17 oct. 2013

[Brasil] Ninguém ficará para trás!

[A seguir, texto sobre a recente onda de repressom no Rio de Janeiro, e a necessidade de criar umha rede de solidariedade e pola libertaçom dxs presxs, recebido na nossa caixa de correios de ANA-Agência de Notícias Anarquistas, publicado no blogue "é tudo nosso" (informações rio de janeiro).]

Afirmar que vivemos umha guerra nom é umha ameaça, é reconhecer o que está diante dos nossos olhos. A dominaçom nom demonstra nengumha intençom de ceder, assim como nós nom temos nengumha de desistir. No acirramento dessa disputa muitas caidas virám, mas é preciso ter em mente que os fracassos nunca som definitivos e que fazem parte da história das victórias.

No dia 16 de outubro, o Rio de Janeiro viu novamente o que a repressom é capaz. As informaçons ainda divergem de acordo com a fonte, mas segundo o grupo de advogados “Habeas Corpus” foram 195 detidxs e dessxs 84 estám, nesse momento, presxs. As acusaçons variam: formaçom de quadrilha ou bando, roubo, incêndio, dano ao patrimônio público, lesom corporal e corrupçom de menores. A nova lei de organizaçom criminosa está sendo usada para criminalizar muitxs dxs que foram presxos, o que está gerando absurdos como a busca de um líder do grupo e a invençom de supostos ganhos materiais obtidos com o “vandalismo”. Durante o protesto os policiais usaram as armas de sempre: bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, balas de borracha, armas de choque e – para nom restar dúvidas quanto ao nom diálogo – armas de fogo.

Esse é o resultado catastrófico que o Estado impôs a umha passeata convocada polos professores estaduais e municipais. A greve começou no início de agosto e tem como objectivo impedir a imposiçom de um modelo empresarial de educaçom. As propostas do governo nom dialogaram com nengumha das demandas do movimento; para eles só importa o que eles querem. Essa greve, porém, nom pode ser entendida isoladamente, ela faz parte de um ciclo de revoltas que explodiu na cidade e no país desde junho. Os motivos da indignaçom som muitos, mas está claro que a intransigência do capital será cada vez menos aceitável.

Nessa mesma semana, 17 mandatos foram expedidos contra manifestantes. Aparelhos eletrônicos foram apreendidos e, foi revelado um esquema de investigaçom que contava com escutas telefônicas desde julho. A partir do momento em que estar nas ruas é ser suspeito, fica claro o quam grave é a nossa situaçom. Nom vamos pedir autorizaçom para resistir, resistiremos. Nengumha grade aprisionará nossa luta pola dignidade.

Agora é urgente a construçom de umha rede de solidariedade as presxs. Devemos ficar atentxs aos seus destinos e realizar umha campanha massiva polas libertaçons. Provavelmente elxs só sairám com fiança, portanto é necessário que nos organizemos para umha arrecadaçom massiva de fundos. No sábado (19/10) haverá umha vigília em Bangu: contamos com a presença de todxs.

Ninguém ficará para trás!

1 comentario:

  1. Imaxes do día 16 en Río:

    http://www.eltiempo.com/Multimedia/galeria_fotos/internacional11/impactantes-imagenes-de-los-disturbios-en-brasil_13109018-5

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