15 jun. 2012

[Turquia] Carta aberta de 9 anarquistas encarceradas como terroristas por rachar cristaleiras de bancos em 1º de maio

Se nom o sabedes, vários bancos e outras empresas foram atacados por individualidades anarquistas na manifestaçom do primeiro de Maio. Nos somos 9 pessoas das 60 que a polícia detivo e às que mantém encirradas graças às mentiras do departamento de polícia. Nos somos 9 presas anarquistas que fumos detidas por decisom do noveno julgado criminal, e a quem se encirrou num cárcere de tipo Metris - Type T, desde a que escrevemos esta carta.

A maioria de nos foramos detidas polas equipas anti-terroristas em 14 de Maio às 5 da madrugada. Outras foram detidas ao dia seguinte. Os nossos computadores, os nossos telefones, outros dispositivos electrónicos, livros e muitas mais cousas de carácter pessoal foram-nos requisados pola polícia quando vinheram em grupos dentre 10 e 20 agentes a registrar as nossas moradas. A polícia di que nos “causamos danos em propriedade pública no nome dumha organizaçom terrorista”.

Em tanto, alguns indivíduos com ideias diferentes às anarquistas e que se viram por primeira vez na comisaria eram acusados de criar organizaçons terroristas, alguns deles incluso forom forçados a dizer que eram os líderes de ditas organizaçons.

Ainda que o liderato é totalmente contradictório com as ideias anarquistas, e isso converta em imposíveis as afirmaçons da polícia, incluso cómicas. A gente a quem se lhe acusa de pertencer a um grupo terrorista nom tinham armas nem muniçom nas suas casas. Os livros requisados (que podem encontrar-se em prácticamente qualquer livraria, como por ejemplo os de Kropotkin) forom definidos como “documentos da organizaçom”. Além, os artículos que leramos e os videos que compartilharamos em redes sociais forom usados como provas policiais, e mesmo a polícia também usou como provas o feito de que a gente participara em asociaçons legais que trabalham em campos como a libertaçom animal, os direitos humanos e a ecologia.

Usando umha forte presom psicológica durante quatro dias contra as pessoas detidas: nom se lhes permitiu ver às suas famílias nem chamar a ninguém, nem sequer aos seus advogados. Umha destas pessoas, foi insultada e humilhada por ser umha luitadora polos direitos de gays e transexuais. Todo o mundo foi forçado a reconhecer a existência dumha organizaçom terrorista e incluso tentaram que testemunharam as umhas contra as outras. Duas pessoas às que se lhe ameazara com penas de entre 15 e 20 anos declararam contra gente à que nem sequer conheciam.

Com a presom policial, declararom contra gente contra a que a polícia nom tinha nengumha prova, nem por méio do teléfone, nem de internet ou qualquer outro sistema de comunicaçom. Nada que lhes “identificara” como membros da organizaçom ou como partícipes dos ataques. A maioria das nossas amizades forom detidas simplemente por levar carapuça, algum tipo de mochila, sapatilhas, cinturons … de modelos que podem ter miles de pessoas, pero que, segundo a polícia, relaçona-lhes com a gente registrada nas cámaras de videovigiância entanto realizavam-se as sabotages. Dende logo, com essas insuficientes e irracionais provas nom se demostra em absoluto que exista umha organizaçom anarquista terrorista, ainda que queremos deixar claro que, como anarquistas que rejeitam todas as leis e a autoridade e que vem aos estados como assassinos, nom nos importa se o estado di de nos que somos terroristas. Eles realizarom a matança de decenas de pessoas em “Roboski”, mataram a um meninho de 11 anos de 13 balaços, e nom receberom nengum castigo, e agora acusam-nos a nos de terroristas. O estado matou a 34 pessoas em 1977, ninguém dos responsáveis foi levado a juízo, nom tanto nom tenhem problema em arrestar a 60 pessoas e encirrar a 9 delas por 3 ou 5 cristaleiras rachadas de bancos.

Dois dos nossos amigos detidos nom puiderom realizar os seus exames finais na universidade, e existe a possibilidade de que a própria universidade imponha-lhes um castigo de suspensom ou expulsom. Um dos nossos amigos estava-se preparando para os exames gerais de ingreso à universidade, e está claro que no cárcere nom se puede estudiar o suficiente… Outras tiveram que abandonar as teses nas que estavama a trabalhar. Tres das pessoas detidas forom golpeadas. Desde que nos detiverom vimos sofrendo nas nossas próprias carnes o sistema legal, do que o estado sempre di que é genial. Queremos a nossa liberdade imediata, mas nom imos suplicar-lha a eles. Sabemos que estamos no cárcere polas nossas ideias políticas. Por elo, nom nos sentimos arrepentidas nem do que figemos nem do que nom figemos. O motivo de escrever esta carta é só para mostrar-lhe ao público a verdade sobre quanto está acontecendo.

Sabemos qué é o que se proponhem os nossos captores: converter-nos em aquelas que temem resistir polos seus próprios direitos. Pero o que nom sabem é que o cárcere da sua nojenta civilizaçom nom poderá acabar com as nossas ideias, e sentimo-nos mais fortes que nunca.

Vemos a todas as anarquistas do mundo como as nossas irmás e mandamos-lhes saúdaçons, amor e solidariedade a todas as insurrectas do mundo que tenhem lume nos seus coraçons, tanto sejam de Atenas, Amed, Chiapas, Gaza, Toronto, Seattle… Em todas essas terras há gente que também estám luitando. E agradecemos-lhe-lo a todas, a cada umha delas, pola solidariedade e as acçons de apoio. Faise-nos imposível definir os nossos sentimentos ao descrever às anarquistas locais que nos estám apoiando e realizando acçons. Mandamos-lhe um abraço cheio de carinho e queremos fazer-lhes saber que sabemos que estám com nos e que em nengum momento sentimo-nos sós. Com desejos de viver dias cheios de insurrecçom e solidariedade.

Presas anarquistas:

Beyhan ÃaÄrÄ TuzcuoÄlu
Burak Ercan
Deniz
Emirhan Yavuz
Murat GÃmÃÅkaya
OÄuz Topal
Sinan GÃmÃÅ
Ãnal Can TÃzÃner
Yenal YaÄcÄ

Notícia colada e traduzida de lacizallaacrata.nuevaradio por Edu.

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