19 feb. 2014

[Compostela] Mais "chicha" no caldo da Pokémon

Neste ninho de corrupçom que se está a desvelar graças á guerra aberta entre as pandas pepeiras do concelho da capital galega, temos um outro sucesso do que dar conta pela sua peculiaridade:

Já sabiamos que Adrián Varela, concelheiro de desportes, quem recebe na Pokémon os apelos de "Pijolandia" ou "El Chico", destapara numha conversa com Espadas, o "anjo durmido ébrio ao volante", na que falavam sobre o "novo" alcaide Currás, tras o abandono "in-voluntário" de Conde Roa, ao respeito do inevitavel afastamento do "anjo caido" do seu posto de chefe de gavinete pepeiro, e na que "Pijolandia" assegura que vai ameaçar ao novo alcaide com estas palavras: "Como quiera prescindir de ti le vou a recordar (...) que va a haber gente que le va a ir pedir 40.000 o 45.000 euros, gente que puso cuartos en la campaña electoral e que quiere que tu sigas ahí, para empezar... A ver como reacciona a eso!".

Agora, com a saída á luz dos papeis, confirma-se que "El Chico" cantara diante da juíza Pilar de Lara, o que todas já sabiamos ou sospeitavamos: que o PP de Compostela recebe de empresárioa dinheiro para as campanhas eleitorais: "eeee... Yo se que, bueno yo se, me suena que, de una conversación y demás que ha puesto dinero".

Colamos a "chicha", que recolhemos do PrazaPública

A gravaçom da conversa entre "Pijolandia" e "O Anjo Caido" (este apelo nom figura na pokémon, mas acailhe bem ao elemento) foi um dos indícios que levou ós investigadores a sospeitar dum "possível financiamento irregular de partidos" na capital galega, e isso foi sobre o que a juíza Pilar de Lara abondou durante o interrogatorio ao própio Adrián Varela, quem sem entrar se essas achegas eram ou nom irregulares, sim confirma que existiram.

Nesse interrogatório, integrado na parte do sumário sobre a que já nom pesa o segredo e ao que tivo acesso PrazaPública, De Lara questona a Varela pelos seus irados comentários encol aos "40 ou 45.000 euros" dos que lhe ia falar ao novo alcalde, Ángel Currás, con quem o edil de Desportes nom tem umha relaçom especialmente fluída. Esse, explíca-lhe o concelheiro á juíza, foi um "comentário" realizado num momento no que se atopava "un poco disgustado" com Currás e fai-no porquê, ainda que "yo no era el tesorero del partido" nem "tenía ningún cargo" nel, "me suena que un empresario de la construción que ha puesto dinero" na organizaçom conservadora.

"Que empresario?", pergunta De Lara. "Antonio Ramos", resposta Varela, confirmando acto seguido que se trata do responsável da empresa CPS, umha construtora que trabalha com relativa frequência com o Concelho compostelá, tanto na etapa do Governo bipartito como no actual. Segundo a mesma declaraçom, Varela obtivera essa informaçom das achegas a través "de alguna conversación, puede ser que con Ángel Espadas", e mesmo deixa cair que poderia nom ser o único constructor que financiara ao PP. "Yo no se si fué en concepto de donación, con arreglo a la ley de financiamiento de los partidos o no", aclara.

Pero, a que se deve a advertência a Currás? Num, por vezes, dubitativo Adrián Varela explíca-lhe á instructora do caso que "muchos empresarios vienen llorando" porque o Concelho nom lhes "dá" contratos de obras e um de-les, cabe deduzir, seria o doador de fundos ao partido: "me suena que en la campaña ha puesto dinero", reitera, pero "no se si fué una donación al partido o en concepto de que".

A juíza pergunta se é possível que fosse o próprio Conde Roa quem "canalizara" estas ajudas? ao que "El Chico" retruca: "esto no lo se" pero "lo imagino", "si no lo ven mis ojos yo no lo puedo asegurar. Yo no vi ninguna transacción de dinero, no vi como se le entregaba dinero al señor Conde Roa ni a Ángel Espadas".

Neste contexto a juíza segue a tirar do fío e quere saber se é possível que as "ajudas" do constructor á campanha eleitoral do PP fossem realizadas "simulando contratos de préstamo" da constructora ao ex alcalde, créditos que figuram nos livros contáveis da empresa por importe de 60.000 euros. "¿Dinero a Gerardo? Si se le daba dinero a Gerardo, lo sabrá Gerardo", reiterou "Pijolandia" ante a juíza. A el só "soa-lhe" que o devandito constructor achegara dinheiro, tal e como reflectiu nessa conversa na que também augurava que ao novo alcalde "le iba a llegar la mierda al pescuezo". Neste caso, respónde-lhe a De Lara, díxoo porque pola cidade já "circulaba el tema de los currículos de la escuela de Salgueiriños".

Notícia colada x eDu

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