadas depois, nom me queriam lá. Isto, hoje como ontem é normal: quando te fugas dum cárcere, jamais voltas à mesma.

No juízo do recurso, perguntarei porqué, entom, eu voltara a Lannemezan tras umha fuga a golpe de explosivos e, sobre tudo, perguntarei porque fum sacado tam fácil do ailhamento para poucas semanas depois atopar-me sobre o teito da prisom. Fiquei 3 horas sobre o teito sem refens e com a "céntrale" rodeada polos gendarmes. No meu expediente nom havia só a evasiom precedente, senom também várias tentativas e sospeitas de preparaçons de evasions, incluso polo ar, nom entanto a naide se lhe ocorrera despejar-me do teito. A explicaçom é simples: Tra-la primeira fuga e contra tuda lógica, os responsáveis da administraçom decidirom devolver os fugados a Lannemezan. O novo director temia um incidente violento ou pior ainda umha nova evasiom, pero a negativa do ministério a transladar-me o bloqueava. Prometera-lhe que si saia de ailhamento atoparia a maneira de forçar ao ministério a transladar-me sem agredir nengum funcionário. É a razom pola qual nem sequer pensaram numha fuga. Eu anunciara umha acçom que provocaria o meu translado disciplinário e lá tinham-na. Hoje tudo isto nom tem importância, pero se 22 anos depois nom esquecerom, haverá que falar de tudo.

Para falar de tudo aquilo em Tarbes, tivera sido necessário que falara da minha precedente evasiom. O meu advogado creeu mais prudente nom faze-lo, por medo a que tampouco estivera prescrita, pero visto o absurdo da situaçom farei-no durante o juízo do recurso.

Aproveito esta carta para agradecer a equipa do Envolée e Natchav pola sua solidariedade, sem esquecer às compas de Toulouse. É agradável saber-se apoiado.

Força e determinaçom

Gilbert

Comunicado chegado ao nosso correio e traduzido.

Original em Francês e Castelám no seu blogue gilberttextos

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