15 may. 2012

O Ministro, as Bombas, os Negócios, as Mortes, os Milhons

Chegou ao nosso correio esta "escandalosa" notícia à que damos pábulo:

Érase umha vez um comerciante de armas cuja empresa fabricava bombas de racimo e que vendia, entroutros, ao governo do seu estado. E resultou que, com o tempo, o governo do seu estado assinou um convénio internacional no que se acordava umha moratória no uso, producçom e venda dessas bombas de racimo, com o que deixou de compra-las e permitir exporta-las. Entom o comerciante denunciou o governo por ter que deixar de vende-las.

Tres anos depois da sinatura desse convénio, nesse estado houvo umha muda de governo, e o novo presidente tivo a ocorrência de nomear como ministro da guerra o devandito comerciante de armas: Alguém pode melhorar isto? Agora este comerciante, transmutado em ministro, será quem faga efectivo o pago á súa antiga empresa da indemnizaçom correspondente: Um belisquinho de 40 milhons de euros !!.

Pedro Morenés, actual ministro da guerra do estado espanhol desde dezembro de 2011, fora conselheiro da empresa Instalaza entre 2005 e 2007, depois se passou a ocupar o posto de representante legal desta empresa até o 4 de outubro de 2011, segundo recolhe o “Boletim Oficial do Registro Mercantil”.

Instalaza figura nesse Registro como empresa de fabricaçom de armamento, e entroutras, fabricava bombas de racimo até que em 2008 o Congreso espanhol ratificou um convénio internacional pola moratória na sua fabricaçom e utilizaçom. Assim tanto a crise como esta proibiçom de fabricar e vender bombas de racimo levaram a Instalaza a facturar um 42,6% menos em 2009 e a fechar esse ejercício com perdas de 127.499 € , mas a moratória nom durou moito e mesmo ao ano seguinte semelha que a situaçom deu-se a volta, pois segundo as próprias contas da empresa correspondentes a 2010, Instalaza rematara esse ano deixando atrás os números bermelhos e acadando um benefício neto de 634.485 €, dado que se bem a moratória em quanto as exportaçom seguerom, nom assim as ventas ao próprio ejército espanhol, que duplicarom, e isso pese aos supostos recortes presupuestários em Defensa, estando ainda o PSOE no governo.

Tudo isto saiu a luz em 31 de outubre de 2011, quando o jornal Cinco Días revelou que Instalaza decidira recorrir aos tribunais para pedir que o Governo espanhol a indemnizara com 40 milhons de euros em concepto de desagrávio pola proibiçom do uso, almacenamento e fabricaçom das bombas de racimo como consequência da firma desse Convénio. Nom tanto, esta empresa já apresentara, em maio de 2008, quando Morenés era o seu representante legal, umha reclamaçom via judicial por perda patrimonial ao governo por 40 milhons de euros, em concepto de dano emergente e lucro cesante por venda em sete paises.

Agora vimos de saber que Instalaza venderá a déveda a umha terceira empresa que à sua vez a revenderá e finalmente o Ministro pagará dezindo que nom é a sua ex-empresa quem cobra.

O dinheiro sairá dos impostos de todas, naturalmente. Os nossos quartinhos pagando idemnizaçons a empresas que se beneficiarom vendendo bombas que a dia de hoje seguem assassinado e mutilando criançinhas (especialmente no norte de África onde case o 100% das bombas de racimo som de fabricaçom espanhola). Porque estas armas mortais fabricadas durante anos pola empresa de Morenés, denominadas eufemisticamente “sub-muniçons espargidas”, tenhem um elevado rango de erro e é normal que fiquem bombas soterradas sem explorar moito tempo depois de ser lançadas, o que as convirte em moi perigosas, e em especial para as crianças dado que tenhem formas chamativas, como pelotas de tenis ou latas de refrescos, porque é assim como as camuflam estas empresas assassinas como a do Ministro da guerra espanhol.

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