24 sept. 2014

Prófugo & Rimo sem Ritmo-"Morte á morte" videoclip

Presentamos este videoclip de Prófugo & Rimo sem Ritmo, rap iconoclasta dende o Baixo Miño.



A canción do video pertence ao disco "Morte á morte" un traballo de Prófugo publicado en febreiro deste mesmo ano. Deixamos tamén un enlace ao traballo de Rimo sem ritmo, "Agora ou nunca", unha demo editada en xullo, tamén deste mesmo ano.

Adxuntamos a letra da canción:

Rimo sem Ritmo-Todo que tenho que dizer... sem ter por qué explicar-me. Senti-la Mai, meu. A Terra brota aos teus pes. Passos de xigante, arbores queimadas que viverom séculos antes. Carbalhos fortes, castinheiras onde antes havia cafés. Morte à morte. Culturalismo incipiente em Compostela fede. Compites por ver quem mais le e quem mais vale. Mais me vale nom saber ler que ter que entender a túa forma de ser. Quem te crés para poder superior ser? Eu sego contraconstruindo o meu ambiente. Xerras de pestes cada manhá abotargam a minha psique. Existência intensiva, invasiva com cada pensamento, cada calada à maria. Encanta-me estraga-lo tempo, perde-lo, nom quero quere-lo. Nem relógio, nem horas nos eidos, confundindo o vento com meu alento. Profundo prófugo, colegas eternos, coma névoa no inverno no nosso povo. Soando gélido, sonho invértido, acende o meu incêndio e invita-me a bailar com o lume na noite negra, idêntico a um pálido esquelete quando a carne morre e só queda merda. Vicio de vértigo. Agora ou nunca, a revolta existe? Prefiro queimar-me, queima-la fodida revolta, queima-la rua e as ganas de nom querer mais, queimar-nos a todas mais de o que já estamos e começar dumha vez por todas convertir as palavras em factos, as frases nas mechas dos cócteis que imos tirar, e as miradas em pontos estratégicos de cada rúa. Seguro que há menos madeiros que pessoas em toda cidade, por que nom plantar cara mole!?

Prófugo-E que a mole estoupe, que nom quede nada. Mundo novo? Igreja em chamas. Cidade arrasada. Policia morto. Rebentar barcos no porto. Carros ardendo. Vinganza de meigas que forom queimadas, em passados. Nom foron contos de fadas. Descobrir, abrir janelas, fazer barricadas. Saír correndo do Super com as malas carregadas. Vida fodida a das mozas nestas ruas manchadas de patriarcado. Control do estado, fode as câmaras que che seguem. Caminho marcado. Povo de escravos. Organizados. Desorganiza-te da ordem dos amos. Fala coas colegas e monta unha festa, lume na fiestra, resta, apesta na peste da banca. O lixo do dinheiro espanta, destruí todo o que te estanca, a merda que te manca. Pinta poesia nas paredes da comissária. Com o lume purifica, cicatriza as túas feridas. Noites espidas, gargalhadas vestidas de colegueo. Falando do mundo feo que queremos queimar. Conversas de reos que se querem liberar, ou isso creo. Escapamos da policia mais cuspimos primeiro, nas súas faces. Queimamo-los disfarces e conspiramos cos rapaces. Aves rapaces, balas audazes. Somos efímeros, versos fugaces. Nenas selvagens correndo polo verde, historias de vermes cantando tolarías. Irmãos derrubando muros pra fazer saídas.

1 comentario:

  1. https://www.youtube.com/watch?v=7Oc2TTOJdPo&list=PLklOX2v7CLWgwPLHLVin1et6h0AfdqhVy

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