18 jun. 2014

International Terrorism Game, versom Audiência Nacional espanhola

Abordaxe.- Eu quando pequeño, se bem já na possessom do uso da razom, nos abondosos dias de chuva do inverno, gostava de jogar com as minhas irmáns, mais novas ca mim, a entretidos jogos de mesa.

De sempre faziamos caso omisso das instruçons dos jogos e nós mesmas optavamos por inventar novidosas normas que se afaziam mais ao nosso interés. Assim por pôr só um ejemplo, no “Monopoly” nunca agardavamos a ter todas as propriedades dumha mesma cor para poder edificar, senom que assim que mercavas qualquer título podias montar sobre e-le (se tinhas quartos, claro) um hotel sem ter que passar pela aborrecida e aborrida norma de ir edificando umha a umha cada casa em cada quenda de tirada e assim até chegar a cinco e poder montar o hotel; mesmo ás vezes permitiamo-nos edificar dois ou tres hoteis na mesma casinha e se alguém caia tinha que pagar o duplo ou triple do que figurava na carta de propriedade, e senom tinha quartos era a Banca quem tinha que apoquinar a déveda. E assim quando mais goçavamos da partida era quando despojavamos a Banca de tudo o dinheiro.

Mas na nossa teima por modificar as regras nom havia danos colaterais (além da Banca, que nom era propriedade de ninguém e iamos rulando quem a administrava sem responsabilidade algumha ne-lo) e assim ninguém saia perjudicada ou beneficiada por ter modificado essas normas antes de começar o jogo, dado que os acordos eram tomados antes da primeira tirada de dados por unanimidade e respeitavamo-las até ter rematada a partida: isso sim a vindoura vez que jogaramos nom havia reparo em dar-lhe a volta a todas as leis e inventar umhas novas por consenso.

Poderiamos qualifica-lo de jogo tramposo, pero eram as mesmas trampas para todas e nunca ninguém chistara por e-lo.

No canto do tema a tratar, é a Audiência Nacional quem determina as regras, quem as modifica a sua conveniência quando lhe peta e quem as impom com mão dura ao resto de participantes: Participantes que nunca quigeram jogar e que se viram obrigadas a e-lo sem poder remedia-lo, e que se vem ameaçadas com golpadas e outros tratos humilhantes se nom agocham a cabeça e assumem as impostas pautas de jogo.

Nos papeis da caixa do jogo de terroristas, a nível internacional, figura claro que para umha banda poida ser considerada como tal tem que cumprir umha série de requerimentos tipo: permanência, estabilidade e complejidade, posse de armamento, e practicar umha violência reiterada e indiscriminada contra pessoas, que seja de tal envergadura que gere terror público e rejeitamento social.

E se bem nós, de mútuo acordo mudávamos as regras para faze-lo jogo mais divertido para todas, neste caso que me ocupa, as normas som mudadas a prazer polo director do jogo, quem pode chatar de terrorista mesmo a posse de artefactos explosivos artesanais de baixa estofa como atopar um passaporte falsificado ao teu nome numha vivenda que nom é a tua e do que nunca figestes uso.

Mesmo se passa com considerar o feito de nom querer jogar como motivo de ser encirrada na casinha do cárcere o resto da partida, quando tal suposto nom existe na normativa internacional; e mesmo pode-se chegar ao despropósito de obrigar também a jogar a quem supostamente só se limitou a ajudar a agochar-se a quem nom queria jogar.

Há também quem opta por assumir o seu papel de vítima e tras adquirir o título de héroe, depois agocha a sua cabeça até extremos que dariam a pensar em que está a procurar adquirir certo tipo de vantagem, mesmo acedendo a satisfazer ao director do jogo até extremos obscenos, e para e-lo sirve-se de acusar ás outras jogadoras. Eu por isso nunca me sentirei como Xurxo.

O pior de tudo é que ninguém pode ter a tranquilidade de manter-se ao marge da partida, qualquer dia chegam á tua morada os pions do dictador da partida e te envolvem ne-la de tal jeito que como mínimo vas ter que aguardar várias quendas no cárcere sem passar pola casinha de saida. Eu por isso sínto-me como Maria, como Adri, como Bruno, como Carlos, como Mónica, como Francisco, como ...

eDu

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