1 jul. 2011

Leo Ferre.- Les Anarchistes

Lembremos, pensemos, ouçamos. Há tantas referências para nos alimentar o espírito e a resistência ao statu quo.

Ouçamos, por exemplo, Léo Ferré cantando Les Anarchistes, poema e música dedicados a Mikhail Bakunin, “ce camarade vitamine”, e aos anarquistas espanhóis.

Colo cá umha versom traduzida ao galego


Nom há um entre cem e ainda assim eles existem,
Em grande parte espanhóis e você sabe o porque,
E no entanto na Espanha ninguém os compreende
Os Anarquistas

Já sofreram de tudo
de labaçadas a tiros
Já gritaram tanto
e ainda seguirám gritando.

Têm o coraçom a sua frente
e os sonhos ao meio
e a alma atormentada
por idéias fabulosas.

Nom há um entre cem e ainda assim eles existem
Som filhos de muitos poucos ou de origem obscura
que só som notados quando som temidos.
Os Anarquistas

Já foram mortos cento e dez vezes
Para nada e por que?
Com a arma em punho
sobre a mesa ou sobre nada.
Com um ar insolente
que faz derramar o sangue.
Já golpearam tanto
e ainda seguirám golpeando.

Nom há um entre cem e ainda assim eles existem,
E se começam os tiros às costas,
nom duvidar que sairám as ruas
Os Anarquistas

Têm umha bandeira negra
a meio mastro entre a esperança
e a melâncolia
para arrastar pela vida.
Cuitelos para cortar
o pão da amizade
e armas enferrujadas
para nunca esquecer

Nom há um entre cem e ainda assim eles existem,
Lutando com alegria de braços entre braços
Eles estám sempre em pé
Os Anarquistas.

E acolá umha versom em italiano cantada também por Leo Ferre:


asdo.- Edu em adicaçom a todas as que já sabedes quem sodes

4 comentarios:

  1. Arsene Iglesias Wenger1 de julio de 2011, 13:13

    ¡A la vejez viruela!

    ResponderEliminar
  2. Por favor ¿podedes colgar o Inno Individualista e a súa tradución?

    ResponderEliminar
  3. Aquí está a letra dOl Inno Individualista traducida ao castelán. A canción é de orixe italiano, remontase a principios do século XX e o seu autor é descoñecido:

    Antes de morir bajo el fango de la calle,
    imitaremos a Bresci y Ravachol;
    quien tiende a ti la mano, o burguesía,
    es un hombre indigno de guardar el sol.

    La máquina estridente machaca y despedaza
    y pálidas y gritando están las esposas,
    queda el campo incultivado y el minero sepultado y los trabajadores se estremecen de homicida honor.

    Y a quién no sucumba le espera la tumba,
    se aprestan las bombas, se afila el puñal.
    ¡Es la acción el ideal!

    Francia alerta, en la guillotina,
    corta la cabeza a quien castigarla quiere;
    La España vil agarrota y asesina;
    fusila Italia a quien su alma hace temer.

    En América colgados, en África degollados,
    en España torturados en honor de Montjuich;
    pero a la triste raza del señor terrorista
    el individualista sabe todavía golpear.

    Y a quién no sucumba le espera la tumba,
    se aprestan las bombas, se afila el puñal.
    ¡Es la acción el ideal!

    Hasta que seamos multitud, es correcto que así sea
    la banda social contra el decretar de las leyes;
    hasta que el sol de la Anarquía no brille
    veremos siempre el clamar del pueblo.

    Esbirro, espantado, si la dinamita
    oye rugir contra el opresor;
    vamos contra todos, esbirros y sinvergüenzas,
    y uno contra todos no lo esperaran.

    Y a quién no sucumba le espera la tumba,
    se aprestan las bombas, se afila el puñal.
    ¡Es la acción el ideal!

    ResponderEliminar
  4. acolá podedes escutar em italiano o hino individualista.

    http://www.goear.com/listen/2a1c2b9/inno-individualista-himnos-anarquistas

    ResponderEliminar