2 oct. 2013

A hipócrita "inocência" do fascismo ou "nom me tomes por parvo"

Todos os falsimedios derom pábulo ó assunto: o concelho madrilenho de Quijorna, com alcaldesa do PP, organizou este sábado passado 28 de setembro, as “I Jornadas de Exposición, Militaria y Cultura de la Defensa” em colabouraçom com a “Hermandad de Regulares de Ceuta”, com os objectivos "a conseguir, con la inestimable participación de todos" de: "Incrementar el Amor a España y su Unidad indivisible", "Fomentar y promocionar los Valores Tradicionales de la cultura española", "Obtener el máximo respaldo social y reconocimiento y favorecer la completa identificación de la sociedad con sus FF.AA. s., C.S.E y el resto de organismos públicos que conforman España" e "Fomentar y promover la Cultura de la Defensa y Seguridad en la sociedad".

Saltou a lebre quando os medios destacarom o mercadilho feito no único colégio público desta localidade, cheio de parafernália fascista, franquista e militar, e as insólitas declaraçons da alcaldesa "sorprendida" pela magnitude informativa do acontecemento e estranhada de que criara contorvérsia: “No había ninguna intención de herir los sentimientos de nadie. Cuando visité la exposición, no me di cuenta de que hubiera banderas predemocráticas o cruces gamadas. No iba con esa idea de fijarme”, na mesma onda o seu tenente de alcalde tratava de escorrer o bulto: "se trata de una exposición militar, igual que la del Ifema de Madrid, solo que 50 veces más pequeña"; e "si esta es ilegal, la del Ifema también".

A verdade, eu os crio. Acho que, desde o seu ponto de vista, acostumadxs a viver sem ter que disimular o seu espanholismo da unidade indivissível, a viver rodeados de bandeiras, diplomas, medalhas e demais simbologias fascistas nos seus fogares (a mesma alcaldesa di ser filha de guarda civil) sem que isso seja motivo de ilegalidade algumha (só os livros que falam da guerrilha antifranquista som causa da Audiência Nacional, como no caso de Antóm Santos), a viver desde que nascerom a estar cheias de orgulho pátrio (consolidado tras a "transiçom à espanhola", que, por certo, vem de ser posta em solfa pola mesma ONU que vem de pedir que se deroga a Lei de Amnistía e que se investiguer "com urgência" as desapariçons do franquismo), nunca se poiderom imaginar tal revolta por organizar um acto paramilitar, porqué, a fim de contas, alguém sabe dalgum militar que nom defenda os mesmos objectivos que os marcados nessas jornadas?? Eu nom.

De certo, ao dia seguinte, domingo, a própria alcaldesa fechou os actos numha ceremónia “cívico-militar” na "Plaza de la Quinta Bandera", fronte a um monolito com a seguinte placa: “A los caídos por Dios y por España en la defensa de Quijorna del 6 al 8 de julio de 1937. Quinta bandera de Castilla Crespi. Batallón de Infantería de Toledo número 164. Tábor Ifni Sáhara”. É dizer, umha homenagem pública dirigida aos caidos do bando franquista na batalha de Brunete, e o fijo a cara descuberta com microfones e diante da igreja do povo e rodeada de personagens vestidos com uniformes militares, que, como di @lecorbusier2 no blogue "Tiempos Modernos" "houvo desfile com homenagem às unidades militares fascista que luitaram pola zona, com coroa de loureiro e agasalho à alcaldesa por um grupo de falangistas, bom melhor, de francofalangistas, com saudos e hinos militares ao uso de antes e de agora (está proibido por lei os desfiles e actos paramilitares). Igreja e escola nacional juntam-se para recordar com saudade um passado atroz com certa mirada esperançada da sua volta" , como podedes observar e escutar neste vídeo de QuijornaTV, donde a alcaldesa declarou ufana que esta "historia de España hay que mostrarla con orgullo al resto del mundo" durante a ofrenda “a los caídos por Dios y por España″:


O que já nom compartilho com @lecorbusier2 é a súa esperança em que actue a Audiência Nazional ( O sucessor do TOP, Tribunal del Orden Público, franquista atuando contra franquistas?? anda já!!), nem sequer observo que se estejam dando agora muitos casos de membros do PP em homenagens fascistas, pode parece-lo porque de repente há um lavado da imagem de Espanha desde certos medios, coincidindo com a posta em questom a nivel internacional da "transición a la española" e assim, depois de mais de 30 anos de silêncio cúmplice, agora caem na conta de que o PP está cheio de franquistas que nom vem nada malo em recordar a súa história de espanha e em homenajear aos caidos do seu lado, algo que nunca deixarom de fazer. Mentideiros que se forram das arcas do estado governe quem governe.

A quem nom crio é a direçom do PP em Madrid que saiu a desmarcar-se das palavras da alcaldesa, quem di, com razom, nom entender essa actitude desde o seu partido.

E a quem tampouco nom crio é ao concelheiro do PSOE nem ao capitoste da UGT Madrid que sairom à palestra "indignados" pola "exaltaçom do franquismo" (eles que forom os grandes partícipes da submissom ao franquismo para entrar no reparto do pastel "democrático" assinando os pactos da Moncloa). Só buscam publicidade eleitoral, pero gostam da mesma unidade indivissível de espanha, só que disfarçada de "esquerdismo".

Para rematar fico com as palavras da alcaldesa, atónita ante o tremendo eco que tivo a sua "actividade cultural": "Estoy tranquila porque no tengo el sentimiento de haber hecho algo ilegal, algo que pueda alterar la sociedad de este municipio pequeño, ni nada que se le parezca":



eDu

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