27 jul. 2013

[Canadá] Entrevista com Mel Bazil no 4º Acampamento Anual de Unis'tot'em de Ação

Colamos esta interesante notícia sobre o que se passa no Canadá ao respeito das lutas contra oleodutos e gasodutos, também, para quem entenda inglês colamos as ligaçons à entrevista que recebemos na caixa de correios:

Liberte as Pessoas, Defenda a Terra!

Por Aaron Lakoff

Mel Bazil é um indígena Gitxsan e homem de família Wet'suwet'en, ativista da independência indígena, e anarquista. Nos últimos anos, ele tem apoiado as barricadas do acampamento Unis'tot'en contra oleodutos e gasodutos ao norte da ocupada e inexorável “Colúmbia Britânica”. Desde 2010, o acampamento Unis'tot'en tem realizado ações diretas com êxito no sentido de prevenir que 7 empresas transportem óleo de betume das areias de piche de Alberta e gás natural de uma fratura hidráulica para a costa do Pacífico. O Unis'tot'en agora realiza um protocolo de anuência livre, preparatório e informativo, para todas as pessoas que procuram ter acesso à suas terras. Também construíram uma horta em permacultura e uma pit house [espécie de edifício primitivo cavado no chão] diretamente no caminho das tubulações em um inspirador exemplo de ação direta.

Nesta entrevista, Mel fala sobre resistência indígena contra as indústrias extrativistas no território Wet'suwet'en, a concepção Wet'suwet'en sobre direitos, responsabilidade para defender a terra, e os perigos da compensação de carbono e das lutas “que não estão no meu jardim”.


Nas palavras de Mel, “as tubulações se tornaram um canal para levantarmos nossa voz e independência. Mas nosso povo tem declarado nossa independência por muito tempo. Sentimos como se o seu impulso agora viesse com força. Existem mulheres desaparecidas e mortas ao longo da Ilha Tartaruga. Nossas crianças estão sendo removidas de suas casas. E segundo a lei canadense, continuam na expectativa de que nós devemos esperar. Mas a lei canadense é uma corporação”.
De 10 a 14 de julho, o 4º Acampamento Anual Unis'tot'en de Ação foi realizado em território Wet'suwet'en. O acampamento atraiu o apoio de mais ou menos 200 nativos e não-nativos para organizar, criar estratégias, e planejar ações contra as tubulações. Na abertura do encontro, membros da nação Wet'suwet'en cantaram uma canção de guerra para as companhias de oleodutos e gasodutos, assim como para o Estado canadense.

Para mais informações, visite:
www.unistotencamp.com

Para baixar os arquivos da entrevista:

Parte 1

Parte 2

Tradução > Malobeo

agência de notícias anarquistas-ana

Borboleta!
Pousou na minha mão
me viu e voou.

Renata

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