23 abr. 2012

Sementando para o 1º de Maio .- Discurso de Louis Lingg

Louis Lingg (1864-1887) foi um dos anarquistas julgados e sentenciados a morte polo caso de Haymarket, mas foi quem de fastidiar-lhes o teatrilho aos seus verdugos, dado que decidiu perecer pola sua conta antes que deixar-se matar por eles. Assim às 10 da manhá do dia antérior as ejecuçons o carcereiro que vigiava a Lingg viu-no acender um cigarro com umha bujia, e de seguido ouviu-se umha forte detonaçom e a sua cela encheu-se de fume. Lingg ficava tendido no cham, com a sua cabeça aberta por longas e anchas feridas e as carnes do seu pescoço levantadas, rota a mandíbula e o seu cráneo afurado. Ainda agonizava banhado no seu sangue. Depois de cinco horas de horriveis sofrementos, expirou. Suicidara-se com umha pequena cápsula dumha pulgada de longo cheia de fulminato de mercúrio. Um diminuto tubo cuberto com sebo, fácil de ocultar na palma da sua mao, dera-lhe a morte. Outros tubos semelhantes forom depois atopados na sua cela. Sem dúvida estavam destinados aos seus compas de prisiom. Nom poiderom aforcar-lhe, souvera burlar-se dos seus verdugos até com a morte!!

A seguir transcribimos para o seu conhecemnto e defussom parte do seu discurso diante do jurado que condenou-no a morte (Já se passarom mais de 125 anos de-lo, mas ao pensar de quem colou isto acá, apenas mudaram nada as coisas da "Justiza").

"Concededes-me, depois de condenar-me a morte a liberdade de pronunciar um derradeiro discurso.Aceito a vossa concesom, pero so para demostrar as injustizas, as calúnias e atropelhos de que se me fai vítima.

Acusades-me de assassino.Nom; nom é por um crime polo que nos condenades a morte; é por quanto aqui se dijo em todos os tons, é pola Anarquia; e dado que é polos nossos princípios polo que nos condenades, eu berro sem temor: Som anarquista!

Acusades-me de desprezar a lei e a orde. E que sinificam a lei e a orde? Os seus representantes som os polícias, e entre istos há muitos ladrons. Acá senta o Capitám Schaack. El confesou-me que o meu sombreiro e os meus livros desapareceram do seu gavinete, substraidos polos polícias. He ai os vossos defensores do direito de propriedade!

Mentras eu declaro francamente que som partidário dos procedementos de força para conquistar umha vida melhor para os meus companheiros e para mim, entanto afirmo que enfronte da violência brutal da polícia é necessário empregar a força bruta, vos tratades de aforcar a sete homes apelando à falsidade e ao perjúrio, comprando testemunhas e fabricando, em fim, um processo inícuo dende o princípio até o fim.

Acusades-me de delito de conspiraçom. E como é que se prova tal acusaçom? Pois declarando singelamente que a Asociaçom Internacional de Trabalhadores tem por objecto conspirar contra a lei e a orde. Eu pertenezo a essa Asociaçom, e disto se me acusa provavelmente. Magnífico! Nada há difícil para o génio dum fiscal!

Eu repito que som inimigo da orde actual, e repito também que combatirei-no com todas as minhas forças mentras aliente. Declaro outra vez franca e abertamente que som partidário dos méios de força. Digem-lhe ao Capitám Schaack, e ainda sostenho, que se vos empregades contra nos os vossos fusis e os vossos canhons, nos empregaremos contra vos a dinamita. Rides provavelmente, porque estades pensando: Já nom arrojarás mais bombas. Pois permitide-me que vos assegure que morro feliz, porque estou seguro de que os centos de operários a quem falei recordarám as minhas palavras, e quando tenhamos sido aforcados eles farám estoupar a bomba. Nesta esperança digo-vos: Desprezo-vos; desprezo a vossa orde."


Colado e traduzido por Edu, extraido do livro "Los Martires de Chicago" de Ricardo Mella

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